Roteiro de Artes

Data
Evento

Ate 31 de julho


Caleidoscópio – Jonathan Hernández
Roesler Hotel, programa de intercâmbio de exposições entre a Nara Roesler e galerias e instituições estrangeiras, apresenta a primeira mostra de Jonathan Hernández (Cidade do México, 1972) no Brasil. O artista mexicano – que em Nova York fez parte da coletiva que inaugurou o New Museum (2008) e da Fit to Print , na Gagosian Gallery (2007) – foi premiado este ano com uma residência no Projeto Capacete em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo Daniel Roesler, Hernández dialoga com alguns artistas do elenco da galeria, como Cao Guimarães , Brígida Baltar e Marcos Chaves, cujos olhares, como um caleidoscópio, capturam o lirismo oculto nas cenas cotidianas.
A exposição tem como eixo a série Couples & Celibataires (Casais e Celibatários), iniciada há dez anos, com cerca de 25 fotos. Segundo o artista, o conjunto de trabalhos aborda a luz e o tempo como elementos fundamentais da fotografia. “Um ping-pong formal, conceitual e emocional através da fotografia”, afirma. Caleidoscópio reúne também dois filmes, uma escultura, 80 fotografias e parte de seu arquivo de fotos de imprensa, matéria-prima de um processo desenvolvido há anos por Hernández.
O vídeo "Nada" apresenta um percurso por um cemitério do Japão (Kamakura), onde está enterrado o cineasta japonês Yasujiro Ozu que, por sua vontade, em seu epitáfio está escrito "nada". O outro filme, "Fricção", é um curta-metragem em 16mm feito na Cidade do México que traz um afiador de facas trabalhando manualmente em sua bicicleta, “num jogo de fricção, luz e obscuridade”.
A escultura “Espelho” foi concebida durante o período de sua residência em São Paulo (fevereiro/março). Para Hernández o que interessa muito nesta obra é o vazio gerado entre as duas mesas que compõem a escultura, uma fabricada com madeira de desperdício, suja, e a outra com madeira limpa e de bom acabamento. “Com esta escultura quero tratar do potencial de um objeto para refletir sobre uma paisagem social”, diz Hernandez.
A partir de sua janela do 22º andar do edifício Copan, também durante seu programa de residência em São Paulo , Hernández produziu os 80 diapositivos/fotografias que compõem “Contratempo”. Feitas com o mesmo enquadramento, as fotos abarcam o transcorrer de um dia completo. E finalmente em “Vulnerabilia”, a partir de fotos retiradas da imprensa, o artista, através de agrupamentos, cria surpreendentes nexos poéticos.

Galeria Nara Roesler | galeria superior - Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel: 11.3063-2344 Fax: 11.3088-0593 - De segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h.
www.nararoesler.com.br

Até 1 de Agosto

Imitação da Água - Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, esta exposição de Sandra Cinto é a primeira individual da artista em uma instituição paulistana. Imitação da Água , título de um poema de João Cabral de Melo Neto, reúne obras inéditas especialmente produzidas para o espaço arquitetônico, processo recorrente em seu trabalho, projetadas como uma grande instalação que ocupará três salas do andar térreo do Instituto Tomie Ohtake. “A intenção da artista é colocar o observador na condição de um náufrago, sugerindo uma experiência de imersão através do desenho”, comenta Crivelli.
Na sala redonda, Sandra Cinto desenha diretamente sobre a parede de 360 graus. Na seguinte, apresenta sete desenhos em grandes dimensões, uma escultura em madeira e 2000 barcos de papel. Já na terceira sala, um políptico ocupa quase toda parede central, ao lado da escultura em madeira Porto uma cama alongada apoiada sobre livros.
No final da exposição será lançado o livro Imitação da Água , com texto de Jacopo Crivelli Visconti e imagens da produção dos últimos três anos de Sandra Cinto, na qual a artista intensificou em sua pesquisa a temática dos mares, após uma série de trabalhos que faz alusão à pintura A Balsa da Medusa , de Théodore Géricault (1818-1819).
Sandra Cinto (1968, Santo André, SP), com sua obra única de seminal delicadeza, constrói narrativas cuja força poética reside em arrebatadoras provocações ao imaginário. A artista plástica iniciou sua trajetória na década de 90, fez sua primeira individual na Casa Triângulo, em São Paulo , e em 1998 já participava da 24ª Bienal de São Paulo, com curadoria de Paulo Herkenhoff.
Nos últimos anos, tem realizado individuais também fora do Brasil, entre as quais Mar que habita em mim me leva para onde nunca fui , Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, Portugal (2009) ; The Difficult Journey after Gericault ,Tanya Bonakdar Gallery, New York, EUA (2008) ; A Travessia Difícil Aprés Géricault , Museo de Arte Contemporanea Union Fenosa, MACUF, A Coruña, Espanha e Sob o Sol e as Estrelas Hemisfério Norte , Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal (2007).
Sua obra faz parte de importantes acervos: Museu de Arte Moderna, São Paulo, Museu de Arte Moderna/ Col. Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro, Pinacoteca Municipal de São Paulo, Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, Brumadinho, MG, Fundação ARCO, Espanha, Centro Galego de Arte Contemporaneo, Santiago de Compostela, Espanha, Museu de Arte Contemporânea de San Diego, EUA.

Instituto Tomie Ohtake - Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros – SP. Fone: 11.2245.1900 - de terça a domingo, das 11 às 20 horas.


Até 1 de agosto




Arquitetura Brasileira: Viver na Floresta - Mostra reflete sobre como a arquitetura brasileira se inseriu na paisagem do país a partir do urbanismo moderno. Com curadoria do arquiteto Abílio Guerra, esta exposição faz parte do programa do Instituto Tomie Ohtake que, desde a sua fundação, contempla a arquitetura, ao lado das artes plásticas e do design – único espaço no Brasil especialmente concebido e projetado para realizar mostras nessas três vertentes das artes visuais.
Com projeções, animações, fotos, maquetes, desenhos originais, reproduções, cortes e plantas, o curador busca traçar, destacando 24 projetos e registrando outros 60, um panorama abrangente do estabelecimento do homem brasileiro no território tropical. A mostra destaca projetos das décadas de 1930 a 1980, época de grandes realizações da arquitetura brasileira. Para Ricardo Ohtake, diretor do Instituto e curador do pavilhão brasileiro da próxima Bienal de Arquitetura de Veneza, este foi o período em que as proposições modernas tiveram campo fértil para se expandir. “Porém, a partir da década de 70, quando a precariedade começa a surgir nos centros urbanos, o modernismo fragiliza-se diante dessas condições adversas”, comenta Ohtake.
Segundo Abílio Guerra, os trabalhos selecionados apontam como os princípios modernos, em especial os de matiz corbusiana, se ajustam às condições, possibilidades e usos locais, permitindo uma invenção que concilia as potencialidades contemporâneas e a sabedoria tradicional. “Hoje, olhando retroativamente, é possível colecionar bairros, parques, praças, escolas, equipamentos culturais e de infraestrutura, residências unifamiliares, fábricas, templos religiosos e diversos outros programas que estão contaminados do mesmo propósito de relacionar harmoniosamente artefato arquitetônico e paisagem natural”, explica o curador.
A exposição destaca alguns projetos considerados magníficos exemplos da invenção brasileira, como a Vila Serra do Navio, de Oswaldo Bratke, o conjunto residencial de Pedregulho, de Affonso Eduardo Reidy, o conjunto residencial para operários da CBMM em Araxá, do escritório Rino Levi, o Parque Guinle e a Superquadra de Brasília, ambos de Lucio Costa. “A preservação do meio natural e seu uso como suporte paisagístico; a liberação e a pequena interferência no solo; a reinterpretação e incorporação de tipologias tradicionais como varandas e pátios; o uso renovado de elementos construtivos vernaculares de proteção climática, como cobogós, treliçados, beirais, venezianas etc. são características que estão reiteradamente presentes nestes projetos”, ressalta Guerra.
Segundo o curador ainda, é na Vila Monlevade, projetada por Lúcio Costa para os operários da Companhia Belgo-Mineira, que, mesmo não sendo construída, iniciou-se o manifesto do urbanismo moderno brasileiro. “Está ali materializada, ainda de forma esboçada, uma adaptação dos princípios modernos europeus às condições culturais, civilizacionais e climáticas locais, uma espécie de proposição do “urbanismo pau-brasil”, conclui.

Abilio Guerra é arquiteto (FAU PUC-Campinas), mestre e doutor em história (IFCH Unicamp) e professor da graduação e pós-graduação da FAU Mackenzie. É editor-chefe do portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora. Em parceria com Marco do Valle, participou do Arte/cidade 2 (“A cidade e seus fluxos”, com o trabalho “A cidade e seu duplo”), foi idealizador de duas exposições na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (“Jo Coenen / Maastricht” e “Alberto Varas / Natural-Artificial”, nas 3ª e 4ª BIA) e coordenador do Fórum de Debates da 5ª BIA (com participações de Christian de Portzamparc, Peter Cook, Benedetta Tagliabue, Roland Castro, Natalie De Vries e outros). Por convite do Consulado da Holanda no Brasil, idealizou, organizou e coordenou o Workshop Rios Urbanos, com a participação de Riek Bakker, Rein Geurtsen e Henk Jan Overbeek.

Instituto Tomie Ohtake - Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900 -Terça a domingo, das 11h às 20h.

Até 2 de agosto








Exposição Coletiva Multiplos397 - apresenta obras dos artistas selecionados Laura Huzak Andreato, Fabio Flaks, Nazareno e Luiz Roque, que com tiragem de 40 unidades cada, produziram gravura, fotografia, e dois objetos para o ateliê397, que agora atua com a coordenação de Marcelo Amorim e Thais Rivitti. O ateliê397 é um espaço que realiza projetos de arte: exposições, publicações e debates sobre arte contemporânea brasileira. Instala-se na cidade como um local alternativo, que visa amenizar os efeitos a falta de espaço para exibição e discussão de arte na cidade de São Paulo.
O objetivo deste projeto é estimular a produção de novas obras, o colecionismo como prática cultural, formar novos públicos e divulgar trabalhos de artistas contemporâneos, além de desenvolver novos projetos. A proposta é de, que cada colaborador, invista R$ 1600, adquirindo um conjunto de quatro múltiplos. (uma gravura, uma fotografia, e dois objetos - todos com tiragem de 40).Os trabalhos são inéditos e foram criados especialmente para esta exposição. Além dos múltiplos cada artista irá apresentar obras recentes como pintura, desenho, vídeo e instalação nos demais espaços expositivos.
Os artistas
Laura Huzak Andreato - “Depois de, depois de, depois de...”
2010 - Acrílico, lâmpada e instalação elétrica (16 x 36 x 5 cm). A obra Depois de, depois de, depois de... , de Laura Huzak Andreato, consiste em uma caixa de acrílico preto – com um recorte irregular na parte frente – da qual sai uma luz vermelha. Quando a peça é fixada na parede, sugere a imagem do sol se pondo atrás de montanhas. Um pôr-do-sol eterno, portátil, ligado à tomada, pronto para ser levado para casa. Dos objetos utilitários – do universo do design e da decoração – a obra conserva os materiais sofisticados, o acabamento impecável e a lógica da reprodutibilidade. Na exposição, as peças figuram lado a lado, formando uma grande linha do horizonte. A seriação, procedimento minimalista por excelência, reforça a monótona passagem do tempo, contado por auroras e ocasos. Entre o alto design e o clichê das representações de pôr-do-sol, sobressai a ironia presente na tentativa de trazer a natureza para o ambiente doméstico.
Fabio Flaks - Amplificador, 2010 - Gravura em metal (54 x 78cm). De volta aos amplificadores  Marshall , como na série de desenhos recentemente apresentados no Centro Universitário Maria Antonia, Fabio Flaks faz agora uma incursão pela gravura. O amplificador, objeto associado ao universo  pop do rock e dos grandes shows de música, aparece nesta obra como uma espécie de relíquia. A figura que vemos representada aqui se confunde com desenhos de objetos antigos, em almanaques e enciclopédias. Descontextualizado, apartado da cena que normalmente habita, o amplificador torna-se estranhamente poético e nostálgico, como se conservasse a memória das músicas que já passaram por ele. Não raras vezes, a poética de Flaks opera nesse sentido, seus trabalhos têm o poder de conferir àquilo que representam – até mesmo a objetos produzidos industrialmente e em série – uma presença distinta, inaudita.
Nazareno - Silêncio por favor, 2010 - Vidro, madeira e água (41,5 x 27 cm)
A obra de Nazareno para o projeto ‘Múltiplos 397' situa-se no limite da visibilidade. As quatro taças de cristal, colocadas sobre uma tábua de madeira, permanecem silenciosas, sem chamar atenção para si mesmas. Para acionar a obra, temos que tocá-la, literalmente. A ocupação do espaço não se faz apenas pela presença visual dos objetos, mas também pelo toque do espectador e pela propagação do som que deles emana. O trabalho acontece nesse trânsito: aparece, desaparece, converte-se em música, ocupa o espaço, convocando plenamente a sensibilidade do observador. A produção do artista, já bastante conhecida no meio, normalmente é associada a desenhos delicados, inspirados em contos de fadas, no imaginário infantil ou em situações cotidianas. São desenhos que tocam o vazio, mostrando associações inesperadas, gestos mínimos e frases curtas, porém carregadas de significado.

Luiz Roque - Das Mosnter , 2010, Ampliação fotográfica a partir de filme positivo Super-8 (25 x 45 x 34 cm). Os filmes de Luiz Roque sustentam uma posição de ambigüidade, entre a paródia e o elogio. Rodados em super-8, eles utilizam o repertório e a linguagem de filmes antigos, dos primórdios do cinema. A foto Das monster , feita pelo artista para o projeto no Ateliê 397, é um still de um desses filmes do artista, que leva o mesmo título. A foto mostra uma pessoa caminhando, rosto e corpo cobertos por um longo tecido, em meio a uma paisagem montanhosa e enevoada. Ao mesmo tempo em que há algo cômico nesse retrato do “monstro - fantasma” e na referência à paisagem sombria, tão recorrente nos filmes do expressionismo alemão, a foto não para de nos seduzir. Por mais fetichizados que esses elementos possam parecer (eles hoje claramente deixaram de ter um estatuto cult e se tornaram clichês da indústria cultural) há no trabalho algo poético que resiste.

Ateliê397 - Rua Wisard, 397 – Vila Madalena - Tel: (11) 3034-2132, de terça a sábado das 14 às 18h. Entrada Franca


Até 2 de Agosto





" Vibrante" - A IQ ART Gallery do Espaço Cultural Chakras apresenta a exposição Vibrante, da artista plástica Angélica Pedroso com 35 obras da artista, em técnica mista sobre tela, além de esculturas. As obras são todas inspiradas nas cores intensas do Rajasthan, região da Índia famosa pelas histórias de reis e marajás. Vibrante é como podemos chamar as obras de Angélica. Avessa às cores neutras, a artista explora as tonalidades quentes e tropicais de sua “paleta”, e materializa sua visão em obras que impactam e impressionam. “Todas as cores são os amigos dos seus vizinhos...” , diz Angelica Pedroso, parafraseando o célebre pintor Chagal.
Um dos destaques da mostra são as “Divindades”, esculturas modeladas em barro e depois queimadas em brasa. “Algumas destas peças ainda levam ouro em folha e a sua intrigante coloração é resultado da junção do fogo com o extrato da nogueira”, explica a artista. Durante a vernissage, no dia 26 de maio, às 21 horas, será exibido no lounge do Espaço Chakras, o documentário “Angélica Saint Tropez e um café Globalizado”, que retrata um dia na vida da artista. O filme, com 35 minutos de duração, foi realizado por Paulo Pedroso, irmão da artista, e foi exibido pela primeira vez no Festival de Cannes em 2009, na mostra paralela Short Film Corner.

Sobre a artista Angélica Pedroso, por Antonio Carlos Abdalla
“Num primeiro momento de contato com a obra de Angélica Pedroso algo nos perturba e impressiona. As dimensões de seus trabalhos são o primeiro impacto. Em seu ateliê, próximo da capital paulista,  as paredes são cobertas por figuras gigantescas – lembrando um pouco igrejas e castelos medievais com as paredes forradas de tapeçarias para aquecer e embelezar. Elas nos observam como espectadores atentos. Ali reside uma espécie de “Olimpo dos orixás”, propiciadores e protetores, e um exército de corsários, ameaçadores e sedutores. É reconfortante como todos esses seres imensos nos acolhem com proteção e carinho!

A segunda coisa a nos causar impacto é o colorido de tudo aquilo. Angélica – contrariamente à verdadeira febre de brancos e cores neutras que hoje em dia é uma verdadeira regra – não tem o pudor da cor . São cores puras, intensas e vibrantes, um pouco como a própria personalidade da artista. Remetem-nos aos fauvistas , o que hoje em dia é tão raro de se ver. O conjunto criado é encantador e faz de Angélica uma artista de exceção, que segue um caminho muito pessoal. É uma grata surpresa conviver com a artista e com esse mundo de encantamento criado por seus gigantes tão amorosos. Em seus mais de vinte anos de carreira, ela já expôs em países como  França, Itália, Portugal e Argentina. Ela também foi tema de documentário realizado pelo seu irmão Paulo Pedroso, exibido em Cannes, no Short Film Corner”

IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras - Rua Dr. Melo Alves, 294, Jardins – São Paulo – SP - Tel. (11) 3062-8813.
www.chakras.com.br

De 3 de Agosto
Até 3 de Outubro


Exposição Poor-Art do artista plástico Flavio Rossi. Entre pinturas e esculturas, a mostra reúne 18 obras que têm como suporte objetos retirados das caçambas de lixo espalhadas pela cidade. Rejeitados pela perda aparente de suas funções, latinhas de alumínio, sacolas plásticas, papéis, entre outros, são reconstruídos em uma nova estética e adquirem nova funcionalidade, como elementos da linguagem visual, em obras que também contemplam pinturas em tinta.
Flavio Rossi tem sido considerado uma revelação no mundo das artes plásticas, o que se atribui à sua versatilidade, inovação e criatividade. Com técnicas mistas, como spray e tinta acrílica sobre madeira, tela e vidro, suas obras impactam com as cores intensas e vibrantes e com a incrível linguagem que imprime aos objetos retirados do lixo, o que pode ser atestado nas curiosas reproduções de figuras humanas que compõe o acervo do artista. O trabalho de Rossi tem despertado o interesse de galerias estrangeiras, o que lhe rendeu recentemente uma mostra individual em Londres.
Ao longo de toda a vernissage, no dia 3 de agosto, será exibido no lounge do Espaço Chakras um vídeo que traz cenas da rotina de Flávio Rossi durante o processo de criação, além de depoimentos acerca de sua obra. “Nesta exposição, conseguimos mostrar a versatilidade, humor e a alma do artista, que sobressaem até para os espectadores menos atentos!”, diz Livia Doblas, marchand do artista.
Sobre Flavio Rossi, por Ziraldo
"Nessa exposição de Flavio Rossi, vocês vão estar diante de parte da obra de um - exatamente - artista – brasileiro! O que transforma um ser habilidoso e criativo em Artista é uma coisa chamada talento. Puro mistério! Posso, porém, dar algumas dicas sobre o que é talento, essa capacidade que determinadas pessoas têm de realizar, de forma excepcional, a vocação de seu espírito. O mistério está em que não há explicação ao nosso alcance que nos faça entender quando é que alguém é alcançado por esta qualidade humana. O que posso dizer mais, para que se entenda a arte de Flavio Rossi, é que, dificilmente, o verdadeiro talento vem desacompanhado de outra de nossas tendências de comportamento , que é a obsessão. Foi o que o Djavan, talentosíssimo músico popular brasileiro , explicou na letra de uma de suas canções : ele havia recebido “a dádiva de ter nascido ávido” . O Menino Rossi recebeu também essa dádiva e tem , ao longo de sua vida – sou uma testemunha um pouco distante, mas não alheia – mergulhado de alma e de corpo inteiro no mistério de colocar na tela ou no papel , as cores e formas de uma arte que ele não aprendeu de ninguém , porque o que ele faz é samba : “não se aprende no colégio” . Esse capetinha é da mesma idade do Menino Maluquinho , um ano mais velho se tanto . Ele virou esse cara legal!

IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras - Rua Dr. Melo Alves, 294, Jardins – São Paulo/SP. - Tel. (11) 3062-8813 - www.chakras.com.br

Até 4 de Agosto




Déjà Vu – a série - do artista plástico Fernando Ribeiro. Por um curto período estarão expostas pela primeira vez no circuito cultural paulistano, os trabalhos exibidos na mostra invidivual do artista realizada no CCBNB em Fortaleza, CE, no início de 2010. Um conjunto composto por vinte e sete criações em acrílica sobre tela que Fernando Ribeiro acrescentou à série que desenvolve desde 2007, simultaneamente a seus outros trabalhos. Fiel a seu conceito criativo, as obras exibem o relacionamento de Fernando Ribeiro e sua interpretação pessoal da História da Arte; não são trabalhos criados apenas com base em suposições. A preocupação do artista não está focada no conhecimento profundo de arte por parte seu observador, mas sim sua identificação com ícones de seu repertório pessoal. Fernando Ribeiro cria obras onde “ a arte conversa com a arte!”

Déjà Vu” é composta por uma seleção onde o artista faz pequenas intervenções, delicadas e irônicas, sobre obras de outros artistas, seguindo uma linha histórica dos autores que mais o agradam. As pinturas sobre papel falam do momento atual da arte em que se diz que “tudo já foi feito”. Em suas criações, Fernando Ribeiro interfere em obras de artistas consagrados como Marcel Duchamp, Pablo Picasso, Andy Warhol, Miro, Man Ray e os brasileiros Leonilson, Bispo do Rosário e Nelson Leirner, entre outros. “A ironia é a forma que vi para dizer que mesmo se fazendo o trabalho dos outros a gente pode criar e se divertir”, afirma. Para o artista, o lado divertido da brincadeira é que ao receber o nome Déjà Vu” , a obra toda vira uma provocação impar com um belo resultado estético. “Achei tudo tão interessante que produzi muito. No meio do caminho, percebi que havia uma linha histórica sobre a arte, criada instintivamente. E vi que isso era bom, pois incluía meus autores prediletos, algo também não pré-determinado”, afirma.

O Artista
Fernando Ribeiro é natural de São Paulo. Sua identidade com o desenho vem desde a adolescência. E, por influencia da obra de Robert Crumb, inicia sua carreira aos 16 anos, na Lynx Film, como arte finalista e participa do longa metragem de animação “ Simplex ” , ganhando o Leão de Ouro em Cannes. Transfere-se para o Rio de Janeiro e começa a trabalhar no Estúdio Hanna Barbera. Na época estuda com o cartunista Molica na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Ao retornar a São Paulo, Fernando Ribeiro é convidado a assumir a criação do tablóide infantil dominical do Diário do Povo. Aluno do atelier Nelson Leirner, no Rio de Janeiro, tornando-se produtor do artista nos anos seguintes como também seu assistente em exposições nacionais e internacionais. A partir de 1990, dedica-se exclusivamente as Artes Plásticas. Junta-se a Cooperativa dos Artistas nos anos 90, chegando a exercer o cargo de diretor. Permanece no grupo por mais de uma década. Após algumas tentativas de trabalhos coletivos, seu espírito inquieto o faz decidir-se por uma trajetória individual, que já demonstra resultados por haver ultrapassado fronteiras locais e internacionais com suas criações.

Mônica Filgueiras Galeria de Arte - Rua Bela Cintra, 1.533 – Tel.:(11) 3082.5292 - São Paulo/SP.


Até 7 de agosto






Vari Ações Urbanas - Um dos nomes mais importantes da arte pop contemporânea, Zezão apresenta Vari Ações Urbanas, uma exposição que mostra novos elementos de sua pesquisa e criação. O título é um jogo entre a variedade de suportes e a forte influência da rua em seu trabalho. Essa grande instalação fica em cartaz de 26 de junho até 7 de agosto na galeria Choque Cultural. 
Além de suas tradicionais tags azuladas que aparecem em colagens em madeira e papel, canvas e bases enferrujadas, Zezão dá continuidade ao trabalho apresentado na exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, no MASP. Para isso, o artista continuou sua busca por madeira, papel e placas em desuso, para compor suas colagens em linhas geométricas que chegam a medir 1,85 x 1,90 m. Em alguns casos, molduras antigas contornam as obras num contraponto entre o clássico e o urbano.
Ousado, Zezão produziu espécies de caixas em madeira com objetos provenientes da rua e retirou suas aplicações azuladas apresentando um novo olhar. O público que for visitar Vari Ações Urbanas também vai encontrar um vídeo instalação que representa um bueiro transbordado durante uma enchente em São Paulo. Esse tipo de criação mostra muito do perfil de Zezão, conhecido por circular por galerias fluviais, áreas abandonadas e demolições.
Vari Ações Urbanas conta ainda com criações fotográficas feitas em lugares abandonados, como a antiga rodoviária Julio Prestes, em fase de demolição. Nesse light painting, Zezão contou com a colaboração do fotógrafo Gal Oppido, que vem acompanhando seu trabalho desde o projeto Catacombs, na França.
Assim, Zezão utilizou uma grande lanterna com led azul e uma câmera de alta qualidade para desenvolver grandes fotos, incluindo duas panorâmicas de 2,30 x 1 metros. Outras fotografias que reproduzem paisagens subterrâneas e abandonadas, clássicas de São Paulo como a Estação da Luz, Serra da Cantareira e as galerias do córrego Cabuçu de Baixo, podem ser conferidas em tiragem limitada.
Uma das salas da Choque Cultural foi dedicada à pintura psicodélica de Zezão, além de estencils. Ambientada com luz negra e fundo preto, o ambiente ainda terá um biombo de alumínio (retirado de um piso de ônibus) pintado com spray. “Procuro trabalhar com diferentes linguagens, como painéis de madeira, fotografia, psicodelismo e instalação. Agora, quero mostrar um novo trabalho que parte da temática da construção com objetos e referências da rua”, conta Zezão, que também está trabalhando em seu primeiro livro biográfico.
Zezão
Zezão é um artista intuitivo e autodidata, tem um trabalho artístico profundo e complexo, com implicações estético-político-sociais. Faz uma arte popular e carismática, vinda da simplicidade com que relaciona o estético e o humano, com força e vibração, manipulando e misturando suportes como instalação, sitio especifico, fotografia, vídeo, performance e pintura. Zezão nasceu em São Paulo, em 1971, de ascendência portuguesa.  A adolescência vivida no ambiente do skate, punk e pichação foi marcada pelo trabalho duro.
A paisagem urbana, de onde Zezão extrai sua estética, é a de uma São Paulo grande, desleixada com seu espaço público, com seus rios e com o seu lixo. Zezão vai fundo na exploração dessas mazelas e extrai preciosidades simbólicas. Entra na cena, escolhe a locação, se relaciona com o morador da rua. Ele sabe que sua performance precisa agradar aos que ali habitam, pois sua arte é feita para elas, num primeiro momento. Zezão começou a pintar num momento de depressão pessoal e profissional. Saiu das ruas e se enfiou no subsolo dos canais de água pluvial. Foi para um lugar povoado por ratos e baratas e, ali, descobriu os cenários que se tornariam sua marca registrada.
Em sua trajetória, Zezão participou de exposições individuais e coletivas, como a Zezão Fotógrafo , na galeria Choque Cultural, Festival della Creatività, na Itália, São Paulo na Scion Gallery, em Los Angeles, Une Estivalle, na LJ Gllery, em Paris. Zezão também residiu e participou do evento mundial de graffiti Namefest, em Praga, além da Expo Fresh Air Smell Funny, no Museu Kunsthalle Dominikanerkirche, e Artotale, ambos na Alemanha. Merece destaque sua participação na exposição De dentro para fora/ De fora para dentro que levou cerca de 130 mil pessoas ao MASP.

Galeria Choque Cultural - Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo - Telefone: (11) 3061-4051 - Terça-feira a sábado, das 12h às 19h - www.choquecultural.com.br

Até 8 de Agosto

“Exposição Confronto, Resistência e Luz” da artista plástica Solange Lopes, que utiliza minários como base - cobre, ferro e aço, entre outros – e as cores são obtidas com a aplicação de ácidos e confrontados com o uso do fogo. As peças tem dimensões de 50cm X 60cm, 17cm X 45cm, 15cm X 15cm e 28cm X 64cm, entre outros formatos. São pinturas e objetos com o tema natureza, representando troncos de árvores, paisagens com queimadas e árvores retorcidas.
Paulista nascida na cidade de Leme, SP, Solange iniciou sua formação acadêmica com apenas seis anos de idade, no Ateliê Professora Maria Aparecida de Menezes, em Leme. Com formação como Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP (SP), teve aulas nesse período com Walter Zannini, Nicolas Vlavianos, Ruy Otake e Evandro Jardim, entre outros. Na década de 90, fez cursos de pintura, antropologia e escultura na Cidade do México. Depois estudou com Waldo Bravo em cursos no MUBE (SP) e no Estúdio Contempoarte.

“ O vínculo de Solange Lopes com o campo das artes visuais é amplo e consistente. Estudou com mestres notáveis e artistas renomados, integrou grupos experimentalistas, participou de movimentos artísticos importantes e expôs a sua produção em instituições de arte prestigiosas.
Nesse momento de sua trajetória artística, Solange realiza experimentos com materiais naturais ou industriais já antes utilizados. Madeiras velhas e corroídas, sobras de chapas metálicas e fios de cobre extraídos de restos de eletro dutos constituem as matérias primas com que tem trabalhado.
Atuando sobre esses materiais de modo a expor a estrutura constitutiva da própria materialidade de cada um deles, a artista não se submete nem às aparências nem às formas dos materiais. Ao contrário, ela os obriga a esforços mecânicos, fazendo-os curvarem-se, corrói as suas superfícies com ácidos, destemperando as suas constituições químicas e físicas pelo uso do fogo e os expõem a jatos de areia para revelar o que se oculta sob as suas epidermes.
Não se contentando com as aparências dos materiais, mas antes procurando o que sob elas se oculta, mesmo que polindo suas superfícies, Solange desvela relevos, texturas e colorações surpreendentes, inusitadas e belas.
Até esse ponto, o trabalho da artista é informal e abstrato. Mas isto não é tudo, mesmo já constituindo um objeto de investigação esteticamente legítimo, valioso e completo. No entanto, sendo-lhe insuficientes esses resultados, ela lhes acrescenta formas, volumes e sobreposições. O resultado é extraído da relação de interação entre a resistência dos próprios materiais e a intenção estética da artista aplicada sobre eles.
No plano expressivo da obra, esse embate físico e criativo entre os meios e a artista, conforma uma poética, ao mesmo tempo, de revelação (da estrutura subcutânea dos materiais) e de inscrição (dos valores da artista aplicados indelevelmente nos materiais).
A exposição dos trabalhos constitutivos desse momento da obra de Solange Lopes é a exposição de uma pesquisa séria, devotada e apaixonada que tocará fundo a sensibilidade do visitante.” (Antonio Carlos Fortis, antropólogo)

Galeria Area Artis - Rua Normandia, 92 – Moema -Tel: 5042-2109 – 5093-1929 - www.areaartis.com.br

De 11 de agosto
Até 30 de setembro



Eposição: José Patrício: O Número - José Patrício é um artista do Número. Com jogos de dominó e dados, quebra-cabeças ou grandes quantidades de objetos, como botões e contas de colar, ele cria sua linguagem do número. No entanto, é necessário olhar mais adiante. Estamos diante de jogos, de regras, códigos, quantidades, formas, sólidos geométricos, o zero e o ilimitado. A matemática organiza e até dirige a vida contemporânea. Na sociedade moderna, tudo é número: os cálculos de nossa vida, movimentos da sociedade são medidos (como a opinião), na política (o voto), sem falarmos da economia (a produção, o acúmulo, etc.) e da ciência.

Esta exposição nos lança algumas questões: em termos da filosofia, qual a relação do número com a verdade? Os números mentem ou são os homens que mentem através da manipulação dos números? Qual a relação, nos dominós, entre cor e número? Isso é pintura, quando a cor e o número formam um discurso se tornam signo da comunicação? Uma coleção de botões azuis e outra de botões vermelhos se referem ao Pastoril: como a cor pode ser um símbolo? Como percebemos o mundo através de nossos sentidos? Um trabalho com 46.872 pregos nos faz pensar no som ou nos convida ao toque? Como percebemos dominós em algumas obras se ali não existe qualquer pedra de dominó? O que é o acaso e o controle em nossa experiência cotidiana, o que são jogos com números? O que é o caos dos números? O número nos oferece estabilidade?

Quando colecionamos alguma coisa, esse movimento de juntar tem fim? Mesmo que a quantidade de uma coisa tenha fim, o número é infinito? Como experimentamos a ideia de infinitude em nossa existência? Seria isso uma relação com a vida e a morte? Seria eu o Um, o Outro o Dois e mais um Outro o Três? O que isso significa na vivência do sujeito da linguagem? Onde está o Zero nesses jogos? O que é o Zero? É a ausência? A falta? Vivemos, como seres humanos, sempre uma ideia de falta? Seria a falta o que nos levou a construir a linguagem? É o que nos leva ao Outro? Seria a falta o próprio eu de cada um de nós? Em suma, entregar-se à obra de José Patrício é um convite ao jogo entre o olhar, a sensibilidade e a inteligência.

Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza - Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - Tel. (85) 3464-3108 - www.bnb.gov.br/cultura


De 14 de agosto
Até 2 de outubro


por Titi Freak


por Yumi
UnNatural, de Yumi abre sua exposição na galeria Acervo da Choque, em 14 de agosto. No mesmo dia, Titi Freak, seu marido, inaugura a exposição SEMPRE, na Choque Cultural. Embora a estética de seus trabalhos seja distinta, o casal se baseou na coincidência de comemorarem aniversário no mesmo dia para apresentarem trabalhos inéditos. As galerias vão contar com traslado entre si no dia da abertura para o público.

Titi Freak é um dos artistas mais reconhecidos da Choque Cultural e teve papel relevante na construção da identidade da arte pop contemporânea brasileira. Assina a exposição SEMPRE – termo característico em suas pinturas até hoje – e afirma que seus trabalhos inéditos mostram os sentimentos e as sensações que todo individuo tem; momentos e pensamentos particulares. “É como um alerta para que entendamos os presentes da vida, como a continuidade de um sonho, acreditar e aprender mais, para sermos sempre fortes e felizes”, conta o artista.Trata-se de uma individual que ocupa os três andares da galeria de Pinheiros com trabalhos de grandes dimensões, que é onde o artista consegue revelar sua capacidade de exibir detalhes. Nela, Titi Freak se firma como pintor e aposta na riqueza de cores, de contrastes e marca seu rumo ao teor mais abstrato de retratos e peixes, complementados por grafismos altamente geométricos. Suas obras usam de madeira e chapas de zinco como suporte para painéis que chegam a medir 3 x 1,8 metros. O artista também utiliza as paredes da galeria para suas intervenções, buscando integrar-se à arquitetura do espaço.
Titi acredita que o público vai notar a diferença entre seus trabalhos anteriores, desde o conceito até a estética, bem como no layout da exposição. “Tenho gostado de trabalhar em grandes dimensões com mais liberdade para criar e detalhar minhas pinturas de forma mais natural e profunda”, relata. Ele cria texturas, inclusive, usando espátulas e brincando com o efeito do spray e dos traços afinados que consegue produzir com a utilização de fita crepe.

Já Yumi apresenta obras inéditas e continua sua abordagem dos animais como fonte de alimentação, mas não tem ligação com qualquer comportamento vegetariano. Ela está mais interessada em discutir essas sensações conflitantes contidas no processo do sacrifício, num misto de sutil cromatismo e atmosfera lírica que motiva o observador a enxergar sua obra com mais profundidade. Em sua primeira individual – recentemente participou da mostra Coletiva na Choque Cultural, Yumi mostra grandes trabalhos diferentes das pequenas telas em madeira vistas anteriormente. “Resolvi ousar mais e atuar com contrastes”, conta a brasileira descendente de japoneses. Usando papel canson, apresenta ilustrações em cores mais fortes por meio de tinta óleo e acrílica, além de um pouco de colagem. Também aplica essas cores vivas em painéis de madeira em que trabalha com o processo de desgaste e raspagem da superfície, num misto de expressão gestual e um “quase-realismo”. O público poderá conferir um grande painel de 2 x 1,5 metros e outros de 1 x 1,5 metros e 1 x 0.8 metro.

Yumi
Yumi Takatsuka nasceu e vive, atualmente, no Brasil mas foi criada em Osaka. Fez exposições no Japão e participou da mostra Himegoto, na Choque Cultural, em 2006. Sua grande inspiração são os animais ligados à alimentação.

Titi Freak
Hamilton Yokota aka Titi Freak nasceu em 1974. É paulista de ascendência nipônica e mistura o espírito espontâneo dos brasileiros à estética disciplinada dos japoneses. Deixa-se influenciar pelo imaginário da moda, dos quadrinhos e mangás, da low brow art e da cultura japonesa em geral, mas também presta atenção em Matisse, Picasso e Portinari. Na verdade, o artista aproveita muito bem as diferenças de linguagem, escala e tratamento que imprime às suas obras, na intenção de envolver a audiência e provocar fortes emoções.

Depois de três meses no Japão, Titi voltou ao Brasil para a exposição AmorInsistente , na galeria Acervo da Choque, em 2009. Depois disso, ganhou reconhecimento em todo o país por participar da exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, que levou cerca de 130 mil pessoas ao MASP. Também presente em diversas exposições internacionais, sua projeção o levou a participar de mostras no Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e outros países.

UnNatural por Yumi @ Acervo da Choque - Rua Medeiros de Albuquerque, 250 - Vila Madalena - São Paulo/SP
Tel. (11) 3061-4051 www.choquecultural.com.br

SEMPRE por Titi Freak @ Choque Cultural - Rua João Moura, 997 - Pinheiros - São Paulo/SP
Tel. (11) 3061-4051 www.choquecultural.com.br


Até 14 de agosto




Exposição Arsenal - A exposição conta com trabalhos dos 55 artistas, de vários países, que compõe tanto a Baró Galeria   como a   Galeria Emma Thomas, convidada por Maria Baró, e agora parceira no projeto. As obras utilizam suportes dos mais diversos: pintura, escultura, fotografia, instalação, vídeo, design, desenhos, novas midias, etc. O novo espaço de cultura, que se apresenta como uma opção de integração entre artes, artistas, designers, colecionadores, críticos e público, conta também com a participação do Coletivo Amor de Madre.
A BARÓ Galeria abre as portas de seu novo espaço com a exposição coletiva ARSENAL e uma proposta diferenciada para integração de vertentes culturais distintas. Maria Baró, galerista e marchande com transito internacional e larga experiência no segmento de artes plásticas, põe em prática um antigo projeto: um local que permita a integração de diversas expressões artísticas. No Hangar, a proposta base é a de repensar o papel da galeria, do espaço expositivo, como o conhecemos. Um espaço livre e aglutinador onde se possa discutir e promover intercâmbios entre artistas, curadores, críticos, repensandotécnicas, formatos, integrando arte, gerações e costumes singulares, característicos de países e culturas distintos.
O primeiro movimento nesse sentido foi convidar a Galeria Emma Thomas para compor com o projeto. As galerias têm seus artistas próprios, mas tudo o mais é compartilhado: do espaço à equipe de trabalho. Essa parceria é um passo na criação de um novo Pólo de Cultura em São Paulo , mais que um local de exposições: agendas intensas e variadas com programação de palestras, workshops e eventos conjuntos com outras instituições da área.
Na mostra de abertura, a coletiva ARSENAL , trabalhos em exposição de todos os 55 artistas das duas galerias – BARÓ e EMMA THOMAS – exibem um recorte do que se pretende para o espaço. São pinturas, esculturas, fotografias, instalações, vídeos, peças de design, desenhos, trabalhos em papel, e outros suportes.
Os artistas
BARÓ Galeria - Ana Teixeira, Carlos Fajardo, Chico Togni, Claudia Jaguaribe, Courtney Smith, Darío Escobar, Emanuel Tovar, Enrique Radigales, Erica Bohm, Fabiano Gonper, Felipe Barbosa, Fernando Renes, Flaminio Jallageas, Gisele Beiguelman, Henrique Oliveira, Ivan Navarro, Jac Leirner, Jorge Menna Barreto, José Rezende, Marcos López, Mariannita Luzzati, Mónica Espinosa, Mônica Piloni, Nicola Costantino, Pablo Siquier, Patrick Hamilton, Raquel Kogan, Roberto Bethônico, Roberto Jacoby, Rodrigo Facundo, Rosana Ricalde, Tâmara Andrade, Toby Christian, Tomas Espina, Wilfredo Prieto, Yoshua Okón;
GALERIA   EMMA THOMAS -   Arnaldo Baptista, Carolina Paz, Érica Ferrari, Fernando Cardoso, Fogo Design, James Kudo, Laerte Ramos, Lucas Simões, Luisa Ritter, Marcio Banfi, Marcio Simnch, Marta Neves, Paulo Beto, Peter de Brito, Rafael Alonso, Roberto Bellini, Rodrigo Borges, Susana Bastos, Vitor Iwasso.

BARÓ Galeria  –  Rua Barra Funda, 216 – Santa Cecília – Tel.:(11) 3666.6489 - Horário 3 a   a 6ª feira, das 11:00hs às 19:00hs. Sábado, das 11:00hs às 18:00hs. www.barogaleria.com


Até 22 de agosto


Exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia - Peças do museu colombiano - Museo del Oro em São Paulo - pela primeira vez no Brasil, representam uma das mais importantes coleções de ourivesaria do mundo. Recipientes em ouro para rituais especiais, pingentes cuidadosamente esculpidos, tecidos primorosos e adornos estonteantes. Esta preciosidade originária do Museo Del Oro, na Colômbia, estará pela primeira vez no Brasil. Ao todo, haverá na mostra 250 artefatos em ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica da coleção que é considerada a mais importante de ourivesaria pré-hispânica do mundo. As seis salas de exposição levarão o turista a uma deliciosa viagem pela cultura dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia.

A exposição da Pinacoteca abrange onze temas distintos, entre eles, a Gente Dourada (termo atribuído aos chefes indígenas que cobertos de ouro em pó lançavam oferendas em uma lagoa às divindades), os Animais Fantásticos (largamente explorados nas produções dos ourives pré-hispânicos), Abstração e Natureza (que se inspira na variada fauna colombiana) e Universo das Formas (um universo visual de imensa riqueza a partir de elementos como a linha reta, o círculo, o quadrado, o triângulo, o espiral, e suas combinações, deformações, reinterpretações e suas projeções no espaço).

Entre os destaques da mostra está um recipiente em ouro utilizado para guardar cal e também em rituais nos quais a cal era misturada à folha de coca para mascar. Esta foi uma das primeiras peças do museu colombiano. É proveniente do Médio Rio Cauca. Cultura Quimbaya 500 a.C. – 700 d.C. (24,5 cm X 7,2 cm). Além dos objetos serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria. Se depois de contemplar esta pequena prova do acervo colombiano bater aquele gostinho de quero mais não fique com água na boca. O museu de Bogotá tem cerca de 52 mil objetos pré-colombianos, pelo menos 33,8 mil de ourivesaria, 13 mil de cerâmica e 5,2 mil de madeira, pedra ou tecido que datam de até quase 2,5 mil anos. O Museo del Oro fica no centro histórico de Bogotá, ótima oportunidade para conhecer boa parte dos edifícios governamentais e o melhor das atrações culturais da cidade: arquitetura colonial, monumentos históricos, bibliotecas e outros museus.

Pinacoteca– Praça da Luz, 02. São Paulo (SP). Tel. 11 3324-1000 - Aberta de terça a domingo, das 10h às 18h - R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia). Grátis aos sábados.

(Museo Del Oro Del Banco de La República - Parque de Santander, centro histórico de Bogotá, Colômbia. Mais detalhes e tarifas no site: http://www.banrep.gov.co/museo/esp/home.htm)

Até 28 de agosto


A exposição Contemporane idade traz obras de artistas selecionados mostrando a temática do contemporâneo. Tem como finalidade reunir obras abstratas e figurativas não convencionais de artistas brasileiros e um argentino em atividades, sobretudo no Estado de São Paulo.
Os trabalhos da mostra são realizados com técnicas diversas como acrílica, óleo, resina sintética e grafite, mostrando dessa forma que o artista sempre tem a liberdade de expressão, quer para desconstruir a realidade dando-lhe uma nova visão quer para adentrar a abstração que dispensa o objeto, mostrando o inverso do visível, uma nova dimensão de expressão.
A exposição de artistas plásticos, "Contemporane idade" tem a curadoria de Carmen E. Pousada. Estão expostas peças feitas pelos artistas Alder Sallas, Daniel Lopes, Fábio Costa, Jacqueline Faust, Mario Marlez, Nelson Mendes e Sueli Martini.

Café Paon - Av. Pavão, 950 - Moema - São paulo/SP - www.cafepaon.com.br

Até 29 de agosto
Fortaleza - CE
De Picasso a Garry Hill - Nomes de projeção internacional, além de Pablo Picasso e Garry Hill, como Henri Matisse, Paul Klee, Salvador Dali, Alexander Calder, Jean Arp, Richard Serra, Christian Boltanski, Bruce Nauman, estão presentes na mostra que reúne mais de 50 obras.
De Picasso a Garry Hill é uma rara oportunidade para o público brasileiro, particularmente do nordeste, conhecer trabalhos de artistas referenciais do século XX. Entre as mais de 50 obras, 44 são provenientes do Instituto Valenciano de Arte Moderna, na Espanha, e o restante pertence aos acervos do Museu MADI – Sobral, Pinacoteca do Estado do Ceará e do próprio Museu de Arte Contemporânea Centro Dragão Do Mar de Arte e Cultura.
Com curadoria de José Guedes e Roberto Galvão, a mostra reflete sobre os modernismos e suas variantes, retirando do foco as produções de influência Dada e os artistas do movimento Pop. “Creditamos a eles a posição de precursores das manifestações envoltas na denominação genérica e não definitiva de ‘arte contemporânea', embora tenhamos consciência que estas manifestações surgem no próprio bojo da modernidade”, explicam.
Segundo os curadores, a exposição abarca desde o marcante movimento que inicia a relativização do olhar e da percepção que foi o cubismo picassiano, surgido no início do século XX, até a absorção pelo mundo das artes das linguagens eletrônicas tão bem representadas pela obra de Garry Hill. “Estabelecidos os pólos, o resto foi determinar os meridianos dessa cartografia imaginária que era construir um “mapa” da arte ocidental moderna”, completam.
A partir daí a curadoria recorreu à formação de grupos de tendências sem, contudo, seguir as categorias tradicionais da história da arte. Para completar a mostra ainda foram incluídos quatro artistas latino-americanos: o uruguaio Arden Quin, artista criador do movimento MADI: os brasileiros Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Letícia Parente, esta última precursora da videoarte no Brasil.

A mostra está dividida em sete grupos sem limites de fronteira e preocupação cronológica, desta forma definidos pela curadoria:
“Pablo Picasso, Henri Matisse, Torres-Garcia, Antonio Saura, Paul Klee, Julio Gonzales, Cristina Iglesias e Aldemir Martins foram reunidos pelo expressivo figurativismo das suas obras; Marc Chagall, Salvador Dali e Joan Miró , embora também figurativos, suas obras enveredam pelos universos de influência fantástica; Jean Arp , Antonio Bandeira , Alexander Calder , José Sanleón e Juan Uslé estão unidos pelo lirismo de certo modo lúdico de suas composições; Arden Quin , Adolph Gottlieb , Alberto Bañuelos e Tony Smith estão num campo de convergência de idéias construtivas; Cristina Iglesias, Miguel Navarro, Richard Serra e Antoni Tápies têm as suas obras marcadas pela matéria com que são realizadas. Os artistas destes grupos, mesmo situando-se num horizonte que vai da figuração à abstração radical, contêm em suas produções sinais que permitem a compreensão das diversas faces adquiridas pelo modernismo no século XX, em sua plena maturidade. Mas o modernismo do século XX também trás em seu bojo o vírus do seu próprio fim. E isso é possível perceber nas produções de Magdalena Abakanowicz , Christian Boltanski e Allan McCollum , que têm a sua carga poética mais ligada ao conceito que a forma e rompendo a configuração das obras em si, expandem-se e incorporando a plenitude do espaço expositivo; e em Peter Fischli / David Weiss , Bruce Nauman , Letícia Parente , Antoni Muntadas , Robert Smithson e Garry Hill , pelo uso dos meios tecnológicos em suas linguagens expressivas volatizam e virtualizam as obras”.

Centro Dragão do Mar de Arte Cultura - Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema - Fortaleza - Ceará - Informações gerais (85) 3488.8600 - Em julho - Visitação das 14h às 21h (acesso até 20h30) - Em agosto - Visitação das 9h às 19h (acesso até 18h30).


Até 29 de agosto



Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas - A exposição incorpora um conjunto de 45 pinturas de Guignard e paisagens de seu contemporâneo, o mestre chinês Zhang Daqian, que viveu em São Paulo na década de 1950, além de objetos e móveis. Fazem parte da mostra, ainda, gravuras japonesas do Ukyio-e, objetos setecentistas e documentação fotográfica de chinesices em Minas Gerais.
Desde o início da década de 1980 que historiadores do Rio de Janeiro vinham apontando referências de Guignard à tradição da pintura chinesa, das paisagens verticalizadas que correm sobre a superfície da tela e dispensam a perspectiva linear com ponto de fuga. As pesquisas de Paulo Herkenhoff no preparo da exposição do Instituto Tomie Ohtake levaram-no à conclusão de que a relação de Guignard com a arte chinesa é bem mais complexa, passando também por outras questões como a representação da nuvem, formas de mobiliário, traços ideogramáticos ou modos de disposição de objetos no céu, e outros. Herkenhoff também diagnosticou a influência do efeito de treliça da gravura japonesa do Ukiyo-e nas paisagens do Jardim Botânico do Rio de Janeiro ou do Parque Municipal de Belo Horizonte.
O curador estabeleceu um terceiro foco da relação de Guignard com o Oriente: as chinesices que proliferaram nas igrejas coloniais em Minas Gerais. Outro ponto de sua argumentação, relaciona a obra de Guignard à fundação do Serviço de Proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo Herkenhoff, uma paisagem de Guignard pode ser um complexo campo arqueológico da história. “A matéria pictórica não se sobrepõe como camadas de sedimentos, mas realiza seu oposto: o signo pictórico expõe índices – melhor seria chamá-los de vestígios. A transparência do óleo aposto e o traço indicial do pincel constituem vestígios daquilo que alguns denominariam memória e outros, história. O pincel do arqueólogo é um dos instrumentos de retirada de toda matéria sedimentar que paulatinamente se depositou e encobriu os objetos encontrados de um sítio arqueológico. O pincel de Guignard os torna visível. Sua operação arqueológica é constituir a presença da história”.
Para Herkenhoff, ainda, os vestígios históricos da paisagem de Guignard são a memória subjetiva, a história colonial contagiada pela modernidade (o trem de ferro e a fábrica) e a história da arte cruzada em construção transcultural para abrigar o Oriente. É necessário, portanto, segundo ele, pensar numa segunda dimensão de arqueologia na pintura do artista. “Já não lhe basta inscrever a história, mas cumpre estabelecer múltiplas ocorrências: a tradição européia renascentista e romântica, a arte chinesa e japonesa e a herança colonial brasileira”, conclui o curador.
Outra abordagem de Herkenhoff é a relação fenomenológica da formação das montanhas e das nuvens, os processos de flutuação e da gravidade visível, que teria um pé na arte européia e brasileira (Visconti e outros), além da oriental.

Instituto Tomie Ohtake - Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Até 5 de setembro
(SP)


De 28 de Setembro
até 14 de Novembro
(RJ)

Exposição Keith Hering - Selected Works - com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra que tanto influencia a arte urbana atual fica em cartaz na Caixa Cultural São Paulo. Depois, segue para o Rio de Janeiro de 28 de setembro a 14 de novembro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro. A exposição revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.
A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade.  “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que tem uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na a Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposição sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Aubert).
Há chance de a exposição chegar a outras cidades, principalmente em Salvador, onde existem dois raros painéis de Haring – um deles necessita de restauro, plano que consta do programa da exposição.
A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. “Estamos organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições”, adianta Sharon.

Keith Haring
Sua obra é forte, democrática e despretensiosa, carregada de mensagens de vitalidade e união, e teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características. Nascido no estado da Pensilvânia em 1958 numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova Iorque, onde foi grandemente influenciado pelo graffiti, inscrevendo-se na School of Visual Arts (SVA). Lá, Keith ficou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Depois de dois anos na SVA, Haring saiu da escola e começou a fazer seu nome como um dos mais celebrados e controversos artistas da década.
Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery, no Soho, em 1982. Em pouco tempo já participava de exposições e performances no vanguardista Club 57.
Em 1986, ele abriu a loja Pop Shop em Nova Iorque, onde comercializava roupas e objetos estampadas com suas famosas ilustrações. Outra loja é aberta em Tóquio em 1988, fechando em 1989. Em 2005, a Pop Shop de Nova Iorque fechou as portas, mas ainda existe online.
Parte do movimento das artes underground de Nova Iorque, Haring sempre teve forte preocupação social e a representava com obras repletas de mensagens sobre preconceitos, amor, paz, liberdade e, acima de tudo, a prevenção do HIV. Foi fortemente influenciado pelo graffiti, por sua forma independente e utilização do espaço público.
Sua arte naturalmente tornou-se pública em todas as esferas. Seus desenhos eram vistos nos metrôs de Nova Iorque, no Muro de Berlim, antes da queda, e em exposições ao redor do mundo, como a Documenta 7, em Kassel, a Bienal de São Paulo (em 1983, pintou murais pela cidade numa amostra da arte urbana e efêmera que circula fortemente pelos anos 2000) e a Bienal do Whitney Museum.
Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, foi dedicado à paz, instalado perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, na Itália, em 1989.
Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que, de fato, marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Elaborou desenhos contra o apartheid e, um ano depois de ter sido diagnosticado com HIV, em 1989, Keith criou a Keith Haring Foundation, com o objetivo de apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. Em seu último ano de vida, esforçou-se em usar seu nome para divulgar alertas sobre a prevenção do vírus e educar a população mundial.

Caixa Cultural São Paulo - Condomínio Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073, São Paulo – SP/ CEP 01311-300 - Telefone: (11) 3321-4400 - Horário: Terça-feira a sábado, das 9h às 21h/ domingo das 10h às 21h.

Caixa Cultural Rio de Janeiro: 28 de setembro a 14 de novembro
Av. Almirante Barroso, 25, sobreloja, Rio de Janeiro – RJ/ CEP: 20031-003 - Telefone: (11) 2544-4080
Horário: Terça-feira a sábado, das 10h às 22h/ domingo das 9h às 21h.

Até 15 de novembro

Rota da Porcelana nos Palácios do Governo de São Paulo - a exposição acontece no Palácio do Horto, Zona Norte de São Paulo. A mostra reúne uma seleção de peças raras da coleção de louçarias dos três Palácios do Governo paulista: Bandeirantes, Boa Vista e Horto. Dentre as peças exibidas estão pratos, serviços de chá, serviço de mesa, porcelanas decorativas, ânforas, aquários chineses, entre outras. Grande parte da louçaria histótrica e artística foi adquirida na década de 1970, por meio de compra de peças de antiquários e leilões, e compõe-se de louças chinesas das Companhias das Índias e peças européias dos serviços de jantar, chá e café. A mostra tem a curadoria de Drº Ana Cristina Carvalho, que é Curadora do Acervo dos Palácios do Governo do Estado de S. Paulo.

Segundo a Curadora, “as louças com brasões e monogramas foram adquiridas em 1977, por ocasião da decoração do salão de banquetes do Palácio dos Bandeirantes. Essa coleção de cerca de 200 peças compõe-se de dois núcleos: as peças de famílias ligadas à história de São Paulo e as de titulares do Império, encomendadas às fábricas de Limoges, Paris, Berlim, Londres, República Tcheca, Holanda, Áustria e Baviera”.

Ainda de acordo com a Curadora: “Os Palácios, ao longo do tempo, foram incorporando as chamadas louças oficiais para o uso de serviços diários e dos banquetes. Assim, estão expostas peças do serviço do Governador Júlio Prestes, usadas no Palácio dos Campos Elíseos, sede do Governo de 1911 a 1965. Do mesmo modo, evidenciam-se louças dos governadores Adhemar de Barros (com brasão e inscrição Pro S. Paulo fiant eximia ), Roberto de Abreu Sodré, fabricadas para uso diário e para recepções no Palácio dos Bandeirantes, e Mário Covas, brasonadas de dourado e usadas nos banquetes oficiais”.

É essa história do uso da louça no cotidiano dos palácios e das casas nos séculos XIX e XX que a exposição conta, apresentando as peças no contexto de uma casa-museu.

Palácio do Horto
- Rua do Horto, 931- Horto, São Paulo/SP - De 4ª a domingo das 9h às 15h - de hora em hora - 4ª a 6ª - às 9h, 11h e 14h. - Informações: Fone: 2193-8282 - www.acervo.sp.gov.br