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Dia de Iemanjá Homenageie com consciência O dia 02 de fevereiro é marcado pela homenagem a Iemanjá. A dimensão do culto a Iemanjá no Brasil é imensa. Muito mais do que simples estatuetas da sereia, facilmente encontradas em lojas de artigos esotéricos, e até de decoração, entre outras, trata-se de uma figura religiosa que já tem lugar cativo em todo o país. Segundo os ensinamentos do Candomblé e da Umbanda, Iemanjá é a mãe de quase todos os orixás, e no catolicismo é sincretizada a Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria. Sob a forma de uma linda mulher, a orixá é uma das mais lendárias entidades do culto afro-brasileiro e, dentre seus milhares de seguidores, há membros das mais distintas religiões. Sereia do Mar, Princesa do Mar, Inaê, Mucunã e Janaína são alguns dos nomes que ela recebe, mas é como Rainha do Mar que Iemanjá é mais conhecida. Isso porque os oceanos, mares, praias, rios, lagos e cachoeiras fazem parte de seu domínio: as águas, cuja força vibratória tem o poder de devolução. O mar sempre devolve tudo o que nele for vibrado ou jogado. Por isso o hábito de lançar objetos ao mar em homenagem à Iemanjá, como flores, barcos com velas acesas, perfumes, batons, espelhos, entre outros. Espetáculo e tradição à parte, será este o melhor caminho? Para o Esotérico e Babalorixá Daniel Atalla, alguns pontos devem ser levados em consideração. “Durante as comemorações e homenagens à Iemanjá, os rituais são muito bonitos. Porém, nos dias consecutivos, a sujeira que toma conta das praias é, no mínimo, preocupante”, afirma. “Vivemos uma realidade na qual a natureza vem nos mostrando as consequências catastróficas da falta de zelo pelo nosso planeta”, explica. No que diz respeito ao caráter religioso, Atalla segue a mesma linha de raciocínio: “Quando vejo a praia cheia de ‘sobras', penso no que Iemanjá deve achar disso”, conta ele. “Ninguém gosta de ver a própria casa bagunçada, suja, e mesmo que com a melhor das intenções, é isso que fazemos com o reino dela”, complementa. “Existem inúmeras formas de rituais tão poderosos quanto os tradicionais, realizados sem agredir a natureza. Afinal de contas, a fé também pode - e deve - levar em conta a responsabilidade ambiental. Jogar ao mar apenas as pétalas de sete rosas brancas, borrifadas com essência de alfazema, é uma alternativa. Nada de vidro cheio do perfume e cabos com espinhos: certamente, Iemanjá será grata pela sua oferenda e, tanto a natureza quanto os próprios banhistas também”, finaliza. Quem pensa que os rituais para Iemanjá precisam, obrigatoriamente, ser realizados na praia, engana-se. O sucesso depende da escolha de elementos adequados, principalmente, de muita fé. Porém, a quem pretende realizar um ritual para Iemanjá em busca de amor, convém rever seu o objetivo, já que Iemanjá é extremamente poderosa em assuntos relacionados à proteção, à purificação, às mudanças, ao desenvolvimento e à fertilidade.
Daniel Atalla - Conceituado no meio esotérico como um dos grandes profissionais do Brasil, com vários títulos e diplomas nacionais e internacionais, trabalha com diversas artes místicas, como o Tarot, Numerologia, Feng Shui e Magia. É escritor e criador do Livro “Tarot Atalla”. Campeão de audiência da Rádio Mundial, Daniel soma os títulos de Mago da Ordem Revelation e Babalorixá do culto de Umbanda, e é o criador da Escola Esotérica Escola Esotérica - Rua Apeninos, 306 – Paraíso – São Paulo - Tel.: (11) 3209-4457 - www.escolaesoterica.com.br |
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