Crônicas
Palavras pensadas
Ele superou o próprio mito.
credito: blogspot.com

Michael Jackson na terra do nunca

Por: Márcia Mariano

Sou privilegiada por pertencer a uma geração que na infância ouviu os Beatles, na adolescência Pink Floyd e na juventude Michael Jackson.

Três estilos completamente diferentes, mas que na minha modesta opinião – não sou critico musical e nem tenho bagagem para isso – contribuíram para a evolução da música, fundindo o pop com a arte e estabelecendo novos padrões estéticos que influenciaram as gerações seguintes. Eles foram inovadores, ousados e únicos. Mas, por serem humanos, não são eternos como suas obras.

Dois dos mais talentosos Beatles, John Lennon e George Harrison, já se foram.

O virtuoso tecladista o Pink Floyd, Richard Wright, também. E hoje, 25 de junho, Michael Jackson juntou-se a eles. Por isso, dedico estas linhas àquele que considero o maior ícone da música popular do século 20, surgido após a morte de Elvis Presley.

Independente de gostar ou não do seu estilo, o carisma, a inteligência e a capacidade de teatralizar a música com geniais passos de dança, coreografia impecável e efeitos cenográficos, Michael Jackson foi inédito e, sem dúvida, insubstituível.

Nunca vou me esquecer do arrepio que senti ao ver, pela primeira vez, em 1982, no estúdio da faculdade de comunicação que cursava no Rio, uma cópia gravada em fita de rolo de Thriller. Foi algo tão contagiante, que eu e meus colegas de turma do Laboratório de TV decidimos montar um roteiro sobre este clipe. Na época, nem imaginávamos que aquele álbum venderia mais de 100 milhões de cópias e se tornaria precursor de um novo gênero audiovisual.

Em 1989, quando assisti ao memorável desfile da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis com o enredo Ratos e urubus , larguem minha fantasia ”, vi naqueles mendigos desvalidos, sambando na avenida e conduzidos pelo também genial Joãosinho Trinta , uma longiqua referência à troupe de cadáveres ambulantes que bailaram em Thriller. Foi fantástico!

Não sei se Michael Jackson fará em outra dimensão o que soube fazer tão bem no plano terreno, mas certamente, o que realizou na música e na dança na década de 80 foi algo do outro mundo.

Por Marcia Mariano Fotos:Divulgação Data: 25 junho 2009