Artista
Luiz Paulo Baravelli
Múltiplas técnicas
O artista, como mestre no suporte, pratica “uma meta-aproximação dos meios e modos tradicionais da pintura..
Baravelli é conhecido por seu perfeccionismo. Para desviar a atenção da luz natural, ele produz suas obras durante a madrugada. De modo geral, o artista finaliza um trabalho por semana e, atualmente, tem como foco, entre outras, as formas femininas em figuras geométricas, a paisagem urbana e recortes de madeira com formatos irregulares. Mesmo possuindo trabalhos artísticos em diversas técnicas por suas incursões a outros suportes como desenhista, gravador e escultor, hoje ele se considera pintor.


Ao assumir-se pintor nos dias atuais, Baravelli declara sua predileção por um segmento das artes plásticas que se encontra em uma zona de sombra. O artista, como mestre no suporte, pratica “uma meta-aproximação dos meios e modos tradicionais da pintura.” Dentro deste universo, por opção, seus trabalhos resultam de métodos de criação pessoais.

Seu método de trabalho é o fato de não possuí-lo. “Procuro uma sensibilidade em aberto, o que explica a variedade e diversidade de meu trabalho. Talvez o maior elogio que já me fizeram é que meu trabalho é sempre reconhecível, embora não siga nenhuma fórmula preestabelecida.”, declara o artista.

Baravelli
encontra-se em período de criação de novas obras planejando a nova Série Cinza: pinturas em grandes formatos que, segundo o artista as imagina, serão ‘recortes retangulares'.

O Livro
Luiz Paulo Baravelli – Comenta seu Trabalho , projeto conjunto da Galeria Sergio Caribé, Fundação BNP Paribas e Fundação Stikel, é um livro de comentário, reflexão e análise, com estrutura simples. Uma pintura ou desenho da autoria do artista é reproduzida e ele acrescenta, em paralelo, idéias verbais que ocorreram antes, durante e depois de sua execução.
A sequência agora não é cronológica, podendo-se assumir que engloba cerca de duzentos trabalhos, aproximadamente 10% do total feito entre 1964 e 2008 por Baravelli . Nesse registro, “as idéias, processos e imagens, vão e vêm, ficam em estado latente para emergir de novo, as vezes décadas depois, em outra técnica, modo ou tamanho.”
Segundo o critico Olívio Tavares de Araujo, “há, como característica essencial do trabalho de Luiz Paulo Baravelli , uma estrutura constelar, como se cada obra ou grupo de obras ocupasse uma região do espaço, sem vinculação imediata com o que foi feito antes e onde o todo vem sendo definido por densidade e acumulação ao longo do tempo e não por uma trajetória linear.”

O Artista
Luiz Paulo Baravelli (São Paulo, SP – 1942), desenhista, pintor, gravador e escultor, estuda pintura e desenho na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP-SP. A seguir, ingressa no curso de arquitetura na FAU-USP e, simultaneamente, estuda pintura e desenho com Wesley Duke Lee, iniciando trabalhos com modelo ao vivo, que mantém até hoje.
Faz sua primeira exposição coletiva em 1971, no MAM - São Paulo. No ano seguinte já participou com sala especial na exposição Brasil Plástica 72, na Fundação Bienal de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição. Segue-se uma série de prêmios, entre os quais o de Melhor Pintor de 1982 e 1992, concedido pela APCA.
Faz várias exposições internacionais, com destaque para a de 1984 a XLI Bienal de Veneza; e a de 1985, individual no Hara Museum of Contemporaly Art , em Tóquio, Japão. Segundo o crítico de arte Roberto Pontual, " Baravelli situa-se como pesquisador de múltiplas técnicas e materiais, desde o desenho e a pintura até a escultura e objeto, desde o ferro e a madeira até o acrílico e a fórmica. Ao mesmo tempo introspectivo e crítico, sua obra se desenvolve como anotação e transfiguração constantes, a nível quase de diário autobiográfico ."
Fonte: Assessoria Foto: Divulgação Data: Outubro 2009