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Tratamento de varizes é ideal no inverno
O inverno é a melhor época do ano para quem deseja se livrar das varizes, já que muitos tratamentos requerem que o paciente não fique exposto ao sol. Quem no próximo verão quiser exibir pernas lisinhas, sem veias azuladas, precisará iniciar o quanto antes o tratamento. É neste período que surgem muitas dúvidas para se reconhecer o que é ou não uma veia varize.

Os portadores de varizes freqüentemente apresentam sintomas como peso e/ou cansaço nas pernas, acompanhado ou não por edema vespertino (inchaço).

O quadro de insuficiência venosa crônica (assim denominado pelos especialistas) é composto por uma série de sinais e sintomas relatados pelo paciente e constatados na consulta. Uma veia visível não significa ser varicosa, e a presença de teleangectasias (vasinhos) não significa obrigatoriamente doença.

Pacientes com antecedentes familiares de varizes têm maior predisposição a desenvolvê-las, motivo pelo qual devem procurar orientação para preveni-las. A principal orientação a seguir é fazer com que sejam evitados os fatores que prejudicam a drenagem do sangue pelas veias, que é feita no sentido das pernas para o coração.

Com isto o sobrepeso e o sedentarismo são causas importantes a serem combatidas. A estrutura vascular de cada indivíduo está teoricamente apta a suportar uma sobrecarga determinada pelo seu peso ideal, sentindo os sintomas de descompensação quando este é superado. Além disto, a atividade física regrada e de baixo e médio impacto, propiciam um incremento na drenagem venosa favorecido pelos músculos tonificados.

Outra situação especial é das mulheres, pois os hormônios femininos já naturalmente as incluem num grupo de maior incidência de varizes. O uso de contraceptivos orais ou injetáveis, aumenta o desenvolvimento em pacientes predispostas, e alternativas contraceptivas devem ser dadas para evitar este efeito indesejável. Ainda em relação às mulheres, a gestação constitui uma situação peculiar, onde, além do aumento dos hormônios circulantes, temos o aumento natural do peso e a compressão das veias pelo útero gravídico.

Portanto, um programa especial de educação postural e exercícios físicos deve ser desenvolvido.

Várias dúvidas povoam a cabeça das mulheres, relacionadas a antigos mitos como subir e descer escadas, usar saltos altos, fazer depilação e a presença questionável de "varizes internas".

As varizes constituem uma doença de caráter evolutivo, que se não tratadas acarretam situações indesejáveis como o escurecimento da pele (dermite ocre), hemorragias, flebites e tromboses superficiais.

O importante é o paciente saber qual o grau de insuficiência venosa que apresenta, e que tratamentos minimamente invasivos já estão ao alcance de todos. Atualmente preconiza-se que as varizes sejam tratadas no consultório, independentemente do seu grau de desenvolvimento, dispensando anestesias e internações. Recentemente introduzida no Brasil, a ecoesclerose priva os pacientes do trauma imposto pela cirurgia hospitalar convencional, dispensando inclusive o repouso.

O que é a Ecoesclerose com microespuma
Ecoesclerose é uma técnica menos traumática que o tradicional tratamento cirúrgico para eliminação da veia safena doente. É minimamente invasiva , baseada na injeção de um esclerosante na forma de microespuma biológica (mousse) no interior da veia doente, com o acompanhamento obrigatório através de um ultra-som. A tentativa de utilização dos esclerosantes sob a forma de espuma não é uma novidade. Porém, até pouco tempo, sua utilização indiscriminada causava complicações graves e seus resultados eram insatisfatórios.

Esse quadro ocorria por duas razões:
1ª) pelo fato de que a espuma não era biologicamente tolerada, pois era misturada ao ar ambiente, causando complicações como tromboses e embolia pulmonar.
2ª) a razão do fracasso da técnica anterior, é que não se utilizava o ultra-som como guia na injeção da espuma, fazendo com que esta acometesse veias saudáveis.

Desta forma é fundamental o uso da espuma misturada a gases de alta tolerância e da utilização do ultra-som como guia, para a segurança necessária para o procedimento.

A grande vantagem deste procedimento é que o paciente não necessita de afastamento de suas atividades habituais, sendo realizado no próprio consultório médico sem anestesia, pois a introdução da micro-espuma biológica é feita através de uma agulha muita fina.

Médicos responsáveis: Priscila Nahas e Henrique Elkis
Os médicos podem esclarecer à população sobre fatores desencadeantes de varizes, a influência da predisposição genética, dos fatores hormonais, do sobrepeso, do sedentarismo, do uso de anticoncepcionais, da influência do sexo, idade e tipo de atividade profissional.
Priscila Nahas – é cirurgiã vascular e tem didática para explicar como se extrai uma varize, já lecionou em faculdade de Medicina, e participa, como expositora, em Congressos, Simpósios e eventos na área médica. Priscila Nahas é especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular (MEC) e Mestre em Cirurgia Vascular pela Universidade Federal de São Paulo – Unifesp - Escola Paulista de Medicina.
Henrique Elkis – é o médico introdutor da ecoesclerose com microespuma no Brasil. Henrique Elkis especializou-se nessa técnica (que já é consagrada na Europa há 5 anos), estagiando por aproximadamente 1 ano junto ao Profº Dr. José J. Martinez-Rodrigo, chefe do serviço de radiologia intervencionista do Hospital Universitário Dr. Peset, em Valência, Espanha. Henrique Elkis é especialista em Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE).
Mais informações sobre escleroterapia no site www.elkisenahas.com
Fonte: Assessoria Foto: Divulgação Data: Abril 2005