Colocamos na estante livros especiais!
Boa leitura!





Socialismo do Século XX: o que deu errado?
Autor levanta discussões sobre temas polêmicos e tenta identificar razões que levaram ao esgotamento da experiência socialista ao final do século XX. O que deu errado e o que deu certo para o socialismo no século XX? O que representou a queda do Muro de Berlim? Quais foram as reais razões do colapso da URSS? Quais lições deixam as tentativas de construção do socialismo no século passado para a civilização humana?
Em sua segunda edição, a obra traça uma visão panorâmica crítica global de toda experiência socialista no século XX, baseada no caso soviético. Em um trabalho de historiografia econômica, discute o grande impacto da Revolução Russa para a história e a sociedade humana, ao mesmo tempo que busca identificar as causas econômicas, políticas e sociais que levaram a URSS ao colapso, em 1991.
Numa perspectiva crítica e autocrítica rigorosa, sugere também as possíveis lições que tal epopéia deixa para aqueles que apostaram na construção de uma sociedade alternativa, apontando conquistas, dificuldades e, especialmente, o que considera os equívocos do socialismo no século passado. O livro também ajuda a entender porque a Rússia atual volta a exigir um papel de destaque na ordem mundial.
Robério Paulino, autor do livro, é economista e historiador. Em sua obra, traz discussões e respostas para perguntas feitas por muitos que se empenharam na tentativa de construção de uma sociedade superior ao capitalismo no século passado.

Livro: Socialismo do Século XX: o que deu errado? - 2ª edição - Autor: Robério Paulino
Páginas: 416 - Preço: R$ 39,90

 

   






De menino a homem
A Global Editora apresenta De menino a homem, obra inédita do Mestre de Apipucos. Trata-se de um relato autobiográfico do sociólogo que devotou toda sua vida a entender o que era o Brasil, sobre o qual escreveu uma inigualável interpretação que está presente até os dias atuais. Nesta obra, Freyre dedica-se a rememorar as principais passagens de sua vida.
De menino a homem é uma espécie de continuação de Tempo morto e outros tempos , diário que trata de sua adolescência e primeiros anos da fase adulta, publicado em 1975 pela José Olympio e reeditado em 2006 pela Global Editora. Gilberto Freyre faz uma reflexão intimista sobre sua vida pessoal, acadêmica e política desde os anos 1930 até o início dos anos 1980. No que diz respeito aos familiares, comenta a convivência com seus pais e o significado definitivo que o casamento com Magdalena, em 1941, teve em sua existência.
No livro, o sociólogo aborda as leituras que lhe impressionaram ao longo de sua vida e o contato que teve com pessoas de importância marcante na história do país, como Getúlio Vargas. Descreve momentos importantes de sua trajetória, como aqueles em que realizou pesquisas em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos para a escrita de sua obra-mestra, Casa-grande & senzala . Freyre fala, também, sobre sua atuação como deputado federal, entre os anos de 1946-1950.
A apresentação do livro é de Fátima Quintas, antropóloga e pesquisadora da Fundação Gilberto Freyre, que assevera: “ De menino a homem não é uma autobiografia, com princípio, meio e fim, tradicionalmente estruturada em modelos assentes e aclamados, com anuências timbradas ou concessões permitidas, é muito mais que isso: equivale a uma evocação memorialista.”
Além do texto de apresentação da professora Fátima Quintas, o livro traz notas do historiador Gustavo Henrique Tuna, doutor em História Social pela USP, as quais buscam situar o leitor a respeito de pessoas e livros mencionados por Freyre em seu relato.
O livro traz como anexos alguns artigos escritos por Freyre e publicados em jornais, revistas e outros livros sobre pessoas citadas por ele ao longo de De menino a homem , como Manuel Bandeira e José Lins do Rego. Para realçar ainda mais este texto de Gilberto Freyre que até agora se encontrava inédito, a edição apresenta um esmerado caderno iconográfico concebido como um álbum de família, que reúne fotos de Freyre em algumas se suas viagens e ao lado de familiares e amigos.

Livro: De menino a homem - Autor: Gilberto Freyre
Páginas: 224 - Preço: R$ 59,00

 

   






Eros e Psiquê – Apuleio
Foi classificada como altamente recomendável na categoria tradução/adaptação jovem. Mantendo a narrativa original, Gullar consegue trazer para a atualidade uma história conhecida mundialmente, com nuances e interpretações adaptadas para a linguagem de hoje.
A ideia de traduzir a obra não foi do autor, e sim da ilustradora Angela Lago. “Tínhamos acabado de fazer um trabalho juntos e ela me disse do sonho que tinha em traduzir essa obra e perguntou se eu tinha interesse. Isso há dez anos! Me interessei pelo projeto, mas ela não pôde continuá-lo, e assim a editora encaminhou o livro para o Fernando Vilela que fez uma ilustração à altura, belíssima”, conta Gullar.
Algumas vezes representado por uma criança alada, outras por um rapaz, Eros também recebe o nome de Cupido. A Eros está ligada Psiquê (a Alma), que em sua lenda nos traz a imagem da união do amor à nossa alma. “Tanto o público juvenil como o adulto podem se interessar por essa versão, já que mantive a mesma  preocupação constante que tenho em todos os meus livros: ter uma linguagem simples e compreensiva. Além de ter atualizado algumas expressões ultrapassadas com a diferença de épocas”, conclui o autor.
Lucius Apuleius é quem escreveu essa e outras obras na Roma Antiga, no século passado. A história de amor entre Psiquê, uma jovem que despertava curiosidade e inveja por ser tão bela, e o Deus Eros, é tema de estudos psicológicos, peças teatrais e traduções infinitas. O diferencial dessa tradução é que Gullar manteve o pensamento do narrador, do começo ao fim, recontando a história e mantendo suas nuances históricas e originais.

Livro: Eros e Psiquê – Apuleio - Autor: Ferreira Gullar - Ilustrações: Fernando Vilela
Editora FTD – SAC 0800 158555 - Páginas: 79 - Preço sugerido: R$ 28,10

 

   






A TV no armário
Fruto de ampla pesquisa sobre a cobertura dada pela TV à questão da homossexualidade, a obra revela como as emissoras ainda se pautam pelo preconceito. Ao mergulhar nesse universo, o autor analisa a programação das emissoras e mostra a dificuldade e os equívocos que ocorrem quando precisam lidar com as diferenças sexuais na TV.
Na obra, o autor analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. "Está na hora de mudar de rumo", afirma Ribeiro, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.
O autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambiguidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais "proscritas" no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. "O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual", revela o autor.
O livro traz ainda um breve relato histórico do surgimento da TV no Brasil e o levantamento da cobertura jornalística televisiva da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Em seguida, o autor examina alguns programas humorísticos que tratam o gay com escracho, um game show que perde a oportunidade de esclarecer que a diferença é saudável e uma novela que acaba apelando para o sentimentalismo na hora de retratar o amor homossexual. "Procuro demonstrar as sutis abordagens em que o preconceito é estimulado e impede a existência de um mundo onde a diferença seja respeitada", explica o autor.
"Ribeiro tem a rara capacidade de expor as inclinações preconceituosas e reforçadoras de preconceitos que as emissões de TV disseminam em relação aos homossexuais sem cair na tentação de enxergar nisso uma conspiração dos setores dominantes da sociedade. Ele entende a dinâmica da indústria cultural e não a acusa de intenções diabólicas", afirma Carlos Eduardo Lins da Silva, ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, que assina o prefácio da obra.
Livro: A TV no armário - A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros - Autor : Irineu Ramos Ribeiro - Editora : Edições GLS - Preço : R$ 31,90 - Páginas : 134

 

   






Para ler literatura como professor
Ao ler um livro, “basicamente, todos lemos a mesma história, mas não usamos o mesmo aparato analítico”. É dessa premissa que parte Thomas C. Foster, autor de “Para ler literatura como um professor”, publicado pela editora Lua de Papel.  Quem já assistiu a uma aula de literatura sabe o que o autor está falando: não raro o professor expõe significados e críticas interpretativasde um texto  que os alunos sequer suspeitaram.
Com o a intenção de melhorar a percepção do leitor para a riqueza que reside nas  entrelinhas, Foster afirma que deve-se treinar a “linguagem de leitura”, para que o leitor aprecie e aproveite ao máximo os códigos e padrões presentes nos textos. Na  abertura de cada capítulo, Foster comenta quais os autores a serem interpretados e os contextualiza, o que facilita a compreensão de cada ponto abordado.
Tipos de personagens, ritmos de enredo e composição de capítulos fazem parte da estrutura que o autor cuidadosamente ensina a observar com uma nova visão. A partir das dicas literárias encontradas no livro, podemos compreender de forma muito mais ampla e clara as simbologias de cada personagem, de cada objeto e de cada atitude.  E para facilitar a compreensão, usa da melhor forma o material que tem a sua disposição: as próprias obras literárias.
Da fantástica história de “Fausto”, do escritor alemão Goethe, passando por “Édipo Rei”, de Sófocles, até algumas linhas simples criadas pelo próprio autor para exemplificar as narrativas, Foster vai, ponto a ponto, dissecando e indicando as ações que constroem as entrelinhas de cada história.
Aproveitando todo o vampirismo que tem dominado a cabeça dos jovens do mundo inteiro, o autor usa o enredo das principais obras sobre o tema para demonstrar que o vampirismo não trata somente de vampiros, mas de coisas como egoísmo, luxúria e tabus da sociedade. Uma frase do autor resume sua perpectiva: “fantasmas e vampiros nunca são apenas fantasmas e vampiros”.
Foster afirma que os estudiosos profissionais de literatura aprendem a absorver os detalhes de primeiro plano, enquanto enxergam os padrões que os detalhes revelam.  Ensinar a enxergar os detalhes dos livros é o que Foster propõe como exercício. Por isso recomenda muita leitura, de suas dicas. Com elas, , o segredo das entrelinhas se abrirá para o leitor interessado em descobrir as muitas possibilidades e nuances presentes nos textos. Livro: Para ler literatura como professor - Autor : Tom C. Foster - Tradução : Frederico Dantello Formato : 15, X22,8 cm - Nº de páginas: 272 - Preço: R$ 34,90
 
   

Edição VF Fotos: Divulgação Data: Julho 2010