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Donna Summer Diva da “disco” incendeia São Paulo por Márcia Mariano A silhueta já não é a mesma, mas a voz, aveludada e poderosa, não mudou nada em mais de três décadas de carreira. Aos 60 anos, La Donna Adrian Gaines, nome original da “rainha da discoteca”, Donna Summer, incendiou a platéia, quando cantou a antológica Mac Arthur Park, logo no início do show, realizado na noite de 12 de novembro, no Credicard Hall. Escrita pelo jovem pianista Jimmy Webb em 1968, a música, de arranjo complexo e duração de 7 minutos, tornou-se o único sucesso do ator/cantor irlandês Richard Harris (Camelot e Senhor dos Anéis), morto em 2002. Mac Arthur Park também foi um dos hits do grupo norte-americano Four Tops, em 1971, e sucesso na versão instrumental do jazzista Maynard Ferguson, em 1993.
Emoção efervescente Na segunda apresentação, o público estava mais disposto a dançar. E foi o que aconteceu quando Donna Summer, que trocou de figurino quatro vezes, cantou sucessos como Hot Stuff, Bad Girls, I Feel Love, I´m Fire e Could it be Magic (minha preferida!). A banda impecável, com três teclados, bateria, percussão e guitarras, foi acompanhada por um trio afinadíssimo de backing vocal e por dois dançarinos que fizeram a conexão entre a disco 70 e o hip hop 90. O momento romântico ficou por conta da homenagem a Michael Jackson, quando a diva, emocionada, cantou Smile, criada por Charlie Chaplin, e que após a morte do Rei do Pop , foi revelada como a canção favorita dele. Foi um show sofisticado e dançante, que não poderia ser encerrado sem a eletrizante Last Dance. Valeu! |
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