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As tendências em áreas de lazer em casas e condomínios horizontais e verticais, sejam elas grandes ou pequenas, é o foco da II Mostra de Paisagismo e Decoração Lar...Verde Lar que acontece na Expoflora, a maior exposição de flores e plantas da América Latina. São 19 espaços criados por paisagistas, arquitetos e decoradores que valorizam o estilo de vida contemporâneo, unindo produtos de alta tecnologia, conforto, design e qualidade para proporcionar momentos de relaxamento, descontração e lazer. A Mostra ocupa, esse ano, 6 mil metros quadrados, que representam quase o dobro do espaço utilizado em 2005. “As áreas de lazer ganham cada vez mais espaço nos novos empreendimentos. A preocupação, principalmente dos condomínios horizontais e verticais em oferecer maior qualidade de vida aos moradores, é evidenciada pelos espaços que os novos empreendimentos destinam para as áreas de lazer e jardins”, explica Ana Rita Gimenes responsável pela Mostra, juntamente com Silvana Franco “Apresentando as mais variadas opções, estas áreas são verdadeiros oásis que exercem fascínio e estão intimamente ligadas à valorização de um imóvel, independentemente de seu padrão”, acrescenta Silvana. A partir desse conceito os profissionais batizaram os ambientes criados para a Mostra com nomes bastante sugestivos: Garagem das Rosas, Paisagismo de Entrada, Festa no Campo, Adega, Espaço Gourmet e Oficina de Hobby. Alguns terão dois espaços, como o ambiente Varanda da Casa de Campo. Há, também, o Canto das Águas, os Espaços Vida, Fitness e o Tai Chi Chuan, os jardins da Magia e Frescor, Sensorial, da Infância e o da Inspiração, além do Paisagismo e Lazer e da Praça da Interação.
Tem como proposta dar um duplo significado para a ocupação dos espaços destinados às vagas de veículos. Trata-se de um conceito que vem ganhando espaço na arquitetura residencial ao agregar novas atividades, como as de lazer, de esporte e de trabalho. No caso, a “proprietária” utiliza parte da vaga que seria utilizada pelo veículo para desenvolver atividades relacionadas com o Grupo Rosa e Amor, uma instituição voltada para a conscientização das mulheres quanto à prevenção do câncer de mama. O projeto de Mônica Leal não apresenta somente uma arquitetura mais humana voltada aos interesses da comunidade como, ainda, inclui materiais recicláveis no ambiente, como o piso de pneus da Braston que reveste a passarela para pedestres e a vaga para veículos. O restante é revestido com piso extrudado indicado para áreas externas, um lançamento da Eliane Revestimentos Cerâmicos. A iluminação, em fibra ótica e cristal que proporciona um efeito de rosa é da Da Fasa. O mobiliário também conta com um lançamento em lâmina de madeira da Dell Anno. Paisagismo da Entrada A proposta foi transformar um simples acesso em um ambiente mais complexo com a valorização da vegetação e dos recantos perto do espelho de água e da Garagem das Rosas. Para tanto, o paisagista Alexandre Galhego utilizou diversas espécies tropicais para criar uma ambientação agradável. Os móveis de madeira, com certa linguagem asiática, procuram acentuar um caráter acolhedor. O paisagista utilizou grandes espécies de Cycas revoluta, Bismarkia nobilis e Livistona chinensis. Essa plantas foram escolhidas pelo porte, tipo de folhas e volume de ocupação do espaço. Os lagos são da Vivacasa, as plantas ornamentais da Área Verde, a iluminação da Geo Luz e Cerâmica e, os móveis, da Casa da Villa.
Retrata um casamento no campo. O espaço é ocupado por uma capela onde os bancos são de feno e cobertos com almofadas de toule jouy. A decoração da pequena igreja é feita com pratarias e recebeu até uma tela cusquenha de Nossa Senhora, produzida no século XVIII. No salão de festas montado no gramado natural, as mesas da recepção e as peças decorativas são em faiança, porcelana italiana, produzidas pelo artista plástico Guido Totoli. O pano de fundo é uma tapeçaria que a pianista Guiomar Novaes ganhou do governo italiano em sua primeira audição naquele país como representante do Brasil. A obras foi cedida para a exposição por seu atual proprietário, que vive em Limeira, cidade onde também mora o decorador Marco Fábio Fonseca que criou o espaço juntamente com a florista de Piracicaba Rosa Maria Nunes. No tablado principal uma grande mesa feita com madeira de demolição onde estão as sobremesas da festa remete ao clima de fazenda. A Iluminação conta com lustres de ferro e cristal, sendo um deles no estilo Maria Tereza. A ornamentação recebeu orquídeas phalenas da Rosa Flores. O paisagismo conta com plantas em topiária.
Oficina do Hobby O ambiente criado por Rosana Negreiros e Francisco Almeida caracteriza-se por inserir uma oficina de jardinagem e de artesanato num jardim. A proposta é permitir que seus usuários possam se isolar do estresse do mundo moderno e passar momentos agradáveis em um local que inspire o talento e a criatividade, deixando as tensões do dia-a-dia do lado de fora. Para tanto, decidiram optar pelo contraste entre os revestimentos em tons neutros e o colorido das plantas e a riqueza de detalhes do artesanato. Engenheira agrônoma com especialização em Gestão Ambiental, Rosana Negreiros optou por usar matérias de baixo impacto para o meio ambiente e que divulgam a idéia do uso dos recursos naturais de forma consciente para se obter uma melhor qualidade de vida. Desta forma, os móveis são feitos com madeira de demolição e, no revestimento das paredes, foram usadas tintas à base de terra e com pigmentos naturais, não tóxicos, da Primamatérias. Francisco Almeida , presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Holambra elegeu para revestir o piso várias linhas da cerâmica Lepri e, em especial, o lançamento da Linha Unique, com ladrilhos de 1,50 x 0,46m. As peças de serralheria foram desenhadas pela própria Rosana. No paisagismo, foram usados fórmio, hibisco, bambus, cactos, suculentas e floríferas diversas para aproveitar não apenas a diversidade botânica como, também, melhor explorar a arquitetura, a textura e as cores que cada espécie de planta tem para oferecer.
Esses dois ambientes são modernos e aliam os conceitos de receber bem e compartilhar o bom gosto. Com esta proposta, Bárbara Di Mônaco e Renata Conagin Siqueira escolheram um piso de porcelanto antiderrapante para as áreas externas, armários e ilhas em laminado charuto (da Marcato Cozinhas), com portas em vidro bordô (lançamento da Cinex), móveis em fibra sintética (Camp Garden) e pufs de design italiano, desenhados e executados com exclusividade para o Lar Verde Lar. Partindo do tema tempero (salsinha), as arquitetas desenvolveram a estamparia que, aplicada na adesivação da cozinha e no courvim de revestimento dos pufs, segue a tendência atual do uso de grafismos no design.
Varanda da Casa de Campo Inspirado na região da Toscana, na Itália, esse ambiente traz o pomar para dentro de casa.A sala de refeições, por exemplo, é decorada com tomateiros, pé de louro, limões sicilianos e gamelas em cobre remete às moradias da Toscana e conta com um aparador-buffet envolto por plantas. São cinco espaços diferentes dentro de um mesmo ambiente. Uma chaise dupla de madeira, colocada em meio a árvores frutíferas, traz o sentimento de que a varanda foi transformada em um campo. O conforto de um enorme futon de veludo, almofadas, espelho e tecidos pendentes do teto proporcionam uma atmosfera lúdica para relaxar, ler ou namorar. Já o living, criado para a receber convidados, é cheio de estilo. O banco coberto por almofadas e o mobiliário de bambu remetem a um clima tropical e alegre, sem perder a sofisticação. Uma jabuticabeira e uma árvore de acerolas completam a decoração. No último espaço, chamado de Contemplação, bancos são dispostos entre palmeiras triangulares e chapas de mármore Onice, pedra semipreciosa translúcida em tons de verde e âmbar proveniente do Paquistão e uma novidade no mercado brasileiro. O ambiente, criado pela designer de interiores Daniela Cherfen e por Julia Knnudsentambém valoriza materiais reaproveitados , como cruzetas, pedras e eucalipto de reflorestamento.
O ambientedo paisagista Emerson Steinberg e da arquiteta Carol Ribeiro é um refúgio, um lugar de contemplação, tranqüilidade e paz. A proposta é mostrar que o convite para que as pessoas parem, sentem-se, admirem e escutem a água a correr por entre as pedras e plantas pode ser feito mesmo em pequenos espaços. Os materiais naturais e rústicos ajudam a dar vida e natureza ao ambiente, assim como as plantas e flores, nativas da mata tropical. Espaço Vida e Espaço Fitness A idéia é mostrar a possibilidade de até pequenos espaços serem ambientados para permitir o equilíbrio físico e mental. No paisagismo desse ambiente são utilizadas espécies perenes, viabilizando a construção de um jardim de baixíssima manutenção. No Espaço Fitness, após os exercícios físicos, o ofurô oferece um banho de tranqüilidade e, os móveis, o repouso e relaxamento para a purificação da alma. Nesses dois projetos, Marcos Wollmer e as arquitetas Tânia Pirola e Mônica Negri envolveram os elementos fundamentais - terra, água, ar e rocha - para o equilíbrio do corpo e da mente. Os móveis são da Campgarden; o ofurô, da Meliá Piscinas; os aparelhos de ginástica, da Reebok fitness; as cerâmicas da Arte Nova e, os vitrais, da Ton Geuer.
O traçado sinuoso do caminho pode revelar, aos poucos, um jardim e seus diferentes nichos. O projeto das paisagistas Tamara Christo França e Juliana Sampaio Farinaci mostra como é possível conceber um paisagismo transformador mesmo em num espaço retangular, estreito em sua largura e comprido em sua extensão. As soluções dinâmicas podem ser vistas no traçado do jardim, no desenho do piso, na forma dos canteiros e nos movimentos de terra criados. A proposta é incentivar as pessoas a cultivarem jardins sem temer o trabalho de cuidá-los. Os jardins ingleses foram as fontes de inspiração das paisagistas, aqui concebidos em pequena escala - situação comum em tantas residências – a fim de contemplar tanto a beleza quanto a praticidade. O elemento básico para a sobrevivência das plantas – a água – é inserido como parte integrante do projeto, oferecendo soluções próprias de irrigação. Tamara e Juliana também utilizaram recursos técnicos para garantir a climatização e dar ao jardim uma atmosfera especial. A borda do espelho d'água é definida por uma placa de metal oxidado. No acabamento do piso e do banco, o cimento queimado com pó de mármore aparece entremeado, de forma inusitada, por barras metálicas e toras de eucalipto cortadas em meia-lua. A utilização de ladrilhos cerâmicos (Santa Alda) sobre a grama completa o traçado do piso, tornando-o mais leve e permeável. As poltronas e puff Athenas são da Camp Garden. No paisagismo, o destaque é para a Moringa oleifera , uma árvore de origem indiana cujas folhas e frutos podem ser consumidos na alimentação humana, com alto valor nutricional. Por todo o ambiente são encontradas várias espécies vegetais arbustivas e herbáceas para compor canteiros coloridos e alegres, mesmo nas épocas em que a floração das espécies é escassa. Desta forma, maciços de flores anuais podem, eventualmente, ser trocados sem prejuízo do traçado do projeto botânico, que estará garantido pela vegetação perene.
Trata-se deum ambiente com exploração intensa de texturas, aromas, formas e sons diferenciados. O diferencial do espaço é permitir o caminhamento (uso de guias) e orientação (sinalização em braile) para que os deficientes visuais possam explorar este jardim. Em todo o espaço as plantas utilizadas permitem sensações que facilitam a percepção do local. Para o tato foram utilizadas diferentes espadas de São Jorge, bromélias, nandinas, iucas e kalanchoes. No Recanto do Paladar, estão os pés de jabuticaba, acerola, morango, pitanga e laranjas kinkans. Para o olfato, alfazema, mirra, lavanda, losna, hortelã e pimenta da jamaica, entre outros. O projeto é da engenheira agrônoma Nancy Ferruzzi Thame com execução de Edmo José Stahl Cardoso, Nancy Ferruzzi Thame e Tamara Maria Gomes. Para eles, a idéia de tocar, cheirar, ouvir e sentir possilita que pessoas especiais sintam as sensações que permitem a participação delas na magia da natureza que a visão não pode contemplar.
São dois ambientes onde toda criança adoraria brincar. Na área imaginada como externa, a arquiteta Adriana Meneghin Naleto e a decoradora Mariússa Bonin Gouvêa construíram um bosque encantado com direito a casa suspensa na árvore, fontes de águas coloridas, mini-pomar com arvores frutíferas miniaturizadas, local para piquenique e variadas f lores coloridas. Já na proposta da área interna, o imaginário é o próprio jardim, com montanhas de grama sintética, piso emborrachado e aconchegante e pufs enormes em formato de bichinhos. Os materiais utilizados em todo o projeto priorizam o conforto e segurança dos pequenos usuários. Os móveis infantis, por exemplo, foram projetados pelas profissionais e construídos pela Terraço Móveis. O piso emborrachado (da Brasibor) absorve impactos de possíveis quedas. Na grama sintética, as crianças podem deitar e rolar. E o piso de areia colorida tornar o ambiente mais lúdico. O importante, para elas, é que área de lazer infantil seja dinâmica e alegre.
Espaço Tai Chin Chuan O paisagista Mauro Contesini e a arquiteta Ines Scisci Maciel retornaram à Expoflora este ano para criar um local próprio para a pratica do Tai Chin Chuan. Num jardim 76m², os conceitos de harmonia e equilíbrio dessa arte milenar foram usados no projeto. O diferencial está na forma de utilização das pedras, madeira e areia. Até os bancos são feitos de blocos de pedras maçicas para se transformarem em mais um elemento da natureza. No paisagismo, eles optaram pelo bambu mosso, grama preta, lírios da paz, impatiens de flor branca, nandinas, epidentro, pinheiro matsu e azaléias, considerando que uniformidade do uso das plantas favorece a harmonia do espaço e que a utilização flores brancas remetem à paz.
Nesse espaço são cultivadas muito mais que flores e plantas: ali são semeadas e plantadas atividades como a música, a pintura, a jardinagem, a escultura, a costura e a poesia que ajudam no resgate da identidade de cada um e permitem o florescimento da imaginação e da criação. No conceito desenvolvido pela designer de interiores Sissa Bruckeridge em parceria o paisagista Marco Antonio Mizoguchi o espaço foi criado para inspirar a alma. A decoração casual prima pela simplicidade para organizar as emoções. O paisagismo apresenta traços sinuosos para quebrar a rigidez geométrica da área com o desafio de remeter os visitantes a um ambiente bucólico, bem camponês, mas com uma possibilidade de conforto e elegância em Estilo Provençal. A vegetação traz a alegria e a terapia das flores do campo, como os coloridos crisântemos, onde o predominante branco é contrastado com o amarelo, o laranja e o lilás, fornecendo a inspiração necessária para a realização dos nossos projetos, pessoais ou profissionais, e materializando as inspirações. O piso cerâmico (da Celva) oferece claridade ao ambiente e o detalhe da roseta central com um trabalho artesanal de um grande mosaico garante equilíbrio estético. Na decoração do ambiente são encontrados elementos em fibra, madeira, ferro, vidro, cerâmica e tecidos, materiais usados comumente pelos artistas para suas criações. Praça da Interação Utilizar o paisagismo como fonte de inspiração também é a proposta de Silvia Camilo Luciana Midori Fukugauti e Camila Menassi nesse ambiente idealizado com ênfase no natural, onde não há interferências de painéis e ou murais. As arquitetas e paisagistas criaram um lugar simples, de materiais igualmente simples para mostrar que é possível, com poucos recursos - de tempo e financeiro- , proporcionar um ambiente para a interação com arte e com a natureza. O terraço (gazebo) é feito em bambu e sizal. Artistas ora retratam, ora musicam suas inspirações à sombra de frondosas árvores de exóticas flores. As plantas e flores foram acolhidas em vasos brancos para compor um visual limpo e mais iluminado. Pontos de irrigação (aspersores) são usados como fontes.
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