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| Fotos por Priscila Prade |
Alê Prade desenvolvendo trabalho de caráter Intermídia, mergulhado nos universos do som, da imagem e da palavra, busca a integração das múltiplas modalidades artísticas, suportes e tecnologias num campo criativo onde fluxo, interatividade, jogo-lúdico e desconstrução são elementos chaves para a elaboração do ato criativo.
Em “Senhas”, exposição que apresenta no Espaço Cultural Café Journal - de 5 de março a 5 de abril - dirige a atenção para o campo da visualidade e da linguagem, visando proporcionar ao público um caminho de acesso em direção à obra e sua desconstrução criativa.
Como suporte, aparecem suas pinturas baseadas no que chama de “Fluxotemática”, onde qualquer traço de intenção ou significância só se dá posteriormente, quando da inter-relação com o observador.
As obras de arte se apresentam como “Senhas”, códigos de acesso, suportes difusores e pulverizadores de focos, onde os universos íntimos do “artista-criador” e do “público co-autor” se confundem.
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A busca pela interferência do olhar criativo evoluiu para o desejo de uma ação direta e transformadora sobre a estrutura da obra. Isso se deu num momento em que
procurava desvencilhar a tela do enquadramento tradicional. Destaca nesse sentido as obras que desenvolveu com Telas Imantadas, que podem apresentar diferentes “shapes” e tamanhos, bem como, livre mobilidade.
Essas estruturas, além de possibilitar diferentes formas de fixação, como por exemplo, diretamente em parede imantada ou sobre outros suportes (com caráter de instalação ou escultura), também proporcionaram a desejada possibilidade de interferência criativa.
A idéia é estabelecer um fluxo contínuo, fundindo olhares distintos no território da Troca Simbólica e da Pré-compreensão, repleto de potencialidade e pluralidade. O aspecto transformador de tal olhar e interferência, é o foco principal da pesquisa.
“O que busco é a relação e integração com a poética do tempo interior”.
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