Como Marilyn Monroe cantou em "Os homens preferem
as louras", ´diamonds
are a girl's best friends´, não há mulher
que não se sinta seduzida por uma jóia, símbolo
de status e poder.
Na 41ª Feninjer – Feira Nacional
da Indústria de Jóias, Relógios e Afins,
foram lançadas as mais novas tendências do setor,
mostrando que as jóias estão novamente incorporadas
ao cotidiano fashion sem no entanto se render facilmente ao
seus caprichos.
O encanto pelo passado se traduziu no apelo
vintage, no romantismo das flores e corações, que surgiram nas mais
variadas formas assim como nas filigranas que detalhavam peças,
em elaborados arabescos. Os nós que podem representar
enlace e compromisso surgiram em inúmeras combinações.
Seguindo a mesma linha, o modernismo inspirou peças
geometricamente trabalhadas.
Por outro lado o
ufanismo brasileiro,
mesmo em tempos de CPIs, se mostrou presente e várias
jóias continham
a bandeira brasileira como tema. Elementos naturais como palha,
couro e madeira foram incorporados aos metais e pedras, num
novo
conceito étnico.
O esoterismo também entrou
na roda, de mãos
dadas com os
mistérios do Oriente. Deste casamento surgiram
inúmeras mandalas, em delicados pendentes e pulseiras.
Numa versão mais tropical, os amuletos como figas, pimentas,
ramos de arruda, trevos de quatro folhas originaram interessantes
berloques, em colares, pulseiras e até anéis.
As
jóias também podem ser elementos de surpresa
e de provocação e este tom apareceu em temas
góticos nas pedras vermelhas e pretas, e ainda um tanto
dark, representadas por insetos e, especialmente, teias de
aranha, em rendados, que nos remetem ainda às mandalas.
As
pedras ganharam novas leituras, principalmente na questão
das cores. Agora, o verde vem ao lado do azul compondo uma
cartela muito bonita. Além deles os rosas, pretos e
vermelhos e até laranjas, cinzas e amarelos, apareceram
bastante, inclusive misturados numa mesma peça.
Diamantes,
rubis, pérolas, estas trabalhadas com outros
elementos, brincando como brilho e a opacidade, estiveram ao
lado de greengolds, que vão do amarelo dourado ao verde água.
Quartzo fumê e rosa, diamantes negros, opalas e morganitas,
topázios e esmeraldas foram outras pedras que apareceram
bastante. A madrepérola voltou a agora ao lado de outros
elementos.
Até mesmo neste segmento a busca pela
individualidade
continua, no uso de berloques (que podem ser substituídos
facilmente) e da possibilidade de se escolher esta ou aquela
pedra ou brilhante detalhando colares ou pendentes.
Os
anéis cresceram de tamanho, assim como os brincos,
que vieram finos e longos, e foram apelidados de Stilleto,
em referência ao salto alto dos escarpins. As formas
abauladas, estilo gaiola, apareceram bem e as pulseiras continuaram
recheadas de elementos vários. Os broches sinalizaram
a valorização do antigo, estilizado. As
crianças também foram contempladas em pulseiras e brincos em
forma de ursinho, menininha e outros desenhos, mostrando que
também a moda deve ser democrática.