Fashion Drops
Amni Hot Spot - Verão 2006
Por Marta De Divitiis

Wilson Ranieri exercitou a modelagem em vestidos com recortes, vazados e retorcidos, em dobraduras formando volumes inusitados, dando continuidade ao trabalho iniciado no primeiro evento. O estilista apostou nos beges e verdes esmaecidos. Interessante o recurso usado em malhas, criando listras e recortes diagonais nos vestidos leves no final.

Adriano Costa pintou literalmente camisetas de malha muito leve. A modelagem e costura, nem sempre tão afinadas ficaram para trás diante das estampas, que surgiram, simultaneamente na passarela. Havia colar de penas ao redor de decotes, ossos dourados, quebra-cabeças meio montados,listras horizontais como feitas com pincel e até um emblema de marca esportiva.

Amonstro por Helena Pimenta e Lívia Torres se perdeu num desfile que na primeira parte apresentou algumas peças interessantes como o short estampado de belas folhagens verdes em meio a outras não tão belas como as malhas de ginástica combinadas com casaquinhos adamascados. Vestidos curtos em tecidos como o cetim e o tafetá, na segunda parte, mostraram que há ainda um longo caminho a ser percorrido pela dupla.

Eduardo Inagaki amadureceu num salto evolutivo imenso, tanto na parte criativa como na técnica. Utilizou estampas que lembravam o trabalho de Jackson Pollock, respingados. Interessante o vestido tomara-que-caia com punho no seios. Mais tarde ele surgiu como saia. Os vestidos inspirados em trench-coat estavam bons. No final os cintos com pontas de luvas deram ares mais duvidosos.





Raquel Uendi salpicou peças brancas com tinta colorida. Bonito o macaquinho frente-única e o de top trespassado estilo quimono. As manchas formavam borrões como a palheta de um pintor, misturando as tintas. A cintura voltou ao seu lugar. O jeans ficou a dever na lavagem, clara demais, e as malhas leves deram ares muito simples, com efeito pobre.

Emilene Galende evoluiu bastante. Lindas as duas primeiras peças, um vestido e uma saia em crochê com fios largos, em listras verticais. A seguir chamou a atenção um cardigã cru, comprido. Acertou no casaco canguru de lurex listrado com franja de maxi lantejoula. Os vestidos listrados, longos, com babados e o corte de algumas saias, no entanto, deixaram a desejar.

Amapô trouxe vestidos longos, super amplos, com saias godê com fendas aumentando a largura. Vestido chemise verde, com detalhes vinho chamou a atenção. No entanto, o excesso de cores e mix de estampas escolhidos confundiram o olhar, deixando passar detalhes interessantes como uma calça jeans sem costura na lateral externa das pernas, recortes estratégicos, e ainda a boa modelagem.




Na sequência
- modelos entraram na passarela com as peças de todos os estilistas sendo usadas ao mesmo tempo. Assim os vestidos de Wilson Ranieri foram cobertos por jaquetas, o vestido tomara-que caia de Inagaki virou uma saia e por aí foi, numa festa de cores e formas.





  • Os vestidos e batas tomara-que-caia
  • Shorts com pernas largas e cintura no lugar
  • Calças estilo sarouel (que vieram em todos os comprimentos e tecidos)
  • Macacões e macaquinhos
  • Decotes frente-única
  • Jeans justíssimos, como que costurados no corpo.
hits da estação
pelo
Amni Hot Spot
Nesta edição todos os estilistas criaram uma peça com microfibra azul marinho. As roupas ficaram expostas e foram votadas pelo público. No final, os cinco melhores foram analisados por uma banca formada por profissionais da Luminosidade, Amni/Rodhia e Instituto Marangoni. O vencedor, a griffe Salomehteve como prêmio um curso de verão de 80 horas no Instituto em Milão, com passagem e estadia gratuita às estilistas.
Edição Valdir Franzisko Fotos: Fernanda Calfat Data: 19 Outubro 2005