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Osklen
Moda em movimento
Um dos desfiles mais esperados do SPFW pelas propostas altamente autorais, o que dá um superfrescor à passarela , a Osklen mergulhou fundo em si mesma.
Ou melhor, Oskar Metsavath, a cara e a alma da marca carioca, mergulhou fundo em si mesmo já que, como ele declarou a ELLE no backstage, a Osklen vem de mim. Mistura de globetrotter e atleta, ligadérrimo na onda eco, Metsavaht reuniu nesta coleção momentos de viagens para Nova York, Tóquio, São Paulo, Paris em roupas feitas com biocouros de pupunha, por exemplo , viscose de bambu e seda pura.
O resultado é um look urbanérrimo, do tipo moderno, cheio de sobreposições (com tricôs finos, inclusive) e distante do naturalismo chic e de uma suavidade meio romântica de outras coleções.
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Alexandre Herchcovitch
Estilista dá aula de geometria
Nesta estréia como diretor criativo e pós uma boa injeção de capital nas suas duas marcas (a segunda é a jeans), o estilista dá sinal de que quer atender a gregas a primeira parte do desfile, toda de preto, é para clássica-moderninha nenhuma botar defeito e troianas a segunda parte traz xadrezes para fiéis rebeldes da Herchcovitch;Alexandre.
O que amarra tudo é, no fundo, uma aula de geometria, que passa das costuras para as estampas até chegar aos cortes.
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Fause Haten
Moda Self-Service
Indeciso sobre o tema de sua coleção de inverno, Fause Haten radicalizou: fez dois desfiles em um, cada um inspirado em uma coisa. Sempre misturei referências, mas, desta vez, quis fazer coisas distintas e deixar o consumidor escolher com qual vai querer ficar, disse.
Marlene Dietrich e México foram os assuntos abordados, entrelaçados pelos mesmos acessórios botas plataformas de couro com salto 15, pesadíssimas e pelo formato coluna. A idéia veio do teatro: O Enrique Diaz encenou Hamlet e A Gaivota ao mesmo tempo. Cada espectador elegia o que queria ver, conta Fause.
Tereza Santos
Tricoteira de luxo
Tereza Santos sabe (meeesmo!) fazer tricô.
É carinhosa no trato com fios e tramas. Mas, neste inverno, inspirada pela boemia vinda da década de 1970 e pelas artes e ornamentos que decoram as casas brasileiras (pense nos gobelins que cobriam sofás e tapetes, nas franjas das cortinas e outros detalhes que dão charme a uma casa) trouxe uma coleção rica também de outros materiais.
Abusou do chamois em saias longas que aliás eram o ponto alto do desfile, tanto na camurça como na seda e no tricô. O couro também estava lá. Muitas vezes tingido mais de uma vez e com textura levemente amassada, apareceu em bons paletós, sequinhos e curtos, e em calças justas com bocas-de-sino sutis, que funcionam especialmente bem para quem tem pernas longas.
Maria Bonita
Antimonotonia
A Maria Bonita conseguiu arrancar aplausos da platéia com uma idéia simplérrima, numa prova de que não é preciso muita acrobacia para conceber uma coleção consistente, criativa e bem amarrada. Danielle Jensen escolheu olhar para o cardigã quer coisa mais careta? e, claro, conseguiu mostrar que um cardigã pode ser muito mais do que um cardigã.
Danielle desconstruiu essa peça essencialmente masculina e transformou fragmentos dela em outras peças clássicas (mangas viraram cachecóis ou golas, inusitados e chiquérrimos ao mesmo tempo). Argyle o famoso losango escocês também apareceu derretido, irregular, criando tramas assimétricas (ótimos os looks totais, inclusive com meias).
Zoomp
Jeans do futuro
A estréia (ao mesmo tempo retorno) de Alexandre Herchcovitch na Zoomp outra marca comprada pela I´M foi marcada pelo mix entre a identidade da marca jeanswear na veia e o estilo de Herchcovitch alguns casacos e pelerines de lã eram praticamente clones dos vistos em sua própria coleção de inverno 2007.
O toque herchcovitchniano apareceu ainda na mistura de materiais, como lãs, couros, rendas e peles de coelho e nos acessórios pesados, quase versões do punk, que sempre permeou sua história.
O mais novo e interessante apareceu mesmo no jeans, feito com denim matelassado, justo e com a cintura alta, que formava uma silhueta bem chic.
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