Por Marta De Divitiis
Wilson Ranieri exercitou a modelagem em vestidos com recortes, vazados
e retorcidos, em dobraduras formando volumes inusitados, dando continuidade
ao trabalho iniciado no primeiro evento. O estilista apostou nos beges
e verdes esmaecidos. Interessante o recurso usado em malhas, criando
listras e recortes diagonais nos vestidos leves no final. Adriano Costa pintou
literalmente camisetas de malha muito leve. A modelagem e costura, nem
sempre tão afinadas ficaram para trás diante
das estampas, que surgiram, simultaneamente na passarela. Havia colar
de penas ao redor de decotes, ossos dourados, quebra-cabeças meio
montados,listras horizontais como feitas com pincel e até um emblema
de marca esportiva. Amonstro por Helena Pimenta e Lívia
Torres se perdeu num desfile
que na primeira parte apresentou algumas peças interessantes como
o short estampado de belas folhagens verdes em meio a outras não
tão belas como as malhas de ginástica combinadas com casaquinhos
adamascados. Vestidos curtos em tecidos como o cetim e o tafetá,
na segunda parte, mostraram que há ainda um longo caminho a ser
percorrido pela dupla. Eduardo Inagaki amadureceu num
salto evolutivo imenso, tanto na parte criativa como na técnica.
Utilizou estampas que lembravam o trabalho de Jackson Pollock, respingados.
Interessante o vestido tomara-que-caia
com punho no seios. Mais tarde ele surgiu como saia. Os vestidos inspirados
em trench-coat estavam bons. No final os cintos com pontas de luvas deram
ares mais duvidosos.
Raquel Uendi salpicou peças brancas com tinta colorida. Bonito
o macaquinho frente-única e o de top trespassado estilo quimono.
As manchas formavam borrões como a palheta de um pintor, misturando
as tintas. A cintura voltou ao seu lugar. O jeans ficou a dever na lavagem,
clara demais, e as malhas leves deram ares muito simples, com efeito
pobre. Emilene Galende evoluiu bastante. Lindas as duas
primeiras peças,
um vestido e uma saia em crochê com fios largos, em listras verticais.
A seguir chamou a atenção um cardigã cru, comprido.
Acertou no casaco canguru de lurex listrado com franja de maxi lantejoula.
Os vestidos listrados, longos, com babados e o corte de algumas saias,
no entanto, deixaram a desejar. Amapô trouxe vestidos
longos, super amplos, com saias godê com
fendas aumentando a largura. Vestido chemise verde, com detalhes vinho
chamou a atenção. No entanto, o excesso de cores e mix
de estampas escolhidos confundiram o olhar, deixando passar detalhes
interessantes como uma calça jeans sem costura na lateral externa
das pernas, recortes estratégicos, e ainda a boa modelagem.
Na sequência -
modelos entraram na passarela com as peças
de todos os estilistas sendo usadas ao mesmo tempo. Assim os vestidos
de
Wilson
Ranieri foram cobertos por jaquetas, o vestido tomara-que caia de Inagaki
virou uma saia e por aí foi, numa festa de cores e formas.
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Os vestidos e batas tomara-que-caia
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Shorts com pernas largas e cintura no lugar
- Calças estilo sarouel (que
vieram em todos os comprimentos e tecidos)
- Macacões e macaquinhos
- Decotes frente-única
- Jeans justíssimos, como
que costurados no corpo.
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hits
da estação
pelo
Amni Hot Spot |
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Nesta edição
todos os estilistas criaram uma peça com microfibra
azul marinho. As roupas ficaram expostas e foram votadas pelo público.
No final, os cinco melhores foram analisados por uma banca formada por profissionais
da Luminosidade, Amni/Rodhia e Instituto Marangoni. O vencedor, a griffe Salomehteve como prêmio um curso de verão de 80 horas no Instituto em Milão,
com passagem e estadia gratuita às estilistas. |
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