Por Valdir Franzisko
Paredes amarelo-ouro e ocre-moreno abraçam os velhos convidados do Portella no novo conceito criado pela proprietária Nadja Naima Cury que abriu em novembro de 2005 a terceira porta da casa que existe desde 1969, como bar e restaurante com comida típica baiana.
Magia brasileira e ginga de um povo paulistano misto por excelência, inebriam com o aroma da comida típica nordestina e nacional todos que aportam por ali. Quem vem de fora não nega é tudo de bom!
Nadja consegue com maestria, fazer a casa crescer bonita e apetitosa. Quem passa em frente ao bar com certeza não resiste a mais uma cerveja acompanhada de um salgadinho, sejam espetinhos ou os convidativos pratos típicos de seu cardápio.
O esmero nos detalhes da decoração da casa traz a tendência rústico-chique muito bem representada com peças de valor histórico, lembrando sempre aos nativos a força cultural e artística de nossas raízes marcando presença no ambiente e interferindo no bem estar. Nem parece que você está num bar, lembra mais um clube de amigos especiais.
Quem começa freqüentar a casa, logo percebe que há segredos no ar, e o desafio de descobri-los inicia-se no fazer contato com os presentes e funcionários. Estes merecem um capítulo à parte, pois Nadja consegue trazer para sua equipe pessoas singulares, que no dia-a-dia você vai tomando afeto às suas particularidades. Parecem um coro de duendes, cada um com sua magia pessoal, conquistam admiradores formando um time de força à prosperidade do lugar.
Como no mundo, nem tudo é perfeito, reclamações também surgem no cotidiano e são atendidas e corrigidas no mesmo tempo e velocidade que aparecem. Talvez este seja também um dos segredos que leva e traz os clientes a passarem pelo Portella todos os dias do ano.