Meio Ambiente
Vidas sustentáveis

Venda de madeira pirata deve gerar R$ 8 milhões.
Enviada por Jussara Santos

Foto: Carlos Juliano Barros
A venda de 12 mil metros cúbicos de madeira já apreendida no município de Vilhena (RO) deve gerar R$ 8 milhões para o projeto social. O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciou que deve assinar com o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) até o fim de agosto uma medida que determina a utilização do dinheiro obtido com a venda de madeira pirata para ajudar desempregados de carvoarias e madeireiras ilegais.

Esta medida foi tomada devido à preocupação em provocar uma reação na população local, que acabou ficando sem suas carvoarias e serralherias, fechadas devido à exploração de madeiras ilegais. O objetivo do Ministro é usar essa verba para dar apoio a estes trabalhadores que agora estão desempregados até conseguir aplicar o Desenvolvimento Sustentável para região.

Medidas serão tomadas para ampliar a fiscalização na região e com isso impedir a exploração ilegal de madeiras. 36 municípios da Amazônia Legal são apontados como campeões em desmatamento no país. A ONG Imazon realizou um mapeamento via satélite para levantar a área desmatada, aonde foi mapeada toda a Amazônia Legal, constatando uma perda no mês de junho de 150 quilômetros quadrados de florestas (pelo menos 19 campos de futebol por hora).

"O Pará detém a maior população da Amazônia, tem muitas estradas atravessando a região, a Transamazônica (BR-230), Belém-Brasília (BR-010), a BR-163 que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), é o maior exportador de madeira do Brasil. É onde tem o maior rebanho do bioma da Amazônia. Agora, a preocupação é a pecuária e nós caímos em cima do Pará junto com o Ministério Público, ONGs e o boicote de supermercado. Estamos usando a partir de agora recursos do fundo Amazônia, mas o Pará ainda é um problema", afirmou Carlos Minc.

Fonte: Assessoria Foto: Carlos Juliano Barros Data: Julho 2009