Moda SPFW
FASHION DROPS
 
por Marta De Divittis

Quarta-Feira

2º Dia

São Paulo Fashion Week, 29 de Junho 2005
O segundo dia do SPFW começou com a grife de moda praia Poko Pano. Biquínis e maiôs, inspirados nos anos 50 e 60 apareceram em xadrez vichy e florais.

Os detalhes de babadinhos, bordados e aplicações de crochê deram delicadeza aos modelos.

Rosa, azuis e amarelos, açucarados foram as cores eleitas. Batas de algodão brancas, com detalhes bordados ou amarrações com fitinhas e lastex rememoraram os anos 70.

No final, muitos se emocionaram com a entrada do querido Jamelão, cantando divinamente. Lindo!

Ronaldo Fraga
a seguir trouxe a coleção “Descosturando Nilza” homenageando as costureiras, que ladeavam toda a passarela, trabalhando em suas máquinas.

O estilista trouxe as cores suaves em patchworks de corações, sofisticados. Bordados, saias godês, corações vazados em detalhes ou rendas deram leveza em atmosfera de sonho.

Bem humorado como sempre, o estilista detalhou peças e os cabelos das modelos com as almofadinhas de espetar alfinetes.

A Sais de Amir Slama, detalhou seus biquínis com laços de fita no cós das calcinhas, nas alcinhas e, num dos modelos, no próprio sutiã.

Florais delicados em amarelo, verde, rosa e azul, açucarados apareceram bastante. Recortes vazados, aqui e ali. No final o look sensual de Ana Hickmann num maiô engana mamãe marrom café trouxe um pouco mais de emoção ao universo pueril da coleção.

Carlos Tufvesson
utilizou tecidos fluidos, cetins e sedas, para uma releitura dos anos 70, exatamente no movimento Flower Power.

Mas o que deveria ser uma inspiração foi, na realidade, uma transposição da época, como se tivéssemos parado no tempo. As modelos vinham com coroa de flores nas cabeças, cabelos soltos, ao vento.

Decotes ombro a ombro em lastex, mangas sino, pantalonas e vestidos leves e longos trouxeram sensualidade. Vale destacar a perfeição da modelagem.

Marcelo Sommer
, segundo o release, inspirou-se no Tiki, uma espécie de máscara polinésia.

Embora com peças interessantes aqui e ali como o paletó e o bolero estampado em fundo azul petróleo ou ainda a regata manchada em verde água, o cenário, passarela, as roupas e as atitudes dos modelos (desfilavam segurando o pulso, medindo as batidas do coração) não fizeram muito sentido.

Estampas tribais, florais, sapatos pesados, de salto Anabela não se coordenaram.


A Triton veio com vestidos leves, curtinhos ou bem longos, com babados três marias, caftans estilizados e algumas peças estilo safári, cáqui, calções bufantes curtos em rosa, vinho, azul petróleo. Tudo bem jovem.

A Zoomp apostou nas transparências e volumes, ora justíssimos, ora largos, desabados. O cós estilo clochard foi resgatado do final dos anos 80 e apareceu em várias peças, inclusive nas masculinas.

Decotes nas costas e recortes transparentes conferiram sensualidade. O masculino também fez brincadeiras com as formas, que surgiram over size ou justésimas.

Cores claras, sobreposições de tecidos em tela deram o tom tanto no masculino como no feminino.

Edição Valdir Franzisko Fotos: Divulgação Agência Fotosite Data: Junho 2005