São Paulo Fashion Week, 03 de Julho 2005
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Glória Coelho trouxe um clima de romantismo
com a G. Vestidos leves, complementados por imensas flores de tecido,
enrolados
no
pescoço ou como detalhes.
As cores claras como o branco, o
cáqui e o cru predominaram mas havia também algumas
peças pretas.Nos pés, sandálias de tiras cruzadas,
com solado emborrachado, com inspiração na Antigüidade.
A
estilista, no entanto, nem apareceu para os aplausos finais pois
seu pai faleceu ontem, deixando todos nós consternados. |
Alexandre Herchcovitch apresentou sua coleção masculina novamente
na menor sala do evento, o que mais uma vez fez vários jornalistas assistirem
o desfile pela TV da sala de imprensa.
Alexandre destacou a presença de
vários macacões, em diversos tecidos. Mostrou ousadia nas estampas
florais em camisas.
A pele de cobra (fake, afinal devemos ser politicamente corretos)
apareceu em colete, jaqueta e calça. As cores eleitas foram caramelo,
amarelo, preto e branco. |
A cada estação, quando pensamos que Amir Slama, da Rosa
Chá,já fez tudo o que pode ser feito em moda praia, nos
surpreendemos.
Desta
vez, inspirado no sertão nordestino, nos cangaceiros e no maracatu, trouxe
não apenas as tonalidades cruas, empoeiradas e marrons, como ainda trabalhou
com couro cru para transformar palas ou as alças dos biquíni em
cartucheiras.
Na segunda parte do show vieram o turquesa, o verde jade, o rosa
e o amarelo das flores do maracatu. O estilista trabalhou, como sempre tem feito,
com amarrações, tops que se ligam aos bottons cós de lastex
gigantes (estes em tecido plano), franjas, e biquínis com cara de saia
e blusa, algumas até com golas.
No final, Caroline Ribeiro vestiu caftam
longo, com bordados em paetês sobre a própria estampa, num efeito
maravilhoso. |
Samuel Cirnansk privilegiou a silhueta justa, sexy, e para
enfatizar o fetiche,
couro preto para as peças iniciais, calça, macacão frente-única.
A
partir daí Samuel trouxe saias e vestidos ultra femininos, com detalhe
de babados plissados, em efeitos super legais. Usou ainda as nervuras ao longo
das saias que se abrem em godê logo abaixo.
O estilista acertou na sobreposição
de tule preto bordado em canutilhos, em peças cor-de-rosa. Os vestidos
que tinham na parte traseira babados em cascata e cauda discreta nos remeteram
ao século XIX. O vermelho apareceu em poucos looks mas nem por isso menos
dramático. O estilista deu um salto qualitativo em técnica nesta
coleção. |
A fluidez e as cavas nos vestidos e regatas da Raia de Goeye teve
lindos efeitos
devido à interação com tops, em alcinhas cruzadas às
vezes de forma intrincada.
As saias godês, curtíssimas, trouxeram
o frescor da juventude para a passarela. As blusas, usadas com tops tipo biquíni,
escorregavam ombros abaixo.
As estampas grandes apareceram em bases brancas,
sofisticadas.
O roxo, o branco, o amarelo, o coral e o laranja foram os tons
predominantes que não se chocaram com o preto que pontuou uma ou outra
peça. |
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