|
18ª Casa
de
Criadores |
talentos
e
tendências |
|
Durante quatro dias de agosto
o Anhangabaú,
em São
Paulo, foi tomado de assalto pelo mundo fashion. Foram 16 desfiles. No
domingo, em plena
praça Ramos, os transeuntes tiveram a oportunidade de ver performances
de estilistas que fazem parte do Projeto Lab, coordenado por Karlla
Girotto. Depois, ao ar livre, o desfile da marca Gêmeas, das
irmãs
Isadora e Carol Foes Krieger. A seguir, na Galeria Prestes Maia, a
moda masculina do estreante Marcelo Barbosa.

|
Thiago Marcon |
Esta edição do evento, criado e dirigido por André Hidalgo
confirmou sua fama de descobrir novos talentos. Podemos apontar
Ivã Ribeiro,
do Projeto Lab que trouxe o fundo do mar
em vestido todo de triângulos de tecido, em degradée de
azul. Lindo.
Além dele o trabalho de
Thiago Marcon, que
desenvolveu coleção que fugiu ao tema predominantemente “anos
80”, se destacou. Suas peças, bem executadas, tiveram
como estampa o personagem Franjinha de Maurício de Souza, como
astronauta, povoando trench coats e vestidos chemisier.

|
Walério Araujo
|
Walério Araújo voltou à velha forma e mostrou uma
coleção toda em vermelho e preto, super dramática
em que longos com saias super amplas estilo anos 50 rivalizaram com saias
lápis justésimas. Puro glamour!
O conforto dita a forma, mesmo quando a silhueta é justa. As
tendências apresentadas seguiram pelo mesmo caminho, aquele que
retorna aos anos 80! Mangas morcego, cintura deslocada para o quadril,
(às vezes, amarrações sobem-na, que se transforma
em cintura Império) calças clochard e efeitos balonées.
Vestidos amplos e longos, sapatos com grandes plataformas, acessórios
gigantes.
Mas apesar do clima de discoteca, houve espaço para shorts bufantes,
engraçadinhos, paletós justinhos, delicados, saias de todos
os comprimentos e calças amplas, que nos remetam à década
de 70, com barra italiana. Mais de um estilista usou, em branco, super
bonito!

|
Ivan Aguilar |
No masculino as calças retas, bermudões, costumes com
paletó de dois e um botão, como na coleção
de
Ivan Aguilar, que já fez roupas para o presidente
e a nossa primeira dama e que ousou colocando no final costumes de
cetim, muito
interessantes.

|
Marcelo Barbosa
|
Marcelo Barbosa se não inovou, fez um bom trabalho que precisa
ainda de um certo aperfeiçoamento de modelagem, mas que caminha
sobre seus pés, em plena realidade. Sua coleção
foi bastante comercial (chega de desfiles conceitos!!!!)

|
Fabiana Bauman
|
O mix de estampas
apareceu bastante, tanto em composées como
em patchwork, embora cedendo ao romantismo, reforçado por trabalho
artesanal com bordados e crochê.
Babados entraram em pauta, definitivamente:
surgiram grandes, em saias “Três Marias”, ou miudinhos
como no trabalho de Fabiana Bauman, que também
abusou do artesanato.

|
Laundry |
As cores passearam por todo o arco-íris, combinado com branco
e com preto. Muitas listras, horizontais, verticais, às vezes
em jogos formando desenhos geométricos.
As tonalidades mais fortes
injetaram um pouco mais de alegria, mais condizente com o nosso verão.
Vimos na passarela muito vermelho, fúcsia, amarelo ouro, verde
bandeira, turquesa e laranja.
O marinho surgiu também, principalmente
quando a inspiração vem do universo náutico, como
na coleção da
Laundry.