Paisagismo
6ª. Mostra de Paisagismo na Expoflora 2010

Veja 20 ambientes com projetos de paisagismo e jardinagem


Plantas de baixa manutenção, ou comestíveis, como as hortaliças, chás e temperos, o uso da água (em espelhos, fontes, quedas ou spas), pergolados, jardins verticais e a utilização de leds na iluminação são as tendências dos projetos paisagísticos para a primavera/verão 2010. O mundo fashion de jardins e quintais pode ser visto na 6ª Mostra de Paisagismo Minha Casa & Meu Jardim, uma das atrações da Expoflora 2010, que tem como foco os jardins residências para atender as fases diferenciadas da vida familiar contemporânea.
Entre as soluções estão os jardins para os casais com ou sem filhos, com famílias grandes ou pequenas, cujos filhos já não vivem mais na casa e casais que já atingiram a melhor idade. Os organizadores da mostra, a engenheira agrônoma Ana Rita Gimenes e o economista especializado em marketing internacional Ralph G. Dekker, explicam que cada fase familiar possui necessidades, desejos e prioridades diferenciadas.
Assim, lançaram um desafio aos profissionais: criar e antecipar, de maneira criativa, as tendências do paisagismo para a Primavera 2010, propondo projetos que caibam em todos os orçamentos familiares.
A proposta é evidenciar as mais variadas possibilidades de paisagismo e decoração de áreas externas, primando pela utilização de produtos e serviços que tragam beleza, design, conforto, cultura, praticidade, bem estar e, principalmente, que aproximem as pessoas do meio ambiente. A mostra de paisagismo e jardinagem desse ano conta com 20 ambientes externos, distribuídos em uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados. O objetivo da mostra é promover o hábito de cultivar jardins e apresentar ideias para que as famílias possam conviver mais próximas da natureza, independentemente de seu status financeiro.
Aproximadamente 35 profissionais, entre arquitetos, agrônomos e decoradores de Holambra, Campinas, Santo Antonio de Posse, Itatiba, Indaiatuba, São Pedro, Mogi Mirim, Vinhedo, Americana, Paulínia e Cabreúva participam do projeto.

Concurso
A novidade da Minha casa & meu jardim esse ano é o concurso “Qual jardim é a cara da sua família?”, que permitirá a votação dos ambientes que mais agradem ao público. Os visitantes poderão escolher o jardim que mais lhe agradar no site www.floraldesign.com.br/mostra2010 . Dentre os participantes, 20 serão contemplados com projetos de jardins cuja área seja de até de 200 m², elaborados pelos profissionais que participam da mostra. Os projetos serão entregues até o dia 20 de dezembro de 2010.

Ambiente 1 - Jardim do romance
Se a ideia é criar sugestões de jardins e quintais para os mais diferentes tipos de família, o “portão de entrada” para a sua construção não poderia ser outro senão o romantismo. O projeto é assinado pela paisagista e designer de interiores Agnes Barretto Dias e pelo engenheiro agrônomo Roberto Barretto Dias Filho, ambos de Holambra.
Assim, Agnes e Roberto que pela segunda vez participam da Expoflora, combinam plantas e estrutura metálica na construção de um pergolado de aço carbonado recoberto por aspargos Smilax (trepadeira) e primavera, formando um túnel na entrada da Mostra de paisagismo e jardinagem. Na decoração, penduradas na estrutura em cachepôs no chão, e nos jardins, podem ser admiradas callas (copo-de-leite colorido), cicas (pameira-sagu), dracenas, bromélias e antúrios negros, verdes e brancos.
Esse primeiro ambiente conta com uma área em torno de 1,3 mil m², valorizada por 50 pontos de luz com baixo consumo e em tom amarelado transformando o paisagismo no final do dia. A estrutura de aço carbono também é utilizada no corrimão da ponte sobre o espelho d´água que formam um pequeno riacho. À esquerda, após a ponte, destaca-se um jardim vertical, formando um quadro-vivo com cinco espécies de avencas e lúminas. Alguns passos adiante nos deparamos com uma estufa, em estilo europeu, também em aço carbono, de 50 m² no qual vasos de orquídeas, callas e gérberas são cultivadas em vasos. Fechando o ambiente estão duas imponentes palmeiras latania, com três metros de altura. Investimento aproximado: R$ 240 mil

Ambiente 2 - Jardim autossustentável
As engenheiras agrônomas e paisagistas Marli Tessarini de Carvalho e Sandra Ramos (também engenheira de meio ambiente), de Campinas, criaram esse espaço pensando nos casais jovens e sem filhos que se dedicam ao esporte e se preocupam com o meio ambiente.
Na busca pela harmonia com a natureza, as profissionais utilizaram elementos, tanto vegetais como arquitetônicos, de grande apelo ao equilíbrio e a sustentabilidade. As plantas escolhidas são, na sua maioria, espécies tropicais que exigem pouca manutenção, menor controle de pragas e doenças, menor consumo de água, como é o caso dos pândanos e do recém lançado cróton seleção. Plantadas com substrato a base de subproduto de cana-de-açúcar e floríferas, em sua maioria, essas espécies contribuem para a promoção e restauro do equilíbrio natural.
Placas solares dispostas em um decorativo painel garantem a energia necessária para sustentar  a iluminação e os equipamentos disponibilizados nesse ambiente de 260 m² , como o aquecimento da piscina de raia (em vinil amarelo), a manutenção do lago e do sistema de irrigação automatizado do jardim, que proporciona significativa economia de água e diminui a utilização dos recursos naturais.
Dentro ainda do conceito ambiental, foram utilizados decks de madeira oriunda de manejo florestal sustentável, tijolos ecológicos que evitam a queima de madeira e emissão de CO ² , mobiliários de fibra de bananeira e madeira de reflorestamento. Vasos e objetos em cerâmica inspirados no estilo marajora completam o ambiente. Investimento aproximado: R$ 15 mil (sendo R$ 8 mil apenas da piscina)

Ambiente 3 - Refúgio do casal
O pomar e as hortas, que proporcionam ao casal a oportunidade de cultivar alimentos saudáveis para o próprio consumo, são os pontos fortes desse jardim projetado pela designer de interiores Audrey Bruno e pela arquiteta e urbanista Ana Lívia Bruno, de Mogi Mirim. O ambiente é dedicado para quem valoriza uma boa alimentação e uma vida mais saudável, sem perder o charme e o aconchego de um espaço agradável e convidativo. A proposta foi criar um jardim que pode ser culti vado pelos proprietários, proporcionando a interação do casal.
O projeto propõe a utilização de elementos rústicos, como cruzetas, ladrilhos hidráulicos e móveis em madeira específicos para área externa e o plantio de espécies de plantas de baixo custo e fácil acesso, como a manga, romã, pitanga, Phalaenopsis (orquídea), Axonopus compessus (grama São Carlos), Diefenbachia maculata (comigo ninguém pode), Impatiens walleriana (maria sem vergonha), Alocasia (pacová), Dypsis decary (palmeira triangular), Nephrolepis exaltata (samambaia), Hypoestes phyllostachya (hipoestes), Spathiphyllum wallisi (lírio da paz gigante), Menta spicata (hortelã ), Lactuca sativa (alface crespa), Cichorium intybus (almeirão), Solanum gilo (jiló), Petroselinum crispum (salsa), Rosmarinus officinalis (alecrim), Majorana hortensis (manjerona), Ocimun basilicum (manjericão), Capsicum frutescens (pimenta pirâmide), Capsicum baccatum (pimenta dedo de moça), Myciaria cauliflora (jabuticaba). Investimento aproximado: R$ 8 mil

Ambiente 4 -  Jardim de dois
A arquiteta e paisagista Celeste Moraes, de Campinas, criou um jardim que ela classifica como “um refúgio que integra o conceito de bem-estar do indivíduo com o do planeta” para um casal sem filhos. No local, eles podem descansar, namorar, ler um bom livro, fazer as refeições e, até, meditar tranquilos.
Para o descanso, Celeste procurou um espaço de sombra onde colocou duas chaises de fibra forrada de almofadas coloridas em tecido de algodão floral. Entre dois fícus que já existiam no local, ela construiu uma parede de taipa ( sistema construtivo sustentável ) que suporta um pergolado de eucalipto ( madeira de reflorestamento ), sempre útil para se colocar plantas pendentes, e uma fonte para buscar maior equilíbrio com a natureza em conjunto com a terra e a madeira.
Em seu jardim monocromático, vasos cerâmicos acomodam os super esculturais e charmosos buxinhos ( Buxus sempervirens ) e as delicadas echeverias . No ambiente ainda podem ser apreciados o aspargo real, avencas, além dos filodendros, samambaias e phoenix que combinam com a decoração.
A cobertura do pergolado é vazada para proporcionar uma iluminação indireta, criando um clima intimista para as refeições que podem ser feitas em uma mesa baixa de tronco de madeira ( madeira de manejo sustentável ), acompanhada por duas poltronas de fibra.
Um painel verde vanguardista cobre praticamente todo o muro para permitir o conforto térmico, numa leitura uniforme entre piso e parede. Nos locais que necessitavam de piso, a opção foi pelo tipo drenante 60 x 60, composto por fibras naturais e agregados minerais. A areia entra como forração limpa e também drenante, que não requer manutenção. Investimento aproximado: de R$ 25 mil a R$ 30 mil

Ambiente 5 – Espaço zen do jovem casal
Esse ambiente transporta para a Mostra de paisagismo e jardinagem da Expoflora 2010, a sensação de bem estar que os hóspedes do Spa Recanto, em funcionamento há 21 anos em Cabreúva, interior de São Paulo, sentem ao visitar os 11 bangalôs que formam o Espaço Zen instalado a 15 metros de altura na copa das árvores, no qual são feitos os procedimentos de relaxamento e onde se tem um contato muito próximo com a natureza.
Por isso, Alfredo Figueiredo de Souza, responsável pelo Spa Recanto, em parceria com a arquiteta e designer de interiores, Daniele Andrietta Suman, optaram pelo piso mais elevado que acomoda o ofurô e o bangalô.
No ambiente de 136,7 m² , a opção foi por utilizar materiais rústicos e artesanais como madeira lavrada, madeira de demolição, bambu, corda e palha. A água usada no ambiente representa uma nascente também existente no spa. A banheira de ofurô com cromoterapia é um convite para o relaxamento físico e mental, aliviando as tensões causadas pelo estresse diário. Já o escalda-pés, terapia antiga utilizada pelas nossas avós para combater o cansaço e estimular a circulação, ajuda as pessoas que têm insônia, depressão, irritabilidade e problemas respiratórios. A tina de água morna conterá gotas de óleo essencial puro de lavanda e eucalipto.
No paisagismo, as folhagens criam o clima bem tropical predominante no Brasil. Ali podem ser vistas a calatéia-zebra e a helicônica de vermelho vivo. O destaque é para o Cantinho do Chá, onde os visitantes poderão degustar os chás presentes no paisagismo . Nos canteiros encontramos a lavanda ( Lavandula angustifolia ), que decora o ambiente e é conhecida pelo seu aroma e os seus efeitos analgésico, estimulante, anti-espamódico e anti-séptico; a cavalinha-gigante ( Equisetum giganteum ), diurética e ajuda na reposição do cálcio; o alecrim ( Rosamarinus officinalis ), que funciona muito bem para caso de dores de cabeça, recuperação de fadiga, asma e anemia; e, a camomila, ( Elionurus candidus ) com seus efeitos relaxante, calmante e digestivo. Investimento aproximado: R$ 40 mil

Ambiente 6 – Menina do jardim
Com o pensamento voltado para a maternidade, a engenheira agrônoma e paisagista Cintia Rua, que curte a pequena Catarina, de apenas cinco meses, idealizou um jardim para crianças de 01 a 03 anos de idade. Nesse jardim a criança poderá brincar, visualizar e interagir com as plantas frutíferas (pêra, laranja e jabuticaba), aromáticas e comestíveis. O ambiente é dividido em duas partes: a varanda, em estilo provençal, onde ficará o essencial para um bebê, e o jardim onde ele poderá brincar e tomar banho de sol. Todos os brinquedos foram feitos com exclusividade para esse ambiente pela designer Margareth Garbin, como o berço e as roupas dos ursos. No pergolado branco, as trepadeiras dividem o espaço com os kalanchoes rosas. Do banco de madeira, a mãe ou a babá podem observar a criança no jardim, ou brincar com ela e os seus bichinhos de pelúcia na balança. Investimento:não informado

Ambiente 07 – Bosque das cores
No ambiente em forma de “L”, os paisagistas Ana Claudia Moraes Bueno de Aguiar, Marco de Souza Lima e Marli Rodrigues Fontes Pádua, de Campinas, projetaram um jardim para ser desfrutado por toda família, mas com um grande espaço reservado às crianças, totalmente integrado à natureza.
A casa de boneca, por exemplo, é cercada por mini-azaléias e manacás-da-serra. O jardim conta com mesa para piquenique, play-ground , horta infantil e até lago com cascata, cercado por grama esmeralda. O muro é decorado com cata-ventos. Tudo para que as crianças queriam passar grande parte do tempo brincando no quintal.
Para os adultos, na varanda, um canteiro central de violetas sob o tampo de vidro da mesa destaca-se no piso de cimento queimado. Nos canteiros, aglaonemas , nos vasos, beaucarnea e kalanchoe-bronze e, no painel, orquídeas Phalaenopsis.
Philodendrons de resina estão presentes no painel colocado sobre o banco de madeira de tora reaproveitada. No paisagismo, encontramos, ainda, tamareiras-de-jardim ( Phoenix roebelenii ); beijo-turco (Impatiens walleriana), kalanchoes, bromélias e Portulacaria afra. Tinas de madeira exibem coloridas verbenas. Investimento aproximado: não informado.

Ambiente 8 - Jardim pop arte
A ideia da designer de interiores e paisagista Iara Kílaris, de Americana, foi criar um espaço jovem e colorido, remetendo o jardim a um ambiente praiano a partir da arte de rua (pop arte) por meio de um grande painel de fundo sustentando um grafite inspirado nas obras de Romero Brito.
O jardim liga o visitante à tranquilidade de uma praia, trazendo símbolos como o mar, o sol escaldante, muita areia, gaivotas e palmeiras. Nesse cenário, há, ainda, dois espaços para contemplação e relaxamento. Para tanto, em um deles a designer colocou uma confortável poltrona tipo ostra sob uma árvore e, no outro, espreguiçadeiras sobre um deck de madeira, como se fosse à beira mar.
Uma faixa de grama, plantada ao redor do deck, gera o contraste estético entre a madeira e a areia. Para ligar esses espaços, nada mais moderno do que um caminho de linhas sinuosas construído com cascas de pneu reciclado. No conceito ecologicamente correto enquadram-se, ainda, os reciclados, como a terra retirada de sobra de construção e o pneu triturado, e a garantia da permeabilidade do solo. Junto ao Fícus, que já existia no local, encontramos nesse jardim a bromélia imperial ( Alcantarea imperialis ), a Vinca ( Cotharanthus Roseus ) , a Tagetes ( Tagetes patula ) , a Verbena ( Verbena hybrida ), o Buxinho ( Buxus sempervirens ), e a palmeira elegante ( Ptychosperma elegans ), vistosas e coloridas, como requer o ambiente. Investimento aproximado: R$ 40 mil

Ambiente 09 – Viver a mata Atlântica
O engenheiro agrônomo Sérgio Lobo Chaib, o paisagista Fernando Cesar Moino e o consultor de montagem de lagos Paulo Yugo Kai, todos de Campinas, procuram nesse ambiente reproduzir a mata atlântica, com cascatas, plantas e elementos da forma como se encontram na natureza, reduzindo a presença de ação humana. As pedras “tapioca”, fornecidas por empresas de pedreiras registradas, proporcionam um design que possibilita os encaixes sem a necessidade de cimento, trazendo o aspecto mais natural possível.
As crianças podem divertir-se à vontade em um banco de areia enquanto os pais usufruem de seu pequeno pedaço de paraíso. Outra proposta de interação familiar deste espaço é o paisagismo com hortas orgânicas especiais que podem ser cultivadas o ano inteiro.
O destaque são as réplicas de lagos naturais, com inspiração na mata atlântica, construídos num trabalho personalizado realizado pelo paisagista Fernando Moino, que combina, com perfeição, arte com alta tecnologia. Foram construídos dois ambientes, um interno e outro externo, para mostrar o leque de possibilidades de trabalhos com a água em fontes, lagos e cascatas nas suas mais diversas formas. As carpas de raça Nishikigoi e nebulizadores de fumaça completam o espetáculo.
A novidade está na manta impermeável que, para ser instalada, dispensa a mão-de-obra de pedreiros, a massa, a impermeabilização e a possível escavação. A sua montagem e desmontagem (não mais do que duas horas) são planejadas de acordo com a necessidade do cliente. Essa manta pode ser usada em ambientes internos e externos, e instalada, inclusive sobre um piso frio (sem a necessidade de quebrá-lo). 
As plantas desse ambiente seguem as características da mata atlântica. No entanto, foram evitadas as espécies cortantes e pontiagudas A baixa toxicidade das plantas escolhidas torna o jardim seguro para as crianças, que podem aproximar-se, também, sem receios, dos vasos com flores comestíveis e temperos, estreitando o contato com a natureza.
As principais plantas utilizadas são: Alfazema ( Lavandula angustifolia), Amor perfeito ( Viola tricolor), Árvore-do-viajante ( Ravenala madagascariensis), Babosa (Aloa vera), Beijo-de-frade ( Impatiens balsamina), Beijinho ( Impatiens walleriana), Capuchinha ( Tropaeolum majus), Cebolinha ( Allium fistulosum),  Calêndula  ( Calendula officinalis), Citronela (Cymbopogon nardus), Hortelã (Mentha sativa), Jaboticaba (Myciaria cauliflora), Lança-de-são-jorge ( Sansevieria cylindrica),  Laranja kincan (Fortunella margarita), Papiros ( Cyperus papyrus), Salsinha ( Petroselinum crispum) e   Tomateiro (Solanum lycopersicum). Investimento aproximado: O ambiente interno, com uma cascata e um mini lago simples de 50 a 100 litros custa entre R$ 2 mil a R$ 3 mil, dependendo da demanda do ambiente em plantas e produtos. Já o ambiente externo, com 3 cascatas e um lago para Nishikigois de 1 mil a 3 mil litros custa entre R$ 8 mil a R$ 12 mil, também conforme a demanda de plantas e produtos.

Ambiente 10 - Minha Varanda, meu jardim
As paisagistas Maria Cristina Tofano Cecílio e Ivanise Maldonade, de Campinas, trazem a proposta de criar possibilidades de verdes n a varanda de um apartamento e de fazer dela um lugar aconchegante , principalmente para as famílias com filhos que precisam de um espaço onde possam sentir o frescor e a sensação de estar no jardim de sua casa. Para tanto, utilizaram a área para a criação de três propostas de harmonização do verde com o espaço, traze ndo o aspecto de quintal para a varanda .
As crianças, certamente, adorarão a cadeira de balanço, as almofadas espalhadas e a lousa. Pequenos animais e ervas acentuam a sensaç ão de que, em vez de uma varanda, elas estão em um quintal. Do quadro verde pendem Peperômias (Peperomia obtusifolia) , Marantas (Calathea zebrina e Ctenanthe burle-marxii), Aspargos (Aspargus officinalis), e Barba de serpente (Ophipogon jaburan).
Para os adultos, uma parede verde com Orquídeas (Vanda), samambaias e bica de água, que traz o som da natureza para quem está recostada no sofá redondo. A varanda conta com muitas plantas e poucos móveis: uma mesa baixa com futton e um aparador sobre o qual paira um painel de ervas, como o manjericão, orégano, salvia, hortelã e orquídeas (Phalaenopsis) para serem cuidadas. Nas gavetas, nada mais do que apetrechos para a jardinagem. No chão, vasos com ervas (cidreira, erva doce, pimenta e manjericão) Papiro (Cyperus papirus), Buxinhos (Buxus sempervirens) e Palmeiras Rhapis (Rhapis excelsa).Investimento aproximado: R$ 18 , 7 mil

Ambiente 11 – Jardim gourmet
A proposta do arquiteto Luiz Gustavo Rocha Dastre, de Campinas, foi tornar o ambiente
aconchegante e que propicie o convívio entre o casal e seus filhos adolescentes. Para tanto, criou um espaço contemporâneo, clean , com plantas de fácil manutenção (podocarpo, grama preta, dianela, bromélias, tumbérgias, moréias e Iris) e integradas à cozinha gourmet e à sala de estar, que foi emoldurada por um espelho de água. Ele optou por móveis de fibra sintética e de madeira de demolição, utilizou elementos decorativos inspirados no design étnico e elegeu plantas altas (podocarpo e phoenix) nos muros. A cor "mangue" do ambiente combina com os tons de verde do paisagismo.
O destaque é para a delicadeza do tampo silestone (na cor naranja-fuego), um composto de pedra que traz em sua formação 93% de materiais naturais brutos cuidadosamente selecionados, especialmente quartzo e granito triturado. Os 7% restantes são as resinas, pigmentos coloridos e fragmentos adicionais selecionados e que dão ao material suas características próprias, possibilitando grande variedade de cores e estruturas, elegância, alta resistência e fácil manutenção. Investimento aproximado: R$ 30 mil (vegetação - R$ 3 mil; mobiliário - R$ 10 mil; e iluminação - R$ 1 mil).

Ambiente 12 - Espaço de convívio
O engenheiro agrônomo e paisagista Alexandre Galhego, de Campinas, que participa desde a primeira edição da Mostra de paisagismo e jardinagem da Expoflora aposta em um ambiente no qual as gerações podem se encontrar para interagir, de maneira convidativa, ideal para os lares de casais com filhos adolescentes. Ele cria, assim, o conceito do “jardim de utilização”, levando a estética e o conforto da sala de estar para um ambiente externo e envolvendo-a com vegetação tropical. Nesse pátio para a vivência, o fireplace , espécie de lareira ecológica com fluido de etanol preparado que gera calor para a área e garante a sua utilização mesmo nas noites mais frias, e o projeto de iluminação desenvolvido por Tais Voigt, proporcionam o clima mais intimista. No paisagismo, ele criou um mosaico de plantas nativas e tropicais, como o phoenix ( Phoenix roebelinii ), Íris-azul ( Neomarica caerulea ) Iris-da-praia ( Neomarica candida ), palmeira licuala ( Liculala grandis ), abaneiro ( Clusia fluminensis ), alpinia ( Alpinia purpurata ), helicônia ( Heliconia sp .) e bromélia imperial ( Alcantharea imperialis ), que não necessitam de muita manutenção e emprestam charme ao ambiente. Investimento aproximado: R$ 18 mil

Ambiente 13 – Jardim dos sentidos
O paisagista Luciano Marangoni Simões, de Campinas, escolheu as hortências ( Hydrangea macrophylla ) pelo seu florescimento decorativo e de longa duração para recepcionar os visitantes e conduzi-los até a fonte instalada no centro do jardim. Ele imaginou um local de descanso para jovens após períodos de provas e estudos, ocasiões em que o relaxamento torna-se necessário para evitar o estresse. As plantas aromáticas, como a lavanda ( Lavandula) e o som da água e dos pássaros, atraídos pelos frutos roxo escuro da tamareira ( Phoenix roebelinii), ajudam o usuário a sentir, a tocar e a ouvir o jardim.
Do lado direito, pode-se contemplar a forração contínua de b eijos-pintado ( Impatiens hawkeri ). Ao fundo, à esquerda do deck de apenas quatro metros quadrados no qual encontramos confortáveis poltronas, as paredes cedem espaço para um painel verde de samambaias. No jardim, ainda podem ser admirados os antúrios ( Anthurium) e os frutos de coloração do p odocarpo ( Taxus baccata), pinheiro ornamental de origem européia. Investimento aproximado: R$ 7,2 mil (projeto - R$ 1mil; implantação - R$ 2 mil; mobiliário - R$ 1, 2 mil; e material - R$ 3 mil)

Ambiente 14 - Luau dos jovens
O médico veterinário e aquapaisagista Ricardo Caporossi Jr., de Holambra, uniu-se à paisagista Ana Cecília Vega Palma e ao lighting designer Rafael Vega, de Indaiatuba, para projetar esse ambiente alegre e cheio de energia onde os jovens se encontram à noite para cantar, tocar violão e colocar a prosa em dia.
O jardim é aconchegante: a pira traz o calor do fogo que aquece quem se senta nas pedras e bancos de areia que se formam nas margens do rio. A água desce suavemente entre as plantas verdes em tons suaves, molhadas pelo orvalho da noite, até encontrar um lago ornamental com carpas.
Para o paisagismo foram eleitas as palmeiras phoenix, samambaiaçu ( Dioksonia sellowiana ), a strelitza branca ( Strelitza augusta ), heliconia rostrata, dracena ( Pleomele reflex a), moréia ( Dietes bicolor ), fórmio ( Formium tenax ), lírio de São José ( Hemerocalis ). Investimento aproximado: não informado

Ambiente 15 - Jardim para família contemporânea
A arquiteta e paisagista Raquel Nopper Alves, de Campinas, que desde 2008 participa dessa mostra, imaginou um jardim para uma família caracterizada por pais que trabalham e filhos que estudam, sem muito tempo para estarem juntos. Daí a importância de utilizar o jardim como um local de convívio. Como os encontros não são frequentes e o tempo deles é escasso, a vegetação escolhida exige apenas cuidados simples, como a bromélia, a palmeira e as helicônias, que fornecem flor quase o ano todo.
O aconchego é transmitido pelo pergolado, construído em alumínio marrom fosco (material 100% reciclável), que substitui a madeira e do qual pendem finos tecidos, que, junto com os sofás, poltronas e mesa de centro transformam o ambiente em uma sala de estar ao ar livre. Um dos jardins verticais, também presentes nesse ambiente, está repleto de bromélias e bambu tratado. Do painel de samambaias escorre a água para a formação do espelho sobre o qual foi construído um deck redondo, com tapetes e almofadas, como se fosse uma extensão dessa sala de estar.
Do lado oposto, um convidativo spa para quatro pessoas e duas espreguiçadeiras de ratan para o banho de sol e relax . Um banco de madeira serve de apoio para as toalhas e acessórios de banho. Os pedriscos dos caminhos entre os ambientes são os mesmos utilizados no rejunte do piso de cimento queimado da sala de estar.
A vegetação escolhida é, também, de baixa manutenção, no contraste verde das palmeiras Veitchia montgomeryana e Caryota mitis e vermelho, das helicônias e bromélias. A forração é feita com casca de macadâmia. Investimento aproximado: R$ 38,5 mil (R$ 3,5 mil do projeto e R$ 35 mil para a implantação).

Ambiente 16 - Vida em duas rodas
O engenheiro agrônomo, paisagista e designer Mauro Contesini, de Vinhedo, e a arquiteta de interiores Inês Scisci Maciel, de Campinas, tiveram a ideia de construir um espaço para um casal de 60 anos de idade que ainda pratica o ciclismo, atividade compartilhada pelos filhos e netos. Eles utilizam as bicicletas como meio de transporte por gerar bem estar ao usuário e não poluir o meio ambiente. Vale ressaltar que este ano a bicicleta completa 200 anos de sua criação. Todo o material utilizado no ambiente (madeiras, metais, tinta e outro) foi escolhido pela não agressão à natureza e não geração de entulho durante a obra. Ainda nesse conceito, os profissionais aproveitaram-se de materiais que compõem uma bicicleta para montar uma criativa reciclagem do lixo urbano. Luminárias de baixo consumo destacam-se no cenário com o uso de Leds.
Ao lado do estacionamento das bicicletas, foi criada uma bancada onde os avós cultivam sua pequena coleção de orquídeas, entre elas a Phalaenopsis sp, com todo o conforto e acessibilidade. Esta mesma bancada serve de apoio na hora do lanche ou de degustar um vinho em noite de luar. Uma lareira ecológica, que usa um gel fluido a base de etanol, aquece o local em noites frias. O pergolado de madeira certificada garante o conforto e o aconchego para os momentos de integração familiar. Um painel em adesivo relembra momentos do passado.
As plantas são de fácil cuidado. Para que elas não se tornem um transtorno e nem uma obrigação, os profissionais criaram canteiros de formas bem definidas e marcantes, facilitando a manutenção. O uso de plantas não tóxicas deve-se à presença de crianças no local, uma preocupação que todos os avôs têm com seus netos.
As cercas foram formadas com Viburno ( Viburnum suspensus ), plantas de origem europeia e crescimento compacto, apresentando-se como uma boa opção para substituir o uso de buxinhos ( Buxus sempervirens ). As topiarias de Fícus ( Fícus benjamim ) trouxeram romantismo ao ambiente, ao lado das alegres Maria-sem-vergonha ( Impatiens walleriana ), na cor rosa, plantadas em vasos. Investimento aproximado: R$ 25 mil.

Ambiente 17 – Encontro da família
Para receber os filhos que não vivem mais na casa, a designer de paisagem Silvia Maretti, de Mogi Mirim, integrou vários ambientes no jardim. A família pode fazer as refeições ao ar livre e relaxar no spa para seis pessoas, nos futons , nas espreguiçadeiras sob o ombrelone ou no banco sob o pergolado.
Se a ideia for transformar os encontros de fim de semana em uma festa, a família tem a opção de divertir-se, onde o sistema de iluminação do spa em vinil permite que leds multicoloridos acompanhem o ritmo da musica que toca no ambiente, reproduzindo os movimentos sonoros por meio de feixes de luz em uma parede branca. O mesmo sistema de iluminação é utilizado no jardim.
No espaço gourmet a mesa retangular de madeira de reflorestamento tem a companhia da floreira com treliça das quais pendem vasos de cipó com ervas prontinhas para temperar as saladas. Dando suporte à cozinha, um aparador de madeira de demolição acomoda uma moderna pia com torneira de vidro, contrastando o antigo e o novo.
A curiosidade é o piso de cimentício, aplicado de duas diferentes maneiras: em parte do ambiente recebeu incrustadas de pedrinhas e conchinhas quebradas, oferecendo um aspecto rústico de areia prensada e, no deck do spa, o piso imita madeira de demolição.
A pitangueira foi cercada por mesas com bancos que desenham um quadrado para que, sentados, os moradores sirvam-se de seus frutos. No paisagismo, orquídeas pendem de um grande painel de madeira rústica de três metros de altura. Já no jardim, as flores escolhidas têm cores intensas, como os antúrios. Uma jabuticabeira trás ao ambiente aconchego e contribui para atrair os pássaros. Investimento aproximado: não informado.

Ambiente 18 – Jardim do minigolfe
O entalhador Laércio Santos Junior, de São Pedro, mostra ser possível montar um minicampo de golfe em um jardim, condomínio ou no espaço de uma empresa. Para provar a viabilidade de seu projeto, Laércio manteve as árvores nativas que já existiam no espaço para compor essa área de lazer de um esporte que exige um ambiente sem contaminação visual para garantir a maior concentração do jogador. Além de grama, ele usou apenas madeira e areia e reaproveitou raspas de pneus. No paisagismo foram u tilizados Phormium tenax , Dianela ensifolia, Clusia fluminensis, Dietes bicolor e Thumbergia erecta.
O golfe foi trazido ao Brasil pelos ingleses quando da instalação da São Paulo Railway, sendo o primeiro deles construído no centro da capital paulista, próximo à Estação da Luz, no século XIX. O esporte está em alta no país: estima-se que existam hoje no Brasil 30 campos de golfe em projeto ou em construção. Em 2016 o golfe voltará a ser um esporte olímpico. Investimento aproximado: não informado

Ambiente 19 – Praça do convívio
Assinado pelas paisagistas Aldamara de Souza Mangia, de Itatiba, Maria da Glória Palmeira França e Fernando Antônio Legatti, também ambientalista, ambos de Campinas, o projeto prioriza as técnicas com ambientes integrados, atrativos e úteis, visando à socialização e a bem-estar das pessoas em um jardim público.
O portal de eucalipto tratado demarca a entrada do ambiente e cria uma expectativa aos visitantes  que encontrarão pela frente trabalhos artísticos e painéis de apelo e conscientização ambiental.
Sob a chuva de flores da paineira que foi preservada no local e inspirou a pigmentação vermelha que predomina nos elementos da praça, os profissionais impuseram o requinte do paisagismo nas composições que podem ser observadas no harmônico conjunto de movimentos de flores, árvores, arbustos e pedriscos.
A sinuosidade dos espaços é demarcada pela trilha feita de dormentes que levam às áreas de descanso equipadas com conjuntos de bancos, lixeiras e luminárias. Tudo em madeira.
A posição dos bancos foi pensada para permitir a melhor contemplação das palmeiras, dos vasos de areca-bambú ( Dypsis lutescens) , do aspecto majestoso das patas-de-elefante ( Beaucarnea recurvata ) e das bacias repletas de beijos brancos ( Impatiens hawkeri W.Bull ) e valorizadas pelos pedriscos.
Os arbustos de mil-cores ( Breynia disticha) dão uma ideia de privacidade aos bancos  num ambiente preenchido com a alegria das  petúnias perenes  ( Petunia x hibrida Hort.ex Vilm .) e com a sinuosidade elegante das celósias ( Celosia Argentea ). Complementam o ambiente arbustos de azaléias ( Rhedodendrom ), movimentos de ixora coccinea ( Ixora coccínea ) e de hibiscos ( Hibiscus rosa-sinensis )
O projeto de iluminação valoriza as palmeiras butiás no centro da praça e a  pigmentação vermelha do piso deixa o ambiente mais alegre e charmoso. Cada um dos oito exemplares de butiás plantados tem cerca de 40 anos de idade, cinco metros de altura e pesa, em média, 3,5 toneladas. Essa espécie de palmeira é muito resistente e ocorre, principalmente, nas regiões litorâneas do sul do Brasil. Fornecidas e plantadas pela Portal das Palmeiras, empresa especializada em produção, transporte, replantio e manutenção de palmeiras adultas de grande porte, as palmeiras foram dispostas de forma radial, margeando e protegendo a pracinha. Investimento aproximado: RS 48 mil.

Ambiente 20 - Praça da fonte
Se o verde e o vermelho das salvias ( Salvia divinorun ), camélias ( Camellia l ) e bromélias dão o tom do paisagismo do ambiente projetado por Christiane Roncato, de Campinas, é a fonte com chafariz, de cinco metros de diâmetro e sonorizada, que dá o tom. Do mesmo fabricante da fonte de águas dançarinas do Parque Ibirapuera, na capital paulista, o modelo instalado no último ambiente da mostra de paisagismo e jardinagem é realmente um agradável convite para um rápido descanso do visitante, antes dele ingressar na exposição de arranjos florais.
Para assistir ao espetáculo das coloridas águas que bailam ao som de músicas eruditas, o visitante pode sentar-se nos bancos curvelíneos de metal que serpenteiam e abraçam os canteiros de flores. São 11 canteiros redondos e três trapedozais floridos com 4.500 mudas de sálvias vermelhas, que parecem ondular o jardim. Dois grandes ipês garantem o sombreamento do jardim.
Não satisfeita, a arquiteta e paisagista Christiane Roncato importou da Holanda a idéia de bancos de pedra, inspiração colhida em um parque holandês, e os colocou bem próximos da fonte para que os visitantes possam sentir não apenas o som, mas, também, os respingos refrescantes da água.
Para completar, instalou um imenso painel ao fundo, cuja imagem integra-se ao paisagismo e plantou camélias brancas e rosas e forrações de sálvias e bromélias contornando todo o jardim.


29ª Expoflora
2 a 26 de setembro, de quinta-feira a domingo
Horário: das 9h às 19h
Holambra, (rodovia Campinas-Mogi Mirim - SP 340 -, Saída 140)
distante 140 km de São Paulo e 40 km de Campinas
Ingressos na bilheteria: R$ 27,00.
Crianças com idade até 5 anos têm entrada franca
Informações: (19) 3802.1421


Por VF Fotos: Amigonews Data: Setembro 2010