São Paulo Fashion Week, 30 de Junho 2005
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Pedro Lourenço trouxe roupas inspiradas em
sacolas de taco de golfe, Chanel
e o século XIII.
O resultado foram peças interessantes, tendo o
couro ao lado de tecidos mais leves, numa coleção que agradou a
muitos e outros nem tanto. |
Fause Haten trouxe brilho do paetê em algumas peças. O
estilista passeou entre os jeans, camisas e paletós, mostrando
uma boa modelagem e seu talento de sempre. |
A Água de Côco se esmerou na cenografia
do arquiteto Marcelo Rosenbaun e na bela trilha sonora ao vivo, com
Vanessa da Mata. Biquínis
diversos surgiram ao lado de maiôs engana mamãe, alguns
com variantes.
O tomara-que-caia estilo anos 50 também esteve
presente. Cores vibrantes, estampa camuflada aquática, em lindas
combinações, assim como o floral. Adorei o biquíni
em jeans, com bolsos de lapela no sutiã e na parte traseira
da calcinha, ideal para as mais deficientes de curvas.
Numa segunda
proposta o luxo esteve presente em série de peças em
lurex dourado, alguns com detalhes de concha dourada, um tanto duvidosas.
O crochê em saída de praia, dourada, assim como uma saia
de patchwork de tecidos em cores lisas apareceram como ótimas
opções off beach. |
A Vide Bula trabalhou as estampas jogo de xadrez
preto e branco, listinhas finas verticais e um cashmere estilizado,
grande, em fundo branco,
em diversos tecidos, de diferentes caimentos, alguns usados na mesma
peça oferecendo looks originais.
Venceu uma silhueta mais ajustada,
quebrada pela amplidão dos vestidos, curtos ou longos.
Os jeans
vieram com aplicações de bordados e lavagens bonitas,
desgastados localizados. O estilo cargo, em releitura dos anos 80 foi
boa solução. As cores fortes deram o tom. Calças
sarouel, longos pingentes de fios de seda presos nos passantes de calças,
bermudas e shorts, deram o clima oriental light. |
A British Colony por Máxime Perelmuter trouxe um mix de materiais
como o neoprene em combinações com outros tecidos em
estampas de peixes mutantes.
Algumas peças como as jaquetas
de mangas curtas em tecidos leves, cederam ao peso dos zíperes
em bolsos diagonais, desmerecendo o look. Bermudas sarouel em tecido
xadrez, Pink, branco e preto.
O plástico transparente veio compor
mais um item de material, por cima de uma bermuda, como outra bermuda
e também num trench-coat. No final macacão em neoprene
prata, super justo, com inserções de malha estampada
semearam dúvidas: quem poderá usa-lo? Um surfista? |
Lorenzo Merlino apresentou vestidos, saias de pregas localizadas,
calças
corsário e alguns biquínis e maiôs, em cores apasteladas
como o bege, amarelo, lilás.
Mas a modelagem não decolou
e idéias como os decotes assimétricos, tímidos
demais, empobreceram as peças, que apresentaram graves defeitos
de modelagem e de costura. As sobreposições de tecidos
mais finos deixaram a desejar.
As peças finais, que traziam
presas por zíperes longas tiras de organza, em pernas de calça
ou nas mangas, ofereceu um efeito incompreensível. |
A Uma trabalhou uma silhueta ampla de calças
e saias combinada com paletós ajustadinhos.
O cáqui
apareceu em conjuntos bonitos com branco ou preto. Camisetas regatas
em tela se sobrepuseram
em belos efeitos.
O verde bandeira mereceu destaque na saia toda drapeada
em coulissés verticais.
O laranja apareceu apenas como detalhe
e num único paletó desestruturado, com abotoamento duplo
que, aberto, deu uma desandada no look. |
A Fórum inspirou-se no glamour hollywoodiano.
Estavam retratadas ali as calças amplas que Katherie Hepburn
usava, com cós
alto; a elegância discreta de Audrey Hepburn em vestido preto
com saia de renda; a sensualidade de Rita Hayworth em longos com belos
decotes, em cetim, leves, esvoaçantes, escorregadios e, aqui
ou ali se drapeavam ou plissavam.
O preto veio poderoso, só ou
acompanhado de roxo, rosa choque, verde bandeira, azul e branco sujo.
Tudo muito estrelar. Bonito.
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