São Paulo Fashion Week, 01 de Julho 2005
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É rika Ikezili se desenvolveu desde sua estréia
no evento. Trouxe peças elaboradas com sua costumeira delicadeza,
como nos origamis listrados, nos tye dies precisos das primeiras
entradas.
Calça e vestido envelope em musseline foram bem
feitos. Ponto para os acessórios: bolsas de mão, pequenas
e sandálias flats com detalhes dourados.
Alguns modelos tiveram
ainda pedras coloridas no peito do pé. Os tons fluorescentes
como o laranja e neutros como o bege se equilibraram. |
A Movimento se inspirou nas décadas passadas,
em maiôs
tomara-que-caia com cavas menores, nos modelos tipo engana-mamãe,
alguns com recortes deslocados, num bonito efeito, nos babadinhos
e na largura dos biquínis, maiores.
As estampas psicodélicas
foram estilizadas e as cores variaram em azuis combinados com verde.
O
crochê surgiu em tops de triângulo, cortininhas, faixa
listrada frente-única. As túnicas creponadas, com listras
horizontais e as batinhas vieram delicadas, como saídas de
praia. |
Alexandre Herchcovitch, estilista da Cori, apostou
no verde, que predominou.
O desfile começou com caftans, decotes
bordados, shorts de modelagem confortável, paletós
ajustados, precisos. Depois os vestidos com saias amplas, acinturados.
Linda
a saia preta, rodada, que ganhou grafismos coloridos, bordados. Destaque
para os vestidos de musseline com couro trançado no decote.
O patchwork veio diferente, apenas em cores contrastantes, sofisticados. |
A Zapping misturou referências esportivas,
religiosas, condimentadas pelos temperos italianos.
O desfile começou
com dois motoqueiros na passarela, ambos com camisas e capacetes
pretos de bolinhas brancas,
seguidos da bela Fernanda Tavares, num vestidinho curto, com babados
atrás.
Depois disso houve bermudas jeans com bordados sacros,
estampas de tomates em vestido longo, jeans, shorts bufantes, camisas
com números e flores bordadas. Bem humorada a mochila em forma
de pizza gigante. Uma miscelânea divertida e rica em originalidade. |
A Água Doce trouxe, biquínis floridos,
sutiãs
tipo cortina, amarrados, tomara-que-caia, em rosa, azul, amarelo
e verde. Interessantes os broches de cristais nos sutiãs,
que tiveram também, em cada bojo, amarração
tipo corselet, exagerando o apelo sexy, assim como o biquíni
com cós tipo cinta-liga, solta.
As saias três marias,
as batas detalhadas em lastex e micro saia de babados amarrados com
lacinho também fizeram bela presença. Mariana Weickert,
que muitos perguntavam onde estaria, surgiu em duas entradas. |
A Iódice veio com vestidos fluídos, em georgete.
Túnicas e blusas de seda amassada ou linho. Modelos com cintura
alta e decotes amplos, foram detalhados em drapeados e amarrações.
Os
jeans, com lavagens claras, foram adornados por bordados dourados,
de flores e folhas.
Bonitos os vestidos em georgete azul marinho,
com bordados no decote, em verde e laranja. O turquesa entrou em
dois vestidos, um longo e outro mini, ambos com detalhes de franjas
e aplicações de flores de tecido. |
A Cavalera, coleção masculina, buscou
referências
do sertão nordestino que resultou em calças empoeiradas,
sobre-calças de couro como dos vaqueiros e patchwork de quadradinhos
em camisas e outras peças.
O esporte, especialmente o motocross,
entrou com calças e bermudas com recortes coloridos, estampas
de fogo, calças com laterais acolchoadas em cor contrastante.
As
cores passeavam ente o vermelho, amarelo e branco empoeirado. O preto
não foi esquecido. Lindo, Zulu fechou o desfile, em
jeans e sobre-calça preta. Renée Gumiel fez parte do
cenário, numa participação meio fora de contexto
e sem explicação, embora tocante. |
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