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A Volta da Vanguarda Maxime Perelmuter traz inventividade despretensiosa para o retorno da British Colony às passarelas Um dos melhores balizadores para avaliar o sucesso de um desfile é o desejo de consumo imediato que ele provoca. Após essa sensação, arrepios denunciam comoção em relação às peças e se, ao final da apresentação, o público ovaciona o criador isto é um sinal que você não foi o único a sentir tudo isso. Afinal moda reflete comportamento e desfiles são configurados para provocar emoção. Assim foi a apresentação da British Colony no Fashion Rio verão 2011. Sob o tema Geometria Tropical a marca de Maxime Perelmuter reafirma sua vocação para a invenção de novos clássicos, que tem a pretensão de se afirmar como futuros básicos. Somente o varejo e o consumidor final podem determinar o amanhã, mas no presente o bem-sucedido empresário e estilista de jeans e chinelos ratifica sua conexão com a vanguarda e demonstra desenvoltura ao transformar peças tidas como ´conceituais´ em algo ´usável´, como se costuma rotular no jargão do fashion. O mix de produtos é bem grande, o que permite infinitas combinações para o deleite dos que adoram o ritual do vestir-se. As peças são fluidas, desconstruídas e com deliciosos deslocamentos, entre eles destacam-se: o blazer tomara-que-caia, o colete fraque e a camiseta masculina de malha que apesar das mangas compridas tem as costas toda decotada desnudando virilidade com um olhar nada convencional. A complexa modelagem da coleção também impressiona, com peças que são verdadeiros quebra-cabeças. Tudo perfeitamente acabado, qualidade fundamental para quem quer alçar vôos duradouros na moda. Os efeitos de superfície, texturas, tecidos leves, transparências em malhas e planos e ainda o jogo de opostos, também são pontos altos da coleção. De longe o melhor desfile do penúltimo dia do Fashion Rio Verão 2011. A moda agradece a volta de Maxime e a audácia da British Colony às passarelas nacionais". |
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