Paisagismo
Mostra de Paisagismo na Expoflora 2011

“Árvores: conhecer, plantar e preservar”
Com este tema a mostra de paisagismo Minha Casa Meu Jardim, uma das atrações da Expoflora, chega à sua sétima edição com a proposta, esse ano, de informar sobre o plantio, o uso e a manutenção das espécies utilizadas em áreas residenciais, empresariais e públicas, nos grandes e pequenos espaços, inclusive quando plantadas em calçadas e vasos. Destaque para a possibilidade de replantio de grandes árvores, como Oliveiras, Jabuticabeiras e Ipês, para os trabalhos de compostagem, que permitem o plantio de plantas e flores com adubo reciclado dos resíduos gerados pelo próprio jardim e das estrelas da jardinagem dessa edição, como a Rosa do Deserto e os charmosos canteiros de trevos de quatro folhas.

Todos os ambientes focaram a sustentabilidade, trazendo curiosidades, como lustres feitos com coadores de papel, pallets aproveitados para interessantes peças do mobiliário, reaproveitamento de garrafas para a criação de elementos decorativos e escolha de diversos materiais que não agridem a natureza.
Destaque para a participação especial uma das maiores autoridades em identificação e cultivo de plantas do Brasil, Harri Lorenzi, do Instituto Plantarum de Estudos da Flora, autor de diversos livros sobre plantas e árvores brasileiras e exóticas.

São 22 ambientes projetados por 42 profissionais, entre paisagistas, arquitetos, decoradores e designers de exteriores, de São Paulo, Campinas, Holambra, Vinhedo, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Nova Odessa e Santana do Paranaíba. Cerca de 150 empresas participam diretamente da Mostra, que gerou aproximadamente 250 vagas de trabalho na montagem, desmontagem e na realização do evento.

A orientação da organização foi para que os profissionais projetassem os ambientes de forma a incentivar o convívio familiar e social e a valorizar pelo menos uma espécie de árvore. A Mostra Minha Casa Meu Jardim é organizada pelo casal Ana Rita Gimenes e Ralph Dekker, da Floral Design Brasil, centro de formação internacional para floristas, localizada em Holambra.

Mostra de paisagismo da Expoflora ensina
como conhecer, plantar e preservar árvores

Entre as novidades estão a possibilidade de replantio de grandes árvores e as estrelas da jardinagem dessa edição, como a Rosa do Deserto e os charmosos canteiros de trevos de quatro folhas. Na sustentabilidade, destaque para o trabalho de compostagem com a utilização de adubo reciclado dos resíduos gerados pelo próprio jardim, e para os curiosos lustres feitos com coadores de papel e móveis variados feitos de pallets. Esse ano a mostra conta com a participação especial de Harri Lorenzi, uma das maiores autoridades em identificação e cultivo de plantas do Brasil.

Ambiente 1 - Encontro com a Natureza

Árvore em destaque: Pau-brasil (Caesalpinia echinata)
A proposta é mostrar como o convívio das plantas com os seres humanos pode afagar a alma. Considerando que essa junção não precisa ser nociva para o meio ambiente, eles escolheram materiais sustentáveis e reciclados. O foco é a reutilização de materiais e objetos, como sobras de madeira, garrafas, caixotes de feira e tambores. “Partimos do princípio de que nada se cria, tudo se transforma”, explica Henrique. Eles pensaram num ambiente totalmente integrado à natureza e criaram um bosque com três espaços nos quais as pessoas podem descansar e fugir um pouco do cotidiano, como uma espécie de oásis para piqueniques e descanso, com direito a contemplação das árvores. Do gazebo para duas pessoas é possível observar os vidrinhos com flores que pendem das árvores como se fossem pequenas lanternas chinesas.
Com muita criatividade a dupla utilizou materiais simples e recicláveis e transformou pallets em mesas e poltronas; garrafas, em vasos; caixotes de madeira em suportes para belos arranjos de flores. “Nossa intenção é que as pessoas percebam que o bem-estar é acessível a todos. Para isso, queremos passar boas idéias”, ressalta Mariana.
Além das árvores que formam o bosque foram escolhidas algumas flores para dar um colorido especial ao ambiente, como kalanchoes amarelos, laranjas e rosas e violetas roxas e brancas, além de ficus em vasos feitos de tambores de óleo repaginados e intercalados por balizadores de madeira e cerâmica que servem de luminárias, que delimitam a entrada e conduzem o público para a mostra.

Ambiente 2 - Relax Total
Local de contemplação e descanso, servindo de inspiração para uma casa, apartamento ou mesmo para as áreas comuns de condomínios. O deck patinado comporta duas confortáveis chaises, futons, almofadas e uma lareira portátil e ecológica por ser acesa com biofluido, criando, assim, um cantinho para tocar violão, ler um bom livro ou namorar.
No acesso ao deck, dois vasos chineses vitrificados forrados de kalanchoes brancas. Em frente, cachepôs em madeira de demolição com manacá da serra. Ao fundo, um painel verde entre duas grandes palmeiras. “Criamos um jardim vertical de madeira, com objetos de decoração. Para tanto, utilizamos bacias, vasos e uma pequena canoa (barca) com algumas espécies de plantas. Próximo ao lago plantamos bromélias, strelitzias, samambaias e orquídeas”, explica Mariana.
Foram especialmente escolhidas espécies de plantas que exigem simples manutenção, como algumas horas diárias de sol e regas em dias alternados. As plantas utilizadas neste ambiente são o dinheiro em penca, a peperômia, dólar, orquídeas e a samambaia.

Ambiente 3 - Estar com a natureza
Dos três primeiros ambientes da entrada da Mostra de Paisagismo esse foi o escolhido para receber um pouco mais de ornamento. À direita, a mesa aparador comporta vasos com espécies de plantas variadas: buxinhos, dinheiro em penca, roseira em árvore, gloxínias, orquídea phalaenopsis e flores de corte enfeitam o espaço. ao lado, um oásis só com patas de elefante. Em frente, um pergolado feito em cruzetas e dormentes suporta tecidos leves cobrindo a lateral para oferecer bastante aconchego. Fechando o ambiente, os paisagistas fizeram brotar o pau-brasil em uma antiga caçamba.

Ambiente 4 - Bem brasileiro
Árvore em destaque: Pau-brasil (Caesalpinia echinata)
O conceito é o de um jardim urbano que mescla materiais, como madeira, acrílico, fibras sintéticas e iluminação de Led em contraste com o rústico. Os arquitetos e urbanistas Cléia Moura da Silva Thomazini Daneluzzi, Orpheu Thomazini Daneluzzi e Rafaela Nunes Ferreira, de Mogi Guaçu, criaram, logo na entrada, um home teather cercado por jardins, com muitos seixos, vegetação e pedras.
O piso cerâmico, com pedrisco de cor palha leva ao deck onde os animais de estimação ganharam sofás, ao lado das acomodações dos moradores. O ambiente ganhou um painel em mosaico de pastilha de cerâmica, no qual a artista plástica Adriana Carneiro homenageia o Ano da Holanda no Brasil, seguindo a proposta dos profissionais de usar as cores das bandeiras dos dois países nas plantas, na iluminação e nos objetos de decoração. A raia de vinil é cercada por porcelanato branco que recebeu um tatame para o banho de Sol.
O minibar em fibra sintética branca convida para o drink nos fins de tarde. No paisagismo a embaúba para oferecer sombra e as ornamentais pata de elefante e as bromélias gigantes, além da rosa de pedra e bananeira de jardim. As moréias forram o canteiro na lateral do muro. No jardim vertical as pimentas intercalam as prateleiras com os kalanchoes vermelhos e amarelos.

Ambiente 5 - Jardim da Serenidade
Árvore em destaque: Oliveira (Olea europaea)
As flores brancas dominam o sereno espaço criado pela engenheira agrônoma e paisagista Cintia Rua e pela arquiteta Natalia Salcedo, de Vinhedo. A proposta é tornar esse jardim um templo para relaxar, para estar em paz e para se reencontrar. Não existe um ponto focal, mas um conjunto contemplativo da beleza da arte. Nos canteiros, lírios da paz, calandivas, moréias e clúsias, entre outras, e plantas variegadas (variedades que tem traços brancos nas folhas verdes). 
O destaque é para oliveira, espécie de árvore que vive centenas de anos e poder estar presente por várias gerações. Como o ser humano, é uma espécie que se desenvolve lentamente, porém sem nunca parar de progredir, de se transformar, não importando as condições do terreno. Os tsurus, pássaros de origami da cultura milenar oriental, flutuam pelo espaço com os significados de prosperidade, felicidade e vida longa. Na parede, arranjos florais com orquídeas brancas da designer Lidia van der Ven, de Holambra, em quatro nichos diferentes.

Ambiente 6 – Jardim da Consciência
Árvore em destaque: Escultura com mudas de Gabiroba (Campomanesia xanthocarpa)  e de Figueira Branca (Ficus guaranitica)
Conscientizar as pessoas de que há possibilidade de reverter a ação destrutiva do homem em relação à natureza é a proposta da equipe formada pela arquiteta e urbanista Ana Lívia Bruno, pelo técnico agrícola Anderson Vitor de Campos, pelo designer de interiores Audrey Bruno, pelo engenheiro agrônomo e paisagista Paulo Roberto Morgon e pelo empresário Artur Alves, todos de Mogi Mirim. No ambiente criado por eles o contraste entre a devastação e a recuperação pode ser percebido pela presença de árvores nativas brasileiras.
Esse espaço consciente é ambientado com móveis feitos em pallets (sofá, poltrona, long chaise e mesa de centro) que seriam descartados e queimados pelas indústrias, mostrando como eles podem ser usados com criatividade de diversas maneiras. As luminárias são solares para permitir a economia de energia. Na parte árida o ambiente de estar foi criado sobre a areia.
O destaque é a escultura do artista Reynaldo Pietro toda feita com sucatas de ferros, vidros e materiais de descarte. No topo da escultura, mudas de gabiroba e de figueira branca para lembrar que ainda é possível resgatar e preservar a natureza. O muro pintado por Alexandre Filiage também traz um alerta para o descaso com o meio ambiente.
A forração de grama esmeralda faz a transição da parte árida para a área recuperada que circunda as mudas de árvores de várias espécies. O paisagismo é bem tropical. A umidificação do ambiente é garantida pelo lago construído com pedras artificiais para não agredir a natureza. As plantas e flores escolhidas são a dracena cordeline e tricolor, philodendro Xanadu, peperômias, samambaia azul, bromélias, pacovás, dinheiro em penca e maranta variegada.

Ambiente 7 - Quintal de Compostagem
Árvores em destaque: Ficus triangularis e a Ficus nerifolia
Imagine um projeto interativo de quintal que permite o balanço perfeito entre o lado ornamental de um jardim doméstico com o seu lado sustentável. Essa é a idéia das arquitetas e paisagistas Claudia Pantalena, Joyce Benetazzo, Giovana Bombonatti, Maria Angélica Gonçalves Pereira Pantalena e do engenheiro agrônomo João Corbett, todos de Campinas.
O espaço mostra uma maneira inteligente de se manter um jardim sempre bonito, vivo, em todas as estações do ano, criando uma interação agradável, saudável e sustentável com toda a sua família. Além de ser um jardim absolutamente convidativo para um ótimo bate papo, com móveis de madeira e ferro, o espaço incentiva o cultivo de temperos, ervas medicinais e bonsais de árvores frutíferas (castanha do Pará, goiaba selvagem, araçá, pitanga, jabuticaba, tamarindo e urucum), plantados em vasos vietnamitas nas cores vermelho e preto, e em diversos tamanhos. O designer dos tijolos do muro, na lateral, é apropriado para pendurar os vasinhos de folha de bananeira formando um canteiro vertical de temperos, como salsinha, hortelã, orégano, manjericão, sálvia, alfazema e arruda. Os equipamentos de jardinagem e os vasos permanecem sempre a mão para o plantio de plantas e flores com adubo reciclado dos resíduos gerados pelo próprio jardim.
Aproveitando as duas árvores já existentes no espaço, a Ficus Triangularis e a Ficus Nerifolia, o projeto transforma o trabalho de cultivo em hobby e lazer. O paisagismo comporta, também, crótons em vasos e clúsias beirando o muro. Folhagens, como as calatéias estão nos canteiro cercados piso de limestone que indica o caminho, também orientado pelos balizadores cerâmicos e pelas melaleucas. Sob o pergolado, um pequeno orquidário e as composteiras.

Ambiente 8 – Um Natal no meu jardim
Árvore em destaque: Espirradeira
A cenógrafa, paisagista e designer floral Liana Glingani, de São Paulo, mostra que, assim como reaproveitamos matéria, podemos reciclar hábitos, costumes, idéias e experimentar a tradição a partir de um novo ponto de vista. Assim, ela decidiu convidar a natureza para participar de uma festa de Natal, transpondo-a para um ambiente externo. O Natal out door de Liana mantêm ícones das celebrações mais tradicionais, mas é brasileiro e, portanto, acontece em pleno verão.
Logo na entrada, as tuias holandesas,quando acariciadas, exalam um delicioso cheiro de limão. Materiais de poda e descarte pendem das estruturas de metal, formando uma árvore de Natal horizontal que entra no ambiente e fica suspensa sobre a mesa do jantar. A decoração é feita com garrafas antigas que servem de vasos para gérberas e lírios, louças e bacias com trevos de quatro folhas para garantir muita sorte a todos. Para a ceia, uma refrescante salada de endívias. Na iluminação prevalecem as velas nas cores claras e dourada.
No aparador, árvores natalinas estilizadas feitas de junco seco e de bolinhas de isopor vermelhas. O tronco de árvore transformou-se em imponente escultura e as sementes de secas de palmeira tampam o vaso de vidro. Mais de uma tonelada de granulado Manta 5, de pneu reciclado, revestem o piso. O uso desses materiais é o principal agente tradutor do conceito e do trabalho para enfatizar valores que devem posicionar a nova geração.
Em uma das laterais, o lounge serve de sala de espera para a distribuição dos presentes guardados em uma gaiola. Libélulas e borboletas nas cores vermelho queimado e ouro anunciam a grande festa. No paisagismo, tuias da variedade Stricta (menores e contemporâneas), louro, romãzeira, amarílis e clúsia.
Na outra lateral almofadas jogadas sobre feno permitem o descanso após a ceia em meio a outro jardim formado por fícus, filodendros, euphorbias, poinsétias (bico de papagaio), alecrim e amarílis.
“O ambiente convida o interlocutor a ser a peça principal desse universo repleto de experimentações, resgatando memórias e valores. O espaço surpreende ao trazer uma nova perspectiva e por despertar sentimentos de alegria, conforto e o prazer da convivência junto à natureza na construção de novas vivências em uma data tão especial”, define Liana.

Ambientes 9 e 10 - Árvores brasileiras raras e notáveis
Árvores em destaque: Falso Tembetari (extinta na natureza) e Árvore do Imperador
O engenheiro Agrônomo Harri Lorenzi, presidente da ONG Jardim Botânico Plantarum, de Nova Odessa, cataloga árvores brasileiras, sendo um dos maiores especialistas em botânica do Brasil, com vários livros publicados em diversas línguas. Ele foi convidado para participar da mostra para divulgar o potencial de uso das árvores brasileiras no paisagismo e destacar a importância da conservação das espécies ameaçadas. 
Para isso, ele trabalhou com cinco eixos temáticos: espécies extintas na natureza; árvores símbolo; frutíferas nativas; floríferas raras e uso histórico de madeiras da região Sudeste. Sua criação exigiu uma criteriosa seleção de exemplares arbóreos da flora brasileira, constituindo uma coleção viva, cujo propósito é despertar a sensibilização dos visitantes para a importância da conservação das espécies de árvores raras e de seu potencial paisagístico. Para a seleção das espécies, Lorenzi levou em conta o grau de ameaça, a beleza, a importância ecológica, a utilidade e potencial paisagístico, aspectos históricos, simbologia e curiosidades.
O ambiente possui painéis impressos com árvores em pleno desenvolvimento no seu habitat natural. Outros recursos didáticos compõem o ambiente como as coleções de frutos (carpoteca) e de sementes (sementeca) das principais espécies brasileiras, além do acervo bibliográfico produzido pelo Jardim Botânico Plantarum sobre o assunto.
Os destaques do ambiente são o falso Tembetari e a árvore do imperador. Para representar as espécies de árvores extintas na natureza, ele escolheu a Andreadoxa flava (falso-Tembetari), nativa da Bahia. O espécime da mostra, ainda jovem, é um dos três últimos exemplares vivos que se tem conhecimento e, por isso, está em uma redoma de vidro. Já a árvore do imperador, símbolo da antiga monarquia brasileira, quase levada à extinção pela ação dos republicanos, que, segundo a história, mandaram cortar todos os exemplares conhecidos. Redescoberta recentemente em seu hábitat natural, está sendo reintroduzida ao cultivo. Sua madeira era muito apreciada na construção naval. A espécie é considerada ameaçada.
Em frente, Harri Lorenzi criou um boque em “L”. As árvores símbolos estão representadas pelo pau-brasil, que emprestou seu nome ao país; pelo ipê-amarelo, de florescimento mais exuberante quando comparado às outras 12 espécies nativas; pelo jequitibá, árvore símbolo do Estado de São Paulo e considerada uma das mais altas do país, podendo atingir mais de 50 metros de altura.
Das frutíferas, foram escolhidas 10 espécies de jabuticabeiras nativas (de frutos negros, purpúreos, vermelhos e brancos), a mais brasileira e a mais antiga em cultivo no país, e para outras espécies da família Mirtácea; algumas raras e ameaçadas como a árvore-maracujá, espécie raríssima da Mata Atlântica, o ingá-vermelho, cujas flores lilases ocorrem diretamente sobre o caule e ramos, o ipê-vermelho, arvoreta de flores vermelho-vináceas descoberta recentemente e nativa da Caatinga do norte de Minas Gerais, a estífia-vermelha e a sapucaia, extremamente ornamental quando em flor, ocasião em que surgem as novas folhas de cor lilás igual à das flores, e frutos lenhosos bastante incomuns.
Na categoria de árvores antigas e fornecedoras de madeira da região Sudeste, o agrônomo escolheu a caviúna, a mais valorizada que já existiu; a cabreúva (pau-bálsamo), de cor vermelha de grande beleza e durabilidade e eu emprestou seu nome à várias cidades brasileiras; a aroeira, mais pesada e durável; a peroba-rósea, que teve seu auge nas décadas de 1960 e 1980, principalmente para a carpintaria, o ipê (pau -d`arco), responsável até hoje pela manutenção das igrejas coloniais dos séculos XVIII-XIX, devido ao seu uso nas estruturas de cobertura; a guaiuvira, de copa densa, principal fornecedora de madeira para cabos de ferramenta e a peroba-amarela, muito aproveitada os anos 1950; a grápia, talvez a espécie madeireira mais abundante em uso atualmente; o jatobá, cujo valor madeireiro só foi despertado recentemente; a braúna, de cor negra e nativa da Zona da Mata de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro; a cerejeira, embora de madeira pouco durável e de baixas qualidades mecânicas, tornou-se muito cobiçada para marcenaria durante a década de 70; a araribá, de cor amarelo-ouro que se fende facilmente, é procurada para confecção de mourões; o angico, comum na região Sul do país, destaca-se pela dureza e durabilidade de sua madeira compacta e de cor vermelho-amarelada e o cedro, que graças à sua boa durabilidade quando em ambiente seco, popularizou-se na marcenaria pela facilidade de ser trabalhada.

Ambiente 11  - Quintal Alternativo
Árvore em destaque: frutíferas
O uso alternativo de técnicas de compostagem, com o aproveitamento de material resto vegetal (galhos, folhas, cascas etc.) para a obtenção de um excelente adubo para hortas e pomares e o cultivo em água (hidrocultura) como alternativa para ambientes residenciais, terraços ou pequenos espaços. Essa é a proposta do casal Paulo e Maristela Van den Broek, ele agrônomo, ela paisagista, e dos produtores de hortaliças Iara Viviane Pieretti e Feliciano Ribeiro, todos de Holambra.
A idéia é mostrar o passo a passo da compostagem (processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo e que pode ser utilizado como adubo), até seu uso em hortas de alface, repolho e chuchu, e em pomares, com acerolas, pitangas, amoras e frutas cítricas.
A máquina de triturar galhos e folhas que dá início ao material da compostagem está em pleno funcionamento no ambiente. Aos galhos e folhas picados são adicionados o lixo orgânico, como restos de legumes, hortaliças e frutas, e, por fim, o esterco de animais. O material empilhado sofre decomposição por intermédio de bactérias e fungos até a formação de húmus. Quando este composto se encontra estabilizado biologicamente, pode ser usado como adubo. O resultado da poda também pode ser aproveitado para a cobertura de solo com funções estética e protetora contra a incidência de raios solares, impacto da chuva e ervas daninhas.
Para quem têm pouco espaço para ter uma horta em casa, os profissionais sugerem o kit de hidrocultura. Elas são cultivadas em água com fertilizante em canos com furos horizontais. Essa estrutura, além de ocupar pouco espaço, pode ser sobreposta e instalada em varandas, terraços ou próxima a janelas de apartamentos ou pequenas residências. Além de hortaliças, como alface e rúcula, podem ser cultivados nos kits também frutas, como o morango, e flores comestíveis, como a capuchinha.

Ambiente 12 - Varanda de Praia
Árvore em destaque: Escova de garrafa (Callistemom viminalis)
Um jardim exótico, que apresenta a tendência Color block (tendência das passarelas que chega à decoração e caracteriza-se pelo uso de blocos de cores fortes e vibrantes em um mesmo espaço) em uma casa de praia com “pé da areia” muito charmosa e cheia de personalidade.
Esse é o resultado do trabalho das paisagistas Silvia e Mariana Maretti, de Mogi Mirim, que escolheram uma grande variedade de cactos, de espécies e formas diferentes e tamanhos que variam de 5 centímetros a 2 metros como plantas principais para a ornamentação do ambiente.
Encontrados nas Américas, desde o Canadá até a Patagônia e no Nordeste Brasileiro, os cactos foram escolhidos por serem belos e resistentes. Capazes de reter a umidade para garantir sua sobrevivência, são ideais para casas de praia porque necessitam de pouca manutenção, assim como a aloe e o mandacaru azul.
O ambiente retrata o final da areia da praia com a presença de clúsias e do capim do Texas, planta cultivada em pleno Sol, separados apenas um portão de ferro. A paisagista aproveitou o ambiente de base neutra para explorar elementos multicoloridos, como flores e vasos, e objetos decorativos, como almofadas e puffs, tornando-o alegre e cheio de estilo.
Destaque para os vasos vietnamitas, feitos artesanalmente em cerâmica e com alta durabilidade, que brincam com volumes, formas e cores. Os antúrios Dakota na cor vermelho vibrante, aquecem o ambiente e, usados em maciços, provocam grande impacto visual.
O móvel modular em madeira de reflorestamento pode ser disposto e combinado de diversas maneiras, conforme o desejo, o humor e a vontade de cada usuário. As peças que oferecem um convite para brincar com as formas e criar novos ambientes sempre que desejado. O sofá, a espreguiçadeira, o aparador, as almofadas e puffs coloridos complementam a decoração.
No paisagismo, dois tipos de orquídeas (Cymbidium e Mini Phalaenopsis). A Opção de árvore foi a escova de garrafa ou calistemo, que se destaca por sua rusticidade e baixa manutenção. Muitas composições podem ser feitas, dada a sua versatilidade e aspecto exótico e beleza singular. Suas flores, que se assemelham às escovas de limpar garrafas, atraem pássaros, em especial, os beija-flores.

Ambiente 13 – Banheiro Natural
Árvore em destaque: Tamarindo
Para mostrar que é possível cultivar plantas em qualquer ambiente interno desde que sejam respeitadas as suas necessidades, os paisagistas Alexandre Guimarães Barbosa Zebral e Líria Loschmer, de São Paulo, decidiram montar seus canteiros em um banheiro. Escolheram a variedade tropical úmida, característica das florestas brasileiras e usaram e abusaram das plantas nativas. “Para as plantas que necessitam e gostam de umidade, os banheiros e cozinhas são ótimos lugares para cultivá-las”, diz.
O ambiente pode ser tanto comercial como residencial, com janelas ou outras estruturas que permitam a entrada de luz solar em alguns pontos. A intenção é incentivar a aproximação das pessoas com a natureza em qualquer ambiente com plantas de baixo custo.
Os paisagistas buscaram plantas resistentes a pouca luminosidade, como a samambaia, avenca e palmeiras. As samambaias, por exemplo, formam os jardins verticais próximos da cuba. A iluminação de Led foi estrategicamen-te projetada para dar leveza à estrutura de madeira e, no ambiente, para evidenciar os elementos paisagísticos mais imponentes. A luz de Led tam-bém permite a fidelidade de cor no balcão principal e equilibra a temperatu-ra de cores. Por se tratar de um banheiro optou-se pela maior utilização de tons neutros, mas tons quentes destacam-se em alguns pontos para dar a sensação de conforto.
No paisagismo foram considerados os pontos de convergência e observação das pessoas, deixando as plantas maiores ao fundo ou nas extremidades, e as de médio e pequeno porte mais à frente. Outro conceito aplicado foi o de “plantas gêmeas”, para a substituição das espécies em uso. Os paisagistas sugerem o plantio de um jardim paralelo, com as mesmas espécies, para que os elementos possam ser substituídos, quando necessário, sem alteração do projeto original. No piso, o porcelanato branco mescla-se com a cobertura do solo dos canteiros em casca de pinos. A decoração das paredes foi finalizada com as obras do artista plástico Sérgio Pianco, que trabalha com ícones da cultura brasileira.

Ambiente 14  - Terazzo della famiglia (terraço da família)
Árvores em destaque: Pimenta da Jamaica, Carambola e Jabuticabeira de pequeno porte
A arquiteta e designer Patrícia Forte, de Campinas, pensou em um espaço que trouxesse prazer para famílias que gostam de conversar e de cuidar da horta. Ela idealizou uma família típica italiana que, pela manhã, tenha por costume colher ervas (manjericão, alecrim, arruda e hortelã) e pimentas nas hortas plantadas em jardineiras de pinus para o preparo das refeições e, a tarde, retorne ao espaço para conversas enriquecidas pela degustação dos frutos das árvores (carambola e jabuticaba) plantadas pela própria dona da casa. As cores verde, vermelho e branco da bandeira italiana estão por toda parte. O piso de arenito (vermelho) serve tanto para o lounge como para o caminho das hortas. A cerca dos rasteiros antúrios brancos é o degrau mais baixo da escada de plantas que passa pelo pitosporo até chegar às altas árvores de pimenta da Jamaica. As gardênias, além de aromáticas, contribuem com suas folhas arredondadas para dar horizontalidade ao espaço.
O espelho d´água é guardado por dois totens com a figura de elefantes entalhados em tronco de árvores. Os confortáveis móveis em fibra sintética e madeira certificada dividem o ambiente com os futtons de madeira reaproveitada, mostrando criatividade e bom senso na reutilização de materiais na decoração. Destaque para as três telas e para as almofadas pintadas a mão pela artista plástica Maria Isabel Santos, para os quadros porta vasos que também utilizam materiais ecologicamente corretos.

Ambiente 15 - Lounge do convívio
Árvore em destaque: Ipê Roxo
Ao colocar um SPA com cinco lugares de última geração em um ambiente aquecido por uma lareira ecológica e envolto por uma exuberante vegetação tropical, o agrônomo e paisagista, Alexandre Galhego, de Campinas, criou uma área de convívio e relaxamento muito charmosa e requintada. Um local para resgatar hábitos saudáveis e suavizar a rotina diária ao lado de amigos ou familiares.
Os móveis para descanso são de rattan, colocados sobre o deck de pinus autoclavado que ganhou iluminação geocerâmica. O mural verde também é feito com materiais sustentáveis (ecoparede). A vegetação traz ipês roxos, palmeiras fênix e de lucuba e arbustos tropicais como alpínias, helicônias, formios, estrelitzias, dianelas, moréias e plantas de impacto como pândanus e ravenalas.

Ambiente 16 - Este é o meu lugar
Árvore em destaque: Jabuticabeira de médio porte
O conceito proposto por Malú Conceição Cavalheiro, artista plástica e floral e designer de interiores e exteriores, de São Paulo, e Flavio Gallo Scarcello, decorador de eventos e construtor de lagos, foi o de criar um espaço de convívio em propriedades urbanas, rurais ou de veraneio. Por isso, fica impossível imaginar se é um jardim ou um quintal. É visível a proposta de Malú ao criar o espaço exatamente com o tema que lhe foi dado: “Este é o meu lugar”.
A ideia da artista plástica e do decorador de eventos foi criar um local de busca da paz interior, inspiração e sabedoria através da natureza. Para tanto, foram plantadas árvores imponentes como a jabuticabeira e palmeiras fênix e ráfia especialmente escolhidas por sua beleza.
Para provocar inspiração por meio da contemplação, os profissionais também incluíram as orquídeas, bromélias, roseiras e amores perfeitos. Malu destaca ainda neste ambiente a parede pintada com uma visão atualizada e arrojada de como inovar com muito pouco. A pintura imita papel de parede, com a vantagem de melhor convivência com o relento. O local se completa com móveis de demolição e a presença marcante de uma rede em madeira reciclada, de arquitetura asteca, com suporte e encosto também em madeira.
Ao apresentar este ambiente Malú materializa um sonho: o de criar um cantinho especial onde plantas aromáticas e ornamentais somadas a decoração singela se transformem num pequeno paraíso onde “tudo é possível e somente a beleza é real”.

Ambiente 17 – Ecologia, paisagismo e bem estar integrados
Árvore em destaque: Pau-ferro (Caesalpinia ferrea)
A diversidade cultural é trabalhada nesse espaço criado pela designer Tici Andriani, pelo paisagista Nivaldo Dellagostini, pelo técnico bioquímico Rogério Luís de Oliveira e pelo empresário Paulo Yugo Kai. A proposta é aproveitar o que existe de melhor nas tendências oriental e tropical de paisagismo, unificando-as harmoniosamente, da mesma forma com que são integrados os ambientes interno e externo.
A tendência oriental pode ser observada na forma do lago com sete carpas Nishikigois e oxigenado por três cascatas. Os orientais usam os números ímpares por acreditarem que trazem sorte e prosperidade. Por isso também são três os lustres indianos pendentes sobre a mesa e as cadeiras de fibras ecológicas que transformam o gazebo em um agradável espaço para as refeições. Da Índia vieram, ainda, as mesas central e lateral do estar criado no pergolado de madeira de eucalipto que um dia já foram postes de luz e, portanto, aqui suavizados pela leveza branca do voal.
Num jardim oriental não poderiam faltar os bonsais. Para esse ambiente foram escolhidos o Matsu, o Shimpaku e o Jacaré. O aquário de 600 litros apresenta sete peixes kinguios e traz uma tecnologia chinesa de filtragem biológica que garante a água limpa, cristalina e equilibrada.
Já as tendências tropicais começam com o pau-ferro (Caesalpinia ferrea), nativo da Mata Atlântica e de alto valor ornamental que recepciona os visitantes no deck, na entrada do ambiente. O tropicalismo também está na escolha das plantas e no paisagismo do lago que apresenta um trabalho inédito que é a aplicação de areia viva que provoca um efeito de borbulhas, como se fosse uma nascente. Para ornamentá-lo, 14 espécies de bromélias, além de filodendro, mini papirus, inhame chinês (taioba), pata de elefante e viburno. No paisagismo interno do lago algumas variedades de ninféias com flores de cor branca e rosa.
As plantas tropicais também estão presentes em materiais, como nas poltronas e nas almofadas feitas de fibra de folha de bananeira. Já o sofá tem apelo ecológico, pois é feito em tecido de garrafa pet, assim como as luminárias feitas de coador de papel reciclado que decoram o pergolado.
A integração dos ambientes é feita por um jardim com yucas em vasos com iluminação direcionada e plantas topiadas (podadas) - Murta -, dispostas entre charmosos banquinhos indianos a partir de onde se pode contemplar integralmente esse harmonioso e belo jardim.

Ambiente 18 - Jardim do Orquidário
Árvore em destaque: Árvore de orquídeas, jabuticabeira e pitangueira
O cultivador ou admirador de orquídeas encontra nesse ambiente uma aconchegante área de repouso e recepção para troca a de experiências com os apaixonados por esse hobby. A dupla Flávio Gallo Scarcello, de Holambra, decorador de eventos, paisagista especializado em execução de lagos ornamentais e Rosely Pardini, arquiteta e paisagista, de Campinas, idealizou uma árvore de orquídeas para expor a sua espécie favorita, a Phalaenopsis. Essa árvore oferece a sombra necessária para duas espreguiçadeiras de madeira certificada, permitindo a contemplação do jardim criado para reunir amigos e aficionados pela cultura de orquídeas.
No acesso principal encontra-se uma gamela que expõe orquídeas denfalis nas cores verde, lilás e vinho e mesclada. Essa primeira parte do jardim tem forração de casca de pinus onde estão plantadas kaizucas em frente a uma árvore e um formigueiro de metal reciclado.
O estar externo é composto por um sofá e duas poltronas de madeira certificada com fibra natural, cercados por canteiros de bromélias (Gusmânia, Aechemea, Neoregelia) e por cachepôs de fibra de bananeira com orquídeas. A iluminação de piso é direcional, feita por lâmpadas PAR 20.
À esquerda, um lago ornamental com peixes é circundado por palmeiras  (Phoenix roebelenii), bromélia imperial, crótons, liriopes, barba de serpente, impatiens e ivone variegada. O caminho leva grama esmeralda, areia branca, seixos e pedra caverna. A parede é feita de eucalipto tratado em autoclave.

Ambiente 19 - Convívio e Bem Estar
Árvore em destaque: Abricó de macaco (Courupita guianensis)
Preocupada em criar um espaço realmente acessível para ser implantado em qualquer residência, a arquiteta, Raquel Nopper Alves, de Campinas, compôs um ambiente que prioriza o aconchego e a qualidade de vida. O espaço de relax é 100% sustentável, abrigando, inclusive móveis ecologicamente corretos. Tudo foi pensado para aguçar os cinco sentidos. Plantas diversificadas tangenciam a visão, o olfato (pelos aromas), o tato e o paladar (temperos) e uma cascata aguça a audição. 
A pérgola diferenciada de bambu (bioarquitetura) é extremamente resistente e foi projetada de forma a não cobrir 20% da área construída para que não ocorram problemas com habitece e questões similares. O mobiliário é também ecologicamente correto, com materiais como fibra de bananeira, madeira de demolição e rattan. O lago ornamental com a cascata produz o agradável som da água e umidifica o ar, amenizando os problemas respiratórios.
O painel vertical é coberto pela folhagem da samambaia prata, nativa da América Tropical. A avenca foi escolhida para os vasos, remetendo ao aconchego acolhedor da “casa da vovó. O abricó de macaco enfeita o ambiente com suas flores exóticas que nascem diretamente no tronco e exalam um delicado aroma de rosas, sendo atrativas para abelhas e mamangavas, que se encarregam da polinização.

Ambiente 20 - Jardim Mediterrâneo
Árvore em destaque: Oliveira (Olea europaea)
A oliveira é uma das árvores mais importantes citadas na Escritura, já no Antigo Testamento, por sua conexão direta com o povo de Israel, país de origem da paisagista e decoradora Sigalit Beni que reside há 13 anos no Brasil, três dois quais em Holambra. Por isso ela não pensou duas vezes ao escolher um exemplar de 120 anos para ser a grande atração de seu ambiente, e que também simboliza a paz para o povo do Oriente Médio.
O uso da oliveira (zayit, em hebraico), é muito variado naquela parte do planeta, pois dela se aproveita o fruto (azeitona), o óleo e a madeira. Além disso, os povos orientais a tem como um símbolo de beleza, da força, da bênção divina e da prosperidade. Mas sua principal característica é a perenidade. Tanto que, na bíblia, é citada durante o dilúvio, quando uma pomba teria retornado à arca de Noé com um ramo de oliveira.
Para essa árvore se desenvolver, embora de maneira lenta, não importam as condições do terreno. Ela cresce em terra fértil, mas, também nas pedras, montanhas e vales, sob intenso calor e com pouca água. É uma planta quase indestrutível. Mesmo quando cortada e queimada novos ramos surgem de sua raiz
A espécie plantada nesse ambiente tem cerca de seis metros de altura e foi trazida do Rio Grande do Sul. Sigalit decidiu plantá-la no meio do ambiente e criou caminhos para que o público aproxime-se para admirá-la bem de perto.
O paisagismo é assimétrico nas laterais da árvore, que fornece sombra para as margaridinhas, rosas, gerânios, zínias, verbenas, alissuns, ageratuns e acácias plantadas nas duas pequeninas colinas produzidas artificialmente para dar movimento ao jardim. Em meio às grandes pedras dispostas pelo jardim, flores que não necessitam de muita água, reproduzindo as condições climáticas da região mediterrânea, mas exibem colorido e aromas inconfundíveis, como o jasmim, a rosa e o gerânio.
Também estão presentes as ervas aromáticas utilizadas na culinária e que aguçam o olfato e o imaginário, como o tomilho, a lavanda, o alecrim, a pimenta roxa, o manjericão e o hortelã, além de um limoeiro e um pé de romã. Todos os exemplares utilizados são encontrados também em Israel e outros países mediterrâneos. A paisagista ousou, ainda, utilizar plantas de rara beleza, pouco comuns em jardins, como a grevilha e a espirradeira.  Dormentes e cruzetas revestem o muro para integrá-lo ao ambiente. Móveis de ferro e madeira completam o jardim.

Ambiente 21 - Jardim da florista
Árvore em destaque: Jabuticabeira de 45 anos
Esse jardim mostra como é o ateliê de trabalho de uma florista criado pela arquiteta e paisagista Celeste Moraes, de Campinas, e pela decoradora e designer floral Denice Monjon Tritapepe, de São Paulo. É um espaço criado para relembrar a flora brasileira, buscando um resgate da origem e identidade do país por meio de suas espécies vegetais.
A estrutura de madeira de reflorestamento em forma de asa delta, onde fica a bancada de trabalho da florista, tem cobertura de piaçava e foi construída ao lado de uma jabuticabeira transplantada, de 45 anos, a grande atração desse espaço. Ao pé da jabuticabeira, uma bicicleta decorada simboliza o conceito de sustentabilidade focado no transporte limpo, sem o uso de combustíveis.
O pé direito da cobertura, bem alto, possibilita uma atmosfera fresca e agradável para o profissional que trabalha cercado das flores utilizadas rotineiramente em seus projetos. São espécies que necessitam de pouca manutenção, como as amarílis, antúrios, estrelitzias, filodendros, formios, moréias, bromélias, pacovas e ravenalas. A forração é de casca de pinus e, para demarcar os caminhos, bolachas de madeira de manejo sustentável.

Ambiente 22 - Praça dos Ipês
Árvore em destaque: Ipês roxos, brancos e rosa
Em pouco tempo é possível construir um jardim com árvores de grande porte, utilizando materiais remanescentes e espécies nativas brasileiras. Esta é a proposta das engenheiras agrônomas e paisagistas Claudia Vaamonde e Rebeca Iricevolto, de Campinas, ao criarem um belo espaço formado por nove ipês roxos, brancos e rosa. 
Como elementos principais do projeto, foram transplantados quatro ipês roxos (Tabebuia impetiginosa), quatro brancos (Tabebuia roseo-alba) com cerca de 6 m de altura, e um rosa (Tabebuia pentaphylla), com cerca de 20 anos de idade e 10 metros de altura. Para este plantio de árvores de grande porte é necessário grande conhecimento nos cuidados e manuseio de árvores e tecnologia e equipe qualificada, desde a retirada da planta de seu local original, no transporte, plantio e manutenção.
No paisagismo o destaque é para a rosa do deserto, originária da Arábia e Norte da África e produzidas, no Brasil, no município de Urupá, Rondônia. Elas foram trazidas pelo produtor para a Expoflora com a finalidade de conquistar projeção nacional, aproveitando-se da repercussão que o evento proporciona. As rosas do deserto têm dois diferenciais em relação às demais plantas: a enorme variedade de formatos e cores de suas flores e o seu caule, que cresce entrelaçado, na forma de esculturas.

As cores das flores vão do branco ao vermelho intenso, com destaque para os tons de amarelos. Começam a florescer normalmente a partir do sexto mês com o tamanho entre 10 cm e 15 cm e podem chegar a dois metros aos três anos de idade. Em regiões de clima tropical as rosas do deserto florescem durante todo o ano com florações mais intensas no período do verão (o que ocorre entre os meses de maio a novembro em Rondônia). Gostam de muita luz e boa drenagem. As flores dobradas e triplicadas têm previsão de chegada ao mercado apenas em agosto de 2012.

As profissionais também chamam a atenção para a guia decorativa feita em cimento colorido que delimita os jardins com desenhos personalizados e ajuda a conter as raízes da grama. Ela está disponível no mercado em diversos tamanhos, tipos de acabamento e em infinitas combinações de cores e modelos. Sua instalação não prejudica o paisagismo existente e proporciona um contorno permanente e durável, facilitando a manutenção do jardim.


30ª Expoflora
1 a 25 de setembro, de quinta-feira a domingo
Horário: das 9h às 19h
Holambra, (rodovia Campinas-Mogi Mirim - SP 340 - Saída 140)
distante 140 km de São Paulo e 40 km de Campinas
Ingressos na bilheteria: R$ 28,00.
Crianças com idade até 5 anos com os pais têm entrada franca
Informações: (19) 3802.1421


Por VF Fotos: Amigonews Data: Setembro 2011