ABRAS PROMOVE "VAREJO TOTAL" |
Apostando num novo formato de geração de negócios, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) realiza entre os dias 11 e 14 de setembro de 2006 o Varejo Total – I Congresso e Feira de Negócios do Varejo . O evento ocupará 22 mil m 2 do Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista , e a expectativa é gerar R$ 25 bilhões em negócios.
A proposta, inédita no país, é integrar a cadeia de distribuição e os prestadores de serviços, reunindo em um único espaço fornecedores do varejo que comercializam alimentos, não-alimentos e serviços. “Na esteira das tendências do varejo multicanal, iniciamos o primeiro passo para a criação de um evento internacional”, explica o presidente da Abras, João Carlos de Oliveira.
“ Varejo Total – I Congresso e Feira de Negócios do Varejo”
11 e 14 de setembro de 2006
Centro Exposições Imigrantes – São Paulo/SP - Informações: 11 3641.6700 www.feiravarejototal.com.br
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O ESTILO DE VIDA E OS HÁBITOS DOS CONSUMIDORES |
No dia 15 de setembro, comemora-se o Dia do Cliente. O idealizador da data, o consultor João Carlos do Rego, explica as diferenças entre cliente e consumidor, cujo dia especial é comemorado em 15 de março. “ Consumidor é aquele que compra para seu próprio uso e não para revender, já cliente é o antigo freguês, que compra com o caráter da habitualidade de um mesmo fornecedor ” . A iniciativa partiu da constatação de que o relacionamento com o cliente, para conquistar sua fidelidade, é pouco desenvolvida no país e a data comemorativa torna-se um dia especial para colocá-la em prática.
Sem levar em consideração as diferenças de denominação, é importante que o varejo esteja sempre atento ao comportamento e em acompanhar as permanentes mudanças nos perfis desses compradores e buscar oferecer sempre o que for possível dentro da estratégia, espaço e recursos da empresa. Some-se ainda uma pitada de eficiência operacional para manter o custo competitivo, o que nem sempre se traduz pela oferta do preço mais baixo e, sim, o justo frente ao valor oferecido.
A base para tudo é observar o estilo de vida e os hábitos do público-alvo. Alguns exemplos: cresce no mundo o número de idosos. No Brasil, segundo dados da ACNielsen, a quantidade de idosos (grupo acima de 50 anos) cresceu 110% nas duas últimas décadas e, atualmente, eles representam 16% dos consumidores no país. A estimativa é que esse número aumente para 23% até 2020. São esses clientes, pertencentes à chamada terceira idade, que com suas economias fazem suas refeições fora de casa e vão regularmente ao cinema ou ao teatro, enfim, têm exigências próprias, diferentes dos consumidores de outras faixas etárias como crianças, jovens e adultos mais jovens.
As mulheres também vêm mudando seus hábitos. Modernas e, em muitos casos , chefes de família, geralmente elas não estão dispostas a preparar um jantar que dê muito trabalho. Talvez por isso, em 2005, as vendas de refeições e pratos congelados cresceram 13,4%, segundo a ACNielsen. Outra dado, da LatinPanel e da revista SuperHiper, que confirma o poder de consumo feminino, mostrou que as mulheres são responsáveis pela maior parte das vendas dos supermercados, ou seja, em 80% das vezes a decisão de compra é dela.
Esses e outros dados mais apurados sugerem o estabelecimento de estratégias definidas para cada segmento do mercado, oferecendo soluções completas aos clientes – em geral, compreende um mix de produtos e serviços – , a preços justos. Mas, diante da falta de diferenciação entre as lojas, já que os produtos das grandes indústrias (marcas líderes) podem ser encontrados em qualquer loja, deixando de ser o principal critério de atração, a pergunta que surge é: "O que traz o consumidor até a minha loja para comprar nela, considerando que existem várias outras similares no mercado?". A receita do sucesso está na visão do ambiente de negócios, na flexibilidade de adaptação da empresa (com base no foco ao consumidor) e na capacidade de ter permanentemente uma estrutura operacional enxuta e eficiente. O cliente vai para um ponto-de-venda que lhe ofereça serviços (ambiente, exposição, orientação, facilidades etc.), agregue valor aos produtos e conheça seus desejos e preferências.
Para auxiliar os supermercados e o varejo em geral, a Associação ECR Brasil oferece os “ ingredientes ” dessa receita: um conjunto de ferramentas que, se aplicadas, permitem às empresas considerar-se habilitadas e preparadas para sempre. Por meio delas, o varejo e seus parceiros se dispõem a compartilhar problemas, dificuldades e informações, introduzindo em conjunto as melhores soluções possíveis dentro do contexto operacional e estratégico de cada negócio e agregando novos valores permanentemente para se manterem competitivos aos olhos dos consumidores. Isso é possível com o acompanhamento das constantes mutações das necessidades deles e da tecnologia. Quem não segui-las e não incorporar inovações que garan tam a confiabilidade de produtos e processos e o atendimento das expectativas do consumidor, sem dúvida, será excluído do mercado por concorrentes mais eficientes.
E viva sua majestade, o cliente! |
AMADURECIMENTO DO MERCADO PODE MELHORAR A QUALIDADE DOS PRODUTOS |
A PRO TESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor está completando este mês cinco anos de atividades, período em que tem ajudado a mudar a maneira como os brasileiros vêem os alimentos. “Nesse período, acreditamos que o consumidor brasileiro se tornou mais maduro, e já compreende que, no caso dos alimentos industrializados, além do preço, a qualidade é fundamental. A divulgação d os resultados d as análises comparativas dos 695 alimentos testados, nos últimos cinco anos, com certeza, contribuíram para essa conscientização”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da entidade.
A maior resistência enfrentada pela PRO TESTE no período, tem sido manifestada pela indústria alimentícia e pelos supermercados. “Acho que é uma questão de amadurecimento do mercado e torcemos para chegar logo o dia em que a indústria tomará a iniciativa de retirar os produtos suspeitos das prateleiras, quando testes detectarem problemas com seus alimentos , como ocorre no caso da indústria automobilística que se apressa a notificar o consumidor sobre os problemas de veículos, fazendo o recall, para reparar os defeitos . É um processo em que todos ganham, pois aumenta a credibilidade e o respeito do consumidor, e há um aprimoramento do mercado”, afirma Maria Inês Dolci.
A tentativa de censura aos testes de produtos alimentícios pode provocar danos à saúde dos consumidores, por falta de informação adequada. Enquanto alguns fabricantes preferem brigar com a PRO TESTE na Justiça, o consumidor fica exposto a riscos à saúde. Não puderam ser divulgados na íntegra, nos últimos cinco anos, testes feitos com arroz, catchup e molhos de tomate.
As pesquisas realizadas com isenção e metodologia inatacável, respeitadas em todo o mundo, têm sido questionadas judicialmente, e alguns fabricantes têm obtido, inclusive, segredo de justiça para impedir a divulgação de alguns resultados que julgam desfavoráveis, como ocorreu no teste feito com 16 marcas de catchup. Tal postura penaliza, em especial, os consumidores.Os t estes c omparativos são produzidos tanto em laboratórios brasileiros quanto no exterior, baseados em padrões de qualidade internacional praticados pelo ICRT – International Consumers Research & Testing.
A conclusão da PRO TESTE é que há necessidade de medidas imediatas e efetivas por parte das autoridades competentes para que se possa ultrapassar o estado atual de quase total insegurança na política de prevenção e segurança de alimentos no País. O consumidor denuncia pouco até porque há problemas que não são possíveis detectar sem testes laboratoriais. E da forma como os órgãos da vigilância sanitária estão estruturados fica comprometido o direito a informação clara e precisa e a proteção à vida e segurança do consumidor assegurado s pelo Código de Defesa do Consumidor. O que está em jogo é a saúde do consumidor, que tem o direito de saber dos riscos que corre e como se prevenir dos problemas de saúde relacionados aos alimentos , destaca IMaria nês Dolci.
Principais problemas
Entre os principais problemas encontrados nos testes realizados estão: pêlos de roedores e fragmentos de insetos em molhos de tomate, arroz infestado de insetos (gorgulhos) que destroem os grãos, azeites fraudados, queijo minas frescal contaminado por bactérias, batatas fritas com óleo degradado, salada pronta com pulgão, refrigerantes com excesso de cafeína, excesso de aditivos em presuntos, paçocas com muita toxina, falhas de higiene em leite longa vida, carne moída, frangos e perus contaminados por falta de higiene, achocolatados com pouco cacau e muito açúcar, sorvete de chocolate contaminado por bactérias.
Para garantir ao brasileiro o mesmo nível de segurança existente em outros países é preciso mudar a legislação que ainda é omissa, permissiva ou inadequada em muitos aspectos, ou até mesmo inexistente quanto a muitos alimentos que fazem parte da dieta. Os limites microbiológicos e de aditivos para os alimentos ainda são muito maleáveis em comparação com legislação de outros países. Problemas de contaminação e, principalmente, na temperatura de conservação dos alimentos são os mais comuns detectados nos testes realizados pela PRO TESTE.
A PRO TESTE faz o que o consumidor não pode fazer para assegurar seu direito quando compra um produto ou contrata um serviço: vai ao mercado, adquire o produto ou serviço de forma anônima e o submete a rigorosos critérios de avaliação comparativa. É diferente das análises de conformidade feitas pelos organismos oficiais que se baseiam nas normas brasileiras apenas.
Como entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, independente de governos e de empresas, a PRO TESTE objetiva a defesa do consumidor no Brasil. A entidade é mantida exclusivamente com o dinheiro que recebe de seus associados e da venda das suas publicações. Já se tornou a maior entidade de defesa do consumidor da América Latina com 150 mil associados.
Integra como associada da ICRT – International Consumers Research and Testing, organismo independente, criado há mais de 30 anos para articular os testes e pesquisas do movimento de defesa dos consumidores em todo o mundo, contando hoje com associações filiadas em dezenas de países.
A PRO TESTE tem importante respaldo financeiro e técnico. A entidade recebe todo o apoio e know-how para Testes Comparativos da Euroconsumers – a segunda maior organização de defesa do consumidor no mundo, que reúne mais de 1,2 milhão de associados em entidades na Bélgica, França, Portugal, Espanha e Itália
PRO TESTE -Associação Brasileira de Defesa do Consumidor
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