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Satélite Fevest aconteceu entre os dias 27 e 30 de junho. |
Nova Friburgo dá a volta por cima
Evento de moda injeta ânimo à cidade que tenta se recuperar da maior tragédia natural registrada no País.
Quatro dias de desfiles, palestras e música marcaram a primeira edição da Satélite Fevest, evento de negócios itinerante que substituiu o tradicional modelo de feira têxtil com estande de divulgação, existente em Nova Friburgo desde 1992.
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| Lojas de lingerie no circuito
da Ponte da Saudade. |
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A famosa igreja de Santo Antônio, parcialmente destruída pela enxurrada, está sendo restaurada pela Fundação Roberto Marinho. |
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Em alguns pontos da cidade ainda é possível ver marcas da tragédia. |
No circuito formado pelos bairros de Ponte da Saudade, Olaria e Conselheiro Paulino, onde se concentra a maioria das 940 confecções de moda íntima, fitness e praia da região, nove vans levavam os visitantes até as lojas e fábricas das 60 empresas participantes.
Realizado pelo Sindicato das Indústrias de Vestuário de Nova Friburgo (Sindivest), a Satélite Fevest procurou colorir e animar as ruas da cidade serrana que, juntamente com os municípios vizinhos de Petrópolis, Teresópolis, sofreu no mês de janeiro deste ano, a maior catástrofe climática do Brasil.
Chuvas torrenciais provocaram enxurradas de lama e deslizamentos de terra que, segundo dados oficiais, mataram 900 pessoas e deixaram milhares de desabrigados.
Apesar do louvável esforço dos empresários do pólo de confecção, uma das principais atividades econômicas do município em dar a volta por cima com o evento, o clima na cidade que muitos chamam de “Suíça Brasileira” ainda é de tristeza.
Por vários bairros, principalmente na periferia, ainda se vê muito entulho, monturos e destroços. Tratores são vistos revirando a terra vermelha que, de acordo com moradores, soterrou mais de 1.200 pessoas, muito além das estatísticas divulgadas pelo governo.
Muitas empresas, a maioria micro e pequenas, desapareceram. Centenas de trabalhadores foram afetados não só pela perda de familiares mas também das casas em que moravam. Os empresários também amargaram danos. Aqueles que conseguiram manter suas fábricas de pé tiveram prejuízos com máquinas, estoques, mercadorias, além das perdas humanas que atingiram a todos, ricos e pobres.
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Modelos participam do desfile coletivo que reuniu 60 confecções. |
Criatividade traz esperança
Mas se depender da vontade dos que ficaram para erguer Nova Friburgo, a cidade irá se recuperar do trauma. Não tão rapidamente, pois a burocracia e a lentidão dos órgãos públicos no que se refere à liberação de recursos emperram a reconstrução. Todavia, em cada confecção, grande ou pequena, é possível ver a dedicação com que as costureiras trabalham para dar forma a peças tão delicadas, cheias de detalhes e delicadeza.
Na passarela, o resultado é aplaudido por centenas de pessoas entre compradores, patrocinadores, políticos e jornalistas. A lingerie produzida na serra fluminense para o Verão 2011/12 traz muitas estampas, rendas e cores. São coleções recheadas de aplicações de strass, fitilhos, tules e bordados, além de uma cartela abrangente, com destaque para os tons de azuis, verdes, lilás, lima e vermelho. Não faltaram também os tradicionais brancos lisos e rendados e os pretos brilhantes e foscos. Todos estes lançamentos deverão estar nas principais lojas do país a partir de agosto.
O circuito foi promovido pelo Senai Moda, Sistema Firjan, Sebrae e contou com apoio do Governo do Estado do Rio, Conselho da Moda, Texbrasil, Abit e Prefeitura de Nova Friburgo, tendo como instituição financeira oficial o Banco do Brasil. A expectativa é que seja comercializado, pelo menos, um mês de produção. Segundo o Sindivest, o Pólo de Moda Íntima de Friburgo, que responde por 91% da produção das empresas da região serrana, fabrica em torno de 114 milhões de peças ano e é responsável por 25% da produção nacional de lingerie.
Cores, bordados, rendas e poás em destaque
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