Artista
Dircéa Mountfort
Cantos e recantos de nossas florestas

Artista plástica pinta a beleza e ameaças à vegetação brasileira em sua nova exposição

Em 30 obras em aquarela, a artista mineira utiliza-se de técnica apurada e sensibilidade para transmitir a importância de se preservar a diversidade de ecossistemas e vegetação nativas para as gerações futuras. Seu trabalho capta e amplifica, com rara beleza e vigor, as florestas brasileiras. Da Mata Atlântica à Chapada dos Guimarães, de pequenos detalhes a vastos panoramas, o olhar poético de Dircéa nos guia através de um Brasil múltiplo em suas manifestações naturais.

Evolução natural de seu trabalho anterior, Trilhas da Mata Atlântica, em que a artista retratou nossa principal floresta litorânea, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, Dircéa reforça aqui seu engajamento com a questão ambiental: "Trata-se de um projeto em que defendo a necessidade da preservação do meio ambiente para as gerações futuras: o espaço, o tempo, a natureza e a cor de nossas matas", afirma Dircéa.

Consciente do impacto de suas obras, a artista utiliza sua pesquisa e trabalho para chamar a atenção do público para a beleza e diversidade das matas e a ameaça que, infelizmente, teima em fugir ao controle dos órgãos públicos responsáveis.

Através de seus contornos suaves, transparências, cores, luz e leveza, atrai o olhar do espectador, seduzindo-o a trilhar com ela os caminhos da nossa vegetação, em um estágio de reflexão sobre nosso rico patrimônio natural e de conscientização para a preservação ambiental em nosso país.

Dircéa Mountfort é mineira, graduada em Ciências Sociais pela PUC-SP com pós-Graduação em História. Iniciou sua carreira artística em 1970, em Curitiba.

Nos anos 90, já em São Paulo, a artista participou de vários cursos no Paço das Artes, Museu de Arte Contemporânea, Ateliê Xilos e Metais da Organização Paulista de Arte, tendo a oportunidade de aprender e estagiar com Cezira Carpanezzi, Betito, Ida Zanni e Aldemir Martins. Ainda nos anos 90, a artista teve seu primeiro contato com tinta a base de água, que viria a se transformar em sua principal técnica, após estudos com Sylvia Fairbanks.

Em 1996 ocorreu sua primeira apresentação pública de aquarela, já em seu característico estilo hiper-realista. Desde então, recebeu 44 prêmios, como no Salão Paulista de Belas Artes, e participou de várias exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, incluindo Paris, Beiruth, Nova York e Lisboa.

Possui quadros no acervo do Museu da Bienal de Campo Grande - MS, no Museu de Artes de Ribeirão Preto e na Pinacoteca de Vinhedo, além de coleções particulares em Paris, Londres, México, Holanda, Hungria, Dinamarca, Itália, Estados Unidos e Japão. Dircéa Mountfort é conselheira da Associação Paulista de Belas Artes e da Associação de Artistas plásticos de Santo Amaro; sua catalogação no Júlio Louzada ocorreu em 1998, e foi selecionada para expor no MASP em dezembro 2004.
Fonte: Assessoria Foto: Divulgação Data: Maio 2005