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EXPOSIÇÕES REALIZADAS EM 2010 |
Até 01 de Fevereiro
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"Centrópole 457"
Ir à cidade significava ir ao Centro. O que antes era glamour hoje virou sombra, sombras que dormem nas calçadas e desprovidas de perfumes deixam no ar o aroma do abandono. As marcas do que antes era nobre são os resquícios de postes antigos, fachadas clássicas, calçadas desenhadas e um comércio remanescente.
"Centrópole 457" é uma amostra que faz homenagem aos 457 anos de São Paulo. Ela é o resultado de uma pesquisa feita na década de 90 com fotos em PB no Largo de Santa Cecília, quando ainda cursava arquitetura e urbanismo, sendo que em 2010, estas imagens foram transformadas em Arte Digital, uma das técnicas mais utilizadas atualmente.
As imagens foram usadas anteriormente para apontar às autoridades sobre a deterioração do centro de São Paulo após a construção do Elevado Costa e Silva. Falta de planejamento, investimento e sensibilidade, será que isso mudou? As obras em AD (Arte Digital) impressas no acrílico tem como meta revitalizar o velho e dar alma ao novo.
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| Veja o vídeo |
Shopping Cidade Jardim (Corredor do Cinemark, 3º piso)
Av. Magalhães de Castro 12.000 - Marginal Pinheiros - das 10hs às 22hs
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Até 31 de janeiro de 2011
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"Geometria Sagrada – Arte Fractal, Asas Sagradas" - A Arte Fractal, do artista Dan Carlo Ferrari, caracterizada por múltiplos fragmentos que formam imagens reconhecidas na geometria sagrada como fractais, ainda é pouco conhecida pela maioria das pessoas. A exposição deve atrair a todos que a visitarem especialmente pelos efeitos provocados pela luz negra sobre os quadros, que oferece outra visão para as telas. As imagens e representações parecem saltar aos olhos de quem as vê fazendo revelações entre os traços do artista em 3D.
Em suas obras, Dan expõe de forma expressiva, criativa e complexa a espiritualidade e o misticismo através dessa arte sagrada. Todo o trabalho do artista levou 1 ano e 3 meses para ser concluído. Serão expostas 25 telas produzidas a partir de tintas a base de água, tintas sintéticas, betume e outros.
Em conexões sagradas com mestres como Saint Germain, Jesus Cristo e com consciências estelares como Centaurianos, Arcturianos, Pleiadianos, entre outros, Dan carlo Ferrari canaliza as cores do astral superior e as materializa em suas telas portais, proporcionando ao observador a visão dos múltiplos universos de Deus através dos fractais.
Estúdio Led's Tattoo
Av. Ibirapuera 3478, Moema, São Paulo, SP - Horário: 20h00 as 24h00
(*) A exposição fica de 17/12 até 22/12/2010 em horário comercial, e reabre após festas de fim de ano de 05 a 31/01/2011. |
Até 30 de janeiro de 2011
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Exposição “Parallel Nippon – Arquitetura Contemporânea Japonesa 1996- 2006” - A exposição chega a São Paulo, encerrando a sua itinerância pelo Brasil, iniciada em abril de 2010, antes de seguir para os Estados Unidos. Com 124 obras, entre fotografias, maquetes e origamis, o público poderá conhecer as obras arquitetônicas mais significativas construídas no Japão ou realizadas no exterior por arquitetos japoneses, ao longo destes dez anos. Parceria entre a Fundação Japão e o Instituto Tomie Ohtake, contando com a cooperação do Instituto de Arquitetura do Japão e Consulado Geral do Japão em São Paulo , a mostra reúne um time dos melhores arquitetos, como Shigeru Ban , Tadao Ando , Jun Aoki , Yoshio Taniguchi , Toyo Ito , Tomoyuki Utsumi , e ainda os suíços Herzog & de Meuron.
A exposição traz ainda de volta para o Instituto Tomie Ohtake o escritório SANAA, de Ryue Nishizawa e Kazuyo Sejima – esta última vencedora do Pritzker 2010 e curadora da última edição da Bienal de Arquitetura de Veneza. Antes disso, em 2008, o Instituto Tomie Ohtake apresentou a produção dos arquitetos, reunindo cerca de 40 projetos, entre os quais, em enorme maquete, o hoje construído e festejado projeto para o Politécnico de Lausanne, na Suíça. O conjunto de trabalhos revela um período particular da sociedade japonesa, com mudanças econômicas e na política pública. Período em que foi adotado o modelo urbano do século 21, aproveitando o patrimônio construído, mas rumando para novas direções. A mostra divide-se em quatro ciclos distintos: Cidade - o centro e a periferia; Vida - do nascimento ao funeral; Cultura - o meio ambiente, a informação e as artes; e o da Moradia - adaptação ou afastamento?
“Compreender porque a obra arquitetônica é construída e usada está relacionado a como a cidade ou a região desenha sua sociedade e com que visão.”, afirma o Prof. titular de História da Arquitetura da Universidade de Keio e um dos coordenadores da mostra, Riichi Miyake. No país, “Parallel Nippon – Arquitetura Contemporânea Japonesa 1996- 2006” passou por Manaus, Belém, Brasília, Jo ão Pessoa, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Foi originalmente apresentada no Japão, em 2006, passando pelo Irã, Luxemburgo, França, Alemanha, Itália, Sudão, Argélia, México, Guatemala, Canadá e Colômbia.
Instituto Tomie Ohtake
De terça a domingo, das 11h às 20h
Av. Faria Lima 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros - São Paulo - SP - Tel. (11) 2245-1900 |
Até 30 de janeiro de 2011
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"Exposição “Movimentos da Forma” - A Galeria de Arte do Canvas Bar & Restaurante, no Hotel Hilton São Paulo Morumbi, recebe as 28 obras de retalhos de policarbonato reutilizado do artista Marcelus Eduardo, seguindo a tendência da sustentabilidade. O artista leva para o ambiente a exposição “Movimentos da Forma”, com cores quentes e primárias, que integram-se à arquitetura contemporânea do espaço. Marcelus explora o metal em suas esculturas de parede, abusando das curvas e retas num contraponto à solidez. O artista, que já realizou exposições individuais e coletivas tanto no Brasil, quanto no exterior, em países como a Itália – onde participou do Grande Premio de Esculturas em Ravenna - e a Inglaterra, teve como mestre a artista plástica Norma Grimberbg.
Canvas Bar & Restaurante – Galeria suspensa - Curadoria: Sandra Setti
Av. das Nações Unidas, 12.901, Torre Leste – Brooklin Novo - Telefone: (11) 2845-0055 |
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“Espaçonaves: a cidade não mora mais aqui”, A exposição de Gaio Matos, 39 anos, mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, problematiza a construção do espaço e seus desdobramentos, levando em questão as relações de intensidade entre o homem, a cidade contemporânea e o espaço público. “Penso que os trabalhos da mostra aludem a este espaço movente e fora da lei territorial fixa que rege a arquitetura de projeto, ao mesmo tempo em que por cadeia apontam de forma sutil para uma política habitacional desigual, deficitária e exclusória”, afirma o artista. Como situar os que habitam ou cruzam fronteiras, refugiados de guerra, população de rua, trabalhos migrantes e “nômades”? Como reterritorializar uma população em trânsito que perdeu suas amarras a lugares definidos? De que forma os sentidos espaciais se estabelecem, e quem tem o poder de tornar lugares os espaços?
“Estas questões se evidenciam quando vivemos uma condição generalizada de “sem teto”, em um mundo sem fronteiras onde as identidades estão se tornando, cada vez mais, senão totalmente desterritorializadas, ao menos territorializadas de forma diferente. Neste jogo, ficam borrados limites familiares entre o “aqui” e o “lá”, o centro e a periferia, a colônia e a metrópole”, visualiza Gaio Matos.
É desta perspectiva que se torna possível uma interpretação alternativa do lugar e da sua arquitetura; o que dá ao lugar sua especificidade é o fato de que ele se constrói a partir de uma constelação de relações sociais que se encontram e se entrelaçam em um ponto particular que novamente se abre.
Assim, em vez de pensar em um lugar com fronteiras ao redor, “posso imaginá-los como momentos arquitetônicos estruturados e articulados em redes de relações e entendimentos sociais. Isso, por sua vez, permite um conceito de lugar extrovertido e progressista que inclui a consciência de suas ligações com um mundo mais amplo. Em primeiro lugar, eles não estão estáticos. Se os lugares podem ser conceituados em termos das interações sociais que agrupam, essas interações em si mesmas não são inertes: elas são processos”, destaca Gaio Matos.
O artista visual baiano prossegue com seu raciocínio: “talvez se deva dizer isso dos lugares, que eles também são processos. Em segundo lugar, um lugar não tem de ter fronteiras no sentido de divisões demarcatórias ou possuir uma arquitetura permanente e visível. É evidente que as fronteiras são necessárias para certos tipos de estudo, mas não são necessárias para a conceitualização de um lugar em si. Finalmente, os lugares não têm de ter “identidades” únicas ou singulares: eles estão carregados de conflitos. Sobre o que foi passado, como é o seu presente e o que poderá ser seu futuro”.
Texto do artista Gaio Matos
A turbulência dos espaços liberados pela multiplicidade de diferenças presentes na vida pública da cidade levou-me a presentificar algumas questões. De que forma os sentidos espaciais se estabelecem, e quem tem o poder de tornar lugares os espaços? Quem dramatiza e faz do espaço público um espaço-fluxo em permanente estado de conflito onde o contato, controle e a disputa social tem lugar?
Estas questões se evidenciam quando a produção da escala pública numa metrópole como Salvador escapa a qualquer tentativa de planejamento e apreensão tanto qualitativa como quantitativa. Assim, a praça e sua vizinhança podem ser vistos também como o espaço do consumo coletivo, das antagonias espaciais, da exclusão e da instabilidade por excelência. Neste pulsar onde a velocidade, o volume, o choque e a justaposição de perspectivas, ficam borrados limites convencionais entre o que é vivo e o que é estático.
Isso nos faz pensar em um sentido de lugar progressista, não fechado e defensivo, mas voltado para fora e que combine com a recusa do produto e dos processos do “ficar parado”, que contraria e ofusca um conceito espacial estável e historicista modelado e demarcado por geógrafos e arquitetos em torno de divisões estáticas como sendo o território institucionalizado por um poder hegemônico.
É desta perspectiva que se torna possível uma interpretação alternativa do lugar e da sua arquitetura ; o que dá ao lugar a sua especificidade é o fato de que ele se constrói a partir de uma constelação de intensidades que se encontram e se justapõem em redes de relações e (des)entendimentos sociais. Isso, por sua vez, permite um conceito de lugar extrovertido e progressista que inclui a consciência de suas ligações com um mundo mais amplo. Se os lugares podem ser traduzidos a partir do encontro de intensificações que se agrupam no seu entorno, essas intensidades em si não são inertes: elas são processos. Talvez se deva dizer também isso dos lugares, que eles também são processos.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza - Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – Tel. (85) 3464.3108) |
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"PERCURSO" - Exposição coletiva sob curadoria de Paulo Azeredo, expõe trabalhos de Carlos Dadoorian, Dedéia Meirelles, Laurent Martin, Lucrécia Couso, Marco Mariutti, Suca Mazzamati, Sumitra Dhyan, artistas que trabalham a contemporaneidade através de materiais, cores e do caráter lúdico de suas criações.
A exposição pretende traçar um panorama sobre trajetória desses diferentes artistas, de segmentos e especialidades distintas, mas que guardam em comum a opção pelos processos manuais. As obras que compõe a exposição contemplam as mais variadas técnicas, entre elas fotografia, instalação, escultura, cerâmica, colagem, crayon sobre tela e tinta sobre tecido, que expressam os elementos e temáticas que fazem parte do universo criativo de cada artista, transmitindo ao observador a relação sincera e alegre com a arte.
A Galeria
A Galeria Ímpar é a concretização de um projeto de longa data da artista plástica Dedéia Meirelles, que após 19 anos de dedicação a sua produção autoral, cria um espaço para artistas nacionais e internacionais que fazem arte contemporânea, não conceitual, exibirem suas criações. Com o intuito de ser um difusor cultural, a galeria, além de exposições, contará com uma programação de oficinas e workshops abertos ao público que busca conhecimento nos campos visuais da arte, com profissionais de diversos segmentos.
Localizada em uma casa na Vila Madalena, a galeria propõe o diálogo das artes plásticas com a arquitetura e o design, contando com o apoio de Guto Requena no seu projeto arquitetônico e com o mobiliário da MiCasa, referência em o que há de mais moderno em interiores em São Paulo. Espaço democrático e sem preconceito, visando a interdisciplinaridade das áreas, a galeria é um lugar em que a arte de qualidade pode se expressar de forma livre e sem rótulos, com a única intenção de satisfazer o espírito.
OS ARTISTAS
Carlos Dadoorian atua como fotógrafo desde 2004. Realizou sua primeira individual, “Fluxos”, em 2006, no Espaço Drosophyla. Em 2007 participa da 26º Arte Pará. Participou do projeto coletivo “Quase Todos os Dias São Paulo”, dirigido e idealizado por Alberto Bitar, vencedor do prêmio do Júri do 3º Festival de Cinema & Cidade em 2008. Em 2010 teve a instalação (objetos e vídeo-fotos) “sf/sm” selecionado para o Prêmio de Fotografia Diário do Pará.
Dedéia Meirelles é formada em Publicidade pela FAAP e artista autodidata. Especialista em reciclagem de móveis encontrou sua vocação em 2005, quando começou a pintar e a trabalhar com colagens em painéis, tecidos e telas. Em 2009 expõe em New York, USA , e em 2010, MCA Cannes Azur, na França e participa da mostra “Ritmos y Colores del Brasil”, no Centro Cultural Casa do Brasil em Madri.
Laurent Martin trabalhou como design e diretor de criação no mundo publicitário. Em 2004 decidiu dedicar-se integralmente a arte e viu no bambu uma alternativa sustentável para a arquitetura e decoração. Participou do congresso “Bamboo World Congress”, em New Delhi.
Lucrécia Couso é formada em Artes Plásticas pela FAAP. Já participou de exposições na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Estação Júlio Prestes, Paço das Artes, Mac Curitiba, sendo premiada no XXIV Anual de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado com o Prêmio Casa do Artista para a Gravura e Prêmio Aquisição e Bolsa Integral no Museu de Arte Brasileira.
Marcos Mariutti é formado em Engenharia pela USP; estudou Desenho Pintura e Composição com Hedva Megged e Aquarela com Guyer Salles. Participou de exposições na Mônica Filgueiras Galeria de Arte, Adriana Penteado Galeria de Arte e Antonia Jannone Disegni di Architettura e recebeu o Prêmio Acrilex Salão Bunkyo de Arte Contemporânea, em 1991.
Suca Mazzamati é formada em Artes Plásticas pela FAAP e é pós-graduada em Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas pela UNB. Começou atuando com pinturas e gravuras até chegar a pesquisa com cerâmica em alta temperatura com o ceramista Jean Jacques Vidal. Também exerce a atividade de arteducadora em diversas instituições, como Instituto Tomie Ohtake, Instituto Sidarta e Fundação Bienal
Sumitra Dhyan é formada em Comunicação Visual pelo Mackenzie; escultora de formação. Seu mestre foi Israel Kislansky. Autodidata em fotografia, participa do line up de artistas do Coletivo Amor de Madre. Fez exposições na África e seus trabalhos fazem parte de acervos particulares de diversas coleções na Europa e América. Da arte Sumitra só quer a beleza que pode servir a todos de forma criativa e generosa.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria ÍMPAR - Rua Mourato Coelho, 1017 – Vila Madalena, SP – Tel.:(11)2645.4480. |
Dezembro 2010
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"Mar Branco" - com a curadoria do conceituado artista Antonio Peticov apresenta a exposição Mar Branco, do artista plástico Paulo Queiroz. Sob a temática de um vasto mar a se navegar com ideias e fazeres, a mostra reúne seis desenhos feitos com pincel atômico além de pinturas em óleo sem tela. É a primeira vez que as obras são mostradas ao público.
Nascido em Fortaleza, Paulo tem renome internacional e desperta a atenção dos apreciadores e da crítica especializada devido ao seu conceito peculiar: suas obras reproduzem o dia a dia do ateliê com um retorno a arte em sua forma mais clássica, o desenhar. “Ao mar que se apresenta, a contemplação, a vontade, o dia a dia,” define ele. O trabalho do artista já rodou o mundo exposto em países como Estados Unidos, Espanha e Argentina. No Brasil, merece destaque a participação no SP Arte, evento que acontece no pavilhão da Bienal de São Paulo.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras
Rua Dr. Melo Alves, 294, Jardins – São Paulo – SP. - Tel. (11) 3062-8813 / www.chakras.com.br |
Dezembro 2010
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“Borboletas em 3D”
A mostra dá as boas-vindas para a estação mais colorida do ano, a Primavera, e ficará exposta durante toda a estação na Galeria. Para a criação da mostra, o artista plástico une brilhantemente a madeira, a tela e as cores das mais belas borboletas. São 42 obras, com pinturas exclusivas, assinadas e numeradas, que dão a impressão de estarem flutuando pela galeria.
Todas as obras foram pintadas em finas telas e colocadas sobre uma base de madeira, no formato de borboleta, conseguindo, assim, obter uma imagem na terceira dimensão. “ Sou um artista que sempre busca o novo. Utilizo com muita freqüência técnica mista, onde tenho a liberdade de usar vários materiais, desde tintas a objetos, recortes e colagem”, diz Camasmie.
A mostra é inspirada na beleza das formas e das cores das borboletas, que na exposição, ganham diversos tamanhos, chegam a medir 1,50m, e ganham pinturas em diversas espécies. “Em 1968, já pintava borboletas e me inspirava em suas cores variadas e nos harmoniosos bailados, com esta mostra, em 3D, consigo dar movimento às suas formas”, revela o artista.
>>> Clique e veja mais Borboletas
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço Roberto Camasmie
Rua Bela Cintra, 1.992 - SP/SP |
Dezembro 2010
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"AENIGMA" – No ano em que José Rufino é o grande vencedor do 6º Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura 2010, na categoria “Melhor Exposição” ( Faustus) , a sua mostra AENIGMA inaugura a presença do artista paraibano no elenco da Galeria Millan. O conjunto de trabalhos inéditos traz mais uma de suas experiências no campo situado entre a literatura e a pintura-escultura. Porém, segundo ele, a mais profunda e a mais enraizada no mistério de seu processo de trabalho. A nova série decorre do primeiro romance, Desviver , recentemente desenvolvido por Rufino com o suporte da Bolsa FUNARTE de Criação Literária.
“Todas estas obras escaparam do processo de escrita porque realmente eu permiti que fossem se desgarrando das entranhas da narrativa, tomaram corpo a partir das palavras, como se aflorassem de uma camada subjacente ao texto, rasgando o papel com os fios afiados de seus alfanges, deixando escorrer o sangue negro das letras”, explica o artista. Segundo Rufino, ainda, o texto ficou cheio de feridas invisíveis e as obras carregadas de pedaços de textos ocultos.
AENIGMA reúne obras inéditas: objetos, esculturas, seis mesas-vitrines e duas grandes pinturas. As seis pequenas narrativas, criadas no interior de mesas-vitrines com o uso de miniaturas de mesas, tripés, cadeiras, lixeiras, caixas e ferramentas, resultam em cenas enigmáticas e anacrônicas. Tais cenas, protegidas por vidros, podem ser vistas a partir de quatro lados ou de cima. “Para mim são seis pequenos contos rebelados de uma narrativa maior, de uma história sem começo ou fim. São também pequenos palcos onde dramas miniaturizados acabaram de acontecer ou esperam o momento de acontecer”, afirma Rufino. Cada uma dessas cenas foi detalhadamente projetada na escala de 1:7,5 e cada objeto delicadamente cortado, colado, lixado, tingido e montado. “Num certo momento, não fossem as ferramentas reais da minha marcenaria, eu teria acreditado que era um gigante”, comenta.
Segundo o artista, as obras de AENIGMA , assim como o texto de Desviver , estão completamente contaminadas por um gosto precoce pelos maquinários e oficinas do período de sua infância no Engenho Vaca-Brava, interior da Paraíba. “AENIGMA tem um pouco do escritório do meu avô, da serralharia, da marcenaria, da carpintaria, das tarefas no trato com os animais, dos trabalhos com a cana, das roças de capim e das invenções dos meninos, sempre imitando trabalhos de homens”.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Millan
Rua Fradique Coutinho 1360 – São Paulo - Tel 11.3031-6007
www.galeriamillan.com.br
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Dezembro 2010


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“O Lobisomem e a Donzela” - A Bel Galeria de Arte apresenta a exposição “O Lobisomem e a Donzela” do artista plástico paulista Martins de Porangaba, que trabalha temas selecionados a partir das possibilidades de composição, e do ineditismo das imagens geradas. As 35 pinturas, em acrílica sobre tela, que fazem parte da exposição são marcadas pelas cores fortes e a presença do ser humano, em meio a casas, árvores e pássaros, com forte referência a estética cubista de Picasso, que o acompanha desde os anos 70, quando optou por deixar a pintura fauvista para trazer à tela relações “perturbadoras” e investigações sobre formas.
O tema da futura série “O Lobisomem e a Donzela” surgiu em 1998, quando Porangaba ilustrou o livro “Os Causos que o Povo Conta”, escrito por Regina Miranda. A figura feminina é elemento necessário em toda a obra do artista desde seus primeiros trabalhos, assim a donzela apareceu ao lado do personagem folclórico também nos desenhos do conto “Um Velho Lobisomem” e, mais tarde, desdobrou-se em uma pintura que serviria de ponto de partida para a nova criação.
Algum tempo depois, em visita a Dinamarca, o artista é intensamente atingido pelas lembranças de sua antiga obra quando nota “o forte erotismo presente naquele país fez a imagem da donzela, de contornos suaves, e o lobisomem, de traços viris, voltarem à minha cabeça” declara. A profundidade de investigação e esgotamento que Porangaba direciona ao seu trabalho não cabe dentro dos limites de uma moldura, o que o levou, mais uma vez, a desenvolver uma nova série “O Lobisomem e a Donzela” entre os anos de 2005 e 2010.
Segundo o crítico Enock Sacramento, inconscientemente Porangaba retrata também a luta universal do bem contra o mal ao colocar frente a frente duas figuras opostas, como o belo e o feio.
Essencialmente um pintor, Porangaba afirma não querer colocar narrativas anedóticas em seus trabalhos, já que a grande questão da pintura é resolver o espaço da tela em branco. Por isso acredita que qualquer interpretação feita pelo observador está sempre certa. “A única coisa que quero é que meu trabalho sensibilize as pessoas e que elas possam sentir toda a carga de emoção que coloquei na minha pintura”, afirma.
O Artista
Nascido em Porangaba, interior de São Paulo, em 20 de abril de 1944, ingressou no mundo das artes em 1962, quando fez sua primeira pintura. No ano de 1967 entrou no curso da Associação Paulista de Belas Artes, até que nos anos 80 torna-se um artista reconhecido ao expor a série “Macunaíma”, inspirada no “herói sem nenhum caráter” de Mário de Andrade. Desde então já participou de mais de 40 exposições individuais no Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Dinamarca, China e França, sendo premiado como artista revelação do ano de 1982 pela APCA.
Tem trabalhos em numerosas instituições tais como; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Centro Cívico de Santo André, Pinacoteca Sambra, Pinacoteca da Prefeitura de Piracicaba, Pinacoteca do Brasilian American Cultural Institute, em Washington, Spor 1 Gallery Remisen Brande, na Dinamarca, Fórum Distrital de Porangaba e em numerosas coleções particulares no Brasil, Alemanha, China, França, Inglaterra, Panamá, Portugal, Suíça, EUA, Venezuela, Dinamarca etc.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Bel Galeria de Arte
Rua Paraguaçú, 334 – Perdizes – SP/SP
www.belgaleriadearte.com.br
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Dezembro 2010
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"Trombetas Tsunami" - Fernando Vilela apresenta nesta exposição individual TROMBETAS TSUNAMI três novos trabalhos. Ao entrar na exposição uma série de fotografias mescladas com xilogravuras descortina um novo olhar para a cidade. “ Captando fotograficamente a presença vertiginosa de enormes massas urbanas (viadutos, pontes, empenas), Fernando imprime essas imagens em grande formato sobre papel japonês e grava superfícies negras sobre elas, criando regiões de sobreposição em que a relação entre opacidade e transparência se mostra, paradoxalmente, muito delicada”, afirma Guilherme Wisnik que assina o texto do folder da mostra. Na instalação gráfico-escultórica TROMBETAS, primeiro piso, “grandes xilogravuras saltam surpreendentemente das paredes em vigas de madeira pintadas de preto que invadem o ambiente, nublando a distinção entre plano e espaço”, comenta Wisnik. No piso térreo a instalação gráfico-sonora TSUNAMI constitui-se de uma enorme xilogravura que ocupa as quatro paredes da sala. Sensores ativam sons no espaço em resposta aos movimentos do espectador. Na abertura da exposição os músicos Ivan Vilela e Mauricio Pereira farão uma performance eletroacústica inaugurando a primeira grande onda da obra TSUNAMI.
Em Boa noite, Cinderela, segunda exposição individual de Flávia Bertinato na Galeria Virgíio, a cena noturna ou o clima de conquista amorosa abalam o título e favorecem as interpretações sobre roubo, abuso e violência. Mas as fotos são premeditadas como um crime. Durante dois anos, “ vítimas” foram “desapropriadas” de vaidade, talento para a retórica, cinismo e o gosto pela vida. Cônscias, elas reservaram em média trinta minutos para o disparo da câmera.
Nestas fotografias em grande escala, diferentemente do estilo retratismo ou das pinturas palacianas, quem observa não se sente atraído pela troca recíproca de olhares porque isso não existe. O olhar diante dos “mortos- vivos” volta-se para si mesmo. A repetição é critério de produção que favorece o exercício comparativo entre as amostragens. E da observação do resultado, neste processo investigativo, vale a hipótese do retrato enquanto subterfúgio para falar de uma espécie de identidade ausente.
Em geral, a artista trabalhou na casa de cada participante por que desejou as informações dos objetos pessoais para a construção de uma moldura psicológica. Ao total foram cerca de 80 pessoas fotografadas durante dois anos de trabalho.Para esta exposição, foram selecionadas 22 imagens.Elas foram capturadas com o filme 35 mm em razão de sua especificidade colorística e saturação e, posteriormente, digitalizdas e impressas em grande escala. Flávia Bertinato (1980) é mineira e, em São Paulo reside e inicia sua trajetória artística nos principais endereços de arte contemporânea, entre eles, Centro Cultural São Paulo e Centro Universitário Maria Antônia, além das participações em feiras de arte como o SPArte e a mostra Paralela. A artista participa da exposição em vigência do edital Arte Pará na Fundação Rômulo Maiorana, Belém, onde apresenta um roteiro ilustrado de um curta metragem de sua autoria.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Virgílio
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 426- Pinheiros – São Paulo – SP - 05415-020 - Tel. (11) 3061-2999 – 2373-2999
www.galeriavirgilio.com.br |
Dezembro 2010
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“Sons e Cores por Sueli Dabus” - Depois do sucesso em 2010 com três exposições individuais em Buenos Aires, a artista plástica Sueli Dabus retorna ao Brasil para reafirmar o seu talento nato. De 20 de novembro a 5 de dezembro, parte do universo de “Sons e Cores” estará em uma exposição individual na Galeria de Arte Marcelo Neves & Barion, localizada no Shopping Villa-Lobos,em São Paulo.
“Em suas obras, como A Banda e Alquimia , Sueli Dabus tem como maior mérito o potencial de compor mistérios. Ela cria atmosferas em que produz sensações de movimento rumo a sucessivas interrogações que fascinam o público, gerando uma forma de pensamento que leva a uma valorização da vida plena de fantasia e vigor”, afirma Oscar D'Ambrosio, curador e membro da Associação Internacional de Críticos de Arte. Com riqueza, Sueli Dabus utiliza vários meios técnicos para exprimir sua inquietação de pesquisadora. A versatilidade, o jogo de cores e o relevo também marcam a expressão de suas composições, que continuam surpreendendo a cada exposição.
A artista
Formada em Artes Plásticas pela Unesp de Bauru, aperfeiçoou sua arte com conceituados artistas plásticos e em escolas de arte em Nova Iorque, Londres, Madri e Portugal. Realizou inúmeras mostras nacionais e internacionais, individuais e coletivas. Catalogada em importantes publicações de arte e anuários no Brasil e em vários outros países, é também citada como referência em livros e revistas de arte. Por seu reconhecido talento em uma trajetória artística de mais de 30 anos como pintora e escultora, Sueli Dabus ganhou projeção no cenário da arte nacional e internacional. Três vezes premiada em bienais na Itália, suas obras estão expostas em vários acervos oficiais e particulares, bem como em museus no Brasil e no exterior...
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria de Arte Marcelo Neves & Barion - Shopping Villa Lobos
Avenida das Nações Unidas, 4777, piso térreo, loja 148, São Paulo-SP - Tel (11) 3024–3782/3024-3934
www.mngaleria.com.br |
Dezembro 2010
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Individual Marjorie Salvagni - " Este trabalho foi inspirado nos traços éttnico-culturais de nossos antepassados, "Negros e "Indios" que em sua essência me transmitem força e grande espiritualidade ".
Marjorie Salvagni nasceu em 1.969, na cidade de Taquaritinga, em São Paulo. Estudou desenho e pintura de 1.990 a 1.995. Em 2.001, fundou o seu ateliê de artes onde ministrou cursos de pintura e desenho.
Em 2.007, transferiu-se para São Paulo, onde começou a pintar com a Professora Carmen Leonard. Intensificou sua presença no mercado participando de várias mostras, coletivas e individuais, expondo em seus quadros o tema "Raízes do Brasil", explorando visões da fauna, flora e grafismo indígena.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço de Arte e Eventos Oscar Freire
Rua Oscar Freire,146-A - Jardins - SP/SP |
Dezembro 2010
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“Encontro” , mostra coletiva sob a curadoria de Vagner Aniceto. A exposição apresentará cerca de 30 obras, entre pinturas e esculturas, de cinco artistas plásticas de projeção no mercado atual. São elas: as paulistanas Rosina D´Angina, com suas esculturas em resina que retratam aves da fauna brasileira, e Vera Pimenta, com suas pinturas de flores soltas e gestuais. Representando o Rio de Janeiro, também participarão as pintoras Castro Almeida, Matilde Toledo e Nequitz, com temas florais e musicais, que exaltam a alegria da estação.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Val Santinho Artes - Shopping Galeria Vitrine Augusta
Rua Haddock Lobo, 1.307, loja 25 – Jardim Paulista - Tel.(11) 3081-5898. |
2010
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Exposição “DeZquilíbrio” - Os artistas plásticos Roselmeri e Nelson dos Passos participam da exposição “DeZquilíbrio” na Galeria Area Artis, em São Paulo. Nesta exposição, Nelson dos Passos aborda a questão dos inúmeros desequilíbrios que se verificam nessa era de alta tecnologia e baixo conteúdo intelectual. O fenômeno da proliferação das celebridades vazias talvez seja o símbolo mais visível dessa era. O artista traduz essa situação na sua Galeria das Celebridades, conjunto de sete telas que são o ponto central de sua mostra, composta de 16 telas no total.
Nelson dos Passos nasceu em Salvador, Bahia, em 1948. Atualmente vive em São Paulo, depois de morar em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Nigéria e França. Através da pintura – em geral, óleo sobre tela – cria imagens figurativas ou abstratas, contemporâneas, ricas em detalhes. Participou da Mostra da Galeria, Casa Cor (2009 - São Paulo) e como Artista Convidado para o Chapel Art Show (2009 - São Paulo), entre muitas outras.
A artista Roselmeri apresenta cerca de 19 obras na exposição. Ela estudou artes plásticas na ABRA (Academia Brasileira de Artes), na Escola Pan-americana de Arte e freqüentou cursos complementares com o artista e professor Dalton e no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) com a professora Habubba, entre outros.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Area Artis
Rua Normandia, 92, em Moema. Tel: 5042-2109 – 5093-1929
www.areaartis.com.br |
2010
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O múltiplo "Glovetrotter" é exposta no viewing room (sala de exibição) da nova sede da galeria nos Jardins (São Paulo). A galeria exibe, paralelamente, a mostra coletiva "Primeira e Última" no atual espaço e na nova sede até 17 de dezembro. Cildo Meireles concebe gravuras (múltiplos) a partir de obras originais desenvolvidas em outros suportes. Ele selecionou a emblemática "Glove Trotter" (1991) para realizar um múltiplo em uma placa de aço inoxidável e impressão digital. A artista plástica Reila Gracie é a responsável pela produção da gravura que remete e desdobra "Glove Trotter" em uma nova obra bidimensional em outro suporte. O trabalho original lida com questões clássicas da escultura (volume, peso e gravidade) e as desdobram para noções de contexto geográfico e de universalidade. Meireles reuniu diferentes esferas, destacando as semelhanças e diferenças em cada um destes objetos, e as cobriu com uma malha metálica.
Meireles cria objetos e instalações que acoplam diretamente o visor em uma experiência sensorial completa. Influenciados pelas propostas da arte conceitual, instalações e performances, os trabalhos de Cildo Meireles dialogam não só com as questões poéticas e sociais brasileiras, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artístico. O primeiro contato de Meireles com o universo da gravura ocorreu no Instituto Central de Arte da UnB (Universidade de Brasília) em 1965. Depois de realizar sua primeira exposição individual (1967), no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Meirelles chegou ao Rio de Janeiro e participou da oficina de gravura em metal do MAM-RJ por dois meses sem priorizar o suporte. No entanto, posteriormente, aceitou o convite de Carlos Scliar para realizar uma edição impressa em serigrafia para a cooperativa coordenada pelo artista e impressor Dionísio Del Santo. Com a figura do impressor, Cildo encontrou uma nova forma de se relacionar com a gravura e passou a convidar profissionais especializados participar de sua produção neste formato. Meireles já expôs individualmente no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro), Estação Pinacoteca (São Paulo), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de São Paulo, Museum of Modern Art – MoMA (EUA), Paço Imperial (Rio de Janeiro), Tate Modern (Inglaterra) e The New Museum of Contemporary Art (EUA).
"Primeira e Última"
A Galeria Luisa Strina apresenta a exposição "Primeira e Última" em sua nova sede, localizada nos Jardins (São Paulo). A mostra coletiva organizada por Rodrigo Moura, curador da Paralela 2008 e do Instituto Inhotim (MG), reúne trabalhos inéditos e históricos de artistas brasileiros e estrangeiros. Ela acontecerá simultaneamente na atual sede, que depois se tornará acervo da galeria, e no novo espaço até 17 de dezembro. A exposição pretende discutir e explorar o significado de monumento e anti-monumento. A mostra "Primeira e Última" também é uma homenagem à nova fase da própria galeria, que é um marco na história da arte brasileira.
"Primeira e Última" reúne obras inéditas de Alexandre da Cunha, Bernardo Ortiz, Erika Verzutti, Gabriel Sierra, Marcius Galan, Matias Duville, Pedro Motta, Pedro Reyes e Tonico Lemos Auad. O curador também selecionou a documentação de trabalhos de Cildo Meireles ("Tiradentes: Totem-Monumento ao Preso Político", 1970) e Marta Minujin ("El Obelisco Acostado", 1978) – ambos estão na 29ª Bienal Internacional de São Paulo, que acontece em setembro deste ano. Carlos Garaicoa, Giuseppe Gabellone, Hitoshi Nomura e Robert Kinmont também fazem parte da "Primeira e Última".
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Luisa Strina
Rua Padre João Manuel, 755 - SP/SP - Tel (11) 3088-2471
www.galerialuisastrina.com.br |
2010
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“Desmanche” - O artista plástico Lucas Simões apresenta exposição individual na Galeria Emma Thomas. A mostra reúne fotografias e esculturas que procuram desconstruir conceitos e ideias relacionados à estruturação dos objetos e às relações sociais. Lucas Simões, que representa uma nova geração de artistas brasileiros, apropria-se de fotografias e objetos cotidianos para criar desenhos, recortes, retalhos de imagens e superfícies espelhadas, que lhes dão novas interpretações.
O artista encontra no rosto humano um suporte expressivo para duas séries de trabalho. Cada obra da série “Dezretratos” é composta por 10 imagens de pessoas próximas a Simões que são desconstruídas por meio de recortes geométricos. Entre cada foto, há uma chapa de acrílico. A série “Dezmemórias” também reúne 10 retratos em cada peça, mas, neste caso, são pessoas recentemente apresentadas ao artista ou conhecidos com os quais ele perdeu o contato.
O artista propõe em “Dezretratos” e “Dezmemórias” a desconstrução das relações pessoais, ao mesmo tempo em que questiona o conhecimento sobre o outro. “Durante as sessões fotográficas, pedi às pessoas que escolhessem uma música para tocar nos meus fones de ouvido e que, durante o processo, me contassem um segredo”, revela Simões, que não ouviu, portanto, as confissões.
A série “Quase Cinema” propõe uma releitura de imagens banais produzidas por Simões que, ao serem justapostas, criam uma breve narrativa. Simões ainda intervém em revistas, livros e até mesmo no catálogo da 27ª Bienal Internacional de São Paulo (2006).
A Galeria Emma Thomas , das galeristas Juliana Freire e Flaviana Bernardo, e a Baró Galeria , da galerista Maria Baró, ocupam um galpão no bairro paulistano da Barra Funda. Apesar das duas galerias de arte contemporânea estarem no mesmo espaço, possuem curadorias distintas e desenvolvem propostas culturais independentes e, ao mesmo tempo, complementares. De 18 de setembro a 20 de novembro, a Baró Galeria exibe trabalhos de David Medalla, Adam Nankervis, Carlos Fajardo, Claudia Jaguaribe e dos Irmãos Campana.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Emma Thomas - Telefone: (11) 3666-6489
Rua Barra Funda, 216 – Barra Funda – São Paulo
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2010
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Rota da Porcelana nos Palácios do Governo de São Paulo
A exposição acontece no Palácio do Horto, Zona Norte de São Paulo. A mostra reúne uma seleção de peças raras da coleção de louçarias dos três Palácios do Governo paulista: Bandeirantes, Boa Vista e Horto. Dentre as peças exibidas estão pratos, serviços de chá, serviço de mesa, porcelanas decorativas, ânforas, aquários chineses, entre outras. Grande parte da louçaria histótrica e artística foi adquirida na década de 1970, por meio de compra de peças de antiquários e leilões, e compõe-se de louças chinesas das Companhias das Índias e peças européias dos serviços de jantar, chá e café. A mostra tem a curadoria de Drº Ana Cristina Carvalho, que é Curadora do Acervo dos Palácios do Governo do Estado de S. Paulo.
Segundo a Curadora, “as louças com brasões e monogramas foram adquiridas em 1977, por ocasião da decoração do salão de banquetes do Palácio dos Bandeirantes. Essa coleção de cerca de 200 peças compõe-se de dois núcleos: as peças de famílias ligadas à história de São Paulo e as de titulares do Império, encomendadas às fábricas de Limoges, Paris, Berlim, Londres, República Tcheca, Holanda, Áustria e Baviera”.
Ainda de acordo com a Curadora: “Os Palácios, ao longo do tempo, foram incorporando as chamadas louças oficiais para o uso de serviços diários e dos banquetes. Assim, estão expostas peças do serviço do Governador Júlio Prestes, usadas no Palácio dos Campos Elíseos, sede do Governo de 1911 a 1965. Do mesmo modo, evidenciam-se louças dos governadores Adhemar de Barros (com brasão e inscrição Pro S. Paulo fiant eximia ), Roberto de Abreu Sodré, fabricadas para uso diário e para recepções no Palácio dos Bandeirantes, e Mário Covas, brasonadas de dourado e usadas nos banquetes oficiais”.
É essa história do uso da louça no cotidiano dos palácios e das casas nos séculos XIX e XX que a exposição conta, apresentando as peças no contexto de uma casa-museu.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Palácio do Horto
Rua do Horto, 931- Horto, São Paulo/SP - Tel: 2193-8282
www.acervo.sp.gov.br |
2010

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PERSPECTIVAS DO IMAGINÁRIO
A IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras, em parceria com a marchand e curadora Livia Doblas, apresenta no próximo dia 15 de outubro, a mostra Perspectivas do Imaginário , com a intenção de aproximar adultos e pequenos do mundo das artes abstratas. Durante todo o período da exposição o público presente poderá interagir com as obras da artista Dani Cardoso, criando suas próprias releituras de cada tela.
Ousada, a proposta consistirá no seguinte: em um nicho embaixo de cada obra será colocada uma caixinha com papéis, tintas e outros materiais, nos quais adultos e crianças poderão escrever ou desenhar suas impressões sobre a tela. “A idéia é estimular a observação e mostrar que cada um pode enxergar o abstrato da maneira mais subjetiva possível”, diz Fabiana Vizzani, co-curadora da mostra.
“Com esta iniciativa, queremos resgatar o amor primário pelas artes plásticas, e despertar a saudade dos tempos nos quais fazíamos os primeiros desenhos na escola”, afirma Livia Doblas, marchand e curadora da exposição. “Existe, ainda, o sentido de despertar para a arte em nosso país, onde começamos a respirar mais aliviados com o otimismo do Brasil como país em ascensão”, finaliza.
Ao final da mostra, em 15 de novembro, uma comissão presidida pela artista Dani Cardoso vai eleger a iniciativa mais criativa, e o vencedor será premiado com um almoço completo no restaurante Chakras, com direito a levar dois acompanhantes.* *menu do almoço com couvert, prato principal e sobremesa. Apenas as bebidas serão pagas à parte.
Sobre a artista Dani Cardoso
“Brasileira, nascida em São Paulo , meu dom artístico desabrochou quando era ainda criança. Aos 11 anos, ocorreu minha primeira exposição, no MASP, com escultura em cerâmica Raku. Dando seqüência às artes, atuei como designer de moda e de calçados, e ainda, como designer de interiores. A decisão de me assumir como Artista Plástica veio no ano 2000. Minhas paixões são as pinturas a óleo sobre tela. Minha pintura é abstrata, com cores vibrantes, e tem como fontes de inspiração os elementos Terra, Água, Fogo e Ar, além da energia e da sensibilidade do meu dia-a-dia, vivências e experiências. Minhas obras podem ser apreciadas no Brasil e na Europa, já que vivo entre Milão e São Paulo” (Dani Cardoso).
A ligação com a vida é a marca da artista Dani Cardoso e efetivamente sua fonte inesgotável de criação artística. As cores, planos e manchas ganham autonomia, libertando-se do compromisso realista e ampliando os limites do idioma da artista. A capacidade de reinventar a linguagem da pintura a cada instante é o que torna seu talento fora do comum, por isso tudo vira arte pela ação de seu pincel.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras
Rua Dr. Melo Alves, 294, Jardins – SP/SP. Tel (11) 3062-8813
www.chakras.com.br |
2010

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Exposição Keith Hering - Selected Works
Com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra que tanto influencia a arte urbana atual fica em cartaz na Caixa Cultural São Paulo. Depois, segue para o Rio de Janeiro de 28 de setembro a 14 de novembro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro. A exposição revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.
A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que tem uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na a Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposição sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Aubert).
Há chance de a exposição chegar a outras cidades, principalmente em Salvador, onde existem dois raros painéis de Haring – um deles necessita de restauro, plano que consta do programa da exposição.
A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. “Estamos organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições”, adianta Sharon.
Keith Haring
Sua obra é forte, democrática e despretensiosa, carregada de mensagens de vitalidade e união, e teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características. Nascido no estado da Pensilvânia em 1958 numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova Iorque, onde foi grandemente influenciado pelo graffiti, inscrevendo-se na School of Visual Arts (SVA). Lá, Keith ficou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Depois de dois anos na SVA, Haring saiu da escola e começou a fazer seu nome como um dos mais celebrados e controversos artistas da década.
Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery, no Soho, em 1982. Em pouco tempo já participava de exposições e performances no vanguardista Club 57.
Em 1986, ele abriu a loja Pop Shop em Nova Iorque, onde comercializava roupas e objetos estampadas com suas famosas ilustrações. Outra loja é aberta em Tóquio em 1988, fechando em 1989. Em 2005, a Pop Shop de Nova Iorque fechou as portas, mas ainda existe online.
Parte do movimento das artes underground de Nova Iorque, Haring sempre teve forte preocupação social e a representava com obras repletas de mensagens sobre preconceitos, amor, paz, liberdade e, acima de tudo, a prevenção do HIV. Foi fortemente influenciado pelo graffiti, por sua forma independente e utilização do espaço público.
Sua arte naturalmente tornou-se pública em todas as esferas. Seus desenhos eram vistos nos metrôs de Nova Iorque, no Muro de Berlim, antes da queda, e em exposições ao redor do mundo, como a Documenta 7, em Kassel, a Bienal de São Paulo (em 1983, pintou murais pela cidade numa amostra da arte urbana e efêmera que circula fortemente pelos anos 2000) e a Bienal do Whitney Museum.
Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, foi dedicado à paz, instalado perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, na Itália, em 1989.
Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que, de fato, marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Elaborou desenhos contra o apartheid e, um ano depois de ter sido diagnosticado com HIV, em 1989, Keith criou a Keith Haring Foundation, com o objetivo de apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. Em seu último ano de vida, esforçou-se em usar seu nome para divulgar alertas sobre a prevenção do vírus e educar a população mundial.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Caixa Cultural Rio de Janeiro
Av. Almirante Barroso, 25, sobreloja, Rio de Janeiro – RJ/ CEP: 20031-003 - Telefone: (11) 2544-4080
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2010
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“O Muro da Minha Rua”
O artista plástico Aecio Sarti trabalha a partir da reutilização de material bem conhecido: a lona que cobre os caminhões de carga. Ao criar figuras humanas na própria tessitura da lona, que oferece rico processo de reaproveitamento, o artista se vale da memória material que o encerado carrega em sua função protetora. Ele vive e trabalha em Paraty há 6 anos, onde pinta à beira do cais com as portas de seu ateliê abertas. Esta proximidade com o público, proporcionada por um artista que retrata em sua obra muitas das pessoas que cruzam o seu destino, foi decisiva para que Carolina Coutinho o conhecesse e decidisse trocar o mercado financeiro pelo mercado das artes.
Estreando como marchand do artista, Carolina Coutinho abre a Galeria Aecio Sarti, dia 19 de outubro, com a exposição inédita “O Muro da Minha Rua”. São 15 trabalhos inspirados na estória emocionante de Fernando dos Santos. Aecio coloca-se no papel deste menino simples para levar para a tela a sua visão infantil e poética da vida e ainda presta uma homenagem especial a duas mulheres que inspiram o seu trabalho: Cesarina Riso, que abriu a sua maravilhosa Galeria Villa Riso, no Rio de Janeiro, com uma exposição do artista, e Daisy Justus, psicanalista e escritora autora do texto “Aecio Sarti, as lonas e as diferentes faces do amor”, sobre o trabalho do artista e que está na íntegra no final do release.
Veja mais sobre o artista
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Aecio Sarti
Rua Harmonia 293 – Vila Madalena - SP/SP |
2010
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“Um Artista de seu tempo”
Leon Ferrari, a convite de Sabina de Libman inaugura, na Galeria Arte Aplicada , a exposição “Um Artista de seu tempo” onde exibe recorte de sua produção com 35 trabalhos em técnicas e suportes diversos, muitos já vistos mas também alguns inéditos, direto de seu atelier, com pinturas, gravuras, esculturas e, em especial, desenhos. Ao completar 90 anos de idade, Leon Ferrari nos dá o presente, através da amiga de mais de 20 anos, de ter um contato mais próximo com suas obras com uma exposição em galeria, fato não muito normal em seu currículo, onde as grandes mostras institucionais são mais constantes.
Leon Ferrari abre mostra individual Um Artista de seu Tempo , com curadoria de Sabina de Libman , na Galeria Arte Aplicada onde uma seleção de 35 trabalhos de técnicas e suportes variados – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas – exibe um recorte de sua produção desde 1976 até os dias atuais. Nanquim, crayon, alguma textura, cor, obras em preto e branco, objetos em arame, técnicas mistas, algumas inovadas ou aprimoradas pelo próprio artista, estão presentes nos trabalhos selecionados, e também se apresentam como uma declaração, em obras de arte, de que Leon Ferrari não possui “nenhum preconceito ou restrição quanto à utilização de materiais ou suportes”.
Leon Ferrari, um dos grandes ícones internacionais das artes plásticas ainda em atividade, cria sem medo do brilho. Suas obras, temas, materiais, técnicas e suportes são reflexos do que está vivendo ao concebê-las; sua obra traduz um sentimento pessoal no momento da criação. Ao trabalhar, Leon Ferrari está imerso em total concentração e, apenas nesse momento se define o que e o como fazer a próxima obra.
O artista sempre se destacou por um lado político ativo, contestador e questionador, mas o tempo parece ter colaborado para suavizar os traumas de uma vida atribulada cujo resultado está presente nas obras. Um homem suave, humano, sutil, bem humorado e delicado que está sempre atento aos fatos que ocorrem a seu redor. Por esse motivo, vale destacar que a recém adquirida suavidade não encobre seu constante questionamento sobre fatos e atos que afetem o coletivo do qual se considera parte.
Leon Ferrari já foi definido, por muitos, de várias maneiras mas também é considerado nos dias de hoje como um grande trunfo que abriu novos caminhos com um trabalho de impacto, inteligência, conteúdo e abrangência. Os admiradores de seus trabalhos estão intimamente vinculados à sua maneira de fazer arte a partir uma postura desinibida e irônica, destacando a experiência teórica e prática, a inteligência profunda e o compromisso social.
Leon Ferrari continua criando suas obras nos dias atuais sendo leal à sua própria definição: “O que me interessa é que sigo trabalhando e sinto que não me repito. Enquanto tiver essa possibilidade, tudo bem. O problema é quando o artista não sabe mais o que fazer e começa a copiar a si mesmo.”
Sabina de Libman define que “o impressionante, em Ferrari, é como ele segue sendo um ser simples, autêntico e com um vigor de jovem, pesquisando sempre, com uma alegria e despojamento difícil de encontrar em muitos jovens.” Os trabalhos do artista permitem diversas leituras por parte do observador. Esse tipo de informação é importante para Leon Ferrari que declara: “eu mesmo nunca digo minhas motivações justamente para permitir essas leituras e não cercear a imaginação dos outros”.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Arte Aplicada
Rua Haddock Lobo, 1.406 – Tel.:(11) 3064.4725 - SP/SP
– www.arteaplicada.com.br - |
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“Mulheres DES(COLADAS)”
A artista plástica Bel Miller abre a exposição “Mulheres DES(COLADAS)”, sua terceira individual, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, apresentando 25 obras com a temática mulher, uma constante em seu trabalho. O convite desta exposição é um imã, e faz referência aos recursos visuais utilizados pela artista: o corte, o reagrupar elementos e a colagem. Bel Miller desenvolveu sua linguagem artística aliando a colagem à pintura com tinta acrílica, na qual as técnicas se completam.
A artista se apropria de elementos e temas que envolvem o universo feminino, onde a mulher é sempre o personagem central de suas histórias, contadas em cada tela. “A mulher é um tema rico e fascinante, infinito como fonte de inspiração, tudo começa com ela, nada acontece sem sua participação”.
Sobre a artista plástica Bel Miller
O ano de 2010 foi rico em convites e exposições para a artista plástica Bel Miller, que apresentou seus trabalhos em Miami, Nova York, na Casa Cor São Paulo e foi selecionada com a obra “Eclipse”, pelo Salon de la Société Nationale des Beaux Arts, em Paris. Nascida em Porto Alegre (RS), veio para São Paulo, onde estudou na Escola Pan-Americana de Artes, no curso de Designer de Interiores, formando-se em 2000. Em 2002, iniciou outro curso na mesma escola: Artes Plásticas e História da Arte. Em 2005, fez curso de pintura em cerâmica na Olaria Paulistana, onde se apaixonou pela tesoura e pelos papéis nas aulas de decoupage. Começou a recortar, colar e criar as mais variadas composições em caixas, bandejas e cerâmicas, orientada pela artista plástica Ana Lúcia Galgani, desenvolvendo seus trabalhos em colagem. Organização: Sciacco Escritório de Arte - Tel: 3168 9891 Cel: 9904 1644
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Clube Atlético Monte Líbano
Av. República do Líbano, 2267 |
2010
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Exposição Poor-Art
Do artista plástico Flavio Rossi. Entre pinturas e esculturas, a mostra reúne 18 obras que têm como suporte objetos retirados das caçambas de lixo espalhadas pela cidade. Rejeitados pela perda aparente de suas funções, latinhas de alumínio, sacolas plásticas, papéis, entre outros, são reconstruídos em uma nova estética e adquirem nova funcionalidade, como elementos da linguagem visual, em obras que também contemplam pinturas em tinta.
Flavio Rossi tem sido considerado uma revelação no mundo das artes plásticas, o que se atribui à sua versatilidade, inovação e criatividade. Com técnicas mistas, como spray e tinta acrílica sobre madeira, tela e vidro, suas obras impactam com as cores intensas e vibrantes e com a incrível linguagem que imprime aos objetos retirados do lixo, o que pode ser atestado nas curiosas reproduções de figuras humanas que compõe o acervo do artista. O trabalho de Rossi tem despertado o interesse de galerias estrangeiras, o que lhe rendeu recentemente uma mostra individual em Londres.
Ao longo de toda a vernissage, no dia 3 de agosto, será exibido no lounge do Espaço Chakras um vídeo que traz cenas da rotina de Flávio Rossi durante o processo de criação, além de depoimentos acerca de sua obra. “Nesta exposição, conseguimos mostrar a versatilidade, humor e a alma do artista, que sobressaem até para os espectadores menos atentos!”, diz Livia Doblas, marchand do artista.
Sobre Flavio Rossi, por Ziraldo
"Nessa exposição de Flavio Rossi, vocês vão estar diante de parte da obra de um - exatamente - artista – brasileiro! O que transforma um ser habilidoso e criativo em Artista é uma coisa chamada talento. Puro mistério! Posso, porém, dar algumas dicas sobre o que é talento, essa capacidade que determinadas pessoas têm de realizar, de forma excepcional, a vocação de seu espírito. O mistério está em que não há explicação ao nosso alcance que nos faça entender quando é que alguém é alcançado por esta qualidade humana. O que posso dizer mais, para que se entenda a arte de Flavio Rossi, é que, dificilmente, o verdadeiro talento vem desacompanhado de outra de nossas tendências de comportamento , que é a obsessão. Foi o que o Djavan, talentosíssimo músico popular brasileiro , explicou na letra de uma de suas canções : ele havia recebido “a dádiva de ter nascido ávido” . O Menino Rossi recebeu também essa dádiva e tem , ao longo de sua vida – sou uma testemunha um pouco distante, mas não alheia – mergulhado de alma e de corpo inteiro no mistério de colocar na tela ou no papel , as cores e formas de uma arte que ele não aprendeu de ninguém , porque o que ele faz é samba : “não se aprende no colégio” . Esse capetinha é da mesma idade do Menino Maluquinho , um ano mais velho se tanto . Ele virou esse cara legal!
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras
Rua Dr. Melo Alves, 294, Jardins – São Paulo/SP. - Tel. (11) 3062-8813
www.chakras.com.br |
2010

por Titi Freak

por Yumi
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UnNatural
Yumi abre sua exposição na galeria Acervo da Choque, em 14 de agosto. No mesmo dia, Titi Freak, seu marido, inaugura a exposição SEMPRE, na Choque Cultural. Embora a estética de seus trabalhos seja distinta, o casal se baseou na coincidência de comemorarem aniversário no mesmo dia para apresentarem trabalhos inéditos. As galerias vão contar com traslado entre si no dia da abertura para o público.
Titi Freak é um dos artistas mais reconhecidos da Choque Cultural e teve papel relevante na construção da identidade da arte pop contemporânea brasileira. Assina a exposição SEMPRE – termo característico em suas pinturas até hoje – e afirma que seus trabalhos inéditos mostram os sentimentos e as sensações que todo individuo tem; momentos e pensamentos particulares. “É como um alerta para que entendamos os presentes da vida, como a continuidade de um sonho, acreditar e aprender mais, para sermos sempre fortes e felizes”, conta o artista.Trata-se de uma individual que ocupa os três andares da galeria de Pinheiros com trabalhos de grandes dimensões, que é onde o artista consegue revelar sua capacidade de exibir detalhes. Nela, Titi Freak se firma como pintor e aposta na riqueza de cores, de contrastes e marca seu rumo ao teor mais abstrato de retratos e peixes, complementados por grafismos altamente geométricos. Suas obras usam de madeira e chapas de zinco como suporte para painéis que chegam a medir 3 x 1,8 metros. O artista também utiliza as paredes da galeria para suas intervenções, buscando integrar-se à arquitetura do espaço.
Titi acredita que o público vai notar a diferença entre seus trabalhos anteriores, desde o conceito até a estética, bem como no layout da exposição. “Tenho gostado de trabalhar em grandes dimensões com mais liberdade para criar e detalhar minhas pinturas de forma mais natural e profunda”, relata. Ele cria texturas, inclusive, usando espátulas e brincando com o efeito do spray e dos traços afinados que consegue produzir com a utilização de fita crepe.
Já Yumi apresenta obras inéditas e continua sua abordagem dos animais como fonte de alimentação, mas não tem ligação com qualquer comportamento vegetariano. Ela está mais interessada em discutir essas sensações conflitantes contidas no processo do sacrifício, num misto de sutil cromatismo e atmosfera lírica que motiva o observador a enxergar sua obra com mais profundidade. Em sua primeira individual – recentemente participou da mostra Coletiva na Choque Cultural, Yumi mostra grandes trabalhos diferentes das pequenas telas em madeira vistas anteriormente. “Resolvi ousar mais e atuar com contrastes”, conta a brasileira descendente de japoneses. Usando papel canson, apresenta ilustrações em cores mais fortes por meio de tinta óleo e acrílica, além de um pouco de colagem. Também aplica essas cores vivas em painéis de madeira em que trabalha com o processo de desgaste e raspagem da superfície, num misto de expressão gestual e um “quase-realismo”. O público poderá conferir um grande painel de 2 x 1,5 metros e outros de 1 x 1,5 metros e 1 x 0.8 metro.
Yumi
Yumi Takatsuka nasceu e vive, atualmente, no Brasil mas foi criada em Osaka. Fez exposições no Japão e participou da mostra Himegoto, na Choque Cultural, em 2006. Sua grande inspiração são os animais ligados à alimentação.
Titi Freak
Hamilton Yokota aka Titi Freak nasceu em 1974. É paulista de ascendência nipônica e mistura o espírito espontâneo dos brasileiros à estética disciplinada dos japoneses. Deixa-se influenciar pelo imaginário da moda, dos quadrinhos e mangás, da low brow art e da cultura japonesa em geral, mas também presta atenção em Matisse, Picasso e Portinari. Na verdade, o artista aproveita muito bem as diferenças de linguagem, escala e tratamento que imprime às suas obras, na intenção de envolver a audiência e provocar fortes emoções.
Depois de três meses no Japão, Titi voltou ao Brasil para a exposição AmorInsistente , na galeria Acervo da Choque, em 2009. Depois disso, ganhou reconhecimento em todo o país por participar da exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, que levou cerca de 130 mil pessoas ao MASP. Também presente em diversas exposições internacionais, sua projeção o levou a participar de mostras no Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e outros países.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
UnNatural por Yumi @ Acervo da Choque
Rua Medeiros de Albuquerque, 250 - Vila Madalena - São Paulo/SP - Tel. (11) 3061-4051
www.choquecultural.com.br
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
SEMPRE por Titi Freak @ Choque Cultural
Rua João Moura, 997 - Pinheiros - São Paulo/SP - Tel. (11) 3061-4051 www.choquecultural.com.br |
2010
“A árvore é a Natureza
que foi transformada em papel.
O papel é a Natureza
voltando ao seu lugar e à sua essência.”

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“Resiliência: Antenas”
Exposição individual de colagens, na Arte Infinita Galeria. As 19 obras inéditas, da nova série, retratam a dialética entre oposição e reconciliação da Natureza com ela mesma. A artista utiliza recortes de material impresso, amealhados ao longo do tempo, conferindo às suas colagens, identidade única. “... assim como o ser humano realiza sua resiliencia ao ter o afeto e a compreensão para uma nova forma de viver eu colaboro, através da minha arte, para que as árvores também o consigam”, define Cristina Schleder.
Cristina Schleder inaugura Resiliência: Antenas, sua exposição individual em novo suporte, exibindo um recorte de 19 trabalhos de sua nova série de colagens em papel de algodão onde, com formas semelhantes aos troncos de árvores, celebra a Natureza. Suas obras, fortes e delicadas, enaltecem a beleza, grandiosidade e generosidade deste mundo paralelo. As obras, algumas em grandes formatos, nascem instintivamente, sem esboços ou traços prévios. As tonalidades surgem espontaneamente, onde cada matiz remete a sensação que a artistas vivencia no momento da concepção. Ao criar, as colagens são feitas diretamente na superfície do papel em branco, sem lineamentos nem rascunhos. A matéria prima, Cristina Schleder vem acumulando através do tempo.
A artista, intuitivamente, não conseguia se desfazer de revistas, papeis e outros itens que chegavam a suas mãos. Guardava e colecionava-os todos. Com grande veleidade pela arte e pela Natureza, imergiu na técnica de colagem e suas possibilidades, encontrando finalidade para o acumulo até então inconsciente. Ao manusear materiais impressos, Cristina Schleder já o faz com olhar diferenciado, sempre buscando uma maneira de fragmentar cores, luzes, sombras, e texturas para serem utilizados da melhor forma em novos projetos.
A reutilização do papel, o diálogo e o amor pela natureza é determinante no trabalho artístico de Cristina Schleder . Suas colagens atuam como veículos de reposicionamento do respeito devido, por parte do ser humano à Natureza, ”é a reciclagem do papel, feita de maneira visual e figurativa... a árvore é a Natureza que foi transformada em papel”. Este conceito geral está sintetizado no título da exposição uma vez que “ Resiliência” é a capacidade de recuperação de sua forma original após sofrer choque ou transformação. As “ Antenas ”, captadoras da energia cósmica, são as próprias árvores, dentro e fora dos quadros. Mas existe um componente adicional à opção por colagens. Cristina Schleder quer colocar e devolver a Natureza ao seu lugar; ao seu habitat. Faz isso, usando a bi-dimensionalidade das imagens impressas no papel, de onde recorta as texturas, os relevos e os tons formados pelo efeito luz e sombra.
Cristina Schleder é uma artista criativa e um ser consciente do seu tempo. Enxerga o cotidiano cinza, mas seu trabalho segue por uma vertente com base no belo, no puro, na Natureza. Suas obras celebram “a beleza, a grandiosidade e a generosidade deste mundo que nos abriga. A natureza com seu poder de regeneração instantânea têm muito a ensinar ao ser humano. É a dialética da Natureza em sua oposição e reconciliação com ela mesma”, declara a artista. Tanto nas telas como nos papéis Cristina Schleder mostra que compartilhamos o planeta com estes seres possuidores de tanta força, pureza e delicadeza. “Afinal, é ela que nos mantêm vivos”.
A Artista
Nascida em São Paulo, é Bacharel em Desenho Industrial e Comunicação Visual pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Residiu por alguns anos na Argentina onde freqüentou aulas de desenho na Academia de Artes de Buenos Aires. Na década de 60 cursou o IADÊ, tendo como professores os arquitetos Ricardo Ohtake e Haron Cohen, além dos artistas plásticos Baravelli, Marcello Nitsche, Fajardo, entre outros. Em 1988 retoma a trajetória das artes visuais trabalhando intensamente em seu estúdio. Na década de 1990 começa a mostrar o resultado de sua produção e faz sua primeira individual em Miami na Galeria Romero Britto, vindo depois para o Brasil com mostra em São Paulo no Espaço Cultural W/Brasil. Segue apresentando exposições no Gabinete 144, na Mônica Filgueiras Galeria de Arte, entre outras. Em 2001 escreve seu primeiro livro, o romance A Fênix .
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Arte Infinita Galeria de Artes
Rua Mateus Grou, 629 – Tel.:(11) 3032-3151
www.arteinfinita.com.br |
2010
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Exposição: José Patrício: O Número
José Patrício é um artista do Número. Com jogos de dominó e dados, quebra-cabeças ou grandes quantidades de objetos, como botões e contas de colar, ele cria sua linguagem do número. No entanto, é necessário olhar mais adiante. Estamos diante de jogos, de regras, códigos, quantidades, formas, sólidos geométricos, o zero e o ilimitado. A matemática organiza e até dirige a vida contemporânea. Na sociedade moderna, tudo é número: os cálculos de nossa vida, movimentos da sociedade são medidos (como a opinião), na política (o voto), sem falarmos da economia (a produção, o acúmulo, etc.) e da ciência.
Esta exposição nos lança algumas questões: em termos da filosofia, qual a relação do número com a verdade? Os números mentem ou são os homens que mentem através da manipulação dos números? Qual a relação, nos dominós, entre cor e número? Isso é pintura, quando a cor e o número formam um discurso se tornam signo da comunicação? Uma coleção de botões azuis e outra de botões vermelhos se referem ao Pastoril: como a cor pode ser um símbolo? Como percebemos o mundo através de nossos sentidos? Um trabalho com 46.872 pregos nos faz pensar no som ou nos convida ao toque? Como percebemos dominós em algumas obras se ali não existe qualquer pedra de dominó? O que é o acaso e o controle em nossa experiência cotidiana, o que são jogos com números? O que é o caos dos números? O número nos oferece estabilidade?
Quando colecionamos alguma coisa, esse movimento de juntar tem fim? Mesmo que a quantidade de uma coisa tenha fim, o número é infinito? Como experimentamos a ideia de infinitude em nossa existência? Seria isso uma relação com a vida e a morte? Seria eu o Um, o Outro o Dois e mais um Outro o Três? O que isso significa na vivência do sujeito da linguagem? Onde está o Zero nesses jogos? O que é o Zero? É a ausência? A falta? Vivemos, como seres humanos, sempre uma ideia de falta? Seria a falta o que nos levou a construir a linguagem? É o que nos leva ao Outro? Seria a falta o próprio eu de cada um de nós? Em suma, entregar-se à obra de José Patrício é um convite ao jogo entre o olhar, a sensibilidade e a inteligência.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - Tel. (85) 3464-3108
www.bnb.gov.br/cultura |
2010
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“Paisagem de Paz e Serenidade” - A exposição de artes da artista plástica Neura Costa. As prinicipais fontes de inspiração de Neura são f lores, frutas e paisagens naturais. "Procuro transmitir, nas minhas obras, muita paz, luz e romantismo para as pessoas . Para isso, adoto a s técnicas óleo sobre tela, texturas e acrílico sobre tela . Além disso, exploro o mundo que me circunda, coisas com as quais eu convivo. Procuro dar existência ao que já existe, mas colocando emoções e sentimentos nas obras que realizo”, ressalt a Neura.
A artista plástica já expôs seus trabalhos em importantes museus e galerias do mundo, como o Espaço Cultural do Supremo Tribunal Federal de Brasília, no Distrito Federal, Galleria Via Larga, em Florença, Itália e Museu Agueda, Portugal. “Espero que eu possa, através do meu trabalho, fazer emergir nas pessoas sensações de alegria, ternura, lembranças e fantasias”, afirma a artista.
O Espaço Cultural CRC SP é uma iniciativa do Conselho, em parceria com o Instituto de Recuperação do Patrimônio Histórico no Estado de São Paulo - IPH, com a coordenação artística de Emanuel von Lauenstein Massarani, presidente do IPH. De acordo com o presidente do CRC SP, Domingos Orestes Chiomento, as exposições tem por objetivo “divulgar a arte e praticar ações sociais, uma vez que, nas aberturas dos eventos, são solicitadas doações de alimentos não perecíveis, que são encaminhados posteriormente a entidades beneficentes”, declara Chiomento.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço Cultural CRC SP
Rua Rosa e Silva, 60 – Higienópolis – São Paulo - SP
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2010


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Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas - A exposição incorpora um conjunto de 45 pinturas de Guignard e paisagens de seu contemporâneo, o mestre chinês Zhang Daqian, que viveu em São Paulo na década de 1950, além de objetos e móveis. Fazem parte da mostra, ainda, gravuras japonesas do Ukyio-e, objetos setecentistas e documentação fotográfica de chinesices em Minas Gerais.
Desde o início da década de 1980 que historiadores do Rio de Janeiro vinham apontando referências de Guignard à tradição da pintura chinesa, das paisagens verticalizadas que correm sobre a superfície da tela e dispensam a perspectiva linear com ponto de fuga. As pesquisas de Paulo Herkenhoff no preparo da exposição do Instituto Tomie Ohtake levaram-no à conclusão de que a relação de Guignard com a arte chinesa é bem mais complexa, passando também por outras questões como a representação da nuvem, formas de mobiliário, traços ideogramáticos ou modos de disposição de objetos no céu, e outros. Herkenhoff também diagnosticou a influência do efeito de treliça da gravura japonesa do Ukiyo-e nas paisagens do Jardim Botânico do Rio de Janeiro ou do Parque Municipal de Belo Horizonte.
O curador estabeleceu um terceiro foco da relação de Guignard com o Oriente: as chinesices que proliferaram nas igrejas coloniais em Minas Gerais. Outro ponto de sua argumentação, relaciona a obra de Guignard à fundação do Serviço de Proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo Herkenhoff, uma paisagem de Guignard pode ser um complexo campo arqueológico da história. “A matéria pictórica não se sobrepõe como camadas de sedimentos, mas realiza seu oposto: o signo pictórico expõe índices – melhor seria chamá-los de vestígios. A transparência do óleo aposto e o traço indicial do pincel constituem vestígios daquilo que alguns denominariam memória e outros, história. O pincel do arqueólogo é um dos instrumentos de retirada de toda matéria sedimentar que paulatinamente se depositou e encobriu os objetos encontrados de um sítio arqueológico. O pincel de Guignard os torna visível. Sua operação arqueológica é constituir a presença da história”.
Para Herkenhoff, ainda, os vestígios históricos da paisagem de Guignard são a memória subjetiva, a história colonial contagiada pela modernidade (o trem de ferro e a fábrica) e a história da arte cruzada em construção transcultural para abrigar o Oriente. É necessário, portanto, segundo ele, pensar numa segunda dimensão de arqueologia na pintura do artista. “Já não lhe basta inscrever a história, mas cumpre estabelecer múltiplas ocorrências: a tradição européia renascentista e romântica, a arte chinesa e japonesa e a herança colonial brasileira”, conclui o curador.
Outra abordagem de Herkenhoff é a relação fenomenológica da formação das montanhas e das nuvens, os processos de flutuação e da gravidade visível, que teria um pé na arte européia e brasileira (Visconti e outros), além da oriental.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP - Tel. 11.2245-1900
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De Picasso a Garry Hill - Nomes de projeção internacional, além de Pablo Picasso e Garry Hill, como Henri Matisse, Paul Klee, Salvador Dali, Alexander Calder, Jean Arp, Richard Serra, Christian Boltanski, Bruce Nauman, estão presentes na mostra que reúne mais de 50 obras.
De Picasso a Garry Hill é uma rara oportunidade para o público brasileiro, particularmente do nordeste, conhecer trabalhos de artistas referenciais do século XX. Entre as mais de 50 obras, 44 são provenientes do Instituto Valenciano de Arte Moderna, na Espanha, e o restante pertence aos acervos do Museu MADI – Sobral, Pinacoteca do Estado do Ceará e do próprio Museu de Arte Contemporânea Centro Dragão Do Mar de Arte e Cultura.
Com curadoria de José Guedes e Roberto Galvão, a mostra reflete sobre os modernismos e suas variantes, retirando do foco as produções de influência Dada e os artistas do movimento Pop. “Creditamos a eles a posição de precursores das manifestações envoltas na denominação genérica e não definitiva de ‘arte contemporânea', embora tenhamos consciência que estas manifestações surgem no próprio bojo da modernidade”, explicam.
Segundo os curadores, a exposição abarca desde o marcante movimento que inicia a relativização do olhar e da percepção que foi o cubismo picassiano, surgido no início do século XX, até a absorção pelo mundo das artes das linguagens eletrônicas tão bem representadas pela obra de Garry Hill. “Estabelecidos os pólos, o resto foi determinar os meridianos dessa cartografia imaginária que era construir um “mapa” da arte ocidental moderna”, completam.
A partir daí a curadoria recorreu à formação de grupos de tendências sem, contudo, seguir as categorias tradicionais da história da arte. Para completar a mostra ainda foram incluídos quatro artistas latino-americanos: o uruguaio Arden Quin, artista criador do movimento MADI: os brasileiros Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Letícia Parente, esta última precursora da videoarte no Brasil.
A mostra está dividida em sete grupos sem limites de fronteira e preocupação cronológica, desta forma definidos pela curadoria:
“Pablo Picasso, Henri Matisse, Torres-Garcia, Antonio Saura, Paul Klee, Julio Gonzales, Cristina Iglesias e Aldemir Martins foram reunidos pelo expressivo figurativismo das suas obras; Marc Chagall, Salvador Dali e Joan Miró , embora também figurativos, suas obras enveredam pelos universos de influência fantástica; Jean Arp , Antonio Bandeira , Alexander Calder , José Sanleón e Juan Uslé estão unidos pelo lirismo de certo modo lúdico de suas composições; Arden Quin , Adolph Gottlieb , Alberto Bañuelos e Tony Smith estão num campo de convergência de idéias construtivas; Cristina Iglesias, Miguel Navarro, Richard Serra e Antoni Tápies têm as suas obras marcadas pela matéria com que são realizadas. Os artistas destes grupos, mesmo situando-se num horizonte que vai da figuração à abstração radical, contêm em suas produções sinais que permitem a compreensão das diversas faces adquiridas pelo modernismo no século XX, em sua plena maturidade. Mas o modernismo do século XX também trás em seu bojo o vírus do seu próprio fim. E isso é possível perceber nas produções de Magdalena Abakanowicz , Christian Boltanski e Allan McCollum , que têm a sua carga poética mais ligada ao conceito que a forma e rompendo a configuração das obras em si, expandem-se e incorporando a plenitude do espaço expositivo; e em Peter Fischli / David Weiss , Bruce Nauman , Letícia Parente , Antoni Muntadas , Robert Smithson e Garry Hill , pelo uso dos meios tecnológicos em suas linguagens expressivas volatizam e virtualizam as obras”.
Centro Dragão do Mar de Arte Cultura
Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema - Fortaleza - Ceará - Informações gerais (85) 3488.8600 |
2010
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A exposição Contemporane idade traz obras de artistas selecionados mostrando a temática do contemporâneo. Tem como finalidade reunir obras abstratas e figurativas não convencionais de artistas brasileiros e um argentino em atividades, sobretudo no Estado de São Paulo.
Os trabalhos da mostra são realizados com técnicas diversas como acrílica, óleo, resina sintética e grafite, mostrando dessa forma que o artista sempre tem a liberdade de expressão, quer para desconstruir a realidade dando-lhe uma nova visão quer para adentrar a abstração que dispensa o objeto, mostrando o inverso do visível, uma nova dimensão de expressão.
A exposição de artistas plásticos, "Contemporane idade" tem a curadoria de Carmen E. Pousada. Estão expostas peças feitas pelos artistas Alder Sallas, Daniel Lopes, Fábio Costa, Jacqueline Faust, Mario Marlez, Nelson Mendes e Sueli Martini.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Café Paon - Av. Pavão, 950 - Moema - São paulo/SP
www.cafepaon.com.br |
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Exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia - Peças do museu colombiano - Museo del Oro em São Paulo - pela primeira vez no Brasil, representam uma das mais importantes coleções de ourivesaria do mundo. Recipientes em ouro para rituais especiais, pingentes cuidadosamente esculpidos, tecidos primorosos e adornos estonteantes. Esta preciosidade originária do Museo Del Oro, na Colômbia, estará pela primeira vez no Brasil. Ao todo, haverá na mostra 250 artefatos em ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica da coleção que é considerada a mais importante de ourivesaria pré-hispânica do mundo. As seis salas de exposição levarão o turista a uma deliciosa viagem pela cultura dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia.
A exposição da Pinacoteca abrange onze temas distintos, entre eles, a Gente Dourada (termo atribuído aos chefes indígenas que cobertos de ouro em pó lançavam oferendas em uma lagoa às divindades), os Animais Fantásticos (largamente explorados nas produções dos ourives pré-hispânicos), Abstração e Natureza (que se inspira na variada fauna colombiana) e Universo das Formas (um universo visual de imensa riqueza a partir de elementos como a linha reta, o círculo, o quadrado, o triângulo, o espiral, e suas combinações, deformações, reinterpretações e suas projeções no espaço).
Entre os destaques da mostra está um recipiente em ouro utilizado para guardar cal e também em rituais nos quais a cal era misturada à folha de coca para mascar. Esta foi uma das primeiras peças do museu colombiano. É proveniente do Médio Rio Cauca. Cultura Quimbaya 500 a.C. – 700 d.C. (24,5 cm X 7,2 cm). Além dos objetos serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria. Se depois de contemplar esta pequena prova do acervo colombiano bater aquele gostinho de quero mais não fique com água na boca. O museu de Bogotá tem cerca de 52 mil objetos pré-colombianos, pelo menos 33,8 mil de ourivesaria, 13 mil de cerâmica e 5,2 mil de madeira, pedra ou tecido que datam de até quase 2,5 mil anos. O Museo del Oro fica no centro histórico de Bogotá, ótima oportunidade para conhecer boa parte dos edifícios governamentais e o melhor das atrações culturais da cidade: arquitetura colonial, monumentos históricos, bibliotecas e outros museus.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Pinacoteca
Praça da Luz, 02. São Paulo (SP). Tel. 11 3324-1000
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2010
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Exposição Arsenal - A exposição conta com trabalhos dos 55 artistas, de vários países, que compõe tanto a Baró Galeria como a Galeria Emma Thomas, convidada por Maria Baró, e agora parceira no projeto. As obras utilizam suportes dos mais diversos: pintura, escultura, fotografia, instalação, vídeo, design, desenhos, novas midias, etc. O novo espaço de cultura, que se apresenta como uma opção de integração entre artes, artistas, designers, colecionadores, críticos e público, conta também com a participação do Coletivo Amor de Madre.
A BARÓ Galeria abre as portas de seu novo espaço com a exposição coletiva ARSENAL e uma proposta diferenciada para integração de vertentes culturais distintas. Maria Baró, galerista e marchande com transito internacional e larga experiência no segmento de artes plásticas, põe em prática um antigo projeto: um local que permita a integração de diversas expressões artísticas. No Hangar, a proposta base é a de repensar o papel da galeria, do espaço expositivo, como o conhecemos. Um espaço livre e aglutinador onde se possa discutir e promover intercâmbios entre artistas, curadores, críticos, repensandotécnicas, formatos, integrando arte, gerações e costumes singulares, característicos de países e culturas distintos.
O primeiro movimento nesse sentido foi convidar a Galeria Emma Thomas para compor com o projeto. As galerias têm seus artistas próprios, mas tudo o mais é compartilhado: do espaço à equipe de trabalho. Essa parceria é um passo na criação de um novo Pólo de Cultura em São Paulo , mais que um local de exposições: agendas intensas e variadas com programação de palestras, workshops e eventos conjuntos com outras instituições da área.
Na mostra de abertura, a coletiva ARSENAL , trabalhos em exposição de todos os 55 artistas das duas galerias – BARÓ e EMMA THOMAS – exibem um recorte do que se pretende para o espaço. São pinturas, esculturas, fotografias, instalações, vídeos, peças de design, desenhos, trabalhos em papel, e outros suportes.
Os artistas
BARÓ Galeria - Ana Teixeira, Carlos Fajardo, Chico Togni, Claudia Jaguaribe, Courtney Smith, Darío Escobar, Emanuel Tovar, Enrique Radigales, Erica Bohm, Fabiano Gonper, Felipe Barbosa, Fernando Renes, Flaminio Jallageas, Gisele Beiguelman, Henrique Oliveira, Ivan Navarro, Jac Leirner, Jorge Menna Barreto, José Rezende, Marcos López, Mariannita Luzzati, Mónica Espinosa, Mônica Piloni, Nicola Costantino, Pablo Siquier, Patrick Hamilton, Raquel Kogan, Roberto Bethônico, Roberto Jacoby, Rodrigo Facundo, Rosana Ricalde, Tâmara Andrade, Toby Christian, Tomas Espina, Wilfredo Prieto, Yoshua Okón;
GALERIA EMMA THOMAS - Arnaldo Baptista, Carolina Paz, Érica Ferrari, Fernando Cardoso, Fogo Design, James Kudo, Laerte Ramos, Lucas Simões, Luisa Ritter, Marcio Banfi, Marcio Simnch, Marta Neves, Paulo Beto, Peter de Brito, Rafael Alonso, Roberto Bellini, Rodrigo Borges, Susana Bastos, Vitor Iwasso.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
BARÓ Galeria
Rua Barra Funda, 216 – Santa Cecília – Tel.:(11) 3666.6489
www.barogaleria.com
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2010
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“Exposição Confronto, Resistência e Luz” da artista plástica Solange Lopes, que utiliza minários como base - cobre, ferro e aço, entre outros – e as cores são obtidas com a aplicação de ácidos e confrontados com o uso do fogo. As peças tem dimensões de 50cm X 60cm, 17cm X 45cm, 15cm X 15cm e 28cm X 64cm, entre outros formatos. São pinturas e objetos com o tema natureza, representando troncos de árvores, paisagens com queimadas e árvores retorcidas.
Paulista nascida na cidade de Leme, SP, Solange iniciou sua formação acadêmica com apenas seis anos de idade, no Ateliê Professora Maria Aparecida de Menezes, em Leme. Com formação como Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP (SP), teve aulas nesse período com Walter Zannini, Nicolas Vlavianos, Ruy Otake e Evandro Jardim, entre outros. Na década de 90, fez cursos de pintura, antropologia e escultura na Cidade do México. Depois estudou com Waldo Bravo em cursos no MUBE (SP) e no Estúdio Contempoarte.
“ O vínculo de Solange Lopes com o campo das artes visuais é amplo e consistente. Estudou com mestres notáveis e artistas renomados, integrou grupos experimentalistas, participou de movimentos artísticos importantes e expôs a sua produção em instituições de arte prestigiosas.
Nesse momento de sua trajetória artística, Solange realiza experimentos com materiais naturais ou industriais já antes utilizados. Madeiras velhas e corroídas, sobras de chapas metálicas e fios de cobre extraídos de restos de eletro dutos constituem as matérias primas com que tem trabalhado.
Atuando sobre esses materiais de modo a expor a estrutura constitutiva da própria materialidade de cada um deles, a artista não se submete nem às aparências nem às formas dos materiais. Ao contrário, ela os obriga a esforços mecânicos, fazendo-os curvarem-se, corrói as suas superfícies com ácidos, destemperando as suas constituições químicas e físicas pelo uso do fogo e os expõem a jatos de areia para revelar o que se oculta sob as suas epidermes.
Não se contentando com as aparências dos materiais, mas antes procurando o que sob elas se oculta, mesmo que polindo suas superfícies, Solange desvela relevos, texturas e colorações surpreendentes, inusitadas e belas.
Até esse ponto, o trabalho da artista é informal e abstrato. Mas isto não é tudo, mesmo já constituindo um objeto de investigação esteticamente legítimo, valioso e completo. No entanto, sendo-lhe insuficientes esses resultados, ela lhes acrescenta formas, volumes e sobreposições. O resultado é extraído da relação de interação entre a resistência dos próprios materiais e a intenção estética da artista aplicada sobre eles.
No plano expressivo da obra, esse embate físico e criativo entre os meios e a artista, conforma uma poética, ao mesmo tempo, de revelação (da estrutura subcutânea dos materiais) e de inscrição (dos valores da artista aplicados indelevelmente nos materiais).
A exposição dos trabalhos constitutivos desse momento da obra de Solange Lopes é a exposição de uma pesquisa séria, devotada e apaixonada que tocará fundo a sensibilidade do visitante.” (Antonio Carlos Fortis, antropólogo)
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Area Artis
Rua Normandia, 92 – Moema -Tel: 5042-2109 – 5093-1929
www.areaartis.com.br
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Vari Ações Urbanas - Um dos nomes mais importantes da arte pop contemporânea, Zezão apresenta Vari Ações Urbanas, uma exposição que mostra novos elementos de sua pesquisa e criação. O título é um jogo entre a variedade de suportes e a forte influência da rua em seu trabalho. Essa grande instalação fica em cartaz de 26 de junho até 7 de agosto na galeria Choque Cultural.
Além de suas tradicionais tags azuladas que aparecem em colagens em madeira e papel, canvas e bases enferrujadas, Zezão dá continuidade ao trabalho apresentado na exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, no MASP. Para isso, o artista continuou sua busca por madeira, papel e placas em desuso, para compor suas colagens em linhas geométricas que chegam a medir 1,85 x 1,90 m. Em alguns casos, molduras antigas contornam as obras num contraponto entre o clássico e o urbano.
Ousado, Zezão produziu espécies de caixas em madeira com objetos provenientes da rua e retirou suas aplicações azuladas apresentando um novo olhar. O público que for visitar Vari Ações Urbanas também vai encontrar um vídeo instalação que representa um bueiro transbordado durante uma enchente em São Paulo. Esse tipo de criação mostra muito do perfil de Zezão, conhecido por circular por galerias fluviais, áreas abandonadas e demolições.
Vari Ações Urbanas conta ainda com criações fotográficas feitas em lugares abandonados, como a antiga rodoviária Julio Prestes, em fase de demolição. Nesse light painting, Zezão contou com a colaboração do fotógrafo Gal Oppido, que vem acompanhando seu trabalho desde o projeto Catacombs, na França.
Assim, Zezão utilizou uma grande lanterna com led azul e uma câmera de alta qualidade para desenvolver grandes fotos, incluindo duas panorâmicas de 2,30 x 1 metros. Outras fotografias que reproduzem paisagens subterrâneas e abandonadas, clássicas de São Paulo como a Estação da Luz, Serra da Cantareira e as galerias do córrego Cabuçu de Baixo, podem ser conferidas em tiragem limitada.
Uma das salas da Choque Cultural foi dedicada à pintura psicodélica de Zezão, além de estencils. Ambientada com luz negra e fundo preto, o ambiente ainda terá um biombo de alumínio (retirado de um piso de ônibus) pintado com spray. “Procuro trabalhar com diferentes linguagens, como painéis de madeira, fotografia, psicodelismo e instalação. Agora, quero mostrar um novo trabalho que parte da temática da construção com objetos e referências da rua”, conta Zezão, que também está trabalhando em seu primeiro livro biográfico.
Zezão
Zezão é um artista intuitivo e autodidata, tem um trabalho artístico profundo e complexo, com implicações estético-político-sociais. Faz uma arte popular e carismática, vinda da simplicidade com que relaciona o estético e o humano, com força e vibração, manipulando e misturando suportes como instalação, sitio especifico, fotografia, vídeo, performance e pintura. Zezão nasceu em São Paulo, em 1971, de ascendência portuguesa. A adolescência vivida no ambiente do skate, punk e pichação foi marcada pelo trabalho duro.
A paisagem urbana, de onde Zezão extrai sua estética, é a de uma São Paulo grande, desleixada com seu espaço público, com seus rios e com o seu lixo. Zezão vai fundo na exploração dessas mazelas e extrai preciosidades simbólicas. Entra na cena, escolhe a locação, se relaciona com o morador da rua. Ele sabe que sua performance precisa agradar aos que ali habitam, pois sua arte é feita para elas, num primeiro momento. Zezão começou a pintar num momento de depressão pessoal e profissional. Saiu das ruas e se enfiou no subsolo dos canais de água pluvial. Foi para um lugar povoado por ratos e baratas e, ali, descobriu os cenários que se tornariam sua marca registrada.
Em sua trajetória, Zezão participou de exposições individuais e coletivas, como a Zezão Fotógrafo , na galeria Choque Cultural, Festival della Creatività, na Itália, São Paulo na Scion Gallery, em Los Angeles, Une Estivalle, na LJ Gllery, em Paris. Zezão também residiu e participou do evento mundial de graffiti Namefest, em Praga, além da Expo Fresh Air Smell Funny, no Museu Kunsthalle Dominikanerkirche, e Artotale, ambos na Alemanha. Merece destaque sua participação na exposição De dentro para fora/ De fora para dentro que levou cerca de 130 mil pessoas ao MASP.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Choque Cultural
Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo - Telefone: (11) 3061-4051
www.choquecultural.com.br |
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Déjà Vu – a série - do artista plástico Fernando Ribeiro. Por um curto período estarão expostas pela primeira vez no circuito cultural paulistano, os trabalhos exibidos na mostra invidivual do artista realizada no CCBNB em Fortaleza, CE, no início de 2010. Um conjunto composto por vinte e sete criações em acrílica sobre tela que Fernando Ribeiro acrescentou à série que desenvolve desde 2007, simultaneamente a seus outros trabalhos. Fiel a seu conceito criativo, as obras exibem o relacionamento de Fernando Ribeiro e sua interpretação pessoal da História da Arte; não são trabalhos criados apenas com base em suposições. A preocupação do artista não está focada no conhecimento profundo de arte por parte seu observador, mas sim sua identificação com ícones de seu repertório pessoal. Fernando Ribeiro cria obras onde “ a arte conversa com a arte!”
“ Déjà Vu” é composta por uma seleção onde o artista faz pequenas intervenções, delicadas e irônicas, sobre obras de outros artistas, seguindo uma linha histórica dos autores que mais o agradam. As pinturas sobre papel falam do momento atual da arte em que se diz que “tudo já foi feito”. Em suas criações, Fernando Ribeiro interfere em obras de artistas consagrados como Marcel Duchamp, Pablo Picasso, Andy Warhol, Miro, Man Ray e os brasileiros Leonilson, Bispo do Rosário e Nelson Leirner, entre outros. “A ironia é a forma que vi para dizer que mesmo se fazendo o trabalho dos outros a gente pode criar e se divertir”, afirma. Para o artista, o lado divertido da brincadeira é que ao receber o nome “ Déjà Vu” , a obra toda vira uma provocação impar com um belo resultado estético. “Achei tudo tão interessante que produzi muito. No meio do caminho, percebi que havia uma linha histórica sobre a arte, criada instintivamente. E vi que isso era bom, pois incluía meus autores prediletos, algo também não pré-determinado”, afirma.
O Artista
Fernando Ribeiro é natural de São Paulo. Sua identidade com o desenho vem desde a adolescência. E, por influencia da obra de Robert Crumb, inicia sua carreira aos 16 anos, na Lynx Film, como arte finalista e participa do longa metragem de animação “ Simplex ” , ganhando o Leão de Ouro em Cannes. Transfere-se para o Rio de Janeiro e começa a trabalhar no Estúdio Hanna Barbera. Na época estuda com o cartunista Molica na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Ao retornar a São Paulo, Fernando Ribeiro é convidado a assumir a criação do tablóide infantil dominical do Diário do Povo. Aluno do atelier Nelson Leirner, no Rio de Janeiro, tornando-se produtor do artista nos anos seguintes como também seu assistente em exposições nacionais e internacionais. A partir de 1990, dedica-se exclusivamente as Artes Plásticas. Junta-se a Cooperativa dos Artistas nos anos 90, chegando a exercer o cargo de diretor. Permanece no grupo por mais de uma década. Após algumas tentativas de trabalhos coletivos, seu espírito inquieto o faz decidir-se por uma trajetória individual, que já demonstra resultados por haver ultrapassado fronteiras locais e internacionais com suas criações.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Mônica Filgueiras Galeria de Arte
Rua Bela Cintra, 1.533 – Tel.:(11) 3082.5292 - São Paulo/SP.
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" Vibrante" - A IQ ART Gallery do Espaço Cultural Chakras apresenta a exposição Vibrante, da artista plástica Angélica Pedroso com 35 obras da artista, em técnica mista sobre tela, além de esculturas. As obras são todas inspiradas nas cores intensas do Rajasthan, região da Índia famosa pelas histórias de reis e marajás. Vibrante é como podemos chamar as obras de Angélica. Avessa às cores neutras, a artista explora as tonalidades quentes e tropicais de sua “paleta”, e materializa sua visão em obras que impactam e impressionam. “Todas as cores são os amigos dos seus vizinhos...” , diz Angelica Pedroso, parafraseando o célebre pintor Chagal.
Um dos destaques da mostra são as “Divindades”, esculturas modeladas em barro e depois queimadas em brasa. “Algumas destas peças ainda levam ouro em folha e a sua intrigante coloração é resultado da junção do fogo com o extrato da nogueira”, explica a artista. Durante a vernissage, no dia 26 de maio, às 21 horas, será exibido no lounge do Espaço Chakras, o documentário “Angélica Saint Tropez e um café Globalizado”, que retrata um dia na vida da artista. O filme, com 35 minutos de duração, foi realizado por Paulo Pedroso, irmão da artista, e foi exibido pela primeira vez no Festival de Cannes em 2009, na mostra paralela Short Film Corner.
Sobre a artista Angélica Pedroso, por Antonio Carlos Abdalla
“Num primeiro momento de contato com a obra de Angélica Pedroso algo nos perturba e impressiona. As dimensões de seus trabalhos são o primeiro impacto. Em seu ateliê, próximo da capital paulista, as paredes são cobertas por figuras gigantescas – lembrando um pouco igrejas e castelos medievais com as paredes forradas de tapeçarias para aquecer e embelezar. Elas nos observam como espectadores atentos. Ali reside uma espécie de “Olimpo dos orixás”, propiciadores e protetores, e um exército de corsários, ameaçadores e sedutores. É reconfortante como todos esses seres imensos nos acolhem com proteção e carinho!
A segunda coisa a nos causar impacto é o colorido de tudo aquilo. Angélica – contrariamente à verdadeira febre de brancos e cores neutras que hoje em dia é uma verdadeira regra – não tem o pudor da cor . São cores puras, intensas e vibrantes, um pouco como a própria personalidade da artista. Remetem-nos aos fauvistas , o que hoje em dia é tão raro de se ver. O conjunto criado é encantador e faz de Angélica uma artista de exceção, que segue um caminho muito pessoal. É uma grata surpresa conviver com a artista e com esse mundo de encantamento criado por seus gigantes tão amorosos. Em seus mais de vinte anos de carreira, ela já expôs em países como França, Itália, Portugal e Argentina. Ela também foi tema de documentário realizado pelo seu irmão Paulo Pedroso, exibido em Cannes, no Short Film Corner”
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
IQ Art Gallery, do Espaço Cultural Chakras
Rua Dr. Melo Alves, 294, Jardins – São Paulo – SP - Tel. (11) 3062-8813.
www.chakras.com.br |
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Arquitetura Brasileira: Viver na Floresta - Mostra reflete sobre como a arquitetura brasileira se inseriu na paisagem do país a partir do urbanismo moderno. Com curadoria do arquiteto Abílio Guerra, esta exposição faz parte do programa do Instituto Tomie Ohtake que, desde a sua fundação, contempla a arquitetura, ao lado das artes plásticas e do design – único espaço no Brasil especialmente concebido e projetado para realizar mostras nessas três vertentes das artes visuais.
Com projeções, animações, fotos, maquetes, desenhos originais, reproduções, cortes e plantas, o curador busca traçar, destacando 24 projetos e registrando outros 60, um panorama abrangente do estabelecimento do homem brasileiro no território tropical. A mostra destaca projetos das décadas de 1930 a 1980, época de grandes realizações da arquitetura brasileira. Para Ricardo Ohtake, diretor do Instituto e curador do pavilhão brasileiro da próxima Bienal de Arquitetura de Veneza, este foi o período em que as proposições modernas tiveram campo fértil para se expandir. “Porém, a partir da década de 70, quando a precariedade começa a surgir nos centros urbanos, o modernismo fragiliza-se diante dessas condições adversas”, comenta Ohtake.
Segundo Abílio Guerra, os trabalhos selecionados apontam como os princípios modernos, em especial os de matiz corbusiana, se ajustam às condições, possibilidades e usos locais, permitindo uma invenção que concilia as potencialidades contemporâneas e a sabedoria tradicional. “Hoje, olhando retroativamente, é possível colecionar bairros, parques, praças, escolas, equipamentos culturais e de infraestrutura, residências unifamiliares, fábricas, templos religiosos e diversos outros programas que estão contaminados do mesmo propósito de relacionar harmoniosamente artefato arquitetônico e paisagem natural”, explica o curador.
A exposição destaca alguns projetos considerados magníficos exemplos da invenção brasileira, como a Vila Serra do Navio, de Oswaldo Bratke, o conjunto residencial de Pedregulho, de Affonso Eduardo Reidy, o conjunto residencial para operários da CBMM em Araxá, do escritório Rino Levi, o Parque Guinle e a Superquadra de Brasília, ambos de Lucio Costa. “A preservação do meio natural e seu uso como suporte paisagístico; a liberação e a pequena interferência no solo; a reinterpretação e incorporação de tipologias tradicionais como varandas e pátios; o uso renovado de elementos construtivos vernaculares de proteção climática, como cobogós, treliçados, beirais, venezianas etc. são características que estão reiteradamente presentes nestes projetos”, ressalta Guerra.
Segundo o curador ainda, é na Vila Monlevade, projetada por Lúcio Costa para os operários da Companhia Belgo-Mineira, que, mesmo não sendo construída, iniciou-se o manifesto do urbanismo moderno brasileiro. “Está ali materializada, ainda de forma esboçada, uma adaptação dos princípios modernos europeus às condições culturais, civilizacionais e climáticas locais, uma espécie de proposição do “urbanismo pau-brasil”, conclui.
Abilio Guerra é arquiteto (FAU PUC-Campinas), mestre e doutor em história (IFCH Unicamp) e professor da graduação e pós-graduação da FAU Mackenzie. É editor-chefe do portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora. Em parceria com Marco do Valle, participou do Arte/cidade 2 (“A cidade e seus fluxos”, com o trabalho “A cidade e seu duplo”), foi idealizador de duas exposições na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (“Jo Coenen / Maastricht” e “Alberto Varas / Natural-Artificial”, nas 3ª e 4ª BIA) e coordenador do Fórum de Debates da 5ª BIA (com participações de Christian de Portzamparc, Peter Cook, Benedetta Tagliabue, Roland Castro, Natalie De Vries e outros). Por convite do Consulado da Holanda no Brasil, idealizou, organizou e coordenou o Workshop Rios Urbanos, com a participação de Riek Bakker, Rein Geurtsen e Henk Jan Overbeek.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
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Caleidoscópio – Jonathan Hernández
Roesler Hotel, programa de intercâmbio de exposições entre a Nara Roesler e galerias e instituições estrangeiras, apresenta a primeira mostra de Jonathan Hernández (Cidade do México, 1972) no Brasil. O artista mexicano – que em Nova York fez parte da coletiva que inaugurou o New Museum (2008) e da Fit to Print , na Gagosian Gallery (2007) – foi premiado este ano com uma residência no Projeto Capacete em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo Daniel Roesler, Hernández dialoga com alguns artistas do elenco da galeria, como Cao Guimarães , Brígida Baltar e Marcos Chaves, cujos olhares, como um caleidoscópio, capturam o lirismo oculto nas cenas cotidianas.
A exposição tem como eixo a série Couples & Celibataires (Casais e Celibatários), iniciada há dez anos, com cerca de 25 fotos. Segundo o artista, o conjunto de trabalhos aborda a luz e o tempo como elementos fundamentais da fotografia. “Um ping-pong formal, conceitual e emocional através da fotografia”, afirma. Caleidoscópio reúne também dois filmes, uma escultura, 80 fotografias e parte de seu arquivo de fotos de imprensa, matéria-prima de um processo desenvolvido há anos por Hernández.
O vídeo "Nada" apresenta um percurso por um cemitério do Japão (Kamakura), onde está enterrado o cineasta japonês Yasujiro Ozu que, por sua vontade, em seu epitáfio está escrito "nada". O outro filme, "Fricção", é um curta-metragem em 16mm feito na Cidade do México que traz um afiador de facas trabalhando manualmente em sua bicicleta, “num jogo de fricção, luz e obscuridade”.
A escultura “Espelho” foi concebida durante o período de sua residência em São Paulo (fevereiro/março). Para Hernández o que interessa muito nesta obra é o vazio gerado entre as duas mesas que compõem a escultura, uma fabricada com madeira de desperdício, suja, e a outra com madeira limpa e de bom acabamento. “Com esta escultura quero tratar do potencial de um objeto para refletir sobre uma paisagem social”, diz Hernandez.
A partir de sua janela do 22º andar do edifício Copan, também durante seu programa de residência em São Paulo , Hernández produziu os 80 diapositivos/fotografias que compõem “Contratempo”. Feitas com o mesmo enquadramento, as fotos abarcam o transcorrer de um dia completo. E finalmente em “Vulnerabilia”, a partir de fotos retiradas da imprensa, o artista, através de agrupamentos, cria surpreendentes nexos poéticos.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Nara Roesler | galeria superior
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel: 11.3063-2344 Fax: 11.3088-0593
www.nararoesler.com.br |
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Imitação da Água - Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, esta exposição de Sandra Cinto é a primeira individual da artista em uma instituição paulistana. Imitação da Água , título de um poema de João Cabral de Melo Neto, reúne obras inéditas especialmente produzidas para o espaço arquitetônico, processo recorrente em seu trabalho, projetadas como uma grande instalação que ocupará três salas do andar térreo do Instituto Tomie Ohtake. “A intenção da artista é colocar o observador na condição de um náufrago, sugerindo uma experiência de imersão através do desenho”, comenta Crivelli.
Na sala redonda, Sandra Cinto desenha diretamente sobre a parede de 360 graus. Na seguinte, apresenta sete desenhos em grandes dimensões, uma escultura em madeira e 2000 barcos de papel. Já na terceira sala, um políptico ocupa quase toda parede central, ao lado da escultura em madeira Porto – uma cama alongada apoiada sobre livros.
No final da exposição será lançado o livro Imitação da Água , com texto de Jacopo Crivelli Visconti e imagens da produção dos últimos três anos de Sandra Cinto, na qual a artista intensificou em sua pesquisa a temática dos mares, após uma série de trabalhos que faz alusão à pintura A Balsa da Medusa , de Théodore Géricault (1818-1819).
Sandra Cinto (1968, Santo André, SP), com sua obra única de seminal delicadeza, constrói narrativas cuja força poética reside em arrebatadoras provocações ao imaginário. A artista plástica iniciou sua trajetória na década de 90, fez sua primeira individual na Casa Triângulo, em São Paulo , e em 1998 já participava da 24ª Bienal de São Paulo, com curadoria de Paulo Herkenhoff.
Nos últimos anos, tem realizado individuais também fora do Brasil, entre as quais Mar que habita em mim me leva para onde nunca fui , Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, Portugal (2009) ; The Difficult Journey after Gericault ,Tanya Bonakdar Gallery, New York, EUA (2008) ; A Travessia Difícil Aprés Géricault , Museo de Arte Contemporanea Union Fenosa, MACUF, A Coruña, Espanha e Sob o Sol e as Estrelas Hemisfério Norte , Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal (2007).
Sua obra faz parte de importantes acervos: Museu de Arte Moderna, São Paulo, Museu de Arte Moderna/ Col. Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro, Pinacoteca Municipal de São Paulo, Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, Brumadinho, MG, Fundação ARCO, Espanha, Centro Galego de Arte Contemporaneo, Santiago de Compostela, Espanha, Museu de Arte Contemporânea de San Diego, EUA.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros – SP. Fone: 11.2245.1900 |
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PITORESCO – ANTONIO SAGGESE - Antonio Saggese reúne em sua individual no Instituto Tomie Ohtake cerca de 70 trabalhos produzidos nos últimos três anos – fotografias impressas em papel e metal, além de vídeos. Em Pitoresco, o fotógrafo, a partir de formas cambiantes, funda a sua própria natureza. Nuvens, céus, águas, galhos, folhas são expressas em surpreendentes volumes, cores, linhas, luzes e sombras que emergem do próprio arsenal cultural de Saggese. “O fotógrafo não está mais interessado em contornos bem definidos, volta-se para os volumes obtidos apenas com luz, para as imprecisões conquistadas com suaves gradações dos tons, para o estranhamento provocado pela opção das cores púrpura ou marrom e alguns contrastes acentuados, intensificados pelo uso do infravermelho”, escreve Márcia Mello sobre a série.
Segundo Saggese, as imagens técnicas de natureza produzidas nas últimas décadas não trazem mais o mistério nem a fascinação que tanto perturbavam os artistas e os escritores. Foi, portanto, na tentativa de resgatar aquele arrebatamento que ele concebeu as fotografias da mostra Pitoresco . “A própria denominação do conjunto já é provocativa, ou seja, uma espécie de sutileza crítica a fim de mostrar que o trabalho foi criado para atiçar os questionamentos e as dúvidas, e não para cristalizar conceitos - afinal, a idéia primeira do Pitoresco nasce no movimento romântico, final do século XVIII”, afirma Rubens Fernandes, em seu texto para a exposição.
Ao subtrair o território da imagem captada na natureza, Saggese amplia o espaço do imaginário. Segundo Fernandes, a intenção do artista foi retirar todas as referências possíveis de lugar, num enquadramento que não se identifica a linha do horizonte, para permitir que a imagem fosse soberana. “Estamos à mercê de imagens que invadem nossa percepção e nos deixa perplexos, desorientados momentaneamente”, escreve o crítico.
De acordo com Fernandes, ainda, Saggese desenvolveu na pós-produção desta série meticulosa pesquisa para dar à impressão das imagens um acabamento que as aproximasse do registro visível da tela luminosa, levantando inúmeras questões ao longo do processo. “Uma delas, parte da idéia de que a impressora pinta, pois é uma espécie de aerógrafo computadorizado. Diante disso, o artista questiona: o resultado é uma fotografia ou uma pintura?”, indaga o crítico.
Márcia Mello acrescenta que Pitoresco subverte, inova, lança novas bases à pesquisa do mundo das formas. “Nem pictorialista, nem moderno, Antonio Saggese é contemporâneo. Fiel às suas convicções, estudioso e intérprete arguto do mundo que o cerca, seu trabalho reflete a beleza do efêmero, o poder do transitório, a riqueza do fugaz”.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - 05426-100 – São Paulo - Fone: 11.2245-1900 |
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Caleidoscópio - Um dos nomes mais expressivos da escultura brasileira, Lara Donatoni Matana, radicada há 27 anos em Cuiabá, apresenta a exposição Caleidoscópio, na Galeria Lourdina Jean Rabieh, em São Paulo. Pela segunda vez em exposição na Galeria Lourdina Jean Rabieh , representante das obras de Lara Matana em São Paulo, a mostra Caleidoscópio reúne peças compostas delicadamente com finas lâminas de madeira, coloridas uma a uma, que provocam experiência sensorial rara nos observadores, semelhante àquelas provocadas pelos caleidoscópios criados pelo escocês David Brewster (1781-1868). Lara Matana utiliza resíduos de madeiras reflorestadas e certificadas. Nas suas criações faz referências às rosáceas góticas, aos arabescos e às mandalas orientais, consideradas grandes fontes de inspiração da artista, que poderão ser conferidas em painéis com medidas de 1,50 x 1,50m, aproximadamente.
Sobre o trabalho com a madeira, Lara Matana conta que elegeu este material como elemento principal das suas criações por conta do resultado estético e com as possibilidades de relevos e dimensões variadas que a madeira oferece à obra. “A obra artística de Lara Matana seduz o espectador por suas formas encantadas e por sua riqueza cromática, pelas tramas delicadas construídas, meticulosamente, com finas lâminas de madeira tingidas com cores vivas. Transmite paz interior, inspira viagens cósmicas, mundos submarinos, simula rosáceas, arabescos, mandalas orientais”, comenta Paulo Klein, crítico de arte. Para esta exposição, serão expostas 10 obras inéditas. As obras estarão à venda na galeria durante o período de exposição.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Lourdina Jean Rabieh
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 147, jardins, tel. 3062.7173 |
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Metamorphosis - De Gene Johnson, americano residente no Brasil, com 30 obras inéditas onde o artista exibe colagens que mostram a transformação a que podem ser submetido objetos já descartados quando reposicionados, ou transformados radicalmente, em sua aparência, formato ou utilização. O artista transportou a delicadeza de formas, cores e texturas presente em suas pinturas às colagens da nova série. Para Gene Johnson , cada colagem resulta de uma profunda pesquisa de sua própria sensibilidade.
Gene Johnson , artista plástico norte-americano radicado no Brasil, inaugura a exposição Metamorphosis na Monica Filgueiras Galeria de Arte onde exibe 30 obras inéditas de sua nova série de colagens. Nesses trabalhos o artista dá ênfase especial à transformação, tanto das formas como da utilização, a que podem ser submetidos os materiais rejeitados uma vez reposicionados, ou após alterar radicalmente seu formato, aparência ou uso.
Com uma extensa e bem sucedida carreira internacional no segmento de artes plásticas, Gene Johnson trouxe da pintura o gestual delicado das longas pinceladas e composições de cores e formatos e, agregando as texturas criou colagens vivas, sofisticadas, mas simples e sutis.
Todos os objetos podem ser componentes de uma colagem que, com a sensibilidade do artista transformem este aglomerado de itens em uma única obra de arte. Esta nova série de trabalhos – colagens – está ligada ao tema sustentabilidade, respeito à natureza, temas caros ao artista. Os descartes são os itens que a Metamorphosis transforma em arte – preservando o meio-ambiente.
Como técnica, a colagem tem história antiga; mas incorporou-se a arte apenas no século XX, com o cubismo, ao liberar o artista da escravidão da superfície. Ao abrigar no espaço do quadro elementos retirados da realidade, a pintura passa a ser concebida como construção sobre um suporte, o que dificulta o estabelecimento de fronteiras rígidas entre pintura e escultura. O uso dos materiais colados abre as pesquisas cubistas em novas direções - foi utilizada por Picasso e Georges Braque, entre outros . A utilização cada vez mais livre de itens heterogêneos dá origem a objetos tridimensionais, e relevos, que definem a “nova pintura' como "espécie de arquitetura plana com cor".
A inspiração para criar Metamorphosis vem das muitas influencias que circundam o artista: sua convivência com a musica (“ Mesa do Compositor ”), seu atelier na praia (“ Ilha Revelation ”), seu atelier no México (“ Frida Censurado ”), etc. Sua intensa vida é sua inspiração. A pesquisa sensibilidade na seleção dos objetos, delicadeza na montagem, o cuidado nos recortes, a marca de Gene Johnson ao criar uma obra de arte.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Mônica Filgueiras Galeria de Arte
Rua Bela Cintra, 1.533 – Tel.:(11) 3082.5292 - São Paulo - SP |
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Antonio Peticov e a forma oculta - O Espaço Cultural Citi, a galeria de arte da Avenida Paulista, apresenta a exposição inédita com 22 trabalhos de tinta acrílica sobre tela que cobrem um período de 1988 à 2009, com absoluto predomínio de obras realizadas a partir de 2006. Nascido em Assis, interior de São Paulo, em 1946, Peticov é autodidata que desde o início da adolescência optou pelas artes plásticas. Estudante de história da arte, começa a expor na primeira metade da década de 1960. A partir de 1970, muda-se para Londres, dali para Milão e, em 1986, para Nova York, retornando ao Brasil apenas em 1999.
O curador da exposição, o crítico Jacob Klintowitz, diz: “Antonio Peticov é o artista da invenção e da descoberta de um universo oculto feito de beleza, harmonia e magia. É um artista multifacetado e os seus interesses estéticos e humanos são marcantes, pois obedecem a uma linha cultural contínua. E não há qualquer diferença entre os interesses do artista Peticov e do homem Peticov, o que é mais raro do que se pensa. Esta unidade confere forte autenticidade ao seu percurso pessoal feito unicamente de reflexão.”
Importante crítico de arte, o poeta Ferreira Gullar observa: “ A sensação que me fica, ao refletir sobre a personalidade de Antonio Peticov e sua obra tão diversa e instigante, é a de que estou diante de um artista em pleno domínio de sua técnica, maduro e que, no entanto, mantém vivo dentro de si um menino ainda encantado com as formas e as cores do mundo.”
O Espaço Cultural Citi é uma galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas que trafegam entre a Avenida Paulista e a Alameda Santos. O espaço mantém a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo. Desde 2005, passaram por ali as obras de nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita, Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé Torres, Sérgio Lucena e a ceramista Shoko Suzuki, além de jovens que se firmam como Luciana Maas, Maurício Parra, Carola Trimano e Manu Maltez.
Antonio Peticov e a forma oculta, por Jacob Klintowitz
As anotações visuais de Peticov tratam das relações com a terra, árvores, paisagens e frutos; o registro do ser humano; as formas simbólicas; a criação de sistemas lúdicos bidimensionais ou tridimensionais, que tenham significados subjacentes e ofereçam leituras em vários níveis. E todas estas construções do espírito são objeto de constante experimentação, cotejos, remontagens, comparações, apropriações e, finalmente, de discussão e procura da herança grega, a proporção áurea, vínculos com a história da arte e as regras de construção da forma.
Entretanto, nesta atividade esférica feita de brilhos e destaques, em nenhum momento Antonio Peticov demonstrou ter perdido a sua fidelidade ao humanismo ou pensou em soluções que não sejam plásticas e visuais. E não perdeu de vista o público e o público também não deixou de se comunicar com este artista tão singular.
Neste caminho, o processo de Antonio Peticov tem sido o da maturação lenta, o da transformação permanente e, para fazer relação com uma disciplina arcaica, o da decantação da matéria. Neste artista a dedicação ao sentimento e a procura de imagens essenciais não o afasta do público. Desconfio que é justamente nessa veracidade e no exercício permanente da emoção que as pessoas encontram a sua empatia com a arte de Peticov. Se aplicarmos à sua trajetória o mesmo olhar retrospectivo que ele parece, neste momento, dirigir a si mesmo, encontraremos uma produção de diversificada visualidade. Mas são as ilusões da aparência, pois tudo está integrado por uma única emoção, o prazer de vir a conhecer.
Breve Biografia - Antonio Peticov (Assis SP 1946). Com produção diversificada, Peticov trabalha com pintura, desenho, gravura, escultura e ilustração. Faz instalações como Balli Ballet (1982), em Cloudwalk Farm , Connecticut, e The Big Ladder - Scala Cromatica (1983), para a New York Art Expo, nos Estados Unidos. Apresenta, em 1989, o Projeto Natura - Rio Pinheiros na 20ª Bienal de São Paulo, prevendo a plantação de várias espécies de árvores ao longo do rio Pinheiros. Em 1992, cria o Projeto Bosque Natura , para a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Realiza, em 1990, o mural Momento Antropofágico com Oswald de Andrade, instalado na estação República do metrô, em homenagem ao centenário do escritor. Em 2003, lança o livro Trabalhos Escolhidos , juntamente com a exposição no MASP. Em suas pinturas trabalha freqüentemente com séries temáticas, utilizando conceitos da física e da matemática, relacionados ao espectro de cores e à luz. (Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural)
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço Cultural Citi
Av. Paulista, 1111, térreo - São paulo - SP - Tel 11 4009-3000 |
2010

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Conexões da Arte - Na Galeria da Casa Cor São Paulo 2010 - A cada edição da Casa Cor três galerias de arte são selecionadas para apresentarem seus trabalhos no Projeto Galerias, no espaço de mesmo nome, se alternando durante o período do evento. Em 2010, pelo segundo ano consecutivo, o Sciacco Studio Escritório de Arte abre a temporada das Galerias na Casa Cor com a exposição "Conexões da Arte", este ano contando com a colaboração da jornalista e blogueira Liliane Ferrari na escolha dos artistas urbanos. Artistas Participantes:
Escultores: Alina Fonteneau, Isabela Castello, Odete de Angelis, Vera Lília e Virgínia Sé
Fotógrafos: Daniel Fontoura e João Ribeiro
Artistas Urbanos: Bete Nobrega, Celso Gitahy, Larpus, Raul Zito, Roger Ror, Saramello, Souzacampus, Suzue, Tony de Marco
Ilustradora: Jana Magalhães
Pintores: A. Giorgi, Adri Volpi, Bel Miller, Christiano Cabrera, Cris Mason, Dacha, Fernanda Meirelles, Gerlanda Indelicato, Jhorie, Lourdes Indelicato, Lu de Paula, Luciana Futuro, Rita Biagi, Stella Gomide, Vana Marani, Zeni Santos.
Casa Cor - Galeria de Arte - nº17
Jockey Club de São Paulo - Av. Lineu de Paula Machado, 1075
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“Limites Comuns”,
de Luciano Zanette, em esmalte sintético sobre madeira |
Mostra "Três Dimensões" - O Museu Belas Artes de São Paulo (muBA) apresenta trabalhos dos artistas Bertoneto Souza, Luciana Chagas, Luciano Zanette e Sergio Niculitcheff. A mostra procura refletir sobre a diversidade das formas que os trabalhos tridimensionais podem assumir na arte contemporânea, desde objeto até instalação, passando também pela pintura como representação de volumes no espaço bidimensional. Partindo do conceito de três dimensões (as coordenadas espaciais), a mostra estabelece relações entre as produções dos quatro artistas.
Luciana Chagas apresenta objetos em cerâmica, Bertoneto Souza expõe a instalação Doze & vinte 4 e o projeto para sua realização, Sergio Niculitcheff pinturas e escultura em torno das questões de volume e textura, e, por fim, Luciano Zanette discute as relações entre elementos da arquitetura e o espaço com o trabalho Limites Comuns. Bertoneto Souza, Luciana Chagas, Luciano Zanette (foto) e Sergio Niculitcheff são professores-artistas do curso de Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Estão programados encontros com os artistas e lançamento do catálogo da exposição para junho.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Museu Belas Artes de São Paulo
Centro Universitário Belas Artes de São Paulo- Galeria Unidade 2 – 1°andar
Rua Dr. Álvaro Alvim, 90 – Vila Mariana - São Paulo |
2010
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Floresta Encantada - Exposição de pinturas de Leonora Weissmann, com 20 trabalhos em acrílica, vinílica e colagem sobre tela. A artista aborda os conceitos tradicionais da história da pintura retratando o tema como personagem e não registros da floresta. Com texto de Agnaldo Farias e curadoria de Claudia Renault, a exposição mostra uma relação possível, aos olhos da artista, entre a arte contemporânea e a temática da exposição: a paisagem.
Floresta Encantada é a exposição individual de pinturas que a Galeria Horizonte inaugura com obras da artista plástica mineira Leonora Weissmann composta por 20 trabalhos, em grandes formatos, com técnicas em acrílica, vinílica e colagem sobre tela. Com curadoria de Claudia Renault, e texto critico de Agnaldo Farias, são exibidas telas que abordam os formatos e temas tradicionais da História da Pintura – o retrato e a paisagem – tanto na visão pessoal como no desenvolvimento do processo de trabalho da artista.
A opção de Leonora Weissmann não foi por pintar a floresta e sim por sua inserção nas obras. Seus trabalhos possuem uma procura que ultrapassa a simples representação de um tema. É a possibilidade de relacionamento entre os inúmeros universos abordados pela Arte Contemporânea e a temática da exposição – a paisagem.
Nesta série de trabalhos que compõe a Floresta Encantada temos a continuidade da pesquisa e experimentação que a artista desenvolve tanto em relação às técnicas utilizadas quanto a temática escolhida, sendo essa mesma opção selecionada para o mestrado na UFMG. As pinturas de Leonora Weissmann surgem da necessidade da artista de capturar cenas simples, cotidianas, protagonizadas por gente ou por fragmentos da natureza, ressaltando ora sua variedade cromática ora o mosaico de formas mutantes produzidas pela luz solar. Sua técnica apurada é evidenciada no cuidado dispensado com a modelação de cada imagem, o destaque a suas depressões e saliências, mais ou menos suaves, as áreas sombreadas, a geometria espontânea ou organizada dos corpos.
As obras da artista permitem que vejamos o alto grau de liberdade que ela dá às suas pinturas, liberando-as para ir além da simples representação daquilo que se vê e, essa constatação se destaca no modo com que trata a paisagem, enxergando-a sempre como uma massa de timbres, um amálgama de formas e cores.
A aplicação da artista a seu trabalho é permanente, contínua e diária, com a busca constante por novos aprendizados, novos desafios e novas leituras. Leonora Weissmann acredita que ‘Arte exige uma constante e paciente dedicação'.
“ O contemporâneo que se pode entrever na temporalidade do presente é sempre retorno que não cessa de se repetir”. (Giorgio Agambem)
A mineira Leonora Weissmann , graduada em Pintura e Gravura, é Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG, atuando como artista plástica e cantora. Participou de diversas exposições coletivas e individuais pelo Brasil e exterior, com projetos que envolvem, de modo amplo, a imagem nas áreas das artes plástica e gráfica. Possui em seu currículo atuação em outros segmentos, como criação de cenários teatrais, shows musicais e filmes de animação (Grupo Giramundo). No segmento de artes gráficas, foi a responsável pela criação de encartes de CDs de Ná Ozzetti, Antonio Loureiro, Mestre Jonas, Maurício Ribeiro, entre outros. Através do CEIA (Centro de Experimentação e Informação em Arte), participou da oficina de pintura Caravane d'artistes 2 no Centre Soleil d”Afrique , em Bamako, Mali, África, e além da oficina da técnica Bogolan, participou da exposição Bogolan photo, evento paralelo ao Fórum Social Mundial – “Um mundo melhor é possível”. Foi selecionada e premiada em projetos como Fiat Mostra Brasil, Prêmio Chamex de Arte Jovem, Salão da Juventude de Ribeirão Preto. Integra os grupos musicais Misturada Orquestra e Quebrapedra , com os quais vem realizando shows diversos. Hoje trabalha em seu atelier em Belo Horizonte.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Horizonte
Rua João Lourenço, 79 – Vila Nova Conceição – São Paulo - Tel.: (11) 3044.1057
www.galeriahorizonte.com.br |
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Guerra dos Emboabas – 300 Anos Depois - promovida pela Via Social Projetos Culturais e com patrocínio da CEMIG e ELETROBRÁS. A mostra, com curadoria do historiador Leonardo José Magalhães Gomes, reconstitui o trajeto realizado pelos Bandeirantes de Minas Gerais até a capital paulista, traçando um painel do conflito que marcou a história do país, por meio de uma criteriosa seleção de textos divulgados por historiadores do século XVIII ao XXI, e é enriquecida com fotos, ilustrações e reprodução de material iconográfico.
O visitante poderá percorrer os mais de 300 m² da Casa do Bandeirante e conferir os diversos módulos que compõem a exposição, em diferentes materiais, cores e tamanhos, os quais retratam temas específicos sobre o episódio, como o território, a fauna e flora, os caminhos para Minas, a paisagem da região, os tipos de mineração, os emboabas, as conseqüências do conflito, a fundação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, entre outros tópicos. Além disso, estarão disponíveis para consulta catálogos, fotografias, pinturas, mapas e objetos utilizados pelos Bandeirantes durante a corrida pelo ouro.
A capital paulista também sedia o Ciclo de Palestras “300 anos da criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro” , no dia 09 de novembro, no Instituto Itaú Cultural, reunindo historiadores e pesquisadores renomados como Adriana Romeiro e João Antônio de Paula, ambos da UFMG, Laura de Mello e Souza, da USP e John Manoel Monteiros, da UNICAMP. Serão tratados temas relacionados ao conflito, bem como sobre a Cultura Bandeirante, Instituições Políticas no século XVIII e História e Cultura em Minas Gerais.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Casa do Bandeirante
Praça Monteiro Lobato, s/nº - Butantã – SP/SP Tel. 11 3031-0920 / 0921
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2010
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Copa Arte - Exposição coletiva com uma seleção de obras de 20 artistas plásticos. Com curadoria de Anna Donadio, os trabalhos apresentados são uma homenagem ao futebol e a Copa do Mundo, e mostra em diferentes técnicas todas as cores e a emoção no campo. Artistas participantes: Arluce Gurjão - Carmem Dall'Igna - Cinthia Ragosta - Claudio Takita - Cleusa Rosseto - Eduardo Feitosa - Guida Gerosa - Isabel Pokhini - Isaura Miyko - Katherine Camargo - Michel Katz - Nelson dos Passos - Paula Lunardelli - Paulo Byron - Rafael Vieira - Renata Pelegrini -Ricardo Navarro – Roselmeri - Solange Paschoalino - Sonia Gabriele
A Galeria Area Artis é um espaço dedicado às artes plásticas contemporâneas, oferecendo aos artistas toda a assessoria necessária para a concepção e divulgação do seu trabalho com curadoria e montagem de exposições individuais ou coletivas. Localizada numa das ruas mais agradáveis da cidade, a Normandia, em Moema, a galeria coloca seu espaço à disposição para realizar cursos, eventos culturais, performances integrando artes plásticas, música e poesia, em vernissages que promovem encontros entre artistas das mais diferentes áreas.
A concepção da Area Artis é da artista plástica Anna Donadio, que com sua sensibilidade e paixão pelas artes aprimora sua vocação descobrindo e estimulando novos talentos de todas as idades. A artista plástica Anna Donadio tem formação em Artes Plásticas e Fotografia, pela Escola Panamericana de Arte (SP), e é Membro da “Société Academique Arts – Sciences - Lettres – Couronnée Par La Académie Française” (Paris). Participou das exposições “Salon M.C.A - Le Monde De La Culture Et Des Arts Cannes – Azur – França (2008), “Salon De La Societé National Des Beaux Arts - Museu do Louvre – Paris – França (2007), ''Oltre Frontiere Artivisive'' – Mostra Internazionale D'Arte – Palazzo Dell Annunziata – Matera Italia (2006) e “I, II e III Mostras Darcy Penteado de Arte – Mube - Museu Brasileiro da Escultura - São Paulo(2003/05).
Foi premiada com Medalha de Prata pelo conjunto da obra pela “Société Arts – Sciences – Lettres”, Paris - França (2008), com Medalha de Prata – “Salon M.C.A Le Monde De La Culture Et Des Arts'' – Cannes – Azur - França (2008) e com Medalha de Bronze na Brazilian Art ‘'Exhibition'' – Dubai -United - Arabe Emirates, no Dubai International Exhibition Centre (2009).
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Area Artis
Rua Normandia, 92 - Moema São Paulo - SP. Tel: 5042-2109 – 5093-1929
www.areaartis.com.br |
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ELOS - A arte pop de Gilberto Salvador está na igaler!a, espaço de artes em Alphaville. Os visitantes podem apreciar parte do acervo desse grande artista plástico, a mostra traz algumas de suas mais belas esculturas e começa nos jardins do prédio onde está situada a igaler!a chegando até seu espaço interno.
Autor de coloridas esculturas, Gilberto Salvador inaugura mais uma exposição individual, na igaler!a. Consagrado pela crítica, cultuado por colecionadores e artista de grande interesse dos investidores, Gilberto Salvador traz para esta mostra a retomada de seu trabalho com esculturas. O espaço plano das telas foi deixado de lado e o objeto de trabalho passou a ser o campo tridimensional da arte, que desafia a compreensão e as leis de espaço-tempo num paralelo recorrente á pop art dos anos 60. Extremamente rica para arte, esta década lançou grandes nomes como Lichtenstein, Andy Warhol e no Brasil, Cláudio Tozzi, Marcelo Nietzsche, Rubens Gerchman e o próprio Gilberto.
A mostra tem curadoria de Cláudia Cristina Paronetti, proprietária da igaler!a e traça um panorama da fase escultórica deste inquieto artista plástico, com esculturas de três diferentes períodos de sua carreira, que retratam a sua complexidade, diversidade, versatilidade e principalmente criatividade. O público poderá contemplar 25 obras em tamanhos variados, como esculturas de chão, de parede e de sobrepor. Cinco dessas obras estarão expostas nos jardins do Condomínio Stadium, que abriga a igaler!a, em meio a folhagens, espelhos d’água e fontes.
Além de receber os apreciadores de arte, a galeria também abrirá a exposição ELOS para visitação de grupos com estudantes de escolas da rede pública e privada. “Estamos cumprindo nosso papel de aproximar o público da região da arte e essa apreciação deve ser estimulada desde a infância”, ressaltou Cláudia.
Movido por sua inquietação, Gilberto Salvador em sua primeira fase de esculturas, brinca com a desconstrução das formas de objetos recorrentes do cotidiano como o zíper, o cadeado, a onda e outros. Numa segunda fase, desconstrói animais, insetos e objetos, misturando-os e reconstruindo-os como num brinquedo LEGO. Entre as obras deste período estão a Lagostinha, o Tatu Parafuso e outras que criam um universo lúdico e simbólico, com cores quentes como o vermelho, o azul e o amarelo, além do branco e preto. Em seu mais recente trabalho, Salvador desvenda os mistérios das curvas hiperbólicas, acrescentando suavidade e delicadeza em suas esculturas, que remetem às mais perfeitas curvas femininas como a “SOMBRA III”.
O artista passa com desenvoltura por vários meios construtivos incluindo a madeira, resina, fibra de vidro e utiliza como acabamento uma tinta micro-texturizada, que traz pequenas esferas de vidro, proporcionando um aspecto único às obras. Gilberto domina também a técnica do acrílico que torna leve e efêmera a criação e ainda sua mais recente paixão, a fundição do bronze, consolidando sua obra de forma definitiva.
Grande parte das criações de Gilberto Salvador estão em posse de colecionadores, acervos de grandes investidores e museus de arte em todo o país. Suas obras enriquecem também espaços públicos, como o Metrô de São Paulo. Gilberto Salvador já expôs individualmente no Museu da Casa Brasileira, na Pinacoteca, no MASP, no Espaço Cultural da FIESP. Também já esteve presente em mostras de outros estados como Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Fora do Brasil, seu trabalho admirado na França, Portugal, México, Cuba e Porto Rico.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
igaleria - Edifício Stadium
Alameda Rio Negro, 1.030. Alphaville - Tel. (11) 4193-1303. |
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Visionaire para todos os sentidos reúne os 50 primeiros números da revista com sede em Nova York, em comemoração aos seus 20 anos. Com edições limitadas de 6.000 exemplares, publicadas três vezes por ano, a Visionaire projetou-se no mundo por captar uma realidade em constante transformação, apontando com extrema singularidade as tendências de estilo – moda, arte, design etc.
O curador da exposição, Albrecht Bangert, o mesmo que fez a curadoria da mostra do designer Karim Rashid no Instituto Tomie Ohtake, destaca a capacidade de reinvenção constante da revista que, ao transformar cada uma de suas edições em verdadeiro objeto de arte, conquistou colecionadores. “O colecionador por excelência conserva as primeiras edições como um autêntico tesouro, estimulando-se pelo raro, pelo historicamente singular; ou ainda reúne os trabalhos ao seu redor por motivos estéticos, entusiasmando-se com os atributos artísticos revelados nas capas”, comenta Bangert.
As formas e temáticas da Visionaire têm sido definidas por parceiros como a loja de departamentos japonesa BEAMS, Van Cleef & Arpels , Tiffany & Co , H.Stern , Louis Vuitton , Hermès , IFF International Flavors & Fragrances Inc. Cada qual com sua técnica e linguagem próprias colaboram na criação de lindas e elaboradas embalagens: caixas de madeira com chaves, frascos de amostras com fragâncias, gravação em ouro etc. Para o curador, Visionaire reflete um investimento que transcende toda a decadência diante do tempo, posto que ao papel, aos materiais e à embalagem, sem exceção, atribui-se a mais alta qualidade, algo a ser fruído não somente pelos olhos, mas também por meio do tato.
“No mundo da cultura, em constante mudança, Visionaire transformou-se em um espaço a um só tempo lúdico e surpreendentemente sério, destinado a submeter valores à prova, espaço este que convida fotógrafos, comunicadores visuais, artistas e grandes empresas do segmento da moda e artigos de luxo a explorarem o potencial do novo”, conclui Bangert.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP - Tel. 11.2245-1900. |
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Exposição “Eric Art – 34 anos divulgando a arte brasileira para o mundo” - A Galeria Area Artis apresenta exposição coletiva e traz como convidado especial Gustavo Rosa. Com curadoria de Eric Landmayer, a mostra apresenta trabalhos de 18 artistas plásticos. Em comemoração aos 34 anos de trabalho no setor das Artes Plásticas, a Eric Art organiza essa exposição coletiva com trabalhos de 18 artistas plásticos, com curadoria de Eric Landmayer, crítico de arte (AICA – Paris), e traz como convidado especial Gustavo Rosa.
Artistas participantes: Cecília Centurion, Isabel Santta Cecília, Izolda L. Landmayer, Kakati, Katherine Camargo, Luciana Latini, Márcia Marostega, Mari Dias, Marília Martin, Mário Valença, Pedro Barasnevicius, Reasilvia, Robert Koch, Ronaldo Barbosa, Sonia Gabriele, Sonia Jabs, Sylvia Echeverria, Vera Ojuara,
A Eric Art desenvolve e executa projetos ligados às artes plásticas. Entre os eventos internacionais que participou estão Arte Brasileira em Amsterdam e Roterdam (Holanda), Festival de Verão de Duxbury (EUA), Projeto Arco Latino (Portugal / Espanha), etc. Alguns dos artistas representados: Aldemir Martins, Gustavo Rosa, Leda Catunda, Alex Fleming, Ivo Zanini, Mabe, Paulo Von Poser, entre muitos outros. Possui alguns títulos oficiais, como o Troféu Cultura – Petrópolis (RJ) - Associação Brasileira de Arte, títulos de Promotora da Cultura Brasileira – Praga – República Tcheka e Promotora das Artes Plásticas – Gütersloh e Oberteuringen – Alemanha.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Area Artis
Rua Normandia, 92 – Moema - Tel: 5042-2109 – 5093-1929
www.areaartis.com.br |
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Rio de Contas - Germinados por contas, de formatos e cores diferentes, em resina, plástico, acrílico e madeira, moldadas por um arame, surgem continentes, rios, caravelas, luas – a singular paisagem de Luiz Hermano. Mas “conta” também significa aritmética, cobrança, despesa, além da pequena peça usada para bijuterias. “De fato, os trabalhos de Luiz Hermano são feitos de contas, e envolvem um raciocínio matemático para sua elaboração, mesmo que esse raciocínio tenha algo de intuitivo, como se ele fosse tramado silenciosamente durante o seu fazer”, destaca Cauê Alves.
Esse jogo entre “estrutura e indeterminação” percorre a poética da nova série de 14 trabalhos que o artista apresenta na Galeria Nara Roesler. Segundo o crítico, para Hermano não há simplesmente um projeto a ser executado, mas sim a invenção que surge do contato direto com o arame e as contas. “O valor do seu trabalho obviamente não está no material ordinário empregado, mas na rede ambígua de relações e formas em que natural e artificial, ou artesanal e industrial, não se opõem claramente”.
Com sua matemática sensível, Luiz Hermano criou obras com estrutura de conjuntos, como Continentes e Caravela cujo princípio de organização de alguns volumes configura o todo. Já os outros se estabelecem pela unidade, como Rio das Contas , com suas correntes que formam rodamoinhos, Artifícios , no qual peças pretas e brancas listradas provocam ilusão de movimentos, além de Sudário , Lua Cheia , Trombetas e as demais obras que compõem a exposição.
Da alma que não abandona o povoado cearense de Preaoca e da mente alimentada pelo estudo das artes e da filosofia, o olhar erudito e popular fundem-se na gênese da contemporânea obra de Luiz Hermano. Tanto que seu trabalho também pode ser visto na exposição Puras Misturas que marca o surgimento do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no antigo prédio da Prodam, no Parque Ibirapuera.
Luiz Hermano (Ceará, 1954) depois de passar pelo Rio de Janeiro, veio morar em São Paulo , quando seu trabalho chamou a atenção do professor Bardi que o convidou a realizar uma exposição de desenhos no MASP, em 1979, e outra de gravura, em 1981. Desde então, vem construindo uma respeitável trajetória no circuito das artes, com inúmeras individuais e coletivas nas principais capitais brasileiras e no exterior (Alemanha, França, Estados Unidos, Cuba, Espanha). Em 2008, realizou a individual Templo d o Corpo , na Pinacoteca de São Paulo, quando também lançou seu livro Luiz Hermano , pela Imprensa Oficial, com texto de Agnaldo Farias, curador da 29ª Bienal Internacional de São Paulo, e fotos de Vicente Sampaio. Suas obras ainda fazem parte de acervos e coleções de prestígio – Coleção Patricia Cisneros, Caracas, Venezuela; Coleção Gilberto Chateaubriand, RJ; Biblioteca Nacional de Paris, França; Masp, São Paulo; MAM, São Paulo; Pinacoteca do Estado, São Paulo; MAC/USP, São Paulo – e da Estação República, no Metrô de São Paulo.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Nara Roesler
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel: 11.3063-2344 Fax: 11.3088-0593
www.nararoesler.com.br |
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Exposição: Emmanuel Nassar A Óleo - Desta vez, a geometria e os ícones do universo popular brasileiro tão peculiares à obra de Emmanuel Nassar surgem através da tinta a óleo. São seis dípticos inéditos (1,80 x 1,80m) em grandes dimensões dispostos somente em uma das quatro paredes da sala principal da galeria Millan. O conjunto de pinturas retoma os clássicos do repertório do artista “voltado ao mundo das coisas pouco consideradas”, como costuma dizer. Com esta retomada da tradição pictórica, Nassar não deseja, contudo, que o suporte prevaleça sobre o olhar. “Com meu trabalho busco a estética do olhar e não a da linguagem”.
Nas novas telas insinua-se a gramática da fotografia. Tadeu Chiarelli já havia ressaltado certa edição fotográfica na pintura de Nassar. “É esse olhar contaminado pela fotografia – na aparência muito mais ativo que seu ‘olhar de pintor' – que seleciona certos elementos do real, que os recorta, que os abstrai e os joga sobre o suporte. É esse olhar que sabe fazer o corte que tira formas harmônicas do presumido caos do entorno”, escreve o crítico (“Da fotografia à pintura à fotografia à pintura à fotografia”, A Poesia da Gambiarra , Catálogo da exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil -RJ, em 2003, e no Instituto Tomie Ohtake, SP, em 2004 ).
Para o artista, como está no olhar a trama de sua arte, não importa o suporte, está mais interessado na diluição desses limites. Transitar entre as linguagens, criando até uma confusão para o espectador, faz parte da composição de sua poética particular, na qual o precário é sensível protagonista. Assim imagens que remetem a formas e cores circenses ( Alvo , 2010), ferramentas ( Serras , 2010), elementos comuns nas ruas ( Tapume , 2010), engenhocas ( Maquinário , 2010 / Maquinário2 , 2010) e brincadeiras espaciais com a cor ( Inclinação Azul , 2010) compõem desta vez, a óleo, o seu universo.
Emmanuel Nassar (Capanema, PA, 1949) já participou dos mais importantes eventos de arte no Brasil e no exterior. Representou o país na Bienal de Veneza em 1993 e recebeu o primeiro prêmio da Bienal de Pintura de Cuenca, Equador. Já realizou exposições no Stedelijk Museum e na Pulitzer Art Gallery, na Holanda. No Brasil, participou das 20ª e 24ª Bienais Internacionais de São Paulo. Suas obras estiveram presentes nos Salões Nacionais da Funarte, desde a sua 3ª edição, e integram acervos importantes, como MAM-RJ, MAM-SP e MAC-USP. Desde 2002, é artista exclusivo da Galeria Millan e vem participando de eventos internacionais, entre os quais, Art Basel, Art Basel Miami, Arco e na recente Art Dubai, a única galeria paulistana presente na feira realizada pelos Emirados Árabes, em 2008.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Millan
Rua Fradique Coutinho 1360 – São Paulo - Tel/Fax: 11.3031-6007
www.galeriamillan.com.br |
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A Rainha de Copas no Jogo de Cartas Marcadas de Alice é o titulo da exposição de Pop Art que Edgard Octavio e Erasto, artistas plásticos, gráficos e conceituais, mostram de modo bem humorado, um recorte contemporâneo da fábula de Lewis Carroll, Alice. As 42 obras que compõe a exibição retratam Alice e mais três personagens primordiais e indispensáveis: A Rainha de Copas – com toda sua altivez; o Gato – retratado como Gato Gatuno, e o onipresente coelho que, por sua participação no contexto, em quatro versões diferentes. A exposição é uma mostra de Pop Art: alegre, bem humorada. Um conceito elaborado por duas mentes brilhantes e criativas ao extremo, que possuem o dom, a capacidade e o conhecimento necessários para transformar o simples em arte.
Alice surgiu como tema para um projeto comercial solicitado por uma multinacional e mostrou o amplo universo que oferecia. Somando a opção, o conhecimento técnico, a competência e a paixão dos artistas, uma bem humorada, divertida versão de Alice , juntamente com seus pares, compõe o jogo.
O jogo de Alice, retratado em cartas e objetos criados por Erasto transforma, através da habilidade cenográfica de Edgard Octavio, toda a área expositiva em uma única instalação, que irá instigar ao menos três dos cinco sentidos: visão, audição e tato.
A galeria é parte da composição: as paredes recebem cores, a luz é temática e o ambiente sonorizado. Tudo condizente com o tema: Alice ... em sua versão extremamente contemporânea!
As cartas do jogo estão presentes em todas as obras; desde um simples baralho em papel, com dimensões alteradas, figuras recortadas e objetos 3D em acrílico, até um grande painel de cartas, montado com a expertise de Edgard , cobrindo uma área aproximada de 7,5 m². As cartas do baralho que compõe o grande jogo de Alice são resultados de uma interferência gráfica de Erasto, criando assim uma leitura divertida e contemporânea. “A Rainha de Copas no Jogo de Cartas Marcadas de Alice ”, define Erasto , “é uma versão bem-humorada do universo de Lewis Carroll”, “uma versão POP da fábula de Alice através de trabalhos de artes gráficas”, complementa Edgard.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Mônica Filgueiras Galeria de Arte
Rua Bela Cintra, 1.533 – São Paulo - SP - Tel.:(11) 3082.5292 |
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Cras (Novo asceticismo) - Além de sua individual nomeada na galeria Acervo da Choque, o artista plástico Stephan Doitschinoff, apresenta a exposição individual “Cras (Novo asceticismo)”, na galeria Acervo da Choque, de 10 de abril a 3 de maio. A exposição vai contar com cinco grandes pinturas inéditas, bem como uma série de desenhos.
Inspirada na vida dos ascetas, nessa nova fase, o artista procura refletir sobre os tipos de sacrifícios e privações necessárias para o homem contemporâneo conseguir viver plenamente, sem se deixar bombardear ou alienar pelas armadilhas e vícios mentais da sociedade. “Penso no homem que busca uma maneira de viver nessa sociedade, porém sem negá-la ou dela se excluir”, comenta Doitschinoff.
Cras, amanhã em latim, está marcado na figura de Santo Expedito, simbolizando a urgência de fazer o que deve ser feito, hoje, sem deixar para amanhã o que realmente importa. O novo ascetismo prega exatamente essa urgência. “Ele refuta as grandes corporações (igreja, conglomerados e mídia, como as Três Bestas do Apocalipse), estimulando os pensamentos obsessivos, através do apelo às emoções básicas do ser humano, que nos mantém sob seu julgo, coibindo o prazer total e o pleno aproveitamento da vida”, conta Stephan sobre sua inspiração.
Além disso, Doitschinoff, representado pela Choque Cultural, acaba de ser eleito como Artista Revelação de 2009 pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) por conta de sua participação na primeira exposição de arte urbana contemporânea do MASP, De dentro para fora/ De fora para dentro.
Também conhecido como Calma, Doitschinoff teve seu projeto A Mão selecionado pelo edital do Prêmio Interações Estéticas em Pontos de Cultura, da Fundação Nacional das Artes e do Ministério da Cultura (MinC) do Governo Federal. O Prêmio contempla a elaboração de uma grande escultura de cerâmica assinada por Stephan a ser instalada nas imediações do Museu Afro, no Parque do Ibirapuera, por um ano a partir de abril de 2010, bem como a criação de um painel. O objetivo é incitar uma reflexão sobre o diálogo da herança cultural brasileira frente à contemporaneidade.
As atividades de Stephan Doitschinoff se estendem também por rotas internacionais. Ele apresenta, em 25 de julho, uma e xposição no Museu de Arte Contemporânea de San Diego e outra na Galeria Subliminal Projects, de Shepard Fairey, em setembro. Diante da força que conquistou com esses projetos, o artista avalia sua nova fase. “Trata-se de uma oportunidade de desenvolver mais trabalhos, como instalações e obras de arte pública que poderão atingir um número maior de pessoas e estimular sua interação.
A Mão
A Mão é o projeto de Stephan Doitschinoff que propõe a instalação de obras de arte produzidas por um grup o diversificado de aprendizes que inclui jovens socialmente desfavorecidos.
Uma de suas inspirações veio do contato com o curador do Museu Afro-Brasil, Emanoel Araújo, que vem se dedicando a preservar e divulgar ao público a herança cultural e artística do negro no Brasil e, dentre essas atividades, organizou uma obra de referência, “A Mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica”, de 1988.
É uma ação educativa, com início em janeiro de 2010, em que o grupo realizará imersão e pesquisa no acervo e nas exposições do Museu Afro Brasil, seguidas de conversas e oficinas com Stephan Doitschinoff, desencadeando interações estéticas com o artista. O conceito do projeto é baseado em dois eixos: identidade e diversidade, rumando para a memória e o simbolismo vindos da África e produzidos aqui pelos negros em contato com a nova terra, além de símbolos contemporâneos de matriz africana.
Entendendo A Mão como fundamental na constituição da identidade nacional, o artista concebeu uma mão de cerâmica, com plantas crescendo em seu interior, além de referências ao seu repertório artístico, que só tem sentido se levada para um espaço público, embora o intuito também seja o de preservar e divulgar a cultura Afro-Brasileira no nível de uma experiência estética viva.
Além da escultura, a segunda ação do projeto apresentará um painel produzido e idealizado pelo grupo juntamente com o artista a ser instalado também em um espaço público, ainda não definido, levando esse processo de reflexão e seu resultado para a sociedade. O desenho do painel será concebido no decorrer do processo sob os conceitos de pluralidade e reconhecimento da diversidade cultural.
“Essa proposta de interação estética visa atentar para a imensa e múltipla trajetória que constitui a sociedade brasileira atualmente, com seus inúmeros protagonistas, cada qual com seus diversos simbolismos”, revela Doitschinoff. O intuito é sensibilizar o público e fomentar a maior consciência e respeito pela diversidade de existências, de conhecimentos, de crenças e de valores.
Mais do que obras de arte, A Mão, de Stephan Doitschinoff, vai atuar como oficina técnica de escultura e pintura como parte da capacitação de um grupo de aprendizes. E, além de toda a pesquisa simbólica que será sintetizada nas obras, o projeto vai suscitar elementos fundamentais para a constituição de uma sociedade diversa:
> Reprodução de símbolos da Língua Brasileira de Sinais;
> A escultura ganha sinais em relevo para que as pessoas com deficiência visual possam apreciar a obra através do toque.
Stephan Doitschinoff - conhecido como Calma, nasceu em São Paulo, em 1977. É um artista autodidata e sua formação foi muito influenciada pela convivência com os mais diversos tipos de crenças e rituais religiosos. Além de filho de pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas, Stephan conviveu no bairro em que passou sua infância e juventude em contato com um centro Hare Chrishna e até mesmo um terreiro de umbanda. Cresceu, assim, absorvendo a estética do simbolismo religioso nas mais diferentes situações, na convivência diversa em sua infância e em meio a estudos sobre religiões orientais, alquimia e arte sacra. A multiplicidade integra sua história não só em vivências ou estudos da religiosidade, mas também no cotidiano e no percurso profissional. Adolescente, Stephan envolveu-se com a cultura do skate e os movimentos punk e hardcore de São Paulo. Elaborava capas de discos de bandas e trabalhava como assistente do cenógrafo Zé Carratú, pintando cenários de grandes shows de rock dos anos 1990. Mundos que podem se mostrar tão distantes, em seu percurso se conectam. O envolvimento com o hardcore, por exemplo, o levou a se tornar vegan e, em seguida, macrobiótico. Passou também a estudar o zen budismo e o taoísmo e, devido ao profundo interesse pela influência da religiosidade sobre a mente humana, aprofundou seus estudos em leituras de psicologia junguiana e mitologia, ampliando assim sua pesquisa estética e filosófica. A partir de 2002, Stephan passa a interagir e intervir na cidade por meio da pintura e da aplicação de pôsteres, adesivos e estênceis. Seu estilo se destaca na cena da nova arte urbana, gerando convites para participar de exposições em diferentes cidades do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. Trabalhando também com ilustração, sua produção diferenciada lhe rende, em 2006, o prêmio Jabuti de Ilustração, pelo livro “Palavra Cigana” (Cosac Naify). Após residência artística na Inglaterra, retorna ao Brasil e parte para o desenvolvimento de seu mais audacioso projeto artístico: Lençóis (BA). Imerso na realidade dessa cidade onde morou por três anos, e tendo como fonte de referência e inspiração as crenças e histórias de seus moradores, Stephan realizou intervenções na cidade e seus arredores. As fachadas dos casebres, a igreja e até mesmo o cemitério formaram um conjunto pictórico de dimensões grandiosas. Essa grande instalação urbana, que envolveu toda a população da cidade, é um trabalho de fôlego que desenvolve importantes questões sobre as dimensões político-sociais da arte pública. A experiência foi documentada no filme Temporal, produzido pela Movie Art, e em sua monografia Calma. The Art of Stephan Doitschinof, publicada pela editora alemã Gestalten. Integrando a mostra De Dentro para Fora/ De Fora para Dentro no Museu de Arte de São Paulo, Stephan apresentou uma retrospectiva de suas pinturas e desenhos, fotografias documentais do trabalho realizado na Bahia, o mural AD ASTRA PER A SP ER A e uma complexa instalação com o título NOVO ASCETICISMO . As produções expostas, realizadas em diferentes técnicas e suportes, distribuídas em quatro ambientes, levaram o artista a receber o título de Artista Revelação de 2009, pela APCA- Associação Paulista de Críticos de Arte. No mesmo ano, recebeu também o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura . A premiação, realizada por um edital da Fundação Nacional das Artes e do Ministério da Cultura, contemplará seu próximo projeto autoral, nomeado A Mão. O intuito dessa proposta artística e educativa é, por meio da instalação em espaços públicos de obras produzidas pelo artista e por um grupo especial de aprendizes, incitar uma reflexão sobre o diálogo de nossa herança cultural com a contemporaneidade. Os produtos dessa experiência serão um grande painel produzido coletivamente e uma escultura, que será instalada nos arredores do Ponto de Cultura Museu Afro Brasil.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Acervo da Choque
Rua Medeiros de Albuquerque, 250, Vila Madalena - São Paulo - Tel (11) 3061-2365
www.choquecultural.com.br |
2010
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Estrelas do Design Finlandês - A mostra reúne mais de 200 peças selecionadas pela curadora Marianne Aav, apresentando o design da Finlândia sob cinco perspectivas distintas: Nacional/Internacional; O material ; Natureza como ponto de partida; Forma Pura; e Inovação. Organizada pelo Museu de Design de Helsinque, com o apoio da Embaixada da Finlândia e patrocinada pela Tok&Stok, a mostra reúne desde nomes históricos até a novíssima geração.
Esta exposição demonstra o sucesso de uma nação que colocou o design como projeto de país, tornando-o fonte primordial da identidade e da economia nacionais. Por isso a mostra traz um balanço de como o traço, que caracteriza o design finlandês em sua história tão bem sucedida, vem se desenvolvendo e se reinventando até hoje. “Além da qualidade inquestionável do design da Finlândia foi esse exemplo de visão política, na qual se uniram criadores, forças produtivas, capitais de grande porte, governos e meios de comunicação, que nos entusiasmou a realizar esta exposição no Instituto Tomie Ohtake”, afirma Ricardo Ohtake, diretor da única instituição do país voltada a promover as artes plásticas, a arquitetura e o design.
Entre os basilares estão o pintor Akseli Gallen-Kallela e o arquiteto Eliel Saarinen (1873-1950), que deram sua contribuição ao design introduzindo características nacionais ao espírito internacional do Art Nouveau; o consagrado Alvar Aalto (1898 – 1976), que combinou uma linguagem orgânica da forma com o funcionalismo, tanto na arquitetura quanto em mobiliário e objetos de vidro; o modernista renovador, Tapio Wirkkala (1915-1985), com seus desenhos da natureza e artesanais, especialmente reconhecido por seu trabalho em vidro; e Kaj Franck (1911-1989), importante por suas obras em vidro e cerâmica, além de ter sido o primeiro a promover a reciclagem. Na geração intermediária destacam-se Timo Sarpaneva (1926-2006), Ilmari Tapiovaara (1914-1999), Maija Isola (1927-2001), Oiva Toikka (1931), Eero Aarnio (1932), enquanto entre os mais jovens estão Maija Louekari (1982), Harri Koskinen (1970) e Ilkka Suppanen (1968). Por sua vez, a exposição traz as reconhecidas marcas e empreses: Arabia, Iittala , Fiskars , Marimekko , Nokia , Vivero , Martela , Asko , Vuokko e Metso .
Segundo os organizadores da exposição, essa linguagem nacional da forma surgiu na época em que a Finlândia buscava seu lugar como nação independente e para encerrar a influência russa. A primeira chamada “idade do ouro” do design finlandês, na virada do século 19 para o 20, foi a conquista dos artistas e arquitetos – que também se tornaram interessados em desenhar objetos – em manter o conceito do Art Noveau em todos os trabalhos artísticos. Porém, o real sucesso da história do design finlandês começou nos anos 1950, após a Segunda Guerra. Tanto as necessidades da indústria, quanto a dos consumidores, coincidiram felizmente para formar a base que possibilitou uma geração de jovens chegarem ao pós-guerra produzindo design. E essa produção foi utilizada impressionantemente como instrumento de criação de uma identidade finlandesa. Nas últimas décadas, a tecnologia, que já era sofisticada, levou o país a novas linhas de fabricação, como os celulares, indústrias de celulose, gerenciamento da engenharia etc. Patrocinador: Tok&Stok - Apoio: Nokia, Pöyry, Metso Paper, Wartsila
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros - SP/SP - Tel 11 2245-1900
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Movimentos Estáticos - Obra da artista brasileira Iara Simonetti é exposta pela primeira vez no Brasil. Em uma sociedade que progride para uma situação em que cada indivíduo vive fechado numa célula ou numa bolha, submetendo-se a todo tipo de restrição em nome da segurança e do conforto, ou refém da ambição e da competitividade; o que ainda nos mantém universais é nossa sensibilidade, expressa através de uma simbologia gestual comum, e o poder de comunicação que possuímos.
Iara Simonetti, nascida em São Paulo, formou-se em Artes Plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Deixou a capital paulista rumo à Europa e, desde 1987, vive em Munique, na Alemanha. O tema da sua criação é a espécie humana representada na pessoa, no indivíduo e na expressão gestual de seus sentimentos e pensamentos.O olhar da artista capta situações e sensações rotineiras que normalmente passariam sem registro - inclusive pela personagem observada. E são justamente estes instantes, despercebidos ou mal percebidos, que ela retira da obscuridade e transpõe para sua obra - de forma integral, representando a postura de pessoas de corpo inteiro; ou de forma parcial, para acentuar partes do corpo onde se concentra a tensão do momento. Ao combinar recortes de camadas de madeira com diferentes espessuras, como em uma colagem, Iara compõe objetos esculturais com efeito de bi-tridimensionalidade. Os recortes formam desenhos, posteriormente tratados como pinturas, com cores fortes e bem definidas.
Como quadros-esculturas, as figuras são apoiadas à parede e a ela se integram, deixando vagos os espaços onde residem seus limites. Assim, ao extrair a humanidade dos indivíduos de seu cotidiano e integrá-la ao ambiente, Iara faz com que o Homem retome seu posto, que volte a ser o foco das atenções. Quem observa o resultado vê a si e ao outro. Sente e ressente coisas esquecidas. Comunica-se com a obra e lembra que é humano.
Artista premiada, com diversas exposições individuais e participações em coletivas em países como Alemanha, Bélgica, França e Espanha; esta é a primeira vez em que Iara Simonetti tem a oportunidade de apresentar seu trabalho aos brasileiros, no Brasil.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Tu Mercado de Arte e Moda
Av Pedroso de Moraes, 793 – Pinheiros - Tel. 11-3816-3100
www.tumercadodearteemoda.com.br |
2010
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Desfiar Arte. Desvestir Corpos - A artista plástica Helena Lopes traz a São Paulo a exposição em três séries produzidas especialmente para a mostra. Serão apresentadas 24 pinturas-decalques sobre finíssimo papel japonês tenjugo 10 g/m2, criadas a partir de uma folha de Monstera , planta popularmente conhecida como costela-de-adão, que figura como o elemento estruturador da sua obra. A mostra acontece na galeria Arte Infinita, de 6 a 30 de abril, com entrada franca. Nanquim, tinta acrílica, neutrol, fios, alguns feitos com pó do cerrado, e impermeabilizantes são utilizados nas obras. Na série preto e branco, o nanquim, uma tinta fluída, é depositado sobre o papel e vai se espalhando até o limite demarcado pela aplicação do impermeabilizante. As áreas demarcadas, claro e escuro, se justapõe e se expandem através das sombras que emergem entre esses espaços, enriquecendo a composição.
Já na série azul, a imagem é criada com o uso de uma espessa camada de tinta acrílica. Aberturas, buracos e rasgos oxigenam o espaço e provocam um jogo de forças entre a transparência do papel e o impasto da tinta, sugerindo que a imagem quer sair do seu espaço bidimensional. “Um sutil fio feito com pó vermelho do cerrado é usado para completar a composição, estabelecendo divisões espaciais que surpreendem o espectador pelo aspecto quase infrareal”, explica Graça Ramos, curadora da exposição.
Nas caixas-varal, outra série da exposição, o papel é tratado com impermeabilizante e pó do cerrado antes de receber a imagem. Partes da Monstera foram recobertos com neutrol e transferidos para o papel com o auxílio de um ferro de engomar. Os materiais se fundem pelo calor, recriam as formas e são dependuradas no varal como vestimentas depois de engomadas.
“A obra de Helena Lopes concentra-se na provocação ao despojamento. A série de pinturas-decalques apresentada nesta exposição configura uma imagética de regresso à pele do corpo e, em deslocamento crítico, à da arte. O conjunto dos trabalhos estimula a reinterpretação de antigas construções simbólicas que levaram ao excesso de vestimenta e, por desvio semântico e rigor poético, indagam sobre as inúmeras texturas do fazer artístico”, conclui Graça Ramos.
Helena Lopes - Paulistana, moradora de Brasília há 35 anos, começou sua carreira na década de 70 quando ingressou no curso de Artes Plásticas da Universidade de Brasília (UnB). A artista já participou de mais de 30 exposições individuais e coletivas, como expositora ou curadora. Internacionalmente, suas obras estiveram expostas em eventos em Londres, Havana, Miami, Porto Rico e Cidade do México.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Arte Infinita
Rua Mateus Grou, 629 - São Paulo - SP - Tel (11) 3032-3151
www.arteinfinita.com.br |
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Alice in ChicChicland - A Chic Chic Lab de Criação, de Fanny Feigenson, designer, artista plástica e educadora, e sua filha Tatiana Grinfeld, psicóloga e designer de roupas e acessórios, abre a exposição Alice in ChicChicland. Com o intuito de abraçar a causa de importantes instituições como a ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e o Instituto Mariana a Chic Chic lab de criação mergulhou no universo dos sonhos dos contos de Lewis Carroll e convidou 40 artistas para buscar inspiração no imaginário deste autor, que está voltando às telas dos cinemas sob a visão do diretor Tim Burton.
Na ocasião nomes como , Regina Strumpf, Sarah Oliveira, AMAPO, Bernardo Krasniansky, Carolina Whitaker, Erika Ikezilli, FGMF arquitetos, Lorena Calábria, Miriam Pappalardo , Valdir Cimino, Wellington Nogueira (Doutores da Alegria), serão 40 entre artistas a arquitetos, foram convidados para customizar o tradicional espelho com moldura laranja, da forma que desejarem com inspiração o tema Alice, referência ao conto “Alice através do espelho e o que ela encontrou por lá”, publicado em 1871 por Lewis Carroll como continuação de “Alice no país das Maravilhas”.
O resultado de todo esse trabalho será exposto, a partir do dia 17, e vendido na loja pelo preço único de R$ 200,00. A venda dessas obras será revertida para a ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e para o Instituto Mariana, organizações não governamentais que difundem os conhecimentos sobre o transplante de medula óssea e auxiliam as pessoas que necessitam de um suporte clínico nesta área.
Além disso, outros produtos relacionados ao tema serão vendidos pela Chic Chic, como a coleção “Alice no País das Maravilhas da Disney pelos olhos de Ana Strumpf e pelas mãos da ONG Orienta Vida” e “Who are you” , produzida pelo Coletivo Amor de Madre.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
ChicChic Lab de Criação - Shopping Portal do Morumbi
Av. Guilherme D. Villares, 1269 Loja 21A – Morumbi - Tel. 11 3507-7304. |
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Exposição “Charles Darwin: Evolução para Todos - No ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da obra “A Origem das Espécies”, o Museu de Zoologia da USP – detentor do mais completo acervo da fauna da região Neotropical do planeta que abrange da Patagônia ao México - reafirma com a exposição “Charles Darwin: evolução para todos!” seu compromisso de fomentar a cultura científica e a formação de cidadãos críticos, seguindo recomendações internacionais para os museus de história natural.
Com curadoria de Maria Isabel Landim - uma das maiores especialistas brasileiras em Darwin e presença destacada em eventos internacionais sobre o tema -, a mostra a presenta a história da revolucionária teoria de Darwin e de como ela permeia a pesquisa realizada pelo Museu de Zoologia. Dividida em módulos, a exposição reúne riqueza de elementos, como réplicas de fósseis de animais, ilustrações, fotografias, objetos diversos, mapas, livros, farta documentação, filmes, além de raridades e exemplares científicos pertencentes ao acervo do Museu, entre outros.
Um grupo de esqueletos que inclui orangotango, gorila, chipanzé e o homem, recebe os visitantes com um dos grandes enigmas de nossa espécie: “Quem somos nós?” Para responder esta questão e por que existem e já existiram tantas espécies de seres vivos no planeta, o primeiro módulo confronta a teoria evolutiva às explicações místicas ou divinas, que prevaleciam até o século XIX sobre a origem da vida, ilustrados por meio de diferentes mitos da criação, da tradição judaico-cristã, como relatado no Gênesis, às teorias egípcias e até de índios brasileiros Karajás.
A partir daí, o visitante começa a entrar no mundo de Darwin e compreender o poder explicativo da ciência e suas evidências, por meio de observações de uma série de padrões da natureza, com base em registros fósseis, distribuição geográfica e no desenvolvimento de plantas e animais. “Ao reunir inúmeros fatos isolados da história natural em uma única explicação lógica – a teoria da evolução pela seleção natural – Charles Darwin elucida a questão que faltava para que a biologia se tornasse uma poderosa ciência, desencadeando saltos na compreensão de inúmeros fenômenos naturais, com aplicações nas mais diversas áreas do conhecimento, da medicina à agropecuária, da psicologia à ecologia, da economia à informática”, explica a curadora, Maria Isabel Landim.
Veja mais sobre Carles Darwin e o Museu de Zoologia
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Avenida Nazaré, 481 – Ipiranga - SP/SP - Tel. (5511) 2065-8100
www.mz.usp.br
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Exposição “Oceanos” - Aquecimento global, pesca predatória, falta de ordenamento costeiro e diminuição da biodiversidade são graves ameaças aos oceanos. Atualmente, menos de 1% da área marinha do planeta é classificada como protegida, quando o ideal seria 40%. E metade do oxigênio necessário à vida na Terra vem dos mares - reguladores do clima, chuvas, vento, fonte de alimento e renda para milhões de pessoas.
Em perseguição pacifista a navios baleeiros do Japão, a organização global Greenpeace realizou na Antártica a expedição "Trilha das Grandes Baleias", entre outubro de 2007 e fevereiro de 2008. De acordo com o Greenpeace, todos os anos essa atividade no continente é justificada com argumentos de pesquisa científica, mas trata-se de uma “caça" comercial, apesar da proibição em vigor desde 1986.
Ao seguir esta frota baleeira, o Greenpeace não só impediu a caça de mais de cem baleias, como demonstrou ser possível realizar pesquisa não-letal e estudar esses animais sem atirar nenhum arpão. A viagem também expôs outras ameaças à vida marinha e indicou soluções globais para a preservação dos oceanos.
Exposição
Resultado desta expedição, a mostra “Oceanos” vai além de propor contato com a beleza dos mares e instiga, ao mesmo tempo, a reflexão sobre a importância da vida marinha para a sobrevivência do planeta. A exposição reúne painéis fotográficos, que mesclam paisagens marinhas, registros de espécies que habitam os mares da Antártica e cenas da histórica perseguição aos navios baleeiros, entre outras imagens contundentes ou de rara beleza. Para completar, uma instalação inflável de 15 metros de comprimento reproduz a baleia jubarte, espécie que vem sendo rastreada n o Pacífico Sul pelo Greenpeace, e m colaboração com as organizações internacionais. Voluntários do Greenpeace estarão no local da exposição para disponibilizar mais informações aos interessados.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Raposo Shopping
Rodovia Raposo Tavares, Km 14,5 - São Paulo - Tel 11 3735-0780
www.raposo.com.br |
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“O Deserto Não é Silente” - Depois de Tóquio, Roma, Paris e mais sete cidades, mostra de arte e civilização líbia apresenta, entre outras, obras do filho do líder Muammar El Gaddafi, no Museu Afro Brasil. A Gaddafi International Foundation for Charitable Associations , sob a liderança do arquiteto e artista plástico Saif El Islam El Gaddafi, filho do líder líbio Muammar El Gaddafi, e o Museu Afro Brasil apresentam “O Deserto Não É Silente” – uma seleção das mais importantes obras do patrimônio arqueológico e da arte contemporânea da Líbia. A curadoria é de Emanoel Araujo, diretor do Museu Afro Brasil.
A mostra abriu no dia 9 de março e os visitantes poderão admirar até 18 de abril de 2010, peças arqueológicas greco-romanas e islâmicas na forma de esculturas , mosaicos e objetos da vida cotidiana . Pinturas de três artistas contemporâneos também serão apresentadas: obras de Saif El Islam El Gaddafi , Fawzi Swei e Salaheddine Shagroun .
A exposição reúne 28 valiosas peças arqueológicas e 51 telas , sendo 39 de Saif El Islam El Gaddafi, 6 de Fawzi Swei e 6 de Salaheddine Shagroun. As pinturas, na maioria a óleo , são tanto figurativas quanto abstratas, todas tendo por tema o deserto, que encarna, de acordo com o tratamento , um lugar de passagem , uma memória , uma fonte de vida , a eternidade ou um apelo.
A Fundação Gaddafi é uma ONG com sede em Trípoli, capital da Líbia, que tem como objetivo lutar pelos direitos humanos, pela pobreza e pelos prisioneiros de guerra. Por meio da exposição , o público terá a oportunidade de conhecer a variedade e a riqueza do passado histórico da Líbia e um pouco de sua arte contemporânea . Esse país de grande extensão territorial , localizado no Norte da África, foi sempre um centro de criatividade e ponte entre o Oriente e o Ocidente e entre o Mediterrâneo e a África subsaariana.
A mostra é itinerante e já foi exibida em 10 grandes cidades do mundo : Paris, Berlim, Londres, Roma, Milão, Genebra , Viena, Madri, Tóquio e Montreal.
O evento , organizado pela Gaddafi International Foundation for Charitable Associations e pelo Museu Afro Brasil, tem patrocínio da Odebrecht e copatrocínios da Petrobras e do Espírito Santo Investment e apoio do Banco ABC Brasil.
Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera - Entrada pelo portão 10 - Tel.: (55 11) 5579 0593. |
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A Obra e o Destino, exposição de Odilla Mestriner, com curadoria de Jacob Klintowitz, traz 32 trabalhos entre pinturas, desenhos e gravuras, realizados em cinco décadas, de 1960 a 2007, que pontuam sua carreira. Cerca de 40% da mostra é inédita para o grande público, assim como seu caráter antológico, propondo uma leitura mais abrangente e panorâmica da artista. Está é a primeira individual da artista após seu falecimento em 10 de fevereiro do ano passado.
Odilla Mestriner, vida poética e o luminoso mistério da arte, por Jacob Klintowitz
A obra e a vida de certos artistas sempre se constituem em um luminoso mistério, pois parece tão curta a vida para tão grande amor. Eu penso na existência de Odilla Mestriner, emanação que continua a se oferecer como referência e claro enigma. A sua obra multiforme, complexa, corajosa e severa e a sua vida encontram-se, de tal maneira interligadas, que não há distinção entre elas, e a artista, como um personagem absolutamente íntegro e clássico, é o seu próprio destino. Como Medéia, Aquiles ou Antígona, o seu percurso é a trajetória de sua história terrena e divina e ela se torna símbolo de si mesmo e paradigma de um modelo de estrutura nuclear trágica.
Odilla Mestriner foi uma pintora nascida em Ribeirão Preto (1928 -2009) e de forte inserção na arte brasileira, tendo participado de importantes exposições coletivas, mostras antológicas e de sete edições da Bienal Internacional de São Paulo. Nos últimos anos, chocada com a violência urbana, permaneceu quase integralmente no seu ateliê. O que apenas evidenciou a sua opção pelo silêncio e pelo recolhimento. Em 1987 eu escrevi e desenhei o livro sobre o seu trabalho e ela somente me falava de sua obra e de seus deveres com a arte e a educação da sensibilidade do público. A existência poética de uma pintora.
A obra de Odilla Mestriner se alicerçou num desenho preciso e numa composição geométrica. É sobre esta sólida base que a sua cor se tornou lírica. Os seus assuntos são referências objetivas – casas, signos zodiacais, pássaros, espantalhos, rostos, paisagens, barcos, andantes – que ela desenvolveu com lógica seqüencial e espírito universal, tornando-os formas da epopéia humana. Como desenhista, gravadora e pintora, Odilla Mestriner foi brilhante. E generosa nas obras-homenagem nas quais recria temas de artistas admirados, como Antonio Henrique do Amaral e Lasar Segall.Odilla Mestriner foi uma mestra cuja vida de artista talentosa foi dedicada à arte e a enriquecer de qualidade estética a existência das pessoas. Claro enigma? É simples, trata-se de uma rainha.
Sobre a Artista
Odilla Mestriner. Desenhista e pintora. Entre 1955 e 1956, estuda na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto, onde é aluna de Domenico Lazzarini (1920-1987). Nessa época monta seu ateliê e apresenta seus trabalhos na Exposição do Centenário de Ribeirão Preto, em 1956. As principais características de sua produção definem-se nesse momento: o interesse pelo desenho , com suas linhas e texturas, e a temática urbana. Realiza sua primeira individual na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura, no Rio de Janeiro, em 1959. A artista emprega várias técnicas, como pintura em acrílica , desenho, aquarela e nanquim . Ao longo de sua trajetória artística, Mestriner permanece vinculada à sua cidade natal. Recebe, entre outros, o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, em 1973. Participa de todas as edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1959 e 1969, recebendo nesse ano o prêmio aquisição Itamaraty. Em 1987, é publicado livro de Jacob Klintowitz sobre sua produção, pela editora Raízes. São realizadas as retrospectivas Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP , em 1983; e a Retrospectiva no Museu de Arte de Ribeirão Preto, juntamente com a publicação do catálogo Odilla Mestriner e a arte em Ribeirão Preto , com texto do historiador da arte Tadeu Chiarelli, em 1994. (Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural).
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço Cultural Citi
Av. Paulista, 1111, térreo Tel. 11.4009.3000
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Exposição: Robert Rauschenberg E m 1953, Rauschenberg pediu a seu amigo, o compositor John Cage, que passasse com seu automóvel Ford modelo A, com pneus entintados, sobre vinte folhas de papel unidas por fita adesiva. Assim, utilizando o carro como prensa e os pneus como matriz, o artista criou a famosa obra Automobile Tire Print . “Essas primeiras experiências com a gravura uniram ideias sofisticadas a métodos, senão primitivos, incomuns, e forneceram a base de suas gravuras e pinturas posteriores”, explica em seu texto especialmente produzido para esta exposição, Mimi Thompson.
A característica livre utilização da impressão por Rauschenberg, em obras únicas ou em múltiplos, pode ser conferida nos trabalhos reunidos nesta primeira grande mostra do artista no Brasil, organizada pelo Instituto Tomie Ohtake, com a colaboração de Robert Rauschenberg Studio, da galeria PaceWildenstein e da ULAE Universal Limited Art Editions. São 98 obras, 23 peças únicas e 75 gravuras, do artista cuja primeira exposição importante internacional da qual participou foi a V Bienal Internacional de São Paulo, em 1959.
Rauschenberg, um dos grandes formuladores da Pop Art – movimento que trazia para a arte o objeto comum, reformulava a dimensão da pintura, quebrava as divisões tradicionais das modalidades artísticas, e deslocava definitivamente o centro da arte para New York –, acabou falecendo em maio de 2008, antes de vir ao Brasil para a abertura da mostra como tanto desejava.
Segundo Mimi Thompson, a adoção de métodos incomuns de impressão foi o modo encontrado por Rauschenberg para expandir a apropriação de imagens que recolhia para aplicá-las em suas gravuras e pinturas. “Ao mesmo tempo em que tinha um sofisticado diálogo com imagens do século XV, o artista se interessava pelas sucatas de metal em um ferro-velho perto de sua casa na Flórida”, comenta Thompson.
Nesse campo inesgotável de materiais, constavam desde chapas de impressão e clichês descartados pelos jornais New York Times e New York Herald Tribune, e o próprio papel-jornal, até imagens de ícones da pintura, como a Mona Lisa, de da Vinci, Vênus no Espelho , de Velasquez, entre outros. A fotografia e o uso pictórico de substâncias de revestimento, difusores, sais e agentes oxidantes são freqüentes em sua produção.
O interesse de Rauschenberg de libertar a arte de conceitos tradicionais, além da ampla utilização de técnicas mistas e materiais diversos nas obras bidimensionais, levou-o a trabalhar também com instalação, performance e dança. Em 1962, já havia concebido cenários para Merce Cunningham e Paul Taylor, criado a combine painting First Time Painting (Pintura de Primeira Viagem, 1961) durante a performance intitulada Homage to David Tudor (Homenagem a David Tudor) e se preparava para apresentar Pelican (Pelicano, 1963), performance na qual usava patins e trazia atrás de si um para-quedas aberto.
A conexão entre imagem e palavra também foi foco das investigações do artista que, em 1978, estabeleceu uma parceria com o poeta russo Andrei Voznesensky, resultando em projeto que apresenta imagem e texto como elementos visuais equivalentes, evocando simultaneamente o interesse de Rauschenberg pela colagem e a emotividade do poeta. Conhecido por sua generosidade, Robert Rauschenberg (1925, EUA – 2008, EUA), deixou, às vésperas do século XXI, 21 propostas de direitos humanos para o novo milênio e fez 21 doações de álbuns de gravura para museus de todo o mundo, inclusive para o MAC-USP.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros - SP/SP - Tel. 11 2245-1900. |
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Olhar Urbano - Exposição com trabalhos de Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Marcos Prado, Fabio Correa, Renata Castello Branco e Ucha Aratangy que emprestam sua visão particular sobre a cidade para o projeto Olhar Urbano, que retrata em 26 imagens ícones arquitetônicos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. O projeto é uma iniciativa da Brookfield Incorporações, responsável pelos edifícios fotografados.
Referências urbanas variadas nortearam o trabalho dos fotógrafos convidados. Concebido para ser um prédio de silhueta horizontal, mais baixa que a de seus vizinhos, o edifício Landmark diferencia-se mais pelo formato original de suas fachadas, curvas e envidraçadas, do que por seu tamanho. As famosas fachadas são ponto de destaque no ensaio de Bob Wolfenson, que também jogou com os frames e sequências de janelas e corredores.
Instalado no tradicional bairro do Paraíso, o Top Towers tem projeto inovador. Sua arquitetura resgata as fachadas compostas, paginadas e lúdicas do centro de São Paulo das décadas de 40, 50 e 60 para criar torres escalonadas que oferecem diversas opções de pavimento. O resultado é uma multiplicidade de perspectivas: se observadas da estação do metrô Paraíso, as torres destacam-se como dois volumes independentes; se vistas a partir do metrô Vergueiro, ambas fundem-se visualmente. Famoso por seus cliques na urbana e noturna São Paulo, Cássio Vasconcellos , capturou a essência da arquitetura em imagens que quase extrapolam para a terceira dimensão.
Florida Penthouses traz o conceito de Penthouse, lançado pela Brookfield Incorporações no Brasil,, de se morar num espaço que traz ao mesmo tempo as vantagens de casa e do apartamento. Com pé-direito duplo e living interligado com terraço de grandes proporções, um dos diferenciais do projeto é a cobertura piramidal, explorada por Ucha Aratangy em seu ensaio. Ainda em São Paulo, foram retratados Villa Monteverde e Times Square. No Rio de Janeiro, foram escolhidos os edifícios Mar do Sul, Les Residénces de Monaco, Santa Monica Jardins Condominium Club, Quartier Ipanema e Reserva de Itaúna. Em Goiânia, o Québec, e, em Brasília, o Parque Cidade Corporate.
Bob Wolfenson - Landmark, São Paulo, e Les Residences de Monaco, Rio de Janeiro
Um dos maiores nomes da fotografia nacional e iniciou sua carreira como assistente aos 16 anos no estúdio da Editora Abril. Dono de um estilo inconfundível e de uma produção prolífica e multifacetada, que vai desde trabalhos encomendados pelo mercado publicitário até exposições em galerias e museus, passando pelas fotos de moda, nus, retratos e paisagens urbanas. Nos anos 1980, trabalhou em Nova York como assistente do grande fotógrafo de moda Bill King. Ganhador de inúmeros prêmios, Bob segue trabalhando incessantemente em São Paulo para as principais publicações nacionais e algumas internacionais.
Cássio Vasconcellos - Top Towers e Brascan Century Plaza, São Paulo
Fotografa desde os 15 anos. Já passou pela redação do jornal Folha de S. Paulo, Editora Abril e agência de publicidade DPZ. A megalópole São Paulo sempre esteve sob seu olhar, seja em suas famosas fotos aéreas ou em noturnas. Participou da mostra “Arte/Cidade” em 1994 e 2002. Em 2002 lançou o livro Noturnos São Paulo . Sua obra integra coleções da Biblioteca Nacional de Paris, França; Coleção Polaroid, EUA; MAM-SP e MAM-RJ; MASP, entre outros.
Fabio Correa - Villa Monteverde, São Paulo, e Mar do Sul e Santa Monica Jardins Condominium Club, Rio de Janeiro
Ingressou na carreira de fotógrafo em Nova York, atuando nas áreas de moda e publicidade. Entre Brasil e EUA trabalhou para as revistas Vogue, Marie Claire, Elle, Trip, Vanity Fair, American Vogue, Cosmopolitan , entre outras. Ganhou os prêmios “New York Art Directors Club” de publicidade com a Young & Rubicam, e “Prêmio Abril de Publicidade”, com a campanha da Cia. Marítima. Atualmente realiza trabalhos de fotografia, filmes e vídeos para UNESCO, UNICEF, Instituto Ayrton Senna e Petrobras.
Marcos Prado - Quartier Ipanema e Reserva de Itaúna, Rio de Janeiro
É fotógrafo, diretor e produtor. Dirigiu os filmes Estamira e Os Carvoeiros , baseados em ensaios fotográficos homônimos. Foi produtor de Ônibus 174 e Tropa de Elite . Estudou fotografia na Brooks Institute of Photography, Califórnia. Recebeu prêmios como o World Press Photo, o Focus on Your World, da ONU, o Hasselblad Máster, entre outros. Marcos Prado possui fotos nos acervos do MAM-SP, do MAM-RJ e do MASP.
Renata Castello Branco - Times Square, São Paulo e Parque Cidade Corporate, Brasília
Ela tinha a intenção de ser arqueóloga quando cursou História. Sua paixão pela fotografia surgiu ao ajudar o pai a fotografar formações rochosas e inscrições rupestres no Piauí. Começou a carreira com o fotógrafo Chico Albuquerque e trabalhou com o editor Murilo Felisberto na revista Senhor Vogue . Em 1985 fundou a ABRAFOTO. Atualmente é especializada em fotografia de interesse público e retratos de empresários e políticos, como Paulo Skaf, Fernando Henrique Cardoso e Gilberto Kassab.
Ucha Aratangy - Florida Penthouses, São Paulo e Quebec, Goiânia
Ucha Aratangy é formada na FAU-USP, mas muito antes da faculdade já pensava a respeito do olhar fotográfico. Aos quinze anos de idade iniciou-se profissionalmente como assistente do fotógrafo Chico Albuquerque e, em 1989, montou estúdio próprio. Em 2000 mudou-se para Barcelona onde morou por seis anos, e aprimorou seus estudos em Imagem Digital e Gestão de Cores. Na volta ao Brasil, reabriu seu estúdio em São Paulo, onde trabalha com fotografia de still e ainda mantém o olhar na arquitetura, desenvolvendo trabalhos para diversas revistas, construtoras e arquitetos. Já expôs seu trabalho em duas individuais na França coletivas na Espanha e no Brasil.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
MuBE
Av. Europa 218 - SP/SP - Tel. 11 2594-2601 |
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CowParade São Paulo 2010 - Circuito das Vacas - A CowParade alegrará as ruas com um inusitado rebanho colorido com cerca de 90 vacas em tamanho natural, feitas em fibra de vidro, criadas especialmente para o evento e assinadas por artistas plásticos, designers, grafiteiros, arquitetos que vivem e são apaixonados por São Paulo.
A CowParade, mostrará obras assinadas por Inez Saragoza, Sônia Menna Barreto, Maramgoní, Marcelo Faisal, Marcello Serpa, Hans Hossi, Morandini, Reynaldo Berto, Luciana Mariano, C. Sidoti, Antonio de Olinda, Glauco Diógenes, Lucas Pennachi, Toligadoboe, entre outros.
As vaquinhas estarão espalhadas pela cidade em pontos de grande fluxo de público, como Av. Paulista, Av. Brig. Faria Lima, Oscar Freire, Av. Cidade Jardim, Av. Henrique Schaumann, estações do Metrô, rodoviárias, museus, shoppings, parques e praças.
As obras que serão expostas, foram patrocinadas por 27 empresas privadas, além das produzidas pela TopTrends, detentora dos direitos de produção do evento no Brasil e no final da exposição serão leiloadas. O resultado obtido vai para entidades beneficentes e ongs. Este ano irá para a Gol de Letra e Ong Florecer(Paraisópolis).
Seus nomes e temas criativos, em alguns casos, brincam com o termo “cow” gerando divertidos títulos para as peças que remetem à fantasia, chamam atenção para problemas e belezas da cidade, homenageiam figuras pop, discutem assuntos atuais do dia a dia de uma das maiores metrópoles do mundo. Cowgestionamento, atenta para o calvário que é nosso trânsito; Cowçada, Vaca de Sampa, Pujança, Urbana, Vaca da Garoa homenageiam a cidade; Vaca Tattoo, Do Pasto à Passarela lembram as diferentes tribos que circulam incansáveis; Cicowvia, 100% Brasileira, Vá Carbono, Cowleta Seletiva falam de sustentabilidade, fazem lembrar que precisamos poluir menos e cuidar mais da cidade e do mundo; Micowjackson, Cowlorida, Cowfeína, Wooooodstock, confirmam que o bom humor persiste, mesmo dentro do caos. E é essa a proposta da CowParade, levar por onde passa a arte, beleza, integração, cultura e muita alegria.
Parte do gracioso rebanho foi produzido em galpão próprio da TopTrends e alguns artistas preferiram trabalhar em seus ateliês.
É um dos poucos projetos que envolvem a comunidade por inteiro: empresas, artistas locais, terceiro setor e o público, todos trabalhando em conjunto para a criação e o sucesso do evento cujo objetivo é valorizar a arte, embelezar a cidade, proporcionar uma forma de entretenimento e democratizar a cultura.
Paulistanos de qualquer idade e classe social são movidos pela irresistível atração exercida pelo rebanho que ocupará a cidade por dois meses com suas esculturas instaladas em pontos estratégicos, de grande acesso de público. A maior parte em espaços abertos, livres para o olhar, a contemplação e, sobretudo, a diversão.
Veja mais sobre a CowParade
A ABERTURA DA EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
MuBE
Av. Europa 218 - SP/SP - Tel. 11 2594-2601
www.cowparade.com.br/sp |
2010
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Hopes and Dreams - Marcio Simnch apresenta a exposição na Galeria Emma Thomas, marcando a última iniciativa das galeristas Flaviana Bernardo e Juliana Freire no espaço. Em abril deste ano, a galeria muda-se para o bairro da Barra Funda. Carregado de inspiração, o artista selecionou uma série de imagens para a mostra - sua terceira exposição individual - apresentando retratos e paisagens, além da atual pesquisa em outros suportes do universo da arte contemporânea. Essas impressões reunidas, revelam uma série de reflexões íntimas e pessoais, e trazem à tona sua aproximação com o naturalismo. As imagens apresentadas em Hopes and Dreams são espontâneas e denotam um teor analógico em tempos de grandes tecnologias. Em seus trabalhos, Simnch provoca um desolamento de tempo que os torna atemporais e mostra o quão intuitivo é o artista. Pela primeira vez, as fotografias tem suportes variados, como o papel algodão ou folhas de livros e revistas em que Simnch encontra trechos que se interliguem intrinsecamente com as imagens por ele capturadas.
No total são 33 imagens inéditas e os preços variam de R$ 1.000,00 a R$ 4.000,00.
Além das obras de Simnch, Marcio Banfi apresenta uma instalação da série Barragem, dentro do projeto Grandes Formatos, da Emma Thomas. O artista utiliza o "cabelo" como elemento para performance, fotografia, desenho e instalação. " Penso em força e identidade em todos meus trabalhos e também no papel do artista dentro da sua própria obra. Os cabelos na obra mostram a força furando uma barragem: um limite e, por conseqüência, todo o código de identidade existente na simbologia do cabelo”, revela Banfi.
Marcio Simnch é nascido em Giruá (RS), em 1974. Mudou-se para São Paulo em 1998, apenas seis meses após se formar em design gráfico para trabalhar como fotógrafo da revista Trip. Após sua experiência com retrato e fotojornalismo, passou a desenvolver seu trabalho em moda, sendo reconhecido por sua linguagem mais intimista. Márcio vem colaborando com diferentes publicações especializadas em fotografia de moda e arte, assim como uma vasta gama de campanhas publicitárias. Atualmente divide seu tempo entra Barcelona e São Paulo, mas também pode ser encontrado nas ruas de Paris, Amsterdam, Londres, Berlin capturando diferentes ângulos destas cidades e criando novas séries de fotografias. Nas artes, participou de diversas exposições coletivas no Brasil e exterior.
Marcio Banfi é natural de São Paulo, nascido em 1974. Formado em Artes Plásticas pela FAAP, foi editor de moda em revistas como Simples e Capricho. É professor de Styling e Fotografia de Moda na Faculdade Santa Marcelina e também na pós-graduação na Faculdade SENAC, além de colaborar com publicações, como TPM, Gloss, Elle, Plastic Dreams, Marie Claire, onspeed, Luz, Junior etc, além das marcas Levi's, TVZ, Sean John, Ecko, Lucy in the Sky. Banfi já participou de exposições em São Paulo, em espaços como a Galeria Vermelho, SESC, Paço das Artes, além de expor trabalhos na Art Gallery of York University, em Toronto, Canadá.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Emma Thomas
Rua Augusta, 2052, Cerqueira Cesar - SP/SP - De quarta a sábado das 16h às 20h
www.emmathomas.com.br
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Olhar Urbano - Exposição com trabalhos de Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Marcos Prado, Fabio Correa, Renata Castello Branco e Ucha Aratangy que emprestam sua visão particular sobre a cidade para o projeto Olhar Urbano, que retrata em 26 imagens ícones arquitetônicos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. O projeto é uma iniciativa da Brookfield Incorporações, responsável pelos edifícios fotografados.
Referências urbanas variadas nortearam o trabalho dos fotógrafos convidados. Concebido para ser um prédio de silhueta horizontal, mais baixa que a de seus vizinhos, o edifício Landmark diferencia-se mais pelo formato original de suas fachadas, curvas e envidraçadas, do que por seu tamanho. As famosas fachadas são ponto de destaque no ensaio de Bob Wolfenson, que também jogou com os frames e sequências de janelas e corredores.
Instalado no tradicional bairro do Paraíso, o Top Towers tem projeto inovador. Sua arquitetura resgata as fachadas compostas, paginadas e lúdicas do centro de São Paulo das décadas de 40, 50 e 60 para criar torres escalonadas que oferecem diversas opções de pavimento. O resultado é uma multiplicidade de perspectivas: se observadas da estação do metrô Paraíso, as torres destacam-se como dois volumes independentes; se vistas a partir do metrô Vergueiro, ambas fundem-se visualmente. Famoso por seus cliques na urbana e noturna São Paulo, Cássio Vasconcellos , capturou a essência da arquitetura em imagens que quase extrapolam para a terceira dimensão.
Florida Penthouses traz o conceito de Penthouse, lançado pela Brookfield Incorporações no Brasil,, de se morar num espaço que traz ao mesmo tempo as vantagens de casa e do apartamento. Com pé-direito duplo e living interligado com terraço de grandes proporções, um dos diferenciais do projeto é a cobertura piramidal, explorada por Ucha Aratangy em seu ensaio. Ainda em São Paulo, foram retratados Villa Monteverde e Times Square. No Rio de Janeiro, foram escolhidos os edifícios Mar do Sul, Les Residénces de Monaco, Santa Monica Jardins Condominium Club, Quartier Ipanema e Reserva de Itaúna. Em Goiânia, o Québec, e, em Brasília, o Parque Cidade Corporate.
Bob Wolfenson - Landmark, São Paulo, e Les Residences de Monaco, Rio de Janeiro
Um dos maiores nomes da fotografia nacional e iniciou sua carreira como assistente aos 16 anos no estúdio da Editora Abril. Dono de um estilo inconfundível e de uma produção prolífica e multifacetada, que vai desde trabalhos encomendados pelo mercado publicitário até exposições em galerias e museus, passando pelas fotos de moda, nus, retratos e paisagens urbanas. Nos anos 1980, trabalhou em Nova York como assistente do grande fotógrafo de moda Bill King. Ganhador de inúmeros prêmios, Bob segue trabalhando incessantemente em São Paulo para as principais publicações nacionais e algumas internacionais.
Cássio Vasconcellos - Top Towers e Brascan Century Plaza, São Paulo
Fotografa desde os 15 anos. Já passou pela redação do jornal Folha de S. Paulo, Editora Abril e agência de publicidade DPZ. A megalópole São Paulo sempre esteve sob seu olhar, seja em suas famosas fotos aéreas ou em noturnas. Participou da mostra “Arte/Cidade” em 1994 e 2002. Em 2002 lançou o livro Noturnos São Paulo . Sua obra integra coleções da Biblioteca Nacional de Paris, França; Coleção Polaroid, EUA; MAM-SP e MAM-RJ; MASP, entre outros.
Fabio Correa - Villa Monteverde, São Paulo, e Mar do Sul e Santa Monica Jardins Condominium Club, Rio de Janeiro
Ingressou na carreira de fotógrafo em Nova York, atuando nas áreas de moda e publicidade. Entre Brasil e EUA trabalhou para as revistas Vogue, Marie Claire, Elle, Trip, Vanity Fair, American Vogue, Cosmopolitan , entre outras. Ganhou os prêmios “New York Art Directors Club” de publicidade com a Young & Rubicam, e “Prêmio Abril de Publicidade”, com a campanha da Cia. Marítima. Atualmente realiza trabalhos de fotografia, filmes e vídeos para UNESCO, UNICEF, Instituto Ayrton Senna e Petrobras.
Marcos Prado - Quartier Ipanema e Reserva de Itaúna, Rio de Janeiro
É fotógrafo, diretor e produtor. Dirigiu os filmes Estamira e Os Carvoeiros , baseados em ensaios fotográficos homônimos. Foi produtor de Ônibus 174 e Tropa de Elite . Estudou fotografia na Brooks Institute of Photography, Califórnia. Recebeu prêmios como o World Press Photo, o Focus on Your World, da ONU, o Hasselblad Máster, entre outros. Marcos Prado possui fotos nos acervos do MAM-SP, do MAM-RJ e do MASP.
Renata Castello Branco - Times Square, São Paulo e Parque Cidade Corporate, Brasília
Ela tinha a intenção de ser arqueóloga quando cursou História. Sua paixão pela fotografia surgiu ao ajudar o pai a fotografar formações rochosas e inscrições rupestres no Piauí. Começou a carreira com o fotógrafo Chico Albuquerque e trabalhou com o editor Murilo Felisberto na revista Senhor Vogue . Em 1985 fundou a ABRAFOTO. Atualmente é especializada em fotografia de interesse público e retratos de empresários e políticos, como Paulo Skaf, Fernando Henrique Cardoso e Gilberto Kassab.
Ucha Aratangy - Florida Penthouses, São Paulo e Quebec, Goiânia
Ucha Aratangy é formada na FAU-USP, mas muito antes da faculdade já pensava a respeito do olhar fotográfico. Aos quinze anos de idade iniciou-se profissionalmente como assistente do fotógrafo Chico Albuquerque e, em 1989, montou estúdio próprio. Em 2000 mudou-se para Barcelona onde morou por seis anos, e aprimorou seus estudos em Imagem Digital e Gestão de Cores. Na volta ao Brasil, reabriu seu estúdio em São Paulo, onde trabalha com fotografia de still e ainda mantém o olhar na arquitetura, desenvolvendo trabalhos para diversas revistas, construtoras e arquitetos. Já expôs seu trabalho em duas individuais na França coletivas na Espanha e no Brasil.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
MuBE
Av. Europa 218 - SP/SP - Tel. 11 2594-2601 |
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Exposição: Brava Gente - Tide Hellmeister - Expressões de passageiros – do metrô, do ônibus e dos passantes das ruas de São Paulo – observadas por Tide Hellmeinster estão reunidas neste conjunto de 60 trabalhos: 58 pinturas e colagens acrílicas sobre papelão, da série Filhos de Deus, além de duas obras tridimensionais. Essa coleção de personagens nasceu quando o artista morava na Praça da Árvore, durante os percursos que fazia para ir trabalhar na região central da capital paulista. Depois, no estúdio, imaginava a vida de cada um e recortava, colava e pintava seus rostos – tristes, bondosos, malandros, egoístas, avaros, generosos, abatidos ou conformados –, criando pinturas absolutamente originais.
Tide Hellmeister, que entre uma ampla e notável produção como artista e designer gráfico ilustrou a coluna Diário da Corte de Paulo Francis, faleceu em 2008, no início da concepção desta mostra, concretizada então pelos esforços do filho André e da curadora Claudia Lopes. Nesta série, a obra plástica, com a sua fatura inconfundível, é combinada com textos, também criados pelo artista, nos quais Elizabeth Lorenzotti colaborou na redação. As histórias imaginadas por Hellmeister, que acompanham cada pintura, são carregadas do tom tragicômico da vida real. Pedro, Cornélio, Julio Prosa de Jesus, João Benjamin, Eli Regina e tantos outros personagens ganham imagem e biografia, com direito a datas de nascimento e morte.
Brava Gente , patrocinada pela Caixa Econômica Federal chega a São Paulo depois de passar pela Caixa Cultural Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Aqui a mostra foi ampliada e seis das histórias poderão ser ouvidas por meio de telefones antigos em ambientação especialmente criada para cada uma das vidas inventadas pelo artista. Em comum, esses pequenos cenários trazem o clima da casa/ateliê de Tide. O catálogo (grátis), com projeto gráfico de Cláudio Rocha e André Hellmeister, textos do próprio Tide, da curadora Claudia Lopes, do designer Chico Homem de Melo e do músico Marcelo Coelho, traz 14 personagens e há um encarte interativo para cada um compor a sua própria capa.
Recortar, colar e pintar é a linguagem que constrói a obra polivalente de Hellmeister. “...cada colagem, pintura ou montagem parece ter sido feita no vórtice de um redemoinho mental e espacial que foi incorporando em seu trajeto, figuras, móveis, pedaços de paisagem, signos, letras...para compor um feitiço encantatório muitíssimo organizado e articulado no espaço plástico, sempre com ritmo, equilíbrio e acima de tudo coerência lírica”, escreve Carlos Soulié Franco do Amaral ( Inquieta Colagem , Infolio Editorial). Na mesma publicação, o professor Chico Homem de Melo ressalta que, ao evocar uma herança barroca ao mesmo tempo em que faz conviver fragmentos de várias épocas e lugares, o artista inscreve-se na cena contemporânea.
Muito Tide, pela curadora Cláudia Lopes
Alguém me disse uma vez que as pessoas que mais se aproximam de Deus são os artistas... Com um botão, um pedaço de selo e algumas cores numa folha em branco, Tide criava um universo inteiro, incrível, fantástico e extraordinário. Compulsivo em permitir a passagem da luz, como num estrondoso choque de estrelas, propiciava o nascimento da vida-luz em suas obras. Ele não parava nunca, nem um só instante, de vivificar universos e personagens que nele habitavam. Certa feita me contou como nasceram os Filhos de Deus que originaram a mostra Brava Gente. Disse-me que trabalhou no centro de São Paulo e que, naquela época, morava na Praça da Árvore. Entre suas idas e vindas observava os “usuários” do Metrô. Então, impregnado de energias, cheiros e sons, em seu percurso diuturno, dava consciência aos Emílios, aos Nilos e aos Menezes que, com seus RGs e suas estórias povoavam, mais tarde, o imaginário de Tide, o seu mundo. E, assim como tantos que se acotovelam no Metrô, os Filhos de Deus também queriam sair: abrindo espaço com os cotovelos, iam se empurrando, se metendo num grande tumulto para que, um a um, pudessem passar mais rápido da idéia para as mãos de seu criador. Tinham pressa de vir a este mundo, como Tide também se apressava em trazê-los. Nosso mestre da colagem – e porque não dizer, também nosso mestre da pintura – trouxe à vida, além dos três filhos, mais de 5 mil trabalhos, alguns dos quais têm uma parte de sua alma e outros, sua alma toda. Hoje, Tide está em seu universo interior circundado por todos os amigos que fez e por aqueles que criou... Nós, no pseudo-exterior da realidade em que permanecemos, temos dele uma parte surrealista aparente e muito visível, que está conosco como um perfume bom, oriundo do privilégio que foi e é encontrar Tide Hellmeister.
Sobre o Artista
TIDE HELLMEISTER (SP,1942 - SP,2008) Paulista de 1942 estudou desenho e pintura com o pintor João Suzuki. Trabalhou como auxiliar de desenho e cenografia na extinta TV Excelsior, onde foi assistente do pintor e cenógrafo Cyro Del Nero. Foi colaborador da Masao Ohno Editora, onde executou livros de vanguarda como capista e programador visual, obtendo prêmio na Bienal do Livro do México de 1964. Participou de sua primeira exposição em 1963. Desde então desenvolveu uma obra múltipla. Trabalhou no projeto visual para a implantação do Jornal da Tarde. Recebeu os prêmios de melhor programador visual de 1973 e de melhor exposição de design gráfico na Pinacoteca do estado de São Paulo, em 2000, ambos conferidos pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Foi diretor de arte do SESC, SENAC e da Federação e Centro do Comércio do Estado de São Paulo. Foi diretor e consultor de arte na Editora Abril. Criou e editou o jornal Arte-Afinal. Foi parceiro do jornalista Paulo Francis, ilustrando, por sete anos, sua coluna semanal Diário da Corte, nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo. Colaborou com os principais órgãos da imprensa em São Paulo , com Estadão, Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, e outros Estados. Nos últimos anos, trabalhava em seu atelier Collages, em São Paulo , onde prestava consultoria de design e artes gráficas.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 -SP/SP - Tel. 11 3321-4400
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2010
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Exposição de Coleções de Moedas Raras e Curiosas - Durante o VII Congresso Latino Americano de Numismática, promovido pela Sociedade Numismática Brasileira, além de palestras com especialistas, comercialização de peças e lançamento de livros, haverá exposições de moedas muito raras e curiosas. Entre elas:
Coleção das moedas cunhadas em homenagem a todas as Copas do mundo (exemplares cunhados não só pelos países-sede quanto por países que não participaram das Copas como as ilhas Samoa! Samoa tem moeda que homenageia o Pelé)
Coleção de moedas “12 Césares” - Exemplares das primeiras moedas do mundo – como a do século IV A.C (Alexandre, o Grande) e uma cunhada em Atenas (século IV A.C).
Exemplares de moedas exóticas – feitas em bambu (chinesa), em forma de cruz (da região de Katanga, na África, que tinha “poder aquisitivo” para “ comprar uma noiva”); Moeda feita de porcelana ; Moedas em forma de barquinho, quadradas, etc...
Primeira Moeda do Brasil (século XVIII – 1720, Vila Rica)
Entre as exposições, também haverá uma de moedas comemorativas dos 15 anos do Plano Real e uma que tem como tema “arqueologia nas cédulas latino americanas” – é possível observar a numeração maia nas cédulas da Guatemala e outros "resgates de patrimônios culturais" em exemplares da Bolívia, Peru, Costa Rica, Brasil (cerâmica marajoara), Bolívia e Colômbia.
Outro assunto interessante durante o Congresso é a premiação (entre outros prêmios uma m edalha de prata) de seis alunos de escolas municipais (entre públicas e privadas, jovens entre 13 e 16 anos de idade) que participaram do I Concurso Municipal de Redação promovido pela Sociedade Numismática Brasileira – SNB. O tema foi “As moedas contam a história do mundo”. A SNB aliás tem um projeto de difusão cultural em andamento – eles contrataram duas professoras da USP para darem aulas nas escolas públicas já que a numismática tem tudo a ver com a história.
Veja mais sobre o Congresso e as Exposições.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Exposição de Coleções de Moedas Raras e Curiosas
no VII Congresso Latino-Americano de Numismática
Hotel Pestana São Paulo - Rua Tutóia, 77 - São paulo - SP |
2010
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Exposição de Carlos Páez Vilaró - A Galeria Bia Doria recebe a exposição de obras do renomado pintor uruguaio Carlos Páez Vilaró que contará com 47 telas.
A pintura de Vilaró é retrato das paisagens e culturas que lhe causaram impacto por suas experiências pelo mundo. Vilaró usou essas influências como forma de enriquecimento cultural. Autodidata, ignorou regras preestabelecidas e buscou trilhar seu caminho com total liberdade de estilo.
Sobre Carlos Páez Vilaró
Nascido em 1923, em Montevidéu, Uruguai, Carlos Páez Vilaró é hoje um dos mais reconhecidos artistas plásticos ao redor do mundo. Escultor, pintor, ceramista e arquiteto, Vilaró criou murais e esculturas para diversos escritórios governamentais e corporativos, residências e tantos outros edifícios. Entre suas obras mais conhecidas está a Capela de San Isidro, em Buenos Aires.
A arte de Vilaró iniciou-se em 1939, quando ainda jovem mostrou interesse pelo universo do desenho. Partiu para Buenos Aires, na Argentina, onde trabalhou como aprendiz de pintor em uma área industrial do centro da capital. No final de 1940, já de volta à sua cidade natal, dedicou-se ao estudo da cultura afro-uruguaia especificamente as danças “Candombé” e “Comparsa”. A partir dessa experiência, com extrema dedicação e paixão pelo tema afro-oriental, Vilaró se entregou totalmente à pintura e decoração dos candombes, incentivando e dirigindo o movimento folclórico.
Viajou a todos os países onde a negritude tinha presença marcante: Brasil, Senegal, Congo, República Dominicana, Haiti, Camarões, Nigéria, entre outros. Anos mais tarde, já radicado em Punta Ballena , há aproximadamente 100 km de Punta de Leste, o artista modelou com as próprias mãos a Casapueblo, uma espécie de casa, atelier, museu e hotel, que hoje é visita obrigatória dos turistas que viajam ao Uruguai.
Carlos Páez Vilaró rompe com as regras e tradições em tudo o que faz. Em seus trabalhos permite-se utilizar materiais diversos, sem seguir uma linha específica. E, com lealdade, mantém a influência africana em sua vida e carreira. Mais informações no site oficial: www.carlospaezvilaro.com
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Galeria Bia Doria
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1802 - Jardim Europa - São Paulo -
Tel: (11) 3063.0577 e 3063.0572 www.biadoria.com.br |
2010

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Exposição Ubuntu - palavra de origem Bemba, tribo que habita a Zâmbia, Tanzânia e Congo, diz respeito às qualidades que nos tornam verdadeiramente humanos e promovem abertura e disponibilidade para alcançar o outro em sua interioridade como a si mesmo, trazendo consciência e estado de presença nas inter-relações.
A exposição é resultado de um trabalho voluntário da fotógrafa em um projeto de educação em Lusaka, capital da Zâmbia, em julho de 2009. O projeto conta com 150 crianças de 1 a 8 anos de idade que fazem parte de algumas das 73 etnias espalhadas pela Zâmbia e arredores.
São 16 imagens de 30x40 cm em que constam as crianças do projeto e um pouco da ambientação daquela cultura. Os trabalhos estão disponíveis para venda para captação de fundos e aplicação dos recursos para melhoria das instalações da escola AMSAI, localizada em Emmasdale , uma das regiões menos favorecidas de Lusaka .
A Reserva Cultural é o primeiro espaço por onde passará a exposição, que viaja pelo Brasil na sequência . Em julho de 2010 seguirá para a Zâmbia, onde permanecerá como registro histórico.
Carioca residente em São Paulo , Mônica é fotógrafa há 15 anos e já passou por diversos países, como Croácia, Índia, França, Grécia, Turquia, Zâmbia e Estados Unidos. Na Índia teve a oportunidade de fotografar alguns dos mais consagrados músicos do país, tais como Hariprasad Chaurasia , Zakir Hussain , Shiv Kumar Sharma , etc. No Brasil, fotografou o Batuka ! Festival Internacional de Bateria, por sete anos. Além disso, há vários anos fotografa o maestro Edmundo Villani-Côrtes.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Reserva Cultural
Avenida Paulista, 900. Térreo Baixo - Tel : (11) 3287-3529.
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2010
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Expoisção “Viaje com os pontos de Jair Gabriel” - O ex-seringueiro da Amazônia, atualmente um dos mais renomados artistas da técnica do pontilhismo no mundo, traz seu talento a São Paulo. O espaço da Bom Destino Viagens e Turismo, é o local da exposição do artista. A vernissage acontecerá no dia 03 de dezembro, com quadros que retratam a cultura genuinamente brasileira. O foco é a natureza, com pássaros, ramos, borboletas, figuras humanas, pinturas inspiradas na época vivida pelo artista como seringueiro da região amazônica. “As telas de Jair Gabriel nos levam de volta à infância, fazem despertar sentimentos muitas vezes adormecidos pela vida frenética que levamos. Possuir uma de suas obras faz com que pensemos sobre a importância de dedicar parte de nosso tempo a momentos de reflexão e lazer”, afirma Luiz Fernando M. de Azevedo, proprietário da Bom Destino Viagens.
“Realizar minha exposição em um espaço diferenciado, que proporciona às pessoas momentos de descanso, como viagem com a família pelos belíssimos roteiros turísticos brasileiros, significa expor minha arte para aqueles que se preocupam com a natureza, bem-estar e qualidade de vida, e este é o objetivo dos meus quadros”, afirma Jair Gabriel.
Os quadros de Jair Gabriel ficarão à disposição do público até o dia 1º de fevereiro, que poderão desfrutar o talento deste artista em suas visitas à Bom Destino Viagens e Turismo.
Sobre Jair Gabriel - Nascido em 1950, em Rondônia, o ex-seringueiro da Floresta Amazônica se tornou um dos artistas mais renomados do mundo na técnica do pontilhismo, com exposições na França, Portugal, Itália e Suíça. Suas obras surpreendem os admiradores da arte contemporânea, que de maneira espontânea, criativa e muito bom gosto, levam à contemplação e desperta o subconsciente para os tempos áureos, a infância, trazendo à tona os desejos e lembranças mais íntimas do ser humano.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Bom Destino Viagens e Turismo
Rua Normandia, 57 – Moema – São Paulo- Tel| 11-3854-2436
www.bomdestino.com.br |
2010


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Vertigem - dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, OSGEMEOS, aterrissa pela primeira vez em São Paulo, no MAB, Museu de Arte Brasileira da FAAP, e promove o melhor diálogo do graffiti com as artes plásticas em instalações, pinturas, esculturas e objetos sonoros. A exposição tem o patrocínio exclusivo do Deutsche Bank.
Trata-se de uma nova “Vertigem”, diferente da mostra vista anteriormente em Curitiba e no Rio de Janeiro, pois inclui não só trabalhos apresentados nas duas cidades, mas uma série de novas obras concebidas por OSGEMEOS especialmente para o espaço do MAB.
Impossível de se precisar a quantidade e as características das obras da mostra, o que é um dado fundamental do caráter dos artistas, sempre voltados para a surpresa, o inesperado, e donos de uma impressionante capacidade de criar, surpreender, inventar. O que pode ser dito é que o visitante da exposição estará cercado por todos os lados pelo trabalho d’OSGEMEOS.
São obras que traduzem o sensível olhar da dupla sobre o cotidiano brasileiro, da periferia urbana ao folclore nordestino, em cenários surrealistas que remontam uma atmosfera de sonho por meio de cores alegres e personagens melancólicos. Desenhados por um lirismo ingênuo, figuras de pele amarelada, com narizes largos e olhos espaçados, surgem em painéis de madeira vestindo roupas coloridas em paisagens igualmente estampadas. São imagens poéticas que descrevem a realidade dos dois artistas. Elas explicam o singular processo de trabalho d’OSGEMEOS, irmãos e cúmplices na estética e no ofício.
“A beleza das cores, saturação de tons e formas é o que torna fascinante o trabalho da dupla. Esses elementos nos apontam uma alteração dos padrões estéticos da arte contemporânea atual. As personagens e suas fantasias e roupas, que sugerem uma inocente vaidade, misturam-se a retratos de famílias humildes, ninfas, corpos humanos com cabeças de peixes... Definindo seu processo criativo, OSGEMEOS afirmam transformar aquilo que aparece em seus sonhos”, explica Renato Silva no texto do catálogo da exposição. Visitação de 3 a . a 6 a . feira - das 10 às 20 horas; sábados, domingos e feriados – das 10 às 17 horas
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Museu de Arte Brasileira – Fundação Armando Alvares Penteado
Rua Alagoas, 903 – São Paulo - SP - Tel (11) 3662-7198
www. faap. br |
2010

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Exposição Arte Luce com Abajures Exclusivos by Roberto Camasmie - Para a criação desta exposição, o artista plástico reinventa o abajur e agrega ao objeto valor de obra de arte, ousando na arte e no design. Além disso, Camasmie criou um número limitado de pés e cúpulas, ao todo, são 25 peças com pinturas exclusivas, assinadas e numeradas. Com base criada em lambris de madeira, que remetem à década de 60 e 70, o artista plástico também utiliza a rádica, pinho de riga, entre outros materiais, que valorizam todo o objeto. As cúpulas estarão disponíveis em três tamanhos diferentes, que podem compor com a linha de base criada por Camasmie.
A mostra é inspirada na tendência Bauhaus, representadas por figuras femininas e flores exóticas, estilo já presente em outras obras do artista. Nesta referência as peças ganham características longas, menos rebuscadas e totalmente clean . Para Camasmie a arte inspira decoração. “ Esta linha será representada com figuras e flores exóticas do período em que trabalhei as imagens iluminadas e plenas de referências psicodélicas, com forte influência das décadas dos anos 60 e 70 de Bob Dylan”, conta Camasmie. Ainda dentro da mostra Arte Luce é possível conferir modelos de cúpulas “prêt-à-porter” grafitados em preto e branco, onde os retratados serão os rostos de celebridades.
O paulista Roberto Camasmie iniciou sua carreira eternizando as socialites paulistas da década de 60 em retratos feitos à mão. O trabalho do artista plástico brasileiro conquistou a Europa já na mesma época e sempre surpreendeu a todos pela criatividade e originalidade em produzir sua arte com ineditismo, em diversos materiais.
Jaqueline Onassis, Sophia Loren, Catherine Deneuve e Diane Von Fustemberg , além rainhas e princesas, entre elas Diana, estão entre as personalidades retratadas por Camasmie, que já esteve entre indicados para o “ Who' s Who”, um dos dicionários mais famosos do mundo onde são citadas as personalidades mais conhecidas na arte e na moda. No Brasil, a história do país também leva os traços de Roberto, que produziu inúmeros retratos de presidentes, políticos e grandes personalidades. Além dos retratos, Roberto Camasmie tem sua trajetória marcada por bonecas, flores, animais, cidades brasileiras e releituras arrojadas de obras que marcaram os séculos XVI e XVII e as telas a óleo, inspiradas nas Escolas Holandesa, Flamenga e Veneziana. “Sou um artista que está sempre buscando o novo. Utilizo com muita freqüência técnica mista, onde tenho a liberdade de usar vários materiais, desde tintas a objetos, recortes colagem e etc.” diz o artista, que este ano comemora 40 anos de sucesso das suas pinceladas!
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço Roberto Camasmie
Rua Bela Cintra, 1.992 - Jaridns - São paulo - SP |
2010
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"Mãos” Malu by Fox - Uma mostra diferenciada reunirá artes plásticas, fotografia e música em um só evento para inaugurar a exposição “MÃOS” Malu by Fox, que traz obras de Malu Ugo e fotografia de Christian Fox.
Durante a exposição, Malu apresentará 14 pinturas figurativas geométricas e Fox 14 fotos tendo como temática as mãos da artista. Durante o vernissage, as melhores características de cada um dos dois serão embaladas por música erudita, onde Malu, também conhecida como eximia pianista, se encarregará do piano.
Além disso, a Orquestra de Cordas Laetare fará uma apresentação sob a regência de Muriel Waldman, com solo do violinista Yuriy Rakevich. Simultaneamente, em uma conjunção que promete momentos mágicos, os presentes vão assistir a um vídeo produzido por Fox.
Com suas várias facetas, a mostra promete ser uma extensão dos saraus que Malu promove em sua casa, freqüentados por toda a elite intelectual, onde músicos, fotógrafos e artistas interagem proporcionando momentos inesquecíveis de lazer e cultura.
Além disso, ela foi especialmente escolhida para finalizar a temporada 2009 do Espaço Cultural Canvas. Segundo Sandra Setti, curadora da galeria, este vernissage encerra o ano como uma prévia da linha que o espaço seguirá em 2010. “No próximo ano pretendemos trazer eventos mais interativos, inovando na forma de apresentar o melhor de vários segmentos da cultura em um só evento”, explica Sandra.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Espaço Cultural Canvas - Hotel Hilton São Paulo Morumbi
Av. das Nações Unidas, 12901- Brooklin Novo – São Paulo - Telefone: (11) 2845-0000
www.canvasbarerestaurante.com.br |
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Eu vejo, tu olhas ... ele Déjà Vu - do artista plástico Fernando Ribeiro, com dezoito obras em suportes diversos de sua nova fase da série Déjà Vu . Os trabalhos, em grande parte criados especialmente para a exposição, são as primeiras obras do desdobramento da série Déjà Vu . As obras exibem o relacionamento do artista e sua interpretação pessoal da História da Arte; não são criadas com base em suposições. Fernando Ribeiro não se preocupa com o conhecimento profundo da arte por seu observador, mas sim sua identificação com ícones de seu repertório. É um artista que adapta antigos conceitos às novas mídias. Diferentes suportes são utilizados pelo artista que se utiliza desta diversidade para criar obras a partir da observação critica do corriqueiro e do banal uma vez que Fernando Ribeiro acredita que “tudo está ai, em suspensão, só que quase ninguém vê.”
Em Eu vejo, tu olhas... ele Déjà Vu, o artista mostra uma pintura inédita em acrílica sobre tela, em grandes dimensões, com o diferencial da inclusão de ‘ assemblages '. Aqui o artista inova com o principio da transformação de uma obra plana em tridimensional. Fernando Ribeiro , com a licença concedida aos artistas, apropria-se da obra de Velazquez – Las Meninas – inserindo quadros dentro de um quadro.
Outra obra presente é composta por um álbum e uma caixa-objeto de tiragem limitada a 40 exemplares. Este trabalho é composto por uma série de 10 gravuras originais, da série Déjà Vu , com dupla utilização já incluída no seu conceito original: com a composição sugerida com a caixa objeto, que também é uma obra completa por si só, ou cada gravura exposta de forma isolada. Os trabalhos pertencentes ao conjunto também serão mostrados na exposição.
Em suportes atuais, um álbum eletrônico, vídeo instalação, exibe imagens das gravuras de forma transmutada, permitindo a visualização, em mídia eletrônica, das imagens que compõe o álbum físico, em seqüência randômica.
Suportes tradicionais surgem nos trabalhos da série Déjà Vu como parte de dois objetos em acrílico. Suportes contemporâneos onde Fernando Ribeiro exibe sua habilidade com as novas mídias, estão presentes nos dois trabalhos compostos por uma pequena tela de plasma portátil, com moldura própria e opção de caixa de sustentação própria.
No momento atual o artista se recria com a utilização de sua série Déjà Vu vista por um novo angulo, posicionando-a em nova etapa. Em fases anteriores, os trabalhos eram executados primeiro em papel, depois gravura. A progressão da série se dá a partir do momento em que a pintura começa a absorver assemblages de outros materiais – alto relevo e também através da subversão da ordem normal das coisas. Acrescente-se a isso, as mídias eletrônicas. Fernando Ribeiro define sua mostra: “ Uma exposição onde a arte conversa com a arte!”
Déjà Vu – a série é composta por uma seleção de trabalhos onde Fernando Ribeiro faz pequenas intervenções, delicadas e irônicas, sobre obras de outros artistas, seguindo uma linha histórica dos autores que mais o agradam. As pinturas sobre papel falam do momento atual da arte em que se diz que “tudo já foi feito”. Em seu trabalho, Fernando Ribeiro interfere em obras de artistas consagrados como Marcel Duchamp, Pablo Picasso, Andy Warhol, Miro, Man Ray e os brasileiros Leonilson, Bispo do Rosário e Nelson Leirner, entre outros. “Não agüento mais as pessoas falarem que tudo já foi feito e que a arte está ensimesmada. A ironia é a forma que vi para dizer que mesmo se fazendo o trabalho dos outros a gente pode criar e se divertir”, afirma.
Para o artista, o lado divertido da brincadeira é que ao receber o nome “ Déjà Vu” , a obra toda vira uma provocação impar com um resultado estético belíssimo. “Achei tudo tão interessante que produzi feito um louco, sem achar que fosse virar uma individual em tão pouco tempo. No meio do caminho, percebi que havia uma linha histórica sobre a arte, foi absolutamente instintivo. E vi que isso era bom, pois passava pelos meus prediletos, o que eu também não havia pensado”, afirma.
O Artista
Fernando Ribeiro é natural de São Paulo. Sua identidade com o desenho vem desde os anos iniciais de sua adolescência. E, por influencia da obra de Robert Crumb, inicia sua carreira aos 16 anos, na Lynx Film, como arte finalista e participa do longa metragem de animação “ Simplex ” , ganhando o Leão de Ouro em Cannes. Transfere-se para o Rio de Janeiro e começa a trabalhar no Estúdio Hanna Barbera. Na época estuda com o cartunista Molica na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Ao retornar a São Paulo, Fernando Ribeiro é convidado a assumir a criação do tablóide infantil dominical do Diário do Povo. Aluno do atelier Nelson Leirner, no Rio de Janeiro, tornando-se produtor do artista nos anos seguintes como também seu assistente em exposições nacionais e internacionais. A partir de 1990, dedica-se exclusivamente as Artes Plásticas.Se junta a Cooperativa dos Artistas nos anos 90, chegando a exercer o cargo de diretor. Permanece no grupo por mais de uma década. No ano de 2001, inicia parceria com a Monica Filgueiras Galeria de Arte, sua representante desde então, e local onde participa de sua primeira exposição – coletiva - de objetos e esculturas. Apos algumas tentativas de trabalhos coletivos, seu espírito inquieto o faz decidir-se por uma trajetória individual, que já demonstra resultados por haver ultrapassado fronteiras locais e internacionais com suas criações.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Mônica Filgueiras Galeria de Arte
Rua Bela Cintra, 1.533 – Tel.:(11) 3082.5292 |
2010


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OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS - , do artista Cacau Brasil, marca a primeira utilização da Passarela da Estação da Luz - por onde passam diariamente 400 mil pessoas - como uma extensão do Museu da Língua Portuguesa, que co-realiza a mostra. Este trabalho multimídia inédito do jovem artista mineiro estará aberto para o público no prédio histórico da Estação da Luz, no centro de São Paulo. O objetivo é apresentar ao visitante o lirismo do cotidiano, através de diversas manifestações artísticas: pintura, poesia, música, vídeo-arte e performances cênico-musicais. A mostra tem a marca da acessibilidade, podendo ser absorvida por todo o tipo de público, independente de prévia informação, nível cultural ou necessidade especial.
OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS tem concepção e criação artística de Cacau Brasil, direção geral Ritelza Cabral, direção musical de Marcos Resende e direção cênica de Alexandre Roit. A curadoria da exposição multimídia é de Paulo Klein e a museografia de Silvia Landa, da Arquiprom. A produção geral é de Roberto Malta e Valéria Martins da Mais Cultura. Uma co-realização do Museu da Língua Portuguesa, Poiesis - Organização Social de Cultura, Cooperativa Cultural Brasileira e Toca Brasil. Apoio da CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Nesta proposta o artista disseca signos, através da pintura, de totens com textos poéticos, a inserção de aromas e texturas a serem explorados, tudo de um modo límpido e delirante, como sugere no título OMISTERIOEMTEMPOEMPOESIAS”. O espaço da exposição é um corredor fechado de 34m de extensão por 4m de largura e 2,40m de altura montado numa das passarelas da Estação da Luz. Em um ambiente com iluminação especial tudo leva à assimilação da pintura, das impressões poéticas e das experimentações de Cacau Brasil.
OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS envolve o espectador a partir da entrada, se propondo a ativar todos os seus sentidos. Através desse percurso, o visitante passará pelas obras que dialogam e interagem entre si e com ele, possibilitando que cada um monte o seu quebra-cabeça pessoal dos significados da mostra. Criada e dirigida por Cacau Brasil, a mostra teve três exercícios de sua concepção final – a que é apresentada pela primeira vez em São Paulo – em Fortaleza, onde vive o artista.
A mostra é composta de 15 painéis com pinturas a óleo sobre tela e técnica mista, onde a poesia é sugerida através de signos inscritos com cores metálicas (cobre, ouro, prata). Placas de acrílico com textos poéticos, sons e melodias coletados pelo artista e um vídeo, com duração de sete minutos são elementos que propõem uma vivência espacial através de símbolos e ambientes imaginários. A trilha sonora do vídeo é de Paulo Rafael, guitarrista e diretor musical, que criou um mantra contemporâneo a partir da sonoridade dos metais. Os pilares da poesia são outro elemento sensorial da mostra, que estimula novas possibilidades perceptivas. Através da utilização de luz negra, as palavras “formam e sustentam” os pilares da poesia. Um manequim de corpo feminino, com inscrições de símbolos e letras, também integra o espaço expositivo em perspectiva com os pilares.
A performance cênico-musical utiliza técnicas de teatro de rua, música e expressão corporal e é parte integrante da obra. O texto da performance, também escrito por Cacau Brasil, é sua sétima produção de cunho performático-teatral. Em São Paulo, a performance de Cacau será feita por quatro atores e quatro músicos nas ruas e no entorno da Estação da Luz, onde está a exposição. A proposta é despertar a atenção das pessoas que circulam pela região e estimulá-las a visitar e se integrar ao contexto d’ OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS
O edifício da Estação da Luz, patrimônio histórico do século XIX, foi doado à cidade pelos ingleses e ocupa 7.500 metros quadrados do Jardim da Luz. De estilo vitoriano, hoje abriga a estação de trem, de metrô e o Museu da Língua Portuguesa, um centro de referência do idioma com exposições, palestras e eventos culturais.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Passarela da Estação da Luz
Praça da Luz, s/no – Luz – Telefone: 11. 3326.0775 – São Paulo. |
2010
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Guerra dos Emboabas – 300 Anos Depois - promovida pela Via Social Projetos Culturais e com patrocínio da CEMIG e ELETROBRÁS. A mostra, com curadoria do historiador Leonardo José Magalhães Gomes, reconstitui o trajeto realizado pelos Bandeirantes de Minas Gerais até a capital paulista, traçando um painel do conflito que marcou a história do país, por meio de uma criteriosa seleção de textos divulgados por historiadores do século XVIII ao XXI, e é enriquecida com fotos, ilustrações e reprodução de material iconográfico.
O visitante poderá percorrer os mais de 300 m² da Casa do Bandeirante e conferir os diversos módulos que compõem a exposição, em diferentes materiais, cores e tamanhos, os quais retratam temas específicos sobre o episódio, como o território, a fauna e flora, os caminhos para Minas, a paisagem da região, os tipos de mineração, os emboabas, as conseqüências do conflito, a fundação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, entre outros tópicos. Além disso, estarão disponíveis para consulta catálogos, fotografias, pinturas, mapas e objetos utilizados pelos Bandeirantes durante a corrida pelo ouro.
A capital paulista também sedia o Ciclo de Palestras “300 anos da criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro” , no dia 09 de novembro, no Instituto Itaú Cultural, reunindo historiadores e pesquisadores renomados como Adriana Romeiro e João Antônio de Paula, ambos da UFMG, Laura de Mello e Souza, da USP e John Manoel Monteiros, da UNICAMP. Serão tratados temas relacionados ao conflito, bem como sobre a Cultura Bandeirante, Instituições Políticas no século XVIII e História e Cultura em Minas Gerais.
A EXPOSIÇÃO FOI REALIZADA NO(A):
Casa do Bandeirante
Praça Monteiro Lobato, s/nº - Butantã – São Paulo – Fone (11) 3031-0920 / 0921 |
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