Roteiro de Artes

Data
Evento

Até
21 de Novembro

ArteDesign - a Sociedade ArteModa de Estilo e Cultura e a Secretaria Municipal de Relações Internacionais apresentam duas mostras individuais com os artistas Beth Turkieniez e Marcelo Lopes. São elas:

Beth Turkieniez - Design em Complementos

Marcelo Lopes - Design Gráfico no Universo Joalheiro

Casa ArteModa Jardins – Al. Gabriel Monteiro da Silva, 613 - São Paulo/SP - Tel 11 3083-2436

Até
22 de Novembro



Geometrias e Sentimentos - Uma conversa entre esculturas e pinturas. Esta é a proposta da exposição que trás pinturas de Paulino Lazur e esculturas de Roberto Lerner. São 15 esculturas em aço pintado e 15 pinturas, todas criadas a partir de idéias geométricas abstraídas.
Lerner fala em suas esculturas sobre o homem e suas motivações mais profundas. As obras, que geralmente variam de  1,70 a 2 metros, são inspiradas em temas que, segundo ele, constituem os substratos da fé, das ideologias, das religiões, da ciência, da filosofia e das artes. O objetivo de seu trabalho é criar peças que sejam um estímulo à contemplação, ao prazer estético e provoquem o espectador com um enigma para o olhar e um significado simbólico. Trabalhando a forma e o espaço, crio composições que exprimem não somente o visível, mas também o oculto, o não visível, o espaço vazio, diz Lerner.

Paulino Lazur, em suas pinturas geométricas, apresenta uma rica variedade de cores e nuances e uma grande precisão nas linhas. Lazur representa em seu trabalho, um olhar otimista sobre a beleza e a elegância das formas. Catalão de nascimento, radicado no Brasil, Paulino Lazur herdou do pai artesão, a habilidade para trabalhar as formas dando-lhes leveza e elegância. Segundo Lazur, a empatia entre a sua obra e a de Lerner, acontece de uma forma muito natural. No nosso caso existe uma identificação formal e estética, que resulta numa afinidade. Nossa comunicação se dá pela economia da forma; pelas linhas que utilizamos, facilmente verificáveis, seja pela construção ou pela verticalidade - afirma o artista.

NovaANDRÉ Galeria - Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.753, Jd. Paulistano - São Paulo/SP - segunda a sábado das 10 às 20h - Entrada gratuita - Tel 11 3064-2242 / 3082-8029 - www.galeriandre.com.br

Até
22 de Novembro



Obras Recentes - mostra individual do artista goiano Marcelo Solá, com 13 desenhos em grandes formatos. Parte das obras expostas na galeria já foi exibida na mostra “Heteronímia”, no Museu Casa de América, em Madrid, Espanha, coletiva organizada pelo curador Adolfo Montejo Navas, onde participaram também artistas como Lenora de Barros Sandra Cinto, Rosângela Rennó e Elida Tessler, que também faz parte do time de artistas da galeria. Seus trabalhos, sejam pintura ou desenho, têm como característica marcante o uso de uma paleta de cores reduzidas, com ênfase no preto.
Marcelo Solá passou a ser reconhecido, desde cedo, pela sua produção em desenhos. Riscos, palavras e frases inarticuladas, grafadas em variações diversas, ora intensas e cortantes, ora sob a forma de manchas translúcidas, alternadas com grandes áreas opacas de grafite denso, ocupavam as folhas de papel em composições desequilibradas e tensas.  Se o desenho é tido como uma forma de expressão mais íntima, ligada àquilo que vemos e que tentamos reter do visível; se a própria escrita é o desenho através do qual o pensamento se materializa, o desenho de Solá revela-se a expressão de um intimismo dramático, ao mesmo tempo que desconexo. Um espaço onde as coisas flutuam como, aliás, parecem flutuar ao redor de nós as coisas e situações deste nosso mundo tão carente de sentido.
Na mostra, os 6 trabalhos em grande formato (170x200 cm) evidenciam sua materialidade e a sua força expressiva através da combinação de diferentes técnicas de composição pictórica, tais como: monotipia, esmalte sintético, óleo, lápis, spray, sempre sobre papel. O desenho de Solá, no entanto, também tem algo de humor. E o artista não atua somente nesta área. Este foi o caso da sua participação na XXV Bienal de São Paulo, em 2002, quando apresentou uma instalação composta por escultura, desenhos e um desenho/pintura mural.

Galeria Oeste – R. Mateus Grou, 618, Pinheiros (Zona Oeste) - São Paulo/SP - terça a sexta das 11 às 19h e sábado das 10 às 15h - Entrada gratuita - Tel 11 3815-9889 - www.galeriaoeste.com.br

Até
23 de Novembro



Off Bienal 3 - Com Curadoria assinada pelo Curador e Crítico de Arte Carlos von Schmidt. A exposição apresentará pinturas, esculturas, fotografias, objetos e instalações de 64 artistas antológicos, consagrados e emergentes, escolhidos pelo curador. Todas as obras realizadas a partir de 2006. A mostra apresentará uma visão panorâmica dos múltiplos aspectos da diversidade artística e cultural contemporânea da arte que se faz no Brasil hoje, em todo o espaço da Jo Slaviero e Guedes Galeria de Arte. Será a primeira vez que Índios Kayapó estarão presentes em evento paralelo à Bienal Internacional de Artes Plásticas.

A Off Bienal 3 tem a preocupação de expor a obra pela obra. Revelar novos artistas. A Off Bienal 3 não está preocupada em ser vitrine para os artistas de países longínquos, quase desconhecidos. Está preocupada com os artistas brasileiros. Divulgá-los, promovê-los, dar a eles o mesmo tratamento vip que se dá ao ilustre desconhecido do exterior. Na OFF, o curador está a serviço do artista, mas o artista não está a serviço do curador. É tudo o que a Bienal não é. Inovadora e repleta de surpresas brasileiras, além de artistas de renome como Cláudio Tozzi, Antonio Peticov, Granato, Baravelli, Guto Lacaz, Gustavo Rosa, Toyota, Gregório Gruber e outros. A Off Bienal 3 estará exposta em todos os espaços internos e externos da Jo Slaviero & Guedes Galeria de Arte.

A OFF BIENAL 1, em outubro de 1996 sob a curadoria do prof. Carlos von Schmidt, curador e crítico de arte, realizou-se com sucesso de público e de crítica, no Museu Brasileiro de Escultura - MuBE. A OFF BIENAL 2 foi realizada em outubro de 2006, também No Museu Brasileiro de Escultura – MuBE.


Jo Slaviero e Guedes Galeria de Artes - Al. Gabriel Monteiro da Silva, 2.074, Jd. Paulistano - São Paulo/SP - segunda a sexta das 10 às 19h, sábado das 10 às 16h - Tel 11 3061-9856

Até
23 de Novembro





Álvaro Siza Modern Redux - exposição enfoca os 10 últimos anos de trabalho do renomado arquiteto português, apresentando 12 projetos selecionados pelo curador Jorge Figueira por meio de maquetes, fotos, desenhos e projetos. Serão apresentadas casas, museus, espaços culturais e de esportes localizados em Portugal, Brasil, Espanha, Bélgica e Coréia do Sul que sublinham o significado de uma produção que alcançou o Prêmio Pritzker (1992) e o Leão de Ouro, na Bienal de Veneza (2002), com o projeto para a recém-inaugurada Fundação Iberê Camargo, localizada em Porto Alegre. Segundo o curador, esta exposição é uma homenagem à capacidade de Siza revalidar a tradição moderna e permanecer atento ao que está para mudar, por isso o título da mostra: Álvaro Siza. Modern Redux (recorrente, revivido, reinstalado). Contaminada, mas não híbrida, permeável, mas não eclética, a obra de Siza que aqui se expõe, embora com raiz nos debates mais decisivos do século XX emerge como possibilidade encantatória para o século XXI, afirma Figueira.
Álvaro Siza funde o moderno ao vernacular, algo que caracteriza o seu trabalho é a tentativa de encontrar uma arquitetura apropriada para cada situação, sempre com o intuito de adaptar o projeto às condições do terreno, e esse estilo, que utiliza recursos do próprio ambiente, dá um caráter regional às suas obras.
Entre os projetos está o Pavilhão Anyang, Anyang, Coréia do Sul (2005-2006), a sua primeira obra na Ásia, que representa o lado mais "poético", mais "artístico" de Siza, segundo o curador. O Complexo Desportivo Ribera-Serrallo, Cornellà de Llobregat, Espanha (2003-2006) foi Prêmio Secil 2006, o grande prêmio de Arquitetura em Portugal, e representa uma renovada vontade do Siza - tendo em conta que as suas primeiras obras são da década de 50 - em continuar a fazer uma arquitetura surpreendente e aventurosa.
Além destes projetos e da Fundação Iberê Camargo, a exposição traz outras obras de destaque: Casa Van Middelem-Dupont. Oudenburg, Bélgica (1995/2001); Pavilhão Centro de Portugal, Expo 2000. Hannover, Alemanha (1999/2000); Coimbra, Portugal (2003); Pavilhão Multiusos. Gondomar, Portugal (2001/2007); Biblioteca Municipal. Viana do Castelo, Portugal (2001/2007); Hotel Desportivo e Centro de Alto Rendimento. Panticosa, Huesca, Espanha (desde 2001); Casa do Pego. Sintra, Portugal (2002/2007); Casa em Maiorca, Palma de Maiorca, Espanha (2002/2007); Adega Mayor, campo Maior, Portugal (2003/2006); e Museu Mimesis, Paju Book City, Coréia do Sul (desde 2006).

Instituto Tomie Ohtake
- Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela R. Coropés), Pinheiros - São Paulo/SP - terça a domingo, das 11 às 20h - Entrada franca - Tel 11 2245-1900

Até
29 de Novembro





Termo Médio - mostra individual com duas instalações de grandes dimensões do renomado artista cubano Wilfredo Prieto. São elas “Mute”, realizada anteriormente no Canadá e a inédita “Termo Médio”.
Termo Médio, primeiro projeto inédito de Wilfredo Prieto no Brasil, apresenta um espaço vazio e cheio ao mesmo tempo. A instalação de raro minimalismo anula a visualidade, a contemplação do objeto concreto para despertar o resto dos sentidos. O espaço do andar térreo da galeria está dividido em três salas contíguas, completamente vazias, separadas por franjas de PVC. A primeira delas está submetida a temperaturas baixas, quase intoleráveis, em seguida há outra em temperatura ambiente e, por fim, uma sala com ar demasiado quente. A temperatura é o único elemento que preenche o espaço, conotando a obra a partir de sua relação entre os opostos vazio e cheio, frio e calor. A eloqüência do gesto e a aparente neutralidade da ação definem a visualidade de Wilfredo Prieto. Seu trabalho é desigual em escalas e contextos, agudo e crítico em seus fundamentos e aborda os conflitos da contemporaneidade, aludindo às significações contextuais e ampliando seu alcance a preocupações filosóficas e mesmo globais, segundo a crítica cubana Direlia Lazo. A mostra se manifesta como uma experiência que somente o espectador que percorrer os três espaços pode vivenciar. O público perceberá o silogismo, fazendo sua entrada por um extremo ou outro da obra, habitando cada espaço polarizado e de intercâmbio. A disposição dos espaços e o clima manipularão a visita do visitante orientando-o sensorialmente para um ou para outro.
A instalação Mute (Mudo, em inglês), por outro lado, versa sobre os contrastes e contradições de um dado espaço através do uso de iluminação típica de discotecas em uma sala totalmente escura, porém sem som algum, criando uma espécie de desorientação por parte do espectador que adentra a obra, instalada no primeiro andar da galeria. Segundo a crítica Ingrid Mayrhofer, em catálogo crítico sobre a obra, aspectos de perda simbólica e disfunção sistemática desenvolvem-se à medida que o visitante contempla a obra, criando um espaço heurístico entre o objeto e a ação. Para Wilfredo, o espectador pode ver o movimento das luzes e sentir a ausência contraditória da música, sentindo a dupla reação do contraste entre o que é esperado desse ambiente e o que ele de fato vivencia nele.  Ao final da visita à obra, segundo o artista, o que se sente é uma sensação de vácuo e falso brilho, uma espécie de glamour incompleto.

Galeria Baró Cruz – R. Clodomiro Amazonas, 526, Itaim Bibi - São Paulo/SP - segunda a sexta-feira das 11 às 19h, sábado das 11 às 16h - Entrada franca - Tel 11 3167-0830 - www.barocruz.com

Até
29 de Novembro



Contra o Verso - A Galeria Bergamin inaugura a exposição coletiva com obras de 8 artistas intimamente conectados a cultura urbana, cujos trabalhos desencadeiam discussão em relação às práticas da arte contemporânea: Bruno9Li, Flavio Samelo, Flip, Herbert Baglioni, Nunca, Onesto, Sesper e Tinho, com curadoria de Carmo Marchetti.
Serão apresentados diversos trabalhos entre pintura, desenho, escultura, colagem e fotografia, além de intervenções feitas diretamente no espaço da galeria.
O grupo de 8 artistas expoentes da Street Art brasileira, que estão relacionados à cultura urbana, trazendo como referência diferentes aspectos dos movimentos ligados à contra cultura: graffiti, pixação, o movimento punk, o hip hop, o skatismo urbano, fanzines, sticker art e lambe lambe. Intervenções diretamente nos espaços da galeria e também sobre suportes diversos reunindo pinturas, desenhos, esculturas, colagens e fotografias. A exposição é o resultado do processo de transferência do trabalho de cada um para o espaço expositivo da galeria, assumindo assim uma nova dinâmica de relações com o público de arte contemporânea. A imagem é o fio condutor das idéias, a narrativa transporta o conteúdo, que procura responder às reflexões pertinentes as dialéticas urbanas. Valoriza a arte que é feita à mão; resgata a forma e a cor como elementos construtivos, onde a superfície/suporte da obra assume papel relevante.

Galeria Bergamin– R. Rio Preto, 63, Cerqueira César - São Paulo/SP - segunda a sexta das 11 às 19h, sábado das 11 às 15h - Tel 11 3062-2333

Até
30 de Novembro



Philadelphia Stories e Outras Estórias - Vinte trabalhos realizados por Geraldo Souza Dias quando atuava como artista convidado e professor visitante na Universidade de Artes da Filadélfia, EUA. Outras quinze pinturas sobre colagens produzidas no Brasil traçam a trajetória do também professor do departamento de Artes Plásticas da ECA USP.
Para a mostra os vinte trabalhos em óleo e tinta acrílica sobre colagem produzidos nos EUA recebem a companhia de quinze pinturas sobre colagens (oito delas em grandes dimensões) produzidas no ateliê em São Paulo do artista plástico e professor do departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA USP). Além das obras expostas, um painel com quarenta fotografias de paisagens, cenas e personagens da Filadélfia, captadas pelo artista, ajuda a estabelecer as relações entre as pinturas e o cotidiano da cidade.
Reunindo diferentes momentos da produção do artista, com obras anteriores ao período nos Estados Unidos e outras produzidas recentemente, Philadelphia Stories e Outras Estórias revela as mudanças na trajetória da prática da pintura, pautada pelas questões de luz, cor, superfície e suporte. Desde 2004, Geraldo Souza Dias tem utilizado colagens de material gráfico jornalístico e publicitário na formalização de composições geométricas, reforçadas ou alteradas por matérias e gestos pictóricos. Meus trabalhos tanto dialogam com a tradição construtiva da arte brasileira das décadas de 1950 e 1960 como aludem ao ambiente urbano paulistano em suas ambições e irregularidades, define o artista.

MAC USP Cidade Universitária
(Anexo) – R. da Reitoria, 109A, Cidade Universitária – São Paulo/SP - Terça a sexta das 10 às 18h, sábado e domingo das 10 às 16h - Visitação gratuita - Tel 11 3091-3039 / Agendamento 11 3091-3328 - www.mac.usp.br

Até
30 de Novembro





Identidades Contrapostas - A mostra reúne cerca de 40 trabalhos de 18 artistas do Acervo Porto Seguro Fotografia. Trata-se de um conjunto de obras que busca novas linguagens para a criação da imagem fotográfica com base em diversificados recursos experimentais. Os trabalhos foram selecionados entre os premiados nas edições de 2001 a 2007, do Prêmio Porto Seguro Fotografia. Segundo o curador e artista plástico Cildo Oliveira, [A mostra] elege liberdade conceitual e técnica através de múltiplas exposições, baixas velocidades, fotomontagens e solarizações e conta com pioneiros como Fernando Lemos, com sua série surrealista e German Lorca, com suas experimentações construtivistas. Os artistas Cássio Vasconcellos, Avani Stein e Marcelo Lerner trabalham com interferência direta no filme e no negativo. Já Guilherme Maranhão realiza pesquisas de captação de imagens por meio de máquinas criadas a partir de um scanner. Edith Derdyk apresenta a instalação Partitura, na qual, segundo Cildo, cria situações diversas em um princípio organizativo poético, com a condição de se saber reconhecer qual será sua ordem.
Eustáquio Neves, através da manipulação de fotografias, questiona o passado recriando a memória. Marcelo Zocchio também faz experimentações com a questão do tempo, inserindo fotografias atuais e imagens urbanas antigas no mesmo espaço, o que produz um estranhamento no olhar do interlocutor.
Clayton Camargo Jr. faz interferências em cartões postais, criando novas relações entre as imagens. Tom Lisboa e Tiago da Arcela fazem experimentações acerca do simulacro da fotografia em trabalhos que não remetem a um modelo original nem buscam ir além das aparências, nos quais o signo só se refere a si mesmo a partir de uma ilusão criada, explica Cildo.
Ricardo Hantzschel, Cris Bierrenbach e Vilma Sonaglio compõem imagens de linguagem contemporânea através da pesquisa e recuperação de processos técnicos arcaicos, como o pinhole, daguerreótipos e fotografia p&b solarizada. Edu Marin Kessedjian, Fátima Roque e Lívia Aquino, por fim, criam publicações inusitadas pelo formato ou confecção, através das quais questionam os processos mecânicos de produção. São trabalhos que reduzem as imagens e potencializam os conceitos e conteúdos, conclui o curador.

Instituto Tomie Ohtake
- Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela R. Coropés), Pinheiros - São Paulo/SP - terça a domingo, das 11 às 20h - Entrada franca - Tel 11 2245-1900

01 até 08
de
Dezembro



Grande Salão de Artes Plásticas na Antiga Usina em Santa Bárbara D'Oeste - De 01 a 08 de Dezembro, acontece a exposição de arte dos quarenta trabalhos selecionados no grande Salão de Artes Plásticas de Santa Bárbara D'oeste, em homenagem ao aniversário da cidade, que tem como objetivo estabelecer o intercâmbio artístico e revelar novos talentos das artes Plásticas no Brasil. A mostra selecionará pinturas, esculturas e fotografias com tema livre, mesclando obras que revelam a miscigenação da cultura no Brasil, e as contribuições para o intercambio cultural, dos imigrantes que vieram para a região. A integração entre as diversas culturas estará presente, inclusive no local escolhido, já que ela acontece na "Antiga Usina Santa Bárbara", um construção típica da industria açucareira do Século 19 e atualmente, após seu tombamento, voltada a atividades culturais, encravada quase que no coração da cidade.
O Salão de Artes Plásticas é uma realização da Prefeitura de Santa Barbara D'Oeste através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e seu Secretario, José Benedito Varela e com curadoria do Produtor Cultural Carlos Augusto de Almeida.
No dia 06 de Dezembro, Sábado, às 19,30 horas, acontece a vernissage e premiação dos três trabalhos vencedores e mais cinco menções do júri, com a presença de autoridades municipais e dos artistas plásticos, e com visitação aberta ao público em geral. O espaço cultural fica nas instalações da antiga Usina Santa Bárbara.
As inscrições estão abertas no site da Prefeitura até 7 de Novembro. Não é cobrada taxa de inscrição.

Antiga Usina Usina Santa Bárbara – Santa Bárbara D'Oeste/SP - diariamente das 15 às 21h - Mais Inf. Secretaria Municipal de Cultura e Turismo - Tel 19 3464-9424 - cultura@santabarbara.sp.gov.br - www.santabarbara.sp.gov.br

Até
03 de Dezembro





Fonte do Nascer - Daisy Nasser apresenta 15 esculturas inéditas. Suas esculturas que vão de 40cm a 2metros, construídas em  materiais nobres como  mármore de carrara, alabastro, bronze e estudos em terracota, mostram um conjunto de belas e audaciosas obras, sendo o resultado obtido de suas  visões nos labirintos de Carrara.
Neste  momento  de nossa história, a escultora internacional Daisy Nasser, teve  a chance de desvendar uma abordagem mais pacífica para a vida, na busca intensa da verdade através  da arte, e descobriu alternativas para estes tempos conturbados. Foi durante as angústias de sua procura na Itália, na cidade de  Pietrasanta,  que teve  a visão que hoje denominou como " Fonte do Nascer", provocando mudanças imediatas na construção de seu trabalho. Então, começava a desvendar os mistérios. Na verdadeira "Fonte Do Nascer" despojou-se, criando movimentos abstratos, suaves, limpos e ternos, como que re-nascendo. Com seus dedos sensíveis e perspicazes, a artista constrói esculturas que na sua grandiosidade nos transmitem sentimentos de amor, fé, esperança e otimismo, sendo que na volumetria sensual e intimista, ela cria imagens que falam de ternura, aconchego e paz. Com sua arte ela nos envolve e comunica alternativas para esta passagem. Nascer representa a esperança através da arte, mais precisamente o renascer da humanidade. Daisy acredita que ao romper as nuvens opacas, alcançaremos o sol brilhante que está sempre a nossa espera.
Nota-se  pelas  esculturas  brancas puras e sinuosas como a escultora Daisy Nasser transmite seus pensamentos. A percepção que se extrai de suas obras, com  formas harmoniosas, varia da sutileza e calma dos mármores ao rompimento em movimentos ascendentes evocando o divino. Com suas espirais evolutivas e círculos infinitos ela nos mostra a extinção existencial, razão da presença humana neste planeta. Assim, esta  artista, mulher forte e inspirada nos convida a participar de suas visões do mundo, da esperança e fé no ser humano que prevalecerá.

Galeria de Arte “A Hebraica” – Clube A Hebraica - R. Hungria, 1.000, Jd. Paulistano - São Paulo/SP - das 9 às 22h, fecha segunda feira - Entrada Gratuita, aberto ao  público - www.howardfox.com

Até
05 de Dezembro





Os Novos Materiais da Arte - Há muito os materiais nobres da artes sofrem a concorrência dos novos materiais, muitos deles inusitados e surpreendentes. Entre tantos exemplos, Picasso colou jornais em telas, Marcel Duchamp desenhou bigodes em uma reprodução da Gioconda. A exposição, com curadoria de Jacob Klintowitz, apresenta três artistas que se utilizam de materiais alternativos aos tradicionais para criar sua arte: Miriam Rigout cria esculturas com papel reciclado, Carola Trimano utiliza computação gráfica e papier maché, enquanto Juan Muzzi é um inventor que usa tudo, até técnicas clássicas.
Fitas enoveladas que se estendem no espaço. Estruturas geométricas que inventam um espaço único de estar e de reflexão. Formas cromáticas dobradas numa flexibilidade quase impossível. Miriam Rigout é uma artista que trabalha com papel reciclado submetendo-o a um tratamento de limpeza, esterilização, endurecimento. Com este material ela cria esculturas de grande rigor construtivo. A sua escultura incorpora elementos de pintura, o que acrescenta uma nova visualidade ao severo padrão de suas formas.
Há um medalhão que serve de cenário para expressivas figuras teatrais. O seu gesto quase nos alcança. Uma boneca poética lembra Mário Quintana. A criança no adulto. E uma moça desenhada no espaço que respira estrelas. Carola Trimano é uma artista que trabalha com duas matrizes. A primeira, é o tratamento de imagens em computador que, posteriormente recebem vários tipos de impressão. O segundo material é o uso de papier maché e colagem, com o qual confecciona formas tridimensionais inusitadas tais como manequins e grandes medalhões.
As imagens estão congeladas, o tempo parou. Multidão de anônimos. Às vezes, um só código de barras. O artista uruguaio Juan Muzzi é um inventor. Ele cria objetos que, industrializados, percorrem o mundo. A sua obra é filosófica e expressa a sua preocupação: o homem sem identidade, a natureza destruída, a vida tornada uma função. Além de técnicas tradicionais, Muzzi utiliza sucatas, embalagens, imagens digitais, blocos de grafite, resinas, objetos de decoração popular. A familiaridade com o sistema de produção o faz, além de pinturas únicas, criar múltiplos em gravuras digitais e objetos.
A exposição ocupa o Espaço Cultural Citi da Avenida Paulista, a galeria pública que, atravessando o prédio do Citi, liga a Avenida Paulista à Alameda Santos, e é visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas.

Espaço Cultural Citi - Av. Paulista, 1.111. Térreo - São Paulo/SP - segunda a sexta-feira das 9 às 19h, aos sábados, domingos e feriados das 10 às 17h, acesso a portadores de deficiência física pela Al. Santos, 1.146 - Entrada franca - Tel 11 4009-3000

Até
05 de Dezembro



Visuais: Arte, Conceito e Intimidade - Divulgar obras de arte pelo correio e evitar os impasses da censura nas décadas de 1970 e 1980 foi um dos objetivos das redes de arte postal. A exposição, realizada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), traz ao público essa experiência em Ribeirão Preto. São apresentadas as manifestações artísticas veiculadas fora do circuito oficial em período anterior à internet e quando as trocas de mensagens aconteciam principalmente via correio.
A mostra tem curadoria do professor e artista plástico Dante Velloni e é composta por obras de seu acervo pessoal, selecionadas criteriosamente a partir da produção artística realizada entre 1973 e 1986. Sua coleção foi constituída integralmente no período, por meio da troca de obras por correio entre artistas do Brasil, Japão, Argentina, Estados Unidos, Polônia, Alemanha, Itália, Uruguai e Inglaterra, com os quais mantinha contato. Além de todo o contexto artístico das obras e reflexões trocadas pelas redes de arte postal, o movimento teve grande repercussão e importância por proporcionar aos artistas da época resistir à ditadura e expressar suas idéias sem censura, explica a Professora Maria Izabel Branco Ribeiro, diretora do Museu de Arte Brasileira da FAAP.
No total, a exposição reúne trabalhos de 46 artistas, como gravuras, desenhos e colagens divulgadas via correio por seus autores; pesquisas realizadas com xerox, registros de performances e discussões sobre o corpo. A arte enquanto linguagem também é retratada na exposição, que descreve o correio como o meio de comunicação e elo entre o artista e seu público. Dentre os trabalhos e autores destacam-se João Batista dos Santos, que carimbou notas de 1 Cruzeiro e as colocou novamente em circulação; Cildo Meireles, com “Zero Cruzeiro” – obra enviada para um grande número de pessoas que ganhou representatividade no período –, Alex Vallauri, com “Cartola com Caramuru”, Dante Velloni, com “Verso/Reverso”, Paulo Bruscky, com “Telegrama” e Julio Plaza, com “Gerox”.

FAAP Ribeirão Preto – Av. Independência, 3670, Jardim Flórida - Ribeirão Preto/SP - Segunda a sexta das 9 às 21h, sábados das 9 às 17h - Inf. Tel 16 3913-6309 /6307 ou posrp.secretaria@faap.br

Até
06 de Dezembro





São Paulo No Logo - a Livraria POP recebe a exposição do artista plástico e fotógrafo Tony de Marco.
Até o início de 2007 a cidade de São Paulo tinha mais de 15 mil outdoors, a maioria ilegais. Nas vias expressas eles apareciam dos dois lados, formando uma espécie de corredor polonês publicitário. No dia 31 de março, prazo final da Lei Cidade Limpa, tudo mudou. Toneladas de estruturas metálicas foram parcialmente desmontadas, milhares de outdoors apagados e incontáveis letreiros arrancados. De uma hora para outra a cidade silenciou. As paredes pararam de gritar e o céu azul surgiu por trás das placas.
O fotógrafo e artista plástico Tony de Marco registrou esse momento histórico e rapidamente suas fotos ganharam o mundo. A partir de um post do BoingBoing (blog recordista em audiência) as imagens da cidade nua se espalharam pela blogosfera em idiomas como o japonês, dinamarquês, húngaro e até o macedônico. Durante meses suas fotos foram capa de revistas, jornais e calendários em todo o planeta. Apareceram em documentários e vinhetas da MTV. Em 2008 foram expostas no Design Museum de Londres e no museu Casino Luxembourg - Forum d'art contemporain.
O ensaio 'São Paulo No Logo' procura captar a beleza de uma cidade que ainda se acha feia. Para mostrar ao mundo que uma mudança tão importante e ordeira pode vir de uma caótica megalópole brasileira. A primeira exposição das fotos no Brasil, justamente em São Paulo, marca o início de um novo ciclo, onde as imagens ganham significado próprio e as composições podem ser apreciadas por sua beleza intrínseca.

Livraria POP / Rojo Artspace – R. Virgilio de Carvalho Pinto 297, Pinheiros - São Paulo/SP - segunda a sexta-feira das 10 às 19h, sábado das 10 às 17h - Tel 11 5042-2109 - www.livrariapop.com.br

Até
13 de Dezembro





Momentos de Luz - a primeira mostra individual em galeria, do artista plástico brasileiro radicado na Alemanha Almir Mavignier, com 33 obras inéditas no Brasil. Trabalhos em óleo sobre tela, monocromáticos, em branco ou preto, desenvolvidos entre as décadas de 60 e 70; a série de cartazes serigráficos e um cartaz aditivo, criado especialmente para a exposição, retratam a produção do mestre em artes gráficas premiado na Europa e Ásia.
Essa exposição toma como foco a abrangência de sentidos. Para Almir Mavignier, “Cor é Luz!”, e o encontro entre a arte e a vida faz o contraponto desta mostra, pois o artista estuda o comportamento das partículas que levam a experiência artística ao limite de libertação da cor, da forma e matéria. Conforme declara Flavio Cohn, neste conjunto de obras, Mavignier transmuta a matéria cromática em luz pictórica. O artista atinge sua plenitude criativa quando cada trabalho deixa de ser uma tela ou objeto e transforma-se em sistemas de geometrias complexas imaginárias, onde oferece ao espectador o ‘nascer de pontos', superfícies, estruturas e formas em movimento. Mavignier , com origem na arte concreta, cria uma nova dimensão metaconcreta da arte, mas elevando a tensão dos eixos da percepção gestalticos ao limite em que a cor se desprende da forma, pela luz, pelo movimento.

Almir Mavignier produz novas geometrias que, pela redução de variáveis, nos monocromáticos brancos e pretos, ajudam a vislumbrar composições de situações estruturais intangíveis, tornando visível o momento imaginário onde a cor se solta da forma. Em seu atelier, o artista com sua lanterna, joga luz sobre as telas, observando o comportamento das estruturas que se repetem nos monocromáticos brancos e nos pretos, o instante onde a cor se liberta da forma por momentos de luz. A trajetória de seus trabalhos representa os resultados de suas pesquisas de luz, cor e forma.
Imagens: Delmar Mavignier

DAN Galeria – R. Estados Unidos, 1638 - São Paulo/SP - segunda a sexta das 10 às 19h, sábado das 10às 13h - Tel 11 3062-2333

Até
13 de Dezembro





Beatriz Franco - CalaFrio - a mostra selecionada para o período da Bienal Internacional de Artes - primeira individual em São Paulo da fotografa baiana Beatriz Franco. A exposição é composta por um vídeo e uma série de 18 fotografias em cor apresentadas em duplas, um tríptico, uma composição com quatro imagens, uma frase e uma imagem solo. As obras revelam um olhar inquisidor e contemplativo da artista sobre elementos do cotidiano, as incontáveis dualidades do existir. O ímpeto criativo da artista se expressa simultaneamente através de diferentes técnicas e, suas fotografias podem ser acompanhadas de desenhos, de intervenções tecnológicas, de objetos, e em especial, de palavras, onde plástica e conceito se encontram. Nesta mostra, o titulo e o conceito se implementam, gerando o contraditório, a ambigüidade. Em um trabalho anterior, a artista desenvolveu uma série de duplas imagens dentro de um contexto de simultaneidade e, em CalaFrio, acrescenta o terceiro elemento: dualidade que define, juntamente com o título, uma experiência explicita da ambigüidade mencionada, descrevendo um momento único e impossível de compartilhar ou de ser sanado pelo mundo exterior.
Beatriz Franco acredita que ...arte é uma experiência pessoal que se incorpora ao cotidiano do artista. Portanto, onde há arte há ali um cotidiano que se narra, ainda que inconscientemente. O conceito é para mim uma leitura posterior a criação, um ato de consciência, de análise do conjunto que se forma após um período de trabalho.
A parte técnica, as novas mídias, as edições, tudo isso interessa a artista além de ocupar um espaço considerável de tempo. Beatriz Franco valoriza de forma especial a função da palavra, sendo indispensável o titulo das obras na composição e na complementação do conceito, trazendo em alguns casos, frases que compõem imagens.
A série de fotografias expostas, registros dos últimos 6 anos, é apresentada em 5 duplas, por não serem apenas duas imagens que caminham juntas e sim unidas também fisicamente, um tríptico, um políptico com uma frase e uma imagem solo, alem do vídeo I Cannot Keep the Night From Coming In (2008, 6'50”).

Mônica Filgueiras Galeria de Arte – R. Bela Cintra, 1.533 - São Paulo/SP - segunda a sexta das 10 às 19h, sábados das 10 às 15h - Tel 11 3082-5292

Até
04 de Janeiro/2009





Karim Rashid - Arte e Design num Mundo Global - O personalíssimo Karim Rashid já visitou o Brasil algumas vezes, no entanto, um panorama da sua obra, que mostra o porquê ele se tornou o grande nome do design do século XXI, nunca pôde ser visto pelo público brasileiro. Agora, pela primeira vez no país, o Instituto Tomie Ohtake – espaço dedicado às artes plásticas, arquitetura e design –, pela iniciativa de Roberto Cocenza da RS Promo, apresenta uma grande exposição do mestre internacional, com montagem especialmente desenhada por Karim e pelo curador Albrecht Bangert. A exposição realça o jogo entre realidade e artificialidade como algo típico do trabalho de Karim Rashid, ressalta o curador. Segundo ele, a idéia do Instituto Tomie Ohtake de mostrar o trabalho do artista designer irá estimular o debate no Brasil sobre aspectos do design contemporâneo e seu impacto no dia a dia.
Com cerca de 60 obras, entre mobiliário, objetos e embalagens, a maioria proveniente do acervo do museu alemão Die Neue Sammlung, de Munique, a mostra evidencia a força de um designer assumidamente global, um circunavegador que tem sua própria perspectiva global, conforme o define o crítico. Questões como deslocamento, velocidade, tão recorrentes na contemporaneidade se materializam na obra e no cotidiano de Rashid, que freqüentemente está dentro de um avião, espécie de prolongamento de seu local de trabalho. Espaço e tempo fluem à sua volta, afirma Bangert. Viver um novo formato de estar no mundo é parte pulsante de sua inventiva produção, na qual peças conceituais e instalações discutem a convivência e a mentalidade da sociedade do século XXI.
Em 2006, Karim Rashid escreveu um livro com o título “Design Yourself” (Projete a si mesmo). Sobre a publicação, o galerista e curador novaioquino Jeffrey Deitch comentou: Há uma pessoa na convergência atual da arte, do design, do entretenimento e dos negócios. Essa pessoa é Karim Rashid.
Patrocínio: Banco Fator, Etna, Shopping Iguatemi, Comgás

Instituto Tomie Ohtake
- Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela R. Coropés), Pinheiros - São Paulo/SP - terça a domingo, das 11 às 20h - Entrada franca - Tel 11 2245-1900

Até
11 de Janeiro



Modernista - A nova exposição inaugurada na sede do governo do Estado de São Paulo com  58  obras, entre  pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, além de reproduções  de  textos  e  imagens da revista “O Pirralho”, apresenta como destaque as alegorias à pintura, à escultura, à arquitetura e à engenharia, esculturas  em  bronze  do  artista  Galileu  Emendabili, que pertenciam à coleção do extinto banco Santos e que agora estão sob a guarda provisória do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios.  A  exposição foi montada no mezanino do Palácio dos Bandeirantes.
“Pessoas  Modernas” é uma reflexão sobre as transformações dos costumes, das figuras e da moda ocorridas no Brasil nos anos de 1910 a 1930. Apresenta obras de Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Vicente do Rego  Monteiro, Anita  Malfatti, Oscar Pereira da Silva, Brecheret, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Cícero Dias, Cândido Portinari e outros, pertencentes ao Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado, à  Pinacoteca do Estado, ao Museu de Arte Contemporânea da USP, ao Instituto de Estudos Brasileiros – IEB e ao Museu Lasar Segall.
A  mostra está dividida em quatro módulos: “Antes do Modernismo”, com telas, gravuras e esculturas que  revelam a influência das Academias de Belas  Artes; “O Pioneirismo d´O Pirralho”, jornal satírico criado por Oswald  de  Andrade;  “Personagens  Modernas”, que apresenta retratos e auto-retratos de personalidades; e “A Modernização das Formas Humanas”, onde obras da coleção do Acervo dos Palácios são apresentadas sob diversas perspectivas, possibilitando diferentes leituras.
A curadoria de "Pessoas Modernas" é de Kátia Canton, professora do Museu de Arte Contemporânea – MAC-USP. Fotos: Milton Michida

Palácio dos Bandeirantes – Av. Morumbi, 4.500 - Portão 2 – São Paulo/SP - de terça a sexta, de hora em hora, das 10 às 17h; Sábados, domingos e feriados, de hora em hora, das 11 às 16h - Visitação gratuita - todas as visitas são acompanhadas por educadores - Inf. 11 2193-8282 ou www.acervo.sp.gov.br

Até
22 de Janeiro




This Is Not a Void - mostra internacional organizada pelo curador Jens Hoffmann. Conhecido por montagens que desafiam o espaço do chamado cubo branco das galerias, Hoffmann propõe uma exposição sem objetos apresentada num espaço praticamente vazio. Ao reunir obras de 37 artistas de renome internacional, a exposição foca na tematização da noção de vazio ao criar um espaço aparentemente vazio, porém cheio de obras de arte que são desmaterializadas, imateriais ou efêmeras e, por isso, imperceptíveis. Segundo o curador, a idéia da mostra parte do conceito da 28ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Em Vivo Contato, que abriu na mesma semana. Para Hoffmann, esse simples gesto é inspirado pela idéia do vazio como espaço potencial, um gesto simbólico de suspensão. This is not a Void segue essa linha de raciocínio ao exibir arte em um espaço “vazio” ao invés de deixá-lo simplesmente vazio ou mesmo nu. Pode haver arte num espaço vazio e ela pode criar uma experiência que vai além da ditadura do objeto, arremata o curador.
Artistas participantes: Artur Barrio (Portugal - Brasil), Laura Belem (Brasil), Arabella Campbell (Canadá), Ivan & Yoan Capote (Cuba), Alexandre da Cunha (Brasil), Martin Creed (Inglaterra), Guy Debord (França), Gino de Dominicis (Itália), Marcel Duchamp (França), Elmgreen & Dragset (Dinamarca e Noruega), Robert Filliou (França), o coletivo Claire Fontaine (França), Aurelien Froment (França), Ryan Gander (Inglaterra), Mario Garcia Torres (México), Loris Gréaud (França), Jordan Kantor (Estados Unidos), Paul Kos (Estados Unidos), David Lamelas (Argentina), Adriana Lara (México), Tonico Lemos Auad (Brasil), Tim Lee (Canadá), Jac Leirner (Brasil), David Lieske (Alemanha), Mateo Lopez (Colômbia), Renata Lucas (Brasil), Kris Martin (Bélgica), Robert Morris (Estados Unidos), Roman Ondak (Eslováquia), Fernando Ortega (México), Kirsten Pieroth (Alemanha), Marco Rountree (México), Tino Sehgal (Inglaterra), Mark Soo (Canadá), Jan Timme (Alemanha), Ian Wilson (Inglaterra) e Cerith Wyn Evans (Inglaterra).
Essa mostra busca alterar os parâmetros de exposição e de percepção da obra de arte. Ela levanta uma série de questionamentos que nos levam diretamente ao âmago da nossa relação com a arte, diz o curador, que lança questões ao espectador: Como nós encaramos um espaço expositivo vazio, o mesmo que sempre vemos repleto de obras? De que forma isso afeta a forma como vemos a produção e a exibição de arte?.
A mostra obriga o espectador a dar um passo adiante, colocando em cheque a forma como ele vê a produção artística e o obrigando a viver a experiência artística de uma maneira mais centrada. Ao desnudar a obsessão do espectador com a visibilidade e ao evitar qualquer forma de representação por meio de objetos, a mostra cria uma ruptura temporária que busca restabelecer uma conexão entre o público e as obras de arte em exibição.

Galeria Luisa Strina – R. Oscar Freire, 502 – São Paulo/SP - de segunda a sexta das 10 às 19h, Sábados das 10 às 17h - Tel 11 3088 2471 - www.galerialuisastrina.com.br

Até
30 de Janeiro



Rock - mostra individual do renomado artista inglês Jason Martin com 12 pinturas de grandes formatos. A obra de Jason Martin acompanha a tradição da pintura monocromática, do expressionismo abstrato ao minimalismo. Sua produção recente está focada na busca de um efeito ótico particular a partir da modelagem da superfície da tela por meio do uso de grandes pentes metálicoS. A tinta espessa de suas obras é aplicada sobre suportes metálicos como o aço, alumínio ou plexiglas, que podem ter formas trapezoidais, circulares ou triangulares.
Para a execução de cada uma de suas obras, o artista cria grandes peças metálicas ou de madeira em forma de pente que, suspensas e imóveis, movem a tinta por sobre as enormes superfícies de suas “telas” que ficam deitadas sobre uma mesa giratória, manipulada pelo artista. Após sucessivos movimentos únicos da tela sob esses enormes pentes, que fazem vezes de pincel, Martin atinge o equilíbrio entre a tinta e a transparência, criando o desejado efeito estriado que se vem marcando sua obra desde 1992, quando realizou a primeira exposição coletiva.

Centro Brasileiro Britânico - Espaço Cultural David Ford - R. Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros - São Paulo/SP - segunda a sexta-feira das 10 às 19h e aos sábados, domingos e feriados das 10 às 16h - Entrada franca - Tel 11 3095-4466 - www.culturainglesasp.com.br

Até
08 de Fevereiro







Arte Brasileira no Acervo MAC USP - Dividida em quatro núcleos: Modernismo e Seus Desdobramentos, Tendências Abstratas, Impactos da Nova Figuração e Caminhos da Arte Contemporânea. A exposição conta 50 anos da história da arte brasileira partindo da trajetória do Modernismo, passando pelas artes dos anos de 1950 e chegando às novas propostas da década de 1970. Curadoria: Lisbeth Rebollo Gonçalves, Diretora do Mac Usp.
O primeiro núcleo da exposição reúne obras expressivas de artistas que foram construtores do modernismo brasileiro: Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Antonio Gomide, Vicente do Rego Monteiro, Ismael Nery, Lasar Segall e Flávio de Carvalho, entre outros.
No segundo núcleo, encontram-se artistas do acervo do MAC USP que marcaram sua trajetória no espaço da abstração. Estão presentes obras de: Antonio Bandeira, Sheila Brannigan, Iberê Camargo, Milton Dacosta, Mario Cravo Jr., Tikashi Fukushima, Arcângelo Ianelli, Manabu Mabe, Felícia Leirner, Frans Krajcberg, Yolanda Mohalyi e Kasuo Wakabayashi. Há também, neste núcleo, a presença de nomes que integraram ou se aproximaram das tendências construtivas, como Geraldo de Barros, Waldemar Cordeiro, Ivan Serpa, Lothar Charoux, Jandira Waters e Judith Lauand.
Na seqüência da mostra, encontra-se um conjunto de artistas que, ao longo dos anos de 1960, atuaram e promoveram novas transformações, causando impactos no circuito artístico. Com sua produção, eles participaram da redefinição conceitual que se operava na linguagem da arte, no seu entendimento e na sua práxis. Adotaram novos modos de usar os materiais que dão suporte à idéia artística, criaram novas morfologias de invenção; valeram-se de novas estratégias semânticas na construção da linguagem. Entre eles estão: José Roberto Aguilar, Marcelo Nitsche e Rubens Gerchman. Experimentações no campo do novo realismo podem ser encontradas em Antonio Henrique Amaral, João Câmara e Humberto Espíndola. E temos a pintura da época Phases, nos trabalhos de Duke Lee (Arkadin d'y Saint Amer) e Bin Kondo.
Dentro de uma filosofia conceitual, as qualidades materiais e as dimensões minimalistas e de construção de ambiente marcam a poiesis das obras expostas de Luiz Paulo Baravelli e Cildo Meirelles, no início do decênio de 1970. Nesta mostra, põe-se em evidencia a importância das exposições Jovem Arte Contemporânea, momento relevante da história do acervo MAC USP. Há na exposição obras de José Alberto Nemer, Carmela Gross, Maria Célia Andrade, Aieto Manetti Neto e Paulo Herkenhoff.

MAC Cidade Universitária – R. da Reitoria, 160, Cidade Universitária – São Paulo/SP - Terça a sexta das 10 às 18h, sábado e domingo das 10 às 16h - Visitação gratuita - Tel 11 3091-3039 / Agendamento 11 3091-3328 - www.mac.usp.br

Até
Fevereiro


Celebration por David Dalmau - Artista plástico, fotógrafo e cenógrafo David Dalmau retrata em exposição a utópica felicidade eterna. Influenciado pelo expressionismo figurativo europeu, pintor espanhol expõe 15 telas no InterContinental São Paulo até fevereiro de 2009. Celebrar cada momento de nossa existência positivamente, redescobrir nossa própria leitura da vida, esta é a proposta da exposição do artista plástico. Seguidor do expressionismo figurativo europeu, Dalmau retrata temas urbanos em suas telas. A técnica utilizada combina simplicidade e sofisticação com brilhante uso de cores, em imagem de festas, multidões anônimas e a tão almejada e utópica felicidade eterna.O nome da mostra representa um momento da vida do artista em que impera a postura de se perguntar ou questionar sobre a existência do ser humano nos dias de hoje, em que a qualidade de vida e os momentos de prazer são consumidos pelo trabalho e o estresse cotidiano, define o artista, que visitou o Brasil no início da década de 90, para participar como curador-assistente da 21ª Bienal Internacional de São Paulo. E por aqui ficou, abrindo um ateliê e galeria de arte na capital paulista.
Na infância, Dalmau viajou pelo mundo visitando galerias e museus com seu pai, um colecionador de arte e homem de negócios. Em 1977, muda-se com a família para os Estados Unidos, onde cursou Arquitetura, Economia e Aviação, e teve contato direto com o atelier do artista cubano-americano Julio Larraz, seu grande incentivador a ingressar no mundo da arte. Em 1982, retorna à Europa em busca de suas raízes artísticas. Estabelece-se em uma antiga casa de pescadores em Sitges, perto de Barcelona, onde seu tio Pepe tinha um pequeno estúdio, e finalmente passa a dedicar-se por completo à pintura. Hoje, divide seu tempo circulando por São Paulo, Miami e Barcelona, tendo seus trabalhos expostos em galerias e mostras da América, Europa e Ásia. Em setembro, o artista realizará na Suécia a exposição "Replanting a Rainforest", em parceria com a Open World Foundation e apoio dos consulados e câmaras comerciais da Suécia e Brasil, com o objetivo de alertar sobre a destruição das florestas e criar uma nova conscientização ecológica mundial.

InterContinental São Paulo – Al. Santos, 1.123, Cerqueira César – São Paulo/SP - Visitação gratuita

Até
28 de Fevereiro


Gregório Gruber - Florestais - reúne obras que retratam a região da Cantareira, a maior floresta  natural  em  área  urbana  do mundo. Gregório Gruber, além de ser pintor, desenhista, gravador, cenógrafo,  escultor  e  fotógrafo  é  um apaixonado  pela  região do Horto Florestal, onde mantém seu ateliê há mais de  30  anos.  Estão expostas mais de 40 pinturas, aquarelas, esculturas em terracota e desenhos em carvão.
Trinta e nove obras contam a história da convivência do artista Gregório Gruber com a região do Horto Florestal, desde os anos de 1970. Mais do que valorizar o patrimônio ecológico, esta exposição evidencia e simboliza a busca do ser humano pela natureza no seu impulso de preservar a vida na sua forma mais natural e essencial. A série de obras reunidas explora o gênero artístico da paisagem como possibilidade de libertar-se do cotidiano urbano apressado e ir ao encontro de si mesmo no silêncio da natureza, quebrado apenas pelo canto dos pássaros, o som dos ventos sobre as árvores. Os raios de luz das paisagens de Gregório Gruber trazem uma geografia rica de símbolos que transitam entre o vazio e o pleno, explorando os limites da consciência da realidade e construindo uma natureza que evidencia a experiência da transitoriedade humana. A sutileza da presença humana em algumas dessas paisagens é como se fosse uma interferência pacificadora, harmoniosa, seja de forma lúdica ou bucólica. Busca caminhos para o encontro de si mesmo. A série de obras aqui reunidas explora o gênero artístico da paisagem como possibilidade de libertar-se do cotidiano urbano apressado e ir ao encontro do silêncio da natureza, quebrado apenas pelo canto dos pássaros, o som dos ventos sobre as árvores.
Uma visita à exposição Gregório Gruber, Florestais nos revela que as paisagens urbanas hiper-realistas, que povoam grande parte da produção artística de Gregório, não são, na verdade, o tema único do seu olhar à cidade.
Aquarelas, pinturas, esculturas em terracota, carvão e caixas escultóricas em papel de seda e madeira pintada mostram o olhar fotográfico do artista e apresenta, em Florestais, seus pontos de contato com a tradição impressionista de artistas como William Turner. Evidenciando a sensação da luz e da atmosfera em momentos efêmeros e na bifurcação entre a realidade e a impressão, Gregório Gruber registra um cotidiano moderno de paisagens habitadas. Da metrópole o artista tira a figura humana e o devolve à natureza. Por Ana Cristina Carvalho, Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

Palácio do Horto – R. do Horto, 931, Horto Florestal – São Paulo/SP - Sábados, domingos e feriados, das 10 às 15h - Visitação gratuita - Grupos de 20 pessoas de hora em hora e todas as visitas são acompanhadas por educadores - Inf. 11 2193-8282 ou www.acervo.sp.gov.br

Até
28 de Fevereiro


A Arte da Cerâmica - Aqui e Lá - 59 peças da coleção do Museu  de Arqueologia e Etnologia da USP, com obras de origem marajoara. Os primeiros  vestígios  da cerâmica marajoara são datados do século IV, fruto do trabalho dos índios habitantes da Ilha de Marajó.
O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo possui importantes coleções cerâmicas arqueológicas nacionais e internacionais. As coleções cerâmicas brasileiras destacam-se pela diversidade tecnológica, como expressão de culturas em harmonia com o meio-ambiente e em interação entre si. Podemos destacar as coleções Tupi e as das tradições Uru e Aratu (do Brasil Central), Itararé (do Brasil Meridional), Konduri, Guarita, Tapajônica e Marajoara (da Amazônia). O MAE, todas as coleções são estudadas, conservadas e divulgadas publicamente, para a construção de uma consciência cidadã, tendo o patrimônio cultural como referencial. Esta mostra temporária apresenta uma das incorporações recentes de coleções ao acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, por decisão da Justiça Federal.
A Arte da Cerâmica mostra requinte tecnológico e artístico como expressão sócio-cultural, com destaque para a tradição Marajoara. São estatuetas, chocalhos, urnas funerárias, vasos, tigelas e tangas – artefatos de rara beleza estética expostos para a contemplação. A cultura Marajoara floresceu entre os séculos IV e XIV na Ilha do Marajó, Pará. Foram cerca de mil anos entre ascensão e queda de uma sociedade de organização complexa. A cerâmica é uma das manifestações desta complexidade, pelo apuro tecnológico e pela diversidade de elementos decorativos, formas e usos cotidianos e ritualísticos.
Todo patrimônio arqueológico brasileiro é Bem da União e estes objetos são patrimônio da Nação, sob a guarda de um museu universitário. O MAE tem como objetivo tornar pública esta coleção, como um direito de todo cidadão à educação voltada ao exercício da tolerância e à construção de memórias e identidades que respeitem a diversidade cultural.
Por Ana Cristina Carvalho, Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

Palácio do Horto – R. do Horto, 931, Horto Florestal – São Paulo/SP - Sábados, domingos e feriados, das 10 às 15h - Visitação gratuita - Grupos de 20 pessoas de hora em hora e todas as visitas são acompanhadas por educadores - Inf. 11 2193-8282 ou www.acervo.sp.gov.br

Second Life

Coleção MASP no Centro Cultural Bradesco - os visitantes da Ilha Bradesco, no Second Life, podem conhecer e apreciar pinturas do acervo do MASP, o mais valioso do hemisfério Sul. Sediada na Galeria do Centro Cultural Bradesco, a exposição apresenta obras de grandes mestres da pintura, entre eles, Paul Cézanne; Van Gogh; Monet; Gauguin; Degas; Renoir; Toulouse; Modigliani; Giovanni Bellini e José Ferraz de Almeida Júnior. A exibição comemora o aniversário de 60 anos do MASP. Construído sem tijolos, cimentos ou vidros, o Centro Cultural Bradesco oferece aos internautas acesso a eventos relacionados ao mundo das artes e entretenimento, meio-ambiente e economia e negócios.

Centro Cultural Bradesco - Link: tinyurl.com/2ax7xe - Para conferir a programação completa do Centro Cultural Bradesco, no Second Life, acesse o site: www.fl2.com.br/bradesco