Por Marta De Divitiis
Cecília Echenique abriu o segundo dia com vestidos fluídos,
longos em branco com detalhes pretos. O bege
combinado ao marinho foi
uma boa escolha. No mais, alças trespassadas, torcidas, arrematadas
com broches e anéis de metal. Bonitas as camisas de cetim, com
minissaia, as calças confortáveis. Destaque para um macacão
frente-única com cavalo mais baixo.
Salomech por Carol e Gabi Rahal trouxe,
de mais interessante o trabalho de texturas
obtidas com os tecidos. Vestidos
e batas estilo Império,
bordados. Algumas saias balonées, sobreposições
de tule deram um ar sutil. Bonito o vestido longo branco com pinturas
douradas e outro vestido com detalhes de crochê colorido aplicados.
Adriana Degreas veio
com collants e biquinis em que os efeitos blusê predominaram,
ao lado de decotes ousados, em V profundo ou ainda degagée. Mangas
bufantes em tecidos leves, em contraponto à parte de baixo, de
tecido mais encorpado. Preto, vinho, verde metálico e, nos detalhes,
dourado, muito dourado, especialmente na legging que surgiu no final,
over demais.
Jonas Fujita levou à passarela uma coleção
masculina
que, se não primou pela originalidade, trouxe peças confortáveis,
facilmente usáveis. Destaque para o jeans com zíper na
parte interna da calça e no macaquinho com detalhes de punho esportivo,
marinho com vermelho e branco. Bermudões e calças amplas,
cargo, deram o tom, ao lado de camisetas coloridas embaixo de camisas.
Thaís Gusmão criou
uma coleção que, apesar
de em alguns momentos ser divertida e até sensual, ficou a dever.
A meio caminho entre o sexy e a fantasia (fantasia mesmo, de Caranaval),
não chegou a lugar nenhum. Muito babado, estampas zebradas e de
onças, decotes, cintas ligas e vestido micro à moda Pompadour
(bonitinho, de babados e lacinhos). Bonito o corselet que, em lugar das
barbatanas, tinha amarrações, em fitas de cetim verde.
Julia Aguiar iniciou
com vestidos longos com coulissé vertical,
duvidosos. Depois disso a coleção foi crescendo, com peças
como calças tipo lutador oriental, imensas, em popeline. Saias
amplas e combinações com camisetas e tricôs, deram
um ar de balneário chique. Tudo bem usável e bonito. Branco
e bege foram as tonalidades predominantes.
Depeyre by Julien e Melissa apostou
na aplicação de tecidos
recortados geometricamente na barra, que formavam uma assimetria precisa.
O mesmo recurso foi usado em saias, jaquetas, boleros, vestidos e corselet.
As camisetas de malha bem fina, traziam a estampa de folhagens e ramagens
sépia em fundo cáqui ou ainda em rosa pálido e cinza
chumbo. Calças hiper justas e shorts bufantes apareceram bastante.
O plush de algumas peças, assim como as cores fechadas e escuras
não combinaram com a estação.
Gokko colocou
os anos 60 na passarela com vestidos tubo, com martingales na frente.
Lindinho o tailleur de mangas ¾ e saia com pregas abaixo
do quadril. Listinhas finas em camisetas ficaram originais. Os casaquinhos,
boleros e jaquetas, bem curtinhos deram um ar jovial, assim como o tecido
florido, em laranja e verde que permeou a coleção.