São Paulo Fashion Week, 04 de Julho 2005
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Depois da estréia na edição anterior
a marca Néon, de Dudu Bertolini e Rita Comparato,
teve seu ponto forte nas estampas super coloridas, em tons de laranja,
azul,
amarelo e verde, emprestando alegria às maiôs, biquínis,
saias e shorts.
Ainda muito calcada no nos anos 80 os estilistas
subiram as cinturas ensaiando um clochard em várias peças
como shorts e saias.
A manga morcego apareceu em profusão.
Bonita a jaquetinha quadrada e mangas ¾, e o shortinho curto,
branco, com cinto prateado e no vestido tipo bata em estampa verde
e vermelho. |
Gisele Nasser se inspirou no cinema italiano e veio
com uma proposta romântica
e feminina. Vestidos leves, fluídos e trabalhados com nervuras, bordados
de flores, pregas, encantaram.
A cartela de cores passeou entre o branco, off
White, turquesa e laranja escuro. Lindo o vestido tomara-que-caia com nervuras
em diagonal e os cintos de tecido, largos, com flor gigante lateral.
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Jefferson Kulig baseou-se em estampa de belas folhagens,
que se estenderam da
passarela às roupas e até mesmo nas pernas nuas de algumas modelos.
Sua
característica principal, a criação de tecido (borracha-tecido)
esteve presente em boa parte da coleção, em lindos trabalhos vazados
e com aplicação de flores soltas no mesmo material, em vestidos,
calças, saias e bermudas.
As cores básicas, branco, bege, preto
e um verda acinzentado se revezaram no show.
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Fábia Bercsek trouxe sua verve brechó principalmente
nas peças
de tricô e crochê para esta coleção.
As cinturas subiram
em shorts de denim, mas o deslize foi redimido nas calça jeans ampla com
cintura baixa, na saia rodada com barrado bordado e na calça branca com
pala larga.
Suas peças de praia, em tricô, mereciam um desenvolvimento
mais elaborado na modelagem (tricô e maiô são realmente difíceis
de rimar). |
Caio Gobbi surpreendeu, numa coleção madura e moderna.
O estilista
desenvolveu peças como paletós justinhos, calças amplas
com barra italiana e cintura baixa, em listras verticais, em tons de rosa e também
de azul.
Ao mesmo tempo veio com decotes grandes em maiôs que se sobrepunham,
com ternos e shorts, em cortes de alfaiataria.
As estampas como a de flamingo,
assim como as geométricas ofereceram pitadas de sofisticação.
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Convidada pelo evento a Basso&Brooke, trouxe
para a passarela o universo dos cartoons, que se repetiam em estampas
e na própria
apresentação, com modelos especialmente produzidas
com chapéus imensos, profusão de cores, em peças
que exageravam tendências, como na saia de abertura, godê guarda
chuva, enfatizado pela barra aramada.
E muita, muita legging, com
saltos altos e bom humor. |
Cavalera, coleção feminina,
fechou com chave de ouro, numa linda
homenagem à cultura nordestina, tão presente em nossa vida diária,
embora um pouco esquecida.
As peças traziam recortes vazados detalhando
barras de saias, muita renda e bordado, numa cartela ampla de cores mas bem esmaecidas.
O
jeans veio bem poído, destruído localizadamente.
A grife acertou
a mão, combinando tendências como na bata estilo balonée,
no macacão canguru, egresso dos anos 80 mas numa releitura moderna e nos
tomara-que-caia em vestidos com o sutiã aparente.
José Dumomt e
outros artistas nordestinos, todos em cadeiras de balanço foram reverenciados,
justamente, pelos estilistas da marca, Fabiano Grassi, Emilene Galende e J. Pig. |
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