Artigo
Saúde do Homem
O Masculino na Contemporaneidade: Repercussões na Saúde do Homem

Como a psicologia pode auxiliar nas questões de trabalho, vida pessoal e social do cotidiano masculino?


Um simpósio realizado pelo Serviço de Psicologia do Hospital do Coração – Hcor, em São Paulo em abril deste ano trouxe à discussão a saúde e suas relações com a sociedade contemporânea do macho, masculino, homem. O evento veio ao encontro das mudanças causadas pela sociedade atual, desde os efeitos da globalização, até a agilidade adquirida com as facilidades do mundo moderno e tecnológico.

Esta evolução também causou um aumento da incidência de psicopatologias como a depressão, transtorno de pânico, transtornos alimentares, entre outros. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 3% da população geral sofrem com transtornos mentais severos e persistentes, e mais de 6% apresentam transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O Ministério da saúde convoca ainda um novo olhar à saúde masculina, a partir do Programa Nacional da Saúde do Homem, que tem o objetivo de discutir as melhores práticas para a assistência na saúde mental deste homem moderno.

O simpósio trouxe à lembrança temas que falam do papel do homem na sociedade, a construção do psiquismo, a paternidade, a dinâmica da saúde no trabalho, a imagem corporal, histeria masculina, as disfunções sexuais, a sexualidade ameaçada, incluindo as DSTs (doenças sexualmente transmitidas), e o câncer de próstata.

O papel do Homem
Na evolução humana o papel social do homem sofreu mudanças a partir da percepção que algo mudou na sociedade organizada, que passou de uma visão vertical para uma visão horizontal. Daí vieram as conseqüências para a mudança deste papel, principalmente quando a ciência interferiu na base deste processo e causou avanços transformadores já na descoberta da possibilidade e da prática do controle anticoncepcional. Este fato levou às primeiras questões na relação homem/mulher, sobre os papéis de cada um na relação.

Não é possível falar do homem sem a dialética do macho, que pode ser relacionado ao reino mineral, vegetal, animal – um animal diferenciado biologicamente para além do gênero macho/fêmea e homem/mulher. O papel do homem no começo de sua história estava diretamente ligado à natureza, à caça, ao sustento da família. Com a descoberta da sexualidade e fertilidade, com o nascimento do filho, um terceiro ser entra na relação e causa uma nova importância.

Os tempos passam e a idéia da paternidade propicia a organização das sociedades, a definição do poder e a instalação de modelo que destina o homem ao trabalho, a função de provedor e ao poder de decisão sobre a família e a sociedade. Enquanto a mulher ficou destinada ao cuidar da casa e dos filhos, a passar o afeto e organizar a família, mas com submissão de poder. Já na sociedade desenvolvida, outro conceito de relação se construiu a partir de um modelo baseado no acúmulo da riqueza, na criação de descendentes e no controle do poder pelos homens sobre as mulheres, numa nova ordem patriarcal.

Na sociedade industrial o avanço fez com que o intelectual fosse tomando o lugar da força física. A mulher foi saindo do espaço doméstico para o mercado de trabalho, a família nuclear passou por uma revisão. Atualmente persiste a diferença biológica, mas fica claro que tanto o homem quanto a mulher são capazes, e se instala a igualdade de gêneros. A ciência desmonta ilusões e democratiza esta ordem masculina.

Entra na pauta a diversidade sexual, a homoafetividade, a função paterna, a busca do pai, a sociedade sem pai, a fragilidade, etc. O papel do homem na atual sociedade se realiza a partir do próprio homem conectado ao grupo, conectado a ordem, e conectado ao poder, em mão dupla.

A referência fálica
A trajetória da masculinidade começa na construção do psiquismo e sexualidade. No olhar da psicanálise a masculinidade é uma posição psíquica e não é inata. Existe uma trajetória a caminhar para se chegar a masculinidade, que passa pelo laço social e vai até o campo do outro. É uma posição subjetiva psíquica do sujeito com relação a referência fálica. A anatomia não é o destino, e o órgão genital não corresponde à posição subjetiva homem ou mulher.

Mas há o risco de confundir a posição subjetiva com o comportamento sexual ou escolha do parceiro. Há o risco de achar que alguém é homem se escolher uma mulher. É a questão do corpo com corpo, relação e sustentáculo de palavras. A sexualidade busca satisfação sexual no sentido pulsional, mas a busca da satisfação não quer dizer felicidade.

O falo é um lugar vazio, é um objeto que preenche no lugar vazio, é qualquer coisa que lhe preencha. O amor é regido pelo falo, existem os falos da contemporaneidade, que estão traduzidos em objetos dispostos nas vitrines dos shoppings e pela vida, buscando e atendendo ou não a encaixes perfeitos.

O desejo humano é a comprovação de uma falta estrutural. É uma castração, uma interdição a satisfação plena. Pai e mãe não preenchem, e o que resta é a castração. O masculino é castrado. Mas seja homem! Que tipo de home você é? Você tem que agüentar o quê? Que tipo de homem é você, provedor ou aventureiro?

A tentativa de ser homem passa pela lógica fálica. Para as crianças o falo está no lugar do pênis, mas o entendimento fálico é diferente para o menino e para a menina: “O menino diz que o tem e fala que a menina o perdeu. A menina não o tem mas queria ter” O masculino e o feminino estão do lado do falo.

O homem deprimido tenta desistir da lógica fálica. Pode levar ao pensamento homossexual para saber como o amigo resolveu a questão: Seja Homem! Cadê a lógica do pênis? Cadê a lógica da loucura feminina? No homem doente, a doença é um convite a desistência da lógica fálica, pois ele estará no lugar do objeto, em vez de ouvir: Seja Homem!, prefere ouvir: Adoeça! Masculinidade é uma posição subjetiva psíquica do sujeito com relação a referência fálica.

Prevenção
O Ministério da saúde no programa Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem informa que a cada 3 mortes de pessoas adultas, 2 são homens. Este homem estereotipado, com medo, na obrigação de ser o provedor, e no descuido de si mesmo, adoece cada vez mais e mais cedo, embora a curva de longevidade seja ascendente. O que acontece?

Pesquisas apontam como barreiras, os horários de atendimento do sistema único de saúde, a dificuldade que o próprio homem cria ao não ter a iniciativa em sair no horário de trabalho para uma consulta preventiva, e o folclore criado em torno do exame retal. Este homem tem vivido menos que as mulheres e as principais causas de morte estão ligadas ao consumo de álcool e drogas, tabagismo, acidentes, doenças do coração, câncer, colesterol e hipertensão.

O ministério da saúde gasta 56,2% da verba da saúde com os homens, e o Programa Nacional definiu como objetivos, promover melhora nas condições de saúde do homem; promover mudanças culturais para que o homem passe a ter mais atenção à saúde como faz a mulher; estimular a participação e inclusão do homem no planejamento de sua vida sexual, reprodutiva e paternidade. Entre as ações desenvolvidas, o programa quer sensibilizar a população; envolver a sociedade médica para uma nova visão do homem; viabilizar atendimento com horário compatível; oferecer a de contracepção masculina (vasectomia); incluir o homem no Programa da Saúde da Família

Imagem corporal
O homem contemporâneo na sua inquietação com a imagem corporal tem cometido exageros e caído em armadilhas que o levam a patologias do corpo. Hoje já é mais visível a anorexia nervosa em homens, e cresce o número daqueles que sofrem de transtorno alimentar.
A Anorexia nervosa é uma doença caracterizada pelo excessivo medo de engordar e o forte desejo de emagrecer. Trata-se de uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, ou seja, da auto-percepção, forma e/ou do tamanho do corpo. Não há uma verdadeira perda do apetite, mas uma recusa em se alimentar. Apesar de ser uma doença típica de mulheres, ela também se apresenta em homens. Esses também rejeitam a vida, sofrem a perda da capacidade de ereção e do desejo sexual.

Na Cirurgia Plástica, o homem entrou no enigma feminino e busca estes procedimentos com a intenção de segurar o tempo no corpo. Entre as causas que têm levado o homem as cirurgias plásticas estão os novos relacionamentos (ou relacionamentos com mais novos?); a manutenção da beleza ligada a carreira; e a afirmação de que aparência está ligada a competência.
Mas a questão é o excesso!
O culto ao corpo sempre existiu, mas a sociedade na prática de palavras higienistas como “boa forma”, impinge a imagem do corpo que tem de ser bem trabalhado, tem de ser um corpo mais preciso(?). O corpo tem sido pautado pelo signo que representa o sujeito, numa prolongação da adolescência, como se fosse possível a plenitude. Causa o efeito feminizante e mexe com a vaidade, levando a uma posição narcísica. Cria o lugar do objeto sem causa do desejo e gera mal estar transitório na tentativa de apagar as imagens do envelhecimento, do ponderável.

A Vigorexia é a adicção ou dependência ao exercício, é um transtorno no qual as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua, com uma valorização praticamente religiosa (fanatismo) ou a tal ponto de exigir constantemente seu corpo sem importar com eventuais conseqüências ou contra-indicações, mesmo medicamente orientadas. Outra patologia solidamente associada à Vigorexia e já presente nas classificações internacionais é o Transtorno Dismórfico Corporal.

Características Comuns da Anorexia e da Vigorexia:
1. Preocupação exagerada com o próprio corpo
2. Distorção da Imagem Corporal
3. Baixa auto-estima
4. Personalidade Introvertida
5. Fatores sócio-culturais comuns
6. Tendência a automedicação
7. Idade de aparecimento igual (adolescência)
8. Modificações da dieta

Diferenças básicas entre Vigorexia e Anorexia:
Anorexia
Autoimagem Obeso
Automedicação laxantes, diuréticos
Sexo Feminino
Vigorexia
Autoimagem de fraco
Automedicação anabolizantes
Sexo Masculino

O Trabalho interferindo na saúde

O estresse é a necessidade de se adaptar a qualquer mudança. Segundo especialista em doenças coronarianas, uma pesquisa realizada entre 1990 e 2009, 80% das consultas tem ligação com o estresse, com a detecção de um aumento de 100% na presença de açúcar no sangue. As mulheres estão mais tabagistas e subiram de 18% para 20%. Os índices de vida sedentária vêm melhorando, e o diabete tem se mantido estável em 7% dos pesquisados. As doenças coronarianas já aparecem nos homens com mais frequência aos 35 anos de idade, e o câncer de próstata em torno dos 45 anos. Os fatores de risco que levam a estas doenças são o estilo de vida escolhido, o tabagismo, a hipertensão não controlada e o excesso de açúcar, além do sedentarismo.

A prevenção deve ser feita através de exames eletrocardiogramas, testes ergométricos, eco cardiogramas e angiotomografia. Não existe método único para prevenção e tratamento. A estimativa da média de vida vem subindo sensivelmente e mudou de 45 para 64 anos para os homens no período de 1990 a 2009, e de 65 para 84 anos para as mulheres.

No aspecto psicológico a avaliação considerou a queixa principal com enfoque no trabalho. A tecnologia trouxe facilidades e com ela o aprisionamento do homem, que foi submetido a novas exigências, ao espírito de equipe, e a maior responsabilidade. Mesmo com certa autonomia adquirida pelos novos meios de acesso como celulares e notebooks, o homem cada vez mais se fecha na individualidade, contrariando uma máxima de Freud, onde ele destaca o trabalho como fonte de satisfação.

Dentro dessa normalidade enviesada, este homem banaliza e nega seu sofrimento, numa tentativa de controle das emoções, sem auto percepção. Ele diz que está tudo bem, está tudo tranqüilo e não chora. Fica a questão: O que é normal? Normal em relação a que? O que é normativo? Cabe ao psicólogo evidenciar o sofrimento ignorado possibilitando o paciente se permitir sofrer

Numa pesquisa de psicologia com 594 participantes na faixa média etária de 41 anos realizada entre abril e outubro de 2009, onde 80% são homens; foi detectado que 29% alegam sofrer pressão no trabalho e acreditam nesta vulnerabilidade, 75% sofrem ansiedade, que é um fator de vulnerabilidade, 48% alegam irritabilidade e 36% fazem terapia.

Histeria masculina
O homem histérico é avesso as leis da sociedade. Ele quer ser reconhecido não satisfeito, quer ser amado por todos, mas cria sua própria armadilha e tenta culpar os outros. Segundo a psicanálise, as origens da histeria não remetem apenas à mãe, mas também ao pai: ambos podem criar as condições para que se desenvolva na filha ou no filho uma identidade que não é a deles própria. “A histérica é filha de uma outra histérica que não conseguiu valorizar sua própria feminilidade e, em conseqüência disso, teria transmitido uma visão de menos valia com relação ao corpo”, assinala Dr. Mário Fuks.

A Teoria de Charcot
- Foi Jean- Martin Charcot – famoso médico neurologista – Diretor do Hospital La Salpetrière em Paris, que possibilitou a generalização da histeria para os dois sexos, permitindo assim a possibilidade de subjetivá-la como o fizeram Freud e Janet. Charcot afirmava que a histeria tem suas próprias leis e determinismo, que podem e devem ser estudadas com a mesma seriedade e dignidade que uma doença neurológica. Há uma causalidade que é uma lesão dentro do modelo neurológico, só que não é uma lesão orgânica, e sim dinâmica. Para Charcot, a clínica é soberana em relação a qualquer teoria, ou seja, é a teoria que vem atrás da clínica e não o contrário. Charcot denomina a histeria entre os homens de vários modos: histeria viril, histeria masculina, histeria do homem. Ao considerar a hipótese da histeria se presentificar também entre os homens, faz oposição ao modelo predominante na época, a virada do século XIX /XX.
Suponhamos um homem dotado da faculdade de ser afetado à maneira de uma mulher. Ele se tornaria um histérico e consequentemente impróprio a cumprir o papel que lhe é destinado, o da proteção e da força de um homem. Um homem histérico é o avesso das leis constitutivas da sociedade “Briquet (1859).

Paternidade
Partindo-se do conceito de que a reprodução está sobre o controle feminino, e que a mulher tem o controle da fecundidade, o homem tem tido pouca importância nas decisões reprodutivas . Estudos sobre a reprodução se apresentam na esfera feminina dos direitos. E os estudos sobre a sexualidade na esfera da sexualidade e dos deveres. O homem tem um papel de fecundador de plantão, onde as mulheres decidem quando ele vai ser pai. A tradição, o valor e a obrigação não garantem o lugar do Pai. A paternidade perde o autoritarismo e o poder, e numa paternidade reinventada traz novas formas de ser pai em novas configurações familiares.

Na pesquisa de 2002 com 50 homens, entre os que decidem ser pai mostra o que eles pensam sobre a paternidade: Ela é irreversível, trará mais responsabilidade, noção de família, sinônimo de provedor (de tudo, não só o material). E levantam questões como: viver a experiência da gestação e do pré-natal; um lugar para o nove ser – Há lugar prá ele?; E como ficaria na falta do bebê? E na infertilidade?
E entre os que decidem não ser pai está a questão da vasectomia, com resistência e por falta de informação, o medo da impotência. Existe esse homem decidido? O que resta para este homem?

Qual o lugar e a função do homem na reprodução assistida? Este homem tem estado como apoio, suporte e base, a serviço da mulher. Então é a hora de se dar mais importância na relação de confiança com o médico para constituir um pólo de atração. Hoje a função paterna não implica a participação do homem.

De outro lado hoje no hospital está se delineando uma nova forma-tratamento para lidar com esse pai. O hospital deve considerar quem é o pai? Sim, ele é provedor, mas precisa de afeto, é herói, e responsabilizado pelas decisões sociais da família e dos filhos, mas também precisa de apoio. É o terceiro na relação e é também o interditor. A mãe é cuidadora primária e o pai apóia a díade mãe-bebê. Quem dá apoio ao Pai?

Disfunções sexuais
As disfunções sexuais masculinas podem afetar o desejo sexual e/ou alterar as respostas psicológicas e fisiológicas do corpo frente aos estímulos sexuais, causando sofrimento e insatisfação não só na pessoa, como também no seu par. A busca de terapeuta sexual é essencial para a resolução do problema. São elas:
Desejo Sexual Hipoativo (Desejo Sexual Inibido) - Quando há diminuição ou ausência total de fantasias e de desejo de ter atividade sexual.
Aversão Sexual - Evitação ativa de ter sexo com parceiros, com sentimentos de repulsa, ansiedade e medo
Disfunção Erétil (Impotência, perda de potência) - Existe quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção (manter o pênis rijo) até a conclusão da atividade sexual.
Ejaculação Precoce (ou Prematura) - Quando há uma percepção, tanto do homem quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi mais rápida que o esperado, de que não houve controle da ejaculação. Não existe uma definição de tempo.
Anorgasmia (Inibição do Orgasmo) - Quando o homem é incapaz de atingir o orgasmo. Pode haver um atraso ou ausência recorrente ou persistente do orgasmo, mesmo após estímulo sexual adequado.
Dispareunia - É a dor genital associada ao ato sexual. Para ser denominado dispareunia não deve ser causada por fatores orgânicos, como infecções ou nódulos, por exemplo.

A Sexualidade Ameaçada
Doença sexualmente transmissível (ou DST) é a designação pela qual é conhecida uma categoria de patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contato sexual. O uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir sua disseminação.
Como cuidar do homem com DST? Ele deve fazer parte dos programas de promoção de saúde nas ações de prevenção, no objetivo de envolver este homem e suas reflexões, para promover rupturas. A heteronormatividade na educação masculina estimula respostas as expectativas sociais, e é hora de se lançar um olhar para além da doença, contribuindo para o enfrentamento das DSTs.

O câncer de próstata ocorre com incidência já a partir de 25anos, a prevenção deve ser obrigatória a partir dos 45 anos, mas para quem tem caso na família e atenção deve ser adiantada, pois é uma doença que quanto mais cedo for detectada, tem mais possibilidade de cura total.
O diagnóstico dever ser feito através exame de dosagem do PSA (antígeno prostático específico) que examina a provável existência de uma proteína pertinente presente no sangue. O toque retal ainda é muito importante para se ter a dimensão, maciez e textura exata da próstata que deve ter o tamanho aproximado de uma ameixa, pesando cerca de 20 gramas . Ainda existe a ultrassonografia e também a biopsia para os casos de necessidade de colheita do tecido suspeito. O tratamento requer já no início a solicitação de exames de mapeamento ósseo, bacia, fêmur e coluna vertebral, bem como ressonância para região da pélvis e bexiga.
Como cuidar do homem com câncer de próstata? Uma pesquisa apresentada pelo Dr. Mateo Yaskic do Instituto Oncoguia aponta que 57% dos homens entrevistados já foram ao urologista; 61% conhecem algum sintoma da doença; 84% não conhecem exames de detecção; 57% não conhecem nada sobre o tratamento; 56% já fizeram algum tipo de exame relacionado a doença. No entanto 76% conhecem o exame de toque retal, mas somente 32% destes já fizeram o exame (entre eles 18% fizeram por prevenção). Entre os que não fazem o exame de toque, 77% alegam preconceito e 54% citam medo. Entre os que fizeram exames, quando perguntado sobre quando começou o exame a pesquisa aponta que 4% começaram entre 20 e 39 anos; 34% entre 40 e 49 anos; 14% entre 50 e 59 anos; e 5% entre 60 e 70 anos.
O homem com câncer de próstata é estigmatizado pelo preconceito, medos, ansiedade, vulnerabilidade e mudanças conjugais, decorrentes da doença. E reagem frente a sexualidade evitando contato, além do isolamento, baixa auto-estima, e medo de falhar.

A conclusão é que antes de tudo falta informação e educação deste homem. Se faz necessário que tanto as políticas públicas como as campanhas educativas da iniciativa privada atuem com mais presença e frequência em todos os meios de comunicação, através de ações e mecanimos que possam mudar costumes e cultura, transformar pré-conceitos e promovam a saúde deste Homem.

Nota do Editor:
Assim a saúde do Homem contemporâneo e informado passa pela revisão da referência fálica, pelo desejo de portar o enigma, tal qual a mulher que ele pretende dar o suporte, na busca do prazer de viver com prevenção para a vida plena, em qualquer configuração familiar.

Por Valdir Franzisko Foto: Divulgação e Amigonews Data: Abril 2010