São Paulo Fashion Week, 02 de Julho 2005
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Fause Haten trouxe babados em tecidos deslumbrantes,
formando looks monocromáticos.
Branco, verde limão,
azul, vermelho seco. Nos pés, belos escarpins de salto Anabela,
em cetim, amarrados por fitas como nas sapatilhas de balé.
A leveza das bailarinas ficaram presentes nas saias em pétalas.
As calças em tecidos fluídos, acetinados não
contiveram a sensualidade.
O brilho dos paetês recobrindo peças
inteiras, formando estampas, foi outro momento bonito. O uso do denim,
em boleros anos 60, acompanhou peças leves e luxuosas. Impossível
não se apaixonar pela coleção e pelo talento de Fause. |
Mareu Nitschke desmembrou a lingerie (calcinha) transportando-a para pala de
saias e de blusas. Não deu certo.
Tentou obter balonées que surgiram
pobres, devido ao peso dos tecidos que não se adaptaram aos volumes propostos.
Ponto,
como sempre, para o corselet que veio em apenas um ou dois looks, impecável. |
A Huis Clos apresentou inicialmente uma modelo nua
(idéia da
diretora Bia Lessa), numa passarela de pétalas de rosas amarelas.
A
seguir vieram as saias com silhueta de tulipa, suavemente abauladas,
coulissés com fitas de cetim que franziam partes das roupas,
nas costas, nas laterais. Branco, prata, amarelo suave, cáqui
e dourado foram as cores escolhidas.
Lindos os vestidos em tecido branco
texturado, com costas nuas. O trabalho de Clô Orozco continua
autoral, sofisticado e especial. |
Outro, super fiel ao estilo, André Lima não é um
estilista
que não ousa. Quem mais colocaria na passarela estampas imensas, super
coloridas, mixadas com outras em preto e branco, e ainda se dar bem?
Tudo over,
tudo encantador. Vestidos tipo caftans, frente-única com saias rodadas,
assimétricas, decotes estonteantes.
Pontas de amarração
ou assimétricas, esvoaçavam conforme a cadência do andar,
fluído. Lindo! |
Lino Villaventura se superou no quesito estampas, cores e formas.
Todas as modelos
vestiam um macacão segunda pele estampado, com capuz. Sobre ele vestidos
construídos a partir de patchworks com tecidos de decoração,
rígidos, mesclados seda trabalhada, texturizada.
As cores inicialmente
escuras e dramáticas se sucederam aos tons mais claros mas nem por isso
menos elaborados. |
A VR mostrou competência trazendo uma coleção
em que o mix da alfaiataria com o esporte deu o tom.
O jeans escuro,
com lavagem diferenciada, contrastante, veio no ponto certo. Os paletós
apresentavam listras nas mangas e bolsos em malha, em branco e cinza,
interessante.
As bermudas e calças ganharam modelagem confortável.
Nos pés, sandálias de tiras grossas e, nas mãos
bolsas carteiro com quatro bolsos safári, verdadeiro objeto
de desejo! |
Eduardo Suppes fechou o dia com uma coleção em que o feminino foi
privilegiado em vestidos fluídos com bordados de cristais, cinturas um
pouco mais altas e em cores como o azul, verde água, verde musgo, marrom,
bege e dourado.
Errou a mão no uso de penas em algumas peças como
bolero e minissaia.
O masculino, veio um pouco mais pobre, tipo cotidiano, com
calças retas e bermudas. O luxo chegou apenas na jaqueta dourada no final. |
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