MINHA CASA, MEU JARDIM
Mostra oferece idéias e sugestões em paisagismo para visitantes da Expoflora
Dicas para pequenos e grandes espaços com conceitos ecologicamente corretos
42 Profissionais de São Paulo, Niterói, Campinas, Valinhos, Vinhedo, Limeira, Holambra, Artur Nogueira, Cosmópolis, Indaiatuba e Sorocaba, ligados às áreas de paisagismo, arquitetura e design de interiores, criaram 20 ambientes que formam a Mostra Minha Casa e Meu Jardim. Praticamente todos os ambientes utilizam o conceito do ecologicamente correto, apresentando novidades, como vigas de plástico reciclado que imitam madeira, reaproveitamento de cacos de cerâmica e cascas de pinus para a forração do piso e uso de madeira de demolição ou proveniente de reflorestamento.
A Mostra ocupa este ano uma área de aproximadamente 5 mil quadrados na Expoflora, que acontece no período de 30 de agosto a 23 de setembro de 2007, de quinta-feira a domingo, das 9h às 19h, em Holambra, antiga colônia holandesa localizada a 140 km de São Paulo. A proposta é oferecer idéias, sugestões e soluções práticas que possam ser aplicadas em casas ou apartamentos, em amplos e pequenos espaços, para a melhoria da qualidade de vida. Os projetos paisagísticos deverão ser visitados por um público estimado em mais de 300 mil pessoas, nos 16 dias do evento. |
Ambientes e profissionais
Paisagismo da Entrada -1
O renomado paisagista argentino, Raul Canovas (de São Paulo), abre a Mostra com o ambiente que ele batizou de Paisagismo da Entrada, juntamente com o colega campineiro Armando Falanghe, onde a preocupação é aliar grandes idéias com baixo custo. Prova disso é que não há nada de complicado no projeto: uma bela piscina, um solarium para os banhos de Sol, uma pérgula, lago, e, é claro, muito verde, com direito a um bosque, palmeiras e canteiros interligados por caminhos articulados, em estreita relação com a natureza. Os murais e os elementos esculturais revelam a procura de uma estética ideal. "Assim como a arte contemporânea expressa a atividade criativa do ser humano da nossa época, o jardim de nossos dias mostra-se propenso às tendências atuais de liberdade e descontração", resume. No paisagismo, Canovas e Falanghe optaram pelos manacás, crotons, hederas, helicônias e impatiens. Raul Canovas pertence a uma família ligada aos jardins. O bisavô, já em 1910, era proprietário de uma empresa dedicada à execução e manutenção de áreas verdes em Buenos Aires; o avô era um produtor de rosas e, o pai, foi projetista de jardins. Desde 1973, Canovas escolheu São Paulo para viver e conta com uma carteira de cerca de dois mil clientes, entre os quais figuram as principais empresas brasileiras e as estrangeiras instaladas no país, além de inúmeros projetos em residências particulares.
Espaço das Artes - 2
No Espaço das Artes, os arquitetos José Luiz Rogé Ferreira Grieco e Mirella Marino Sanches, ambos de Campinas, trabalham com extremo bom gosto o contraste entre as cores sóbrias nos revestimentos de parede, do piso e da cobertura com tons do alaranjado ao vermelho das plantas e flores escolhidas para o ambiente.
As plantas e flores, em sua maioria, foram colocadas em vasos de variadas dimensões. O ambiente foi pensando para ser um espaço criativo para a pintura, escultura, música, ou, mesmo para uma agradável leitura, cuja interação é realizada por um caminho formado pisos soltos em base de areia e pedrisco. Refúgio Tropical - 3
Assinado pela engenheira agrônoma e paisagista Cintia Rua, de Vinhedo, o ambiente praiano é formado por elementos rústicos e vegetação própria dos trópicos. O destaque é para o grande painel fotográfico de uma vista marítima. Para Cintia, Refúgio remete a um local de descanso, lazer e qualidade de vida. Como elementos arquitetônicos no projeto Cintia elegeu um spa para sete pessoas, um rendário e um aquário marinho, valorizados pelos elementos vegetais, com muitas cores e formas, propiciando um cenário leve e agradável ao olhar.
Como vegetação, Cíntia Rua optou por diversas variedades de bromélias (como a alquiméia, a neoregelia, a porto seguro e a imperial, cariota (palmeira entouceirada, de clima tropical), coqueiros, helicônias papagaio (plantas da família da bananeira e originária do Brasil), cróton (folhagem originária da Índia, Malaia e Ilhas do Pacífico), maranta-pena-de-pavão (originária do Equador e Peru), cica, antúrio, costela de adão (originária do México) e o espádice caracterizado pelo seu perfume e pelos frutos comestíveis). Encontros no Quintal - 4
A equipe formada pelas profissionais Milena Ribeiro e Daniela Galanti, de Campinas, e Ana Cláudia Serafim Selmi, Silvana Marini e Márcia Mayer, de Valinhos, é a responsável por este ambiente familiar, caloroso e acolhedor. Elas utilizam o conceito do convívio para promover a interação com natureza e apegam-se aos detalhes, como os objetos decorativos e de recordações que ocupam as mesas, ganchos e prateleiras, para revelarem a intimidade que pode existir no lugar.
Sob a copa das árvores foi criado um ambiente silencioso para que as folhas filtrem a luz do Sol, aflorando os sentidos. Entre especiarias e canecas, lousas sobre a bancada da pia lembram os convidados queridos e seus pratos prediletos. As mesas em peroba de demolição esperam aqueles que se deixarão seduzir pela cozinha caseira enquanto bebem uma taça de vinho ou tagarelam alegrias cotidianas. A prateleira na despensa guarda o aroma das compotas, molhos e ervas frescas e convida para a degustação. A louça, carinhosamente arrumada no armário, as samambaias e as rendas mostram as cores e estampas de outros tempos. As oliveiras, roseiras, limões em vasos e jabuticabeiras trazem de volta os velhos quintais, num quadro bucólico onde até mesmo os azulejos parecem emoldurar a mesa de trabalho coberta de terra, vasos e ferramentas. Varanda da Casa de Campo - 5
A arquiteta e urbanista Tânia Pirola e o construtor Eduardo Barros Macedo, ambos de Holambra, buscaram a rusticidade campestre e, por isso, optaram pela utilização de materiais de demolição neste ambiente.
O paisagista Jaércio Barbosa colaborou no projeto e incluiu no ambiente barba de serpente, ravenala madagascariensis, costela de adão, bromélias, vaso prateado (Aechemea fasciata), espada de fogo, gravatá, phalaenópolis, pata de elefante, fícus e orquídeas variadas. Solarium e Jardim - 6
Carolina Ribeiro Silva e Emerson Steinberg, de Campinas, são os responsáveis pelo ambiente que tem como proposta a integração das áreas interna e externa de uma casa por meio de soluções em jardins que favoreçam a adaptação das espécies ao local e, ao mesmo tempo, contribuam para uma biodiversidade natural entre pássaros, insetos, plantas e outros elementos da natureza.
Os painéis com fotos ilustram as cores e as formas sublimes encontradas na natureza e que podem habitar nossos jardins. O projeto transforma o espaço em um convite para o banho de Sol da manhã ou fim da tarde, fonte de energia vital que proporcionar bem-estar e é benéfico para a saúde.
Nos caminhos, sobras de toras de eucalipto com pedriscos ressaltam os elementos naturais e permitem a drenagem da água de chuva. As plantas e flores selecionadas são de clima tropical, nas mais variadas cores e texturas, trazendo vida e frescor, como a dracena tricolor (já plantadas no local há cinco anos), árvore do viajante, o liriope (maciço rasteiro de coloração verde esbranquiçada e folhas pontiagudas), formios rubros e verdes (pela beleza escultural, bromélias imperiais verdes e rubras e carolineas, coccus (palmeira de baixo porte) e os impatiens nova guiné (plantas rasteiras de elevada floração. Banho com a Natureza - 7
Criado em conjunto pela arquiteta e urbanista Josiane Yared, pela paisagista Paula Varga e pelo arquiteto Gustavo Pomella, todos de Limeira. Varanda de Apartamento - 8
A designer de interiores Mara Silvia Zanoli Meira Fávaro e a paisagista Marcela Pupo Monteiro de Carvalho Lima, de Campinas, mostram como pode ser aconchegante a varanda de apenas 25 metros quadrados. "A opção por morar em apartamentos deve-se à praticidade e o maior nível de segurança. Porém, sem dúvida alguma, essas pessoas sonham em ter um espaço com conceito de casa, ou seja, um ambiente confortável em que possam relaxar e repor suas energias das atividades cotidianas, o mais próximo possível da natureza. Desta forma, criamos uma varanda composta de elementos naturais, cuja harmonia traz equilíbrio para o ambiente", explicam.
Como é imprescindível que o verde prevaleça no contexto, as plantas têm papel importante. Por isso, elas precisam ser escolhidas e dispostas em consonância com a suas necessidades de influência de luz solar e de ventos.
Por isso, para esta varanda, as espécies escolhidas foram as Eugênia, cambucá , jabuticaba, uvaia, arália elegante, calathéa, lírio da paz, olho de boneca, phalaenópsis, avenca Chuva de Ouro e cacto macarrão. A presença da água em movimento também contribui para atingir o clímax de tranqüilidade almejado. Como paisagistas, Mara e Marcela preocuparam-se em utilizar materiais fabricados sob a aplicação de novas tecnologias que, se não total e ecologicamente corretos, reduzem a agressão ao meio ambiente. Varanda da Casa de Praia - 9
O designer de interiores Marco Fabio Gonçalves da Fonseca, de Limeira, empresta do azul e branco os ares do Mediterrâneo. Os móveis escolhidos são de fibras naturais. Para o ambiente, a paisagista Marcia Castelluccio, também de Limeira, criou canteiros de linha reta em estilo contemporâneo para compor o jardim, distribuindo a vegetação entre vasos, bacias, pedras e conchas. O fênix destaca-se juntamente com os filodendros no canteiro da frente. Do outro lado, uma seqüência de vasos com arundinas e cactáceas demarca o limite entre o canteiro e a praia. Ao fundo, um talude faz o movimento do jardim próximo ao muro com jogo de volume obtido por meio de diferentes alturas e formas das espécies e com a mescla dos tons de verde. A figura clássica do Netuno compõe o canteiro lateral do passeio. Agaves (entre elas, a Agave Palito Cabeluda, uma planta rara que começa a ser produzida no Brasil), aloes, cactáceas e suculentas contrastam com a leveza da lavanda que traz toda a inspiração e originalidade do mediterrâneo. Pátio dos Aromas - 10
A proposta deste ambiente é despertar os sentimentos mais sutis por conseguir explorar o bem estar provocado pelo aromas florais. O projeto da engenheira agrônoma com especialização em Gestão Ambiental, paisagista e designer de interiores, Rosana Negreiros, de Campinas, e do arquiteto Francisco Alberto de Almeida, de Holambra, que ficou responsável pela obra civil, valoriza o conceito da sustentabilidade no paisagismo.
Para a implantação, por exemplo, foram usados materiais de baixo impacto ambiental, tomando-se o cuidado de gerar pouco lixo, de evitar a impermeabilização do solo, e de usar materiais e produtos reaproveitados, reciclados, recicláveis ou provenientes da extração correta e do manejo sustentável dos recursos naturais. Para a otimização do uso da água foi implantado um sistema de irrigação de baixo volume.
As linhas geométricas são aliadas aos aspectos formais da simetria, para conferir ao ambiente um caráter contemporâneo e, ao mesmo tempo, um clima romântico. Tudo acontece a partir do centro deste pátio, onde o sentido de irradiação é criado pela água, jorradas das fontes, pelos materiais dispostos no ambiente e pelas plantas aromáticas.
São muitas as novidades: o revestimento dos muros para o qual foi utilizada tinta de terra natural e não tóxica; a cerca de vigas plástica, proveniente de plástico reciclado do lixo; e os diferentes revestimentos do piso.Enquanto um deles evita a impermeabilização do solo, o outro apresenta uma capacidade de drenagem maior que 95%, permitindo a reutilização da água pelas pequenas fontes laterais; um terceiro, artesanal, que reaproveitamento cacos de cerâmica e até as cascas de pinus. Até a madeira dos bancos (louro tamaquaré e acapú, e roxinho e cabreúva) são obtidas através do manejo sustentável.
Como vegetação, foram escolhidas espécies ornamentais, como a Falsa Murta, em forma de topiárias, e as aromáticas a lavanda, a laranjeira, Jasmim estrela, alecrim e a pimenta da Jamaica, além de Grama Preta Anã e Cissus. A decoração recebe um lindo vaso de Lírio Stargazer, variedade produzida em Holambra, pela fazenda Terra Viva,especialmente para a produção do perfume Lily Essence, de O Boticário. Jardim da Leitura - 11
O engenheiro agrônomo e paisagista de Campinas, Alexandre Galhego, imaginou, para este ambiente, uma área para descanso que sirva para inspirar pensamentos, tornar mais prazerosa a leitura ou, mesmo, para incentivar uma boa conversa. Para criar um ambiente bem íntimo com a natureza, o paisagista reuniu em seu ambiente vegetação tropical e frutíferas ornamentais, barulho de água, móveis de fibra e projeto de iluminação paisagística. Entre as flores e folhagens estão três variedades de Lírios da Paz (áspero, variegato mini strak e nandina), pelas suas folhas decorativas, e a dracena arbórea, além da exuberante strelitzia augusta e do ofiopogon. Um cão no meu jardim - 12
Paula Onofre, paisagista de Niterói, criou este alegre e divertido espaço que objetiva promover a integração do homem e seu animal de estimação. Única expositora carioca desta edição, ela traz uma proposta que surgiu da paixão e do respeito que tem por cães de estimação e da vontade de entender o comportamento deles. Para ela, a relação homem-animal demanda um entendimento mútuo sobre a forma de vida, rotina e necessidades de cada um para que a convivência seja agradável e proveitosa. "Cabe ao homem, portanto, promover condições favoráveis para que isso se concretize", diz.
Ao estudar o comportamento canino, Paula compreendeu os motivos pelos quais muitos deles destroem os jardins e decidiu criar um ambiente onde os cães possam exercitar-se, distrair-se, brincar e dormir confortavelmente sem danificá-lo.
A seleção das espécies vegetais foi criteriosa: ela evitou plantas tóxicas ou que pudessem ferir o animal. Os revestimentos propostos funcionam como elemento adestradores por dificultarem o acesso do animal a determinados espaços do jardim.
Entre as plantas escolhidas estão três tipos de Palmeiras: a Solitária, a Bambu e a Tamarineira de jardim. Também estão presentes a zamioculca, que se adaptam bem aos locais com pouca luminosidade e requerem pouca rega; a moréia, cujas flores formam-se o ano todo; a pleomele amarela; e o aspargo rabo de gato. Além das oito variedades de bromélias (Neoregelia tricolor, Aechmea fasciata, Vriesia splendens, Guzmania Denise, Vriesia Cristiane, Neoregelia brazil, Guzmania amarelae Vriesia amarela), estão presentes neste jardim duas variedades de Alpinia: a sanderae, originária da Nova Guiné, e a zerumbet, originária da China e do Japão. Jardim da Lareira - 13
A possibilidade de reunir amigos para a contemplação dos elementos vitais - fogo, água, terra e ar - é a proposta deste ambiente criado pelas arquitetas e urbanistas de Artur Nogueira Silvia Camilo, Mariana Sant\´Anna Leoni Vieira e Márcia Zacharias. Para complementar o paisagismo, elas escolheras as Moreas, Bromélias, Antúrios, Grama Preta e Grama Esmeralda Horta e Ervas - 14
O ambiente da paisagista campineira Tamara Christo França é um convite para que os visitantes aproveitem a chance de cuidar da terra. Embora um jardim com uma pequena horta, plantas aromáticas e medicinais seja uma opção um pouco mais trabalhosa, a recompensa é revertida em bem estar e no cultivo da saúde e do espírito. A paisagista oferece informações sobre o cultivo adequado de cada planta e idéias práticas que facilitam a composição estética e técnica dos canteiros de hortaliças. Como exemplo, Tamara associa as capuchinhas aos pés de couve contra o ataque de pragas.
O jardim criado por ela apresenta vegetação perene e de pouca manutenção. Entre as plantas escolhidas estão o arbusto esponja vermelha que ganhou verticalidade e elegância com a técnica da topiária. As flores vermelhas e densas como pompons deste arbusto atraem passarinhos e beija-flores. Outro arbusto, escolhido por Tâmara é popularmente chamado de incenso ou pluma-de-névoa, originário da África do Sul, onde é muito utilizado como planta medicinal por ser bactericida. Suas folhas exalam suave aroma e são usadas nos florais de Saint Germain para limpeza de aura e proteção de ambiente.
Nos canteiros de hortaliças foram plantadas couve, alface lisa e americana, almeirão da folha larga, rúcula, salsa crespa e lisa, cebolinha, coentro, pimenta preta, malaguetinha, tomate e morango. Entre as ervas medicinais, aromáticas e de uso culinário e ornamental estão o boldo rasteiro (digestivos), a artemísia, a camomila (cura sapinho e aftas e aumenta imunidade), a cavalinha (considerada uma verdadeira farmácia), a segurelha, a santolina (repele insetos e é cicatrizante quando usada externamente), o poejo (uso contra gases), a manjerona, o orégano (combate catarros e bronquites), a melissa (calmante e melhora a digestão), a mil folhas (anti febril e anti inflamatório ou, na forma de compressas, trata de queimaduras, acne e couro cabeludo), sálvia, (estimula a memória, é útil nos sintomas do climatério e antimicrobiana), tomilho (anti-séptico e ameniza cólicas menstruais), tanchagem (elimina o ácido úrico, laxante suave, broncodilatadora e expectorante, hortelã (combate tosse e as dores de cabeça), Guaco (usado contra o câncer, úlcera e infecção por microorganismos)
No jardim de Tâmara também estão uma variedade rara de trepadeira com flores brancas, conhecida como cipó-de-São-Miguel ou cipó-viuvinha; a pata-de-elefante, a barleria de flores arroxeadas, flor de lis, a lavanda e a alfazema, várias unidades de capuchinha, petúnia comum, além de alecrim, erva- cidreira, erva-doce, capim vetiver e arruda.
Para a formação e diferenciação dos canteiros, que propositalmente têm alturas diferentes para permitir a variação do agacha e levanta durante o manejo das plantas, a paisagista utilizou o eucalipto tratado e as placas de bambu. O projeto paisagístico cria uma unidade no terreno, utilizando uma idéia de superposição de planos e linhas radiais que se expandem, dando movimento ao espaço. Aquarela do Brasil - 15
O engenheiro Agrônomo e paisagista Mauro Contesini, de Vinhedo, e a arquiteta Inês Maciel Scisci, de Campinas, recorreram às plantas nativas de todo território brasileiro para formar este ambiente, com o objetivo de preservar a flora nacional. A harmonia é oferecida pelas plantas que fornecem diferentes texturas, formas, diversidade de cores e tamanhos. A proposta foi criar uma paisagem que se integra naturalmente à natureza própria do local. O diferencial criativo é observado na forma do piso, dos contrastes de cores e nos objetos decorativos especialmente desenvolvidos para o espaço.
O projeto mostra a possibilidade de integrar um jardim de uma casa de condomínio à mata nativa existente no local. "É como se a mata (o que é muito comum) estivesse nos fundos do terreno onde a casa foi construída. Queremos mostrar, principalmente,o respeito que o desenvolvimento urbano deve ter pela natureza", explica Mauro.
Algumas espécies de plantas destacam-se no ambiente, como o Palmito Jussara, a helecônia papagaio, a forração Lycianthes asarifolia (solano-violeta), e a clusia fluminense. Uma pequena coleção de cactos, todos de origem nacional, valoriza a entrada do ambiente graças à exploração da geometria das plantas e de seus visuais exóticos. A fauna é representada por espécies nativas, como as araras e as tartarugas, confeccionadas artesanalmente em cerâmica.
A preocupação com os aspectos ecológicos também é evidenciada na escolha do mobiliário e no uso de pedras "artificiais" e recicladas, para evita a descaracterização de áreas exploradas de forma agressiva, interferindo diretamente na biodiversidade.
Além disso, o aspecto sensorial foi cuidadosamente planejado para que os visitantes tenham raras experiências, como a observação das luzes que trazem o clima de paisagem noturna, além do som, cujo repertório, composto apenas por músicas nacionais, remete à sensação de descanso na beira de um lago.
Neste espaço, o uso do piso em concreto representa o espaço urbano; o lago, além de servir como fonte de alimento e atrativo aos animais, faz a integração com a mata, além de promover um cenário para descanso. A iluminação permitiu a criação de um cenário de efeito noturno, onde os leds, colocados no piso para ajudar na orientação da visitação, representam as estrelas no céu. Mauro e Inês ainda escolheram luminárias com design limpo e elegante e acabamento na cor verde para favorecer a integração deste elemento com a natureza para que o destaque seja apenas o efeito proporcionado pelas luzes na valorização das plantas. Numa homenagem ao consagrado paisagista Burle Marx, um dos grandes incentivadoras do uso de plantas nativas, o espaço ainda ganhou um painel feito em gesso acartonado e ecologicamente correto, baseados nos traços e formas de seus trabalhos. Sala de Banho e Jardim - 16
Desenvolvido pela arquiteta Andréa Arrivabene Napoleone e pela administradora Ivonne Maria Jeunken, de Holambra e pela fotógrafa Marina Arrivabene, de Cosmópolis, este ambiente têm como prioridade o conforto. O espaço foi elaborado visando o bem estar físico e mental e para proporcionar momentos de relaxamento e prazer. No paisagismo as profissionais optarem por quatro tipos de bromélias (Aechemea Frederico Vermelha, Vriesia Cristiane, Guzmania Royal e Guzmania Magnífica), além de heras, calatheas. Raízes de Minas -17
A finalidade deste ambiente é levar o público para um passeio com conceitos ecológicos pela história e cultura de Minas Gerais. Com a temática do simples e da preocupação do campo, o espaço foi desenvolvido pelos profissionais de Campinas Sônia Maria Stecca (decoradora), Eliane Roberto (arquiteta e urbanista) e Beto Tozi (designer de interiores) e de Indaiatuba Matheus Paz (paisagista), com peças típicas da roça brasileira feitas com reaproveitamento de materiais. A roda d\´água que move o monjolo recepciona os visitantes.
O giral e o pilão completam com um forno a lenha o clima mineiro criado no ambiente, propício para se apreciar a música de raiz. Acessórios tipicamente da roça foram inseridos na decoração, como painéis de pintura original, a parede de taipa, texturas com folha de bananeira e dormentes de trilho que percorrem o espaço sobre diversas texturas naturais (grama, macadâmia, lascas de arvore e outros), como se representassem os principais rios do Estado mineiro.
Todo mobiliário é em madeira maciça e de material de demolição, fortalecendo a preocupação com a reciclagem. O paisagismo, também típico de roça, foi desenvolvido em pequenos canteiros aromáticos, de rosas, de flores simples e corriqueiras do Brasil antigo, como a maria-sem-vergonha e flor-do-campo. Cabaças e cruzetas auxiliam na montagem do jardim. O jasmim Sambac e o jasmim Estrela emprestam o perfume de suas flores brancas para adocicar a brisa do ambiente.
Pelos canteiros também são encontrados os ramos recurvados e a folhagem ornamental do arbusto conhecido por Lanterna Chinesa; a ramagem densa, baixa e rasteira e as folhas em escama verde-azuladas do juniperus horizontalis, o cheiro agradável do Café Tupi e ipês de jardim. Churrasqueira e Piquenique - 18
A arquiteta e paisagista de Campinas, Celeste de Caria Moraes, não impôs limites de espaço neste ambiente de comida e descanso que mistura os elementos da natureza. O local idealizado para a preparação dos alimentos recebeu madeira de reflorestamento no piso e bambu na cobertura.
A iluminação com cores quentes, como o âmbar, garante o aconchego do local, enquanto o espelho d\´água proporciona frescor. Como se estivessem ali apenas para curtir a paz do murmúrio da água, as raras patas de elefante, os delicados pendúnculos de rosas de pedra e os coloridos calanchoes. Gazebo Chic - 19
A Ixora, originário da China e da Indonésia, que graças ao seu florescimento vistoso é muito visitada por beija-flores e as orquídeas das Filipinas, variedade de flor que se adapta bem até em apartamentos localizados em centros urbanos são as flores escolhidas pela arquiteta e urbanista de Artur Nogueira, Aline Cobra, para proporcionar glamour a um belo gazebo. Praça das Águas - 20
Para o arquiteto e paisagista de Sorocaba, Sérgio Gonzalez, a praça deve ser um ponto de encontro. Para tanto, no ambiente decorado com piso de mosaico, bancos de madeira e vasos de porcelana, ele colocou uma bela fonte em torno da qual as pessoas podem se sentar, conversar e descansar. A vegetação do jardim é predominada por plantas frutíferas, visando a alimentação dos pássaros e ornamentais. Entre as espécies escolhidas estão a cambucá, o jambo roxo (usado como cerca viva), a primavera, o ficus variegata, a castanha do Maranhão, a carissa, a tataré, clúsia, a monguba, a nolinas e as bromélias. |
26ª Expoflora
Até 23 de setembro, de quinta-feira a domingo
Horário : das 9h às 19h
Tema: Flores, Essência e Sonhos
Holambra, Rodovia SP-340 (Campinas-Mogi Mirim), Saída 140,
a 140 km de São Paulo e 40 Km de Campinas.
Ingressos R$ 22,00 - crianças até 5 anos não pagam.
Informações: fone 019 3817.2228 ou contato@expoflora.com.br |
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